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História The last - Imagine Park Jimin - Capítulo 44


Escrita por:


Notas do Autor


Boa noite pessoal!

Venha com uma noticia! ESTAMOS NA RETA FINAL!!!! T.T

Segue mais um capitulo e como sempre, peço desculpas pelo o horário. XD
Espero que gostem e boa leitura a todos vocês.

Beijos :**

PS: Eu ainda não encontrei tempo para responder vocês nos comentários, mas aqui está a prova de que leio todos eles. Uma de vocês me pediu uma foto do Andy, de como o imagino. Então está ai *----*

Capítulo 44 - Run


Fanfic / Fanfiction The last - Imagine Park Jimin - Capítulo 44 - Run

 

Arimin On.

 

Abri meus olhos lentamente e olhei em volta, a claridade do dia entrava pela varanda do quarto do Jimin. Sentei em sua cama e olhei no relógio ao lado e esse marca onze horas da manhã. Levantei dali e fui direto para o banheiro, fiz minha higiene matinal e sai do quarto. Eu conseguia sentir todos eles na sala. As habilidades me impressionavam todos os dias.

-Tem certeza que ele falou isso? - Ouvi Kook exclamar.

Cheguei ao final da escada e parei, Nabi estava encostada na porta da entrada e encarava o chão. Parecia estar os ouvindo conversar na sala.

-Sim... - Jimin respondeu suspirando.

-Para onde ele foi agora? - Namjoon perguntou.

Nabi levantou sua cabeça e me viu ali em pé. Seus olhos estavam vermelhos, o que houve? Me aproximei dela e fiquei surpresa quando apareci em sua frente em questão de segundos.

-O que foi? - Perguntei olhando para ela.

Ela abaixou sua cabeça novamente e pegou em minha mão.

-Eu não sei. - Jimin continuou respondendo. - Ele apenas saiu andando.

Estavam falando de quem? Virei o rosto e olhei para ela, estava quieta. Puxei-a dali e a arrastei até a biblioteca, sentei ela no sofá e parei em sua frente.

-O que aconteceu? - Perguntei.

Ela respirou fundo e me encarou.

- Yoongi... - Respondeu. - Eu acho que ele matou o Hojoon.

Arregalei meus olhos minimamente. Isso era bom?

-Ele mesmo disse isso? - Perguntei me sentando ao seu lado.

Ela concordou com a cabeça e suspirou, eu a conhecia muitíssimo bem e sabia que estava se segurando muito para não extravasar.

-Hojoon... - Ela falou me chamando a atenção. - Matou a Nancy.

Arregalei os olhos novamente e levei a mão até a boca. O que? O tio deles deu a ordem para queimarem a Nancy? Isso explicava tudo.

-Nabi...

-Eu sei. - Ela sorriu levemente. - Ele sempre procurou pelo o responsável, mas...

Coloquei minha mão em seu ombro.

-Ficou chateada? - Perguntei.

-Eu o entendo. - Ela falou. - Mas ele me disse que iria seguir em frente, eu pensei que ele não estivesse mais com esse ódio no coração.

Olhei para o chão e fiquei em silêncio, eu não tinha ideia do que ela estava sentindo. Nancy foi alguém muito importante na vida de Yoongi e por ele ainda querer vingança mostrava que aquilo permanecia cravado em seu peito.

- Eu vou ficar bem, só preciso digerir tudo isso. - Ela falou ficando em pé.

Levantei a cabeça e olhei para ela.

-Tem certeza? Eu posso ficar com você. - Falei e ela sorriu negando com a cabeça.

-Não se preocupe. - Falou e saiu dali.

Juntei minhas mãos no colo e respirei fundo, isso deve estar sendo difícil para ela. Se Yoongi matou o tio deles, como os anciões irão reagir a isso? Não era para eles pegarem Hojoon vivo e entrega-lo a eles e somente assim serem liberados das punições?

-Ele não morreu. - Ouvi alguém falar da porta.

Virei minha cabeça e vi Andy em pé, estava com uma calça jeans preta e um moletom vermelho. Quando dei por mim estava sorrindo em sua direção.

-Sente aqui. - Bati no sofá ao meu lado.

Ele entrou e fez o que eu pedi. Eu demorei em dormir ontem, passei a noite inteira pensando no que ele me disse.

-Hojoon não está morto. - Ele falou olhando para mim.

O encarei surpresa.

-Como assim? - Perguntei.

Ele encarou o chão e suspirou.

-O tio Yoongi não o matou, ele pensa que sim. - Respondeu. - Mas ele está vivo até hoje, digo no meu tempo.

Arregalei meus olhos. Como ele sobreviveu? Yoongi não erraria sobre ele estar morto, erraria?

-Contou isso a eles? - Perguntei.

-Não... - Ele respondeu. - Eu preciso parar de mudar as coisas, eu vim aqui somente com um propósito.

Levei minha mão no peito. Ele veio impedir a minha morte.

-Então por que me contou isso? - Perguntei.

-Eu não sei... - Ele abaixou sua cabeça. - Eu não conhecia a sua amiga, no meu tempo ela está desaparecida e o tio Yoongi a procura sem parar. Fiquei um pouco mau vê-la triste daquele jeito.

Sorri, Andy possuía um coração muito bom e isso me deixava muito feliz.

-Posso contar aos meninos? - Perguntei pegando em suas mãos. - Hojoon é um vampiro muito cruel e não enxerga maldade nas ações de Ni Mira, precisamos para-lo.

Andy suspirou e encarou nossas mãos juntas.

-Acho sim, até porque no meu tempo ele continua do mesmo jeito. - Respondeu. - Quando encontra o meu pai, o ataca para matar. Até mesmo comigo, uma vez...

-Não. - O corte e fechei os olhos. - Não quero nem imaginar o que esse homem tentou fazer com você.

Ele sorriu e eu notei seu rosto ruborizar um pouquinho. Ele tinha mais intimidade com o Jimin por já viver com ele no futuro, mas a mim ele nunca conheceu, até agora.

-Mas o pai me ajudou, então não deu em nada. - Sorriu e seus olhos se fecharam como os de Jimin.

-Me diz... - Aproximei mais um pouco dele. - Como é o relacionamento de vocês?

Andy olhou para qualquer ponto aleatório e pareceu pensar um pouco.

-Ah... - Começou a falar. - Nos damos muito bem, Tia Hee falou que ele mudou muito depois que você... - Ele me olhou e parou.

-Depois da minha morte? - Perguntei.

-Isso. - Abaixou sua cabeça. - Ela falou que o papai mudou drasticamente, ele sofre até hoje pela a sua morte. Mas mesmo assim nunca se esqueceu de ser um pai presente, tudo que sei hoje devo a ele. A minha maneira de lutar, correr... Vô Ong também me ajudou bastante com os poderes de bruxo.

Eu não conseguia imaginar Jimin sofrendo, só de pensar meu peito se apertava.

-Mas eu vou mudar isso. - Ele falou e me tirou daquele devaneio. - Eu voltei para impedir a sua morte e ele vai ficar muito feliz. Nós vamos ficar.

Aquilo me fez sorrir. Tudo nessa vida há uma consequência para cada ato, eu particularmente não fazia ideia do que aconteceria se ousassem mudar o destino. Com certeza haveria alguma consequência em relação a isso e o medo dessa cair sobre Andy estava começando a me tomar.

 

Jimin On.

Depois de uma semana inteira sem chover, o mau tempo voltou a se formar com frequência e o céu se encontrava totalmente fechado por nuvens carregadas.

-Espera! - Falei e ele parou.

Yoongi voltou e estava totalmente desnorteado, ainda tinha sangue em suas mãos.

-O que fez? - Perguntei.

Quando falou que havia matado Hojoon, simplesmente saiu andando, sem mesmo falar ou olhar para Nabi. Ela com certeza estava sofrendo com toda essa situação e ele falou que iria seguir em frente com ela. E se Nabi ficar chateada, Arimin também irá e isso não vai me deixar feliz nenhum pouco.

Eu na verdade o entendia, Yoon procurou o culpado pela morte dela há séculos. Eu faria o mesmo que ele, com certeza o ódio me cegaria, mas haviam limites. Ele estava com Nabi, e a sua prioridade no momento deveria ser ela e não o seu ódio que até então estava guardado a sete chaves.

-Eu não sei o que deu em mim. - Respondeu passando suas mãos sujas com o sangue nos cabelos. - Quando acordei, na verdade nem dormi. Quando me levantei, um desespero me tomou e eu fui atrás dele.

-O matou mesmo? - Perguntei me aproximando.

-Eu acho que sim. - Respondeu olhando suas mãos. - Eu o ataquei e saí desesperado pelo o bosque.

-Vamos procurar pelo o corpo dele, pode ser que ele não esteja morto. - Falei.

Ele abaixou seus braços e respirou fundo.

-A Nabi...

-Sim, ela sabe de tudo. - O cortei. - Ela está andando pelos cantos da casa feito um zumbi.

-Eu vou falar com ela. - Falou.

Apenas assenti com a cabeça e ele saiu andando. Esse não era ele, Yoon jamais mataria alguém dessa maneira, mesmo que a pessoa tivesse feito a pior coisa do mundo. Mas esse ódio em especifico o movia sem o seu consentimento.

-Jimin. - Ouvi Arimin me chamar.

Ela estava na varanda de baixo e segurava a mão de Andy, vê-los junto daquela maneira me passou uma paz pelo o corpo, não importava a situação, a pior coisa poderia ter acontecido, somente vê-los assim me acalmaria.

-Oi. - Me aproximei de ambos.

-Andy me contou uma coisa. - Falou quando parei na sua frente.

Olhei para o garoto e ele me encarava.

-O que foi Andy? - Perguntei.

-O senhor Hojoon continua vivo. - Respondeu. - No meu tempo ele está vivo e ainda conspira com a Ni Mira.

Arregalei os olhos, isso significa que Yoongi somente o atacou com ferimentos feios. Não sei por que, mas um alivio passou pelo o meu peito.

-Tem certeza? - Perguntei.

-Sim pai, ele tentou matar nós dois muitas vezes... - Respondeu. - Quero dizer, você do futuro.

Aquilo fez Arimin sorrir e encarar o garoto ao seu lado. Levei minha mão até o queixo, se ele não morreu com os golpes e Yoongi estava quase certo de tê-lo matado, significa que Ni Mira deve ter feito algo para cura-lo.

-Andy... - Me abaixei em frente ao garoto. - O que os dois fazem no seu tempo?

-Eles meio que viraram os ‘caçadores da própria espécie. ’ - Respondeu. - E Ni Mira ainda tem como objetivo me matar e pegar seus poderes de volta.

-Que horror. - Arimin exclamou encostando seu corpo no parapeito da varanda. - Ela mata os vampiros e Hojoon a ajuda com isso?

-Sim, muitos de nós temos medo dela. - Andy olhou para ela. - Somente papai luta contra ela sem medo.

Fiquei em pé e suspirei, claro que eu não teria medo. Ni Mira naquele tempo levou Arimin para sempre, meu sangue deve ferver em pura vingança.

-Você não tenta lutar com ela né Andy? - Ouvi Arimin perguntar preocupada.

-Embora eu tenha muitos poderes para isso, meu pai acha melhor manter distancia. - Respondeu. - Pois ela sabe o nível dos meus poderes, afinal, eram dela. E se mesmo assim ela tenta me atacar, papai suspeita de alguma carta na manga dela.

Arimin respirou aliviada.

-Que bom que Jimin continua inteligente daqui treze anos. - Falou e o garoto sorriu.

-Ele é muito mesmo. - Falou.

Mas aqui Ni Mira poderia não ter essa carta na manga, ela olhou Andy horrorizada quando ele a jogou contra a árvore.

-O que está pensando Jimin? - Arimin perguntou.

-Só estava pensando que a Ni Mira de hoje não faz ideia de que o Andy é o nosso filho. Mas deve ter reconhecido seus poderes na noite em que atacou. - Respondi me encostando ao lado dela.

-Eu poderia ajudar vocês e... - Ele começou a falar.

-Nem pensar. - Para a minha surpresa, eu e Arimin dissemos juntos.

O garoto nos encarou surpreso.

-Mas pai, você mesmo disse que ela não deve ser como é no meu tempo, a chance dela não ser forte o suficiente para os meus poderes de bruxo é muito maior.

Fechei os olhos e respirei fundo. Eu não sei, mas algo dentro de mim não queria ver esse menino no meio da guerra que estava por vir de jeito nenhum.

-É melhor ficar aqui Andy. - Arimin falou ao meu lado.

-Não, vocês precisam confiar em mim. - Ele se aproximou de nós dois. - Eu sou bom.

Olhei dentro dos seus olhos e vi desespero, ele estava disposto a nos ajudar de qualquer maneira. Mas mesmo assim, eu ainda era contra isso.

-Não. - Falei.

-Pai...

Eu nunca ouvi ele chamar Arimin de mãe como chamou naquela noite. Mas a mim ele dizia a palavra ‘pai’ tão naturalmente, que aos poucos se tornara normal para mim.

-Andy, não pode. - Arimin falou de novo. - Se acontecer alguma coisa com você...

-Não vai. - Ele exclamou. - Me deixem ajudar.

O meu ‘eu’ do futuro estava atrás dele e se ele chegar aqui e encontrar o filho machucado ou talvez até morto, vai enlouquecer. Isso é certeza, eu sei muito bem disso. Por que até mesmo agora, eu acho que surtaria.

-Você é uma criança para ficar...

-Eu não sou. - Ele me cortou. - Eu sei que sou muito novo, mas sou o melhor dentre todos os outros da minha idade, eu sou forte e rápido. Me deixe te ajudar.

Olhei para o lado e fechei os olhos. Que menino teimoso.

-Filho... - Arimin se aproximou dele e isso me fez encara-la.

Era primeira vez que ela o chamava de ‘filho’. Andy olhou para ela surpreso e prendeu o ar, notei suas mãos se fecharem em punhos ao lado do corpo.

-Eu... - Ele falou.

-Não queremos que você se machuque. - Ela falou colocando suas duas mãos no rosto dele. - Claro que confiamos em você, afinal, você salvou a minha vida.

Ele olhou para baixo e ficou em silêncio. Estava desesperado, se ele fracassar em salva-la da morte tudo isso terá sido em vão e ele vai sofrer duas vezes mais, por que agora ele a conhece. Suspirei e peguei em sua mão fazendo ele olhar para mim.

-Tudo bem. - Falei e Arimin me olhou assustada.

-Jimin. - Ela falou.

-Eu vou estar lá, não vou deixar nada acontecer com ele. - Falei olhando nos olhos dela.

Andy me surpreendeu com um abraço repentino.

-Eu sabia que iria entender. - Falou.

Apenas levei uma mão em seus cabelos.

-Eu preciso falar com o vô Ong. - Falou se afastando.

Sorriu para nós dois e saiu dali rapidamente. Arimin olhou para baixo e juntou suas mãos em frente ao corpo.

-Eu conheço essa cara. - Falei. - O que foi? - Perguntei. - Ficou brava? Eu vou estar lá, não deixarei nada acontecer, eu prometo.

Se dependesse de mim, eu não deixarei ninguém encostar em um fio de cabelo dele.

-Não é isso, eu sei que vai protegê-lo bem. - Ela suspirou. - Eu só estava pensando que ele tem mais intimidade com você.

Aquilo me fez sorrir, me encostei novamente no parapeito e a puxei na minha frente. Contornei sua cintura e ela apoiou suas costas em meu peito.

-Ele te conheceu faz pouco tempo. - Falei. - Eu também me sinto um pouco estranho ainda, mas ele cresceu com o pai no futuro e querendo ou não, eu sou ele. Mas tenho certeza que a maior felicidade dele é poder vê-la viva e bem.

Ela sorriu e colocou sua mão em cima da minha. Eu vou fazer tudo para que o destino dela mude, não vou deixar nada me tirar Arimin. Não quando estou ganhando essa chance.

 

Nabi On.

 

-Nabi. - Ouvi a voz do Yoongi.

Eu estava deitada na cama, deixei o quarto escuro e pensei em dormir um pouco. Mas nada me fazia esquecer ele coberto de sangue e ódio. A porta estava encostada, mas ele batia esperando alguma resposta minha.

-Entre Yoongi. - Falei encarando o teto escuro.

Ouvi a porta ranger quando essa foi aberta, mas não virei o rosto para vê-lo entrar.

-Nabi, podemos conversar? - Perguntou.

-Pode falar. - Respondi na mesma posição.

Eu sei que o que ele está passando é difícil, mas é difícil para mim também. Eu sempre fui uma pessoa insegura e paranoica. Desde criança eu não podia ver alguém falando baixo que eu pensava que estavam conspirando contra mim, eu tinha ciúmes de Arimin quando ela conversava com as outras meninas. Eu só tenho medo de ficar sozinha, e ele me faz sentir essa insegurança.

-Não vai olhar para mim?- Perguntou.

Fechei os olhos e puxei o ar, eu não estava pronta para conversar sobre isso agora. Senti a cama afundar ao meu lado e ele pegar em meu pulso.

-Nabi. - Falou me sentando.

Deixei que ele me sentasse e abaixei a cabeça. Meus cabelos caíram para frente, cobrindo todo meu rosto, mas não mexi sequer um dedo para tira-los do caminho.

-Olhe para mim. - Ele falou levantando o meu rosto.

O quarto estava escuro, mas a claridade da lua que entrava pela varanda me permitia ver seu rosto. Ele estava limpo, todo aquele sangue não estava mais ali e aquilo me relaxou muito.

-Yoongi, podemos conversar depois? - Perguntei.

-Não. - Ele exclamou segurando os meus braços. - Eu quero que me escute...

Fechei os olhos e respirei fundo novamente.

-Pode falar. - Falei.

-A morte da Nancy...

-Eu sei. - O cortei. - Eu sei que o tio de vocês a matou e não tiro a sua razão de querer vingança, eu sei que você a ama loucamente.

Senti meus olhos arderem.

-Nabi...

-Eu sei tá legal. - Exclamei. - Você nunca vai esquecê-la, disse que seguiria em frente comigo, mas eu sei que nunca vou conseguir tirar isso de você.

Meu coração parecia que iria sair do meu peito. Aquilo estava me deixando tão mau, eu queria poder ser rápida como eles e sumir desse quarto. Eu olhava para ele e o que vinha em minha cabeça era sua voz, chamando por ela enquanto eu estava deitada ao seu lado.

-Não. - Ele falou alto. - Não fale essas coisas, eu amo você.

-Para Yoongi. - Fale me afastando dele. - Ontem você disse isso e logo depois eu acordei com você chamando por ela...

Ele arregalou seus olhos e ficou me encarando. Nem ele sabia disso.

-Nabi, por favor, me deixe...

Fiquei em pé e sai andando, mas fui barrada por ele quando apareceu em minha frente.

-Eu não quero falar sobre isso agora. - Falei me afastando dele novamente.

-Nabi. - Ele se aproximou.

Virei e sai andando em direção à varanda, ele pegou em meu pulso e me puxou. Bati em seu peito, e senti ele contornar minha cintura com os braços e me segurar firme ali.

- Eu nunca vou ser como ela. - Falei olhando para o lado e senti as lágrimas começarem a descer.

-Eu não quero que seja como ela. - Ele falou. - Nabi eu me apaixonei por você, o que aconteceu foi... Eu...

Sorri e olhei para ele.

-Não precisa me explicar. - Falei colocando minhas duas mãos em seu peito. - Eu sei muito bem o que aconteceu.

-Não, você não sabe. - Ele exclamou.

Tentei empurra-lo, mas era impossível. Yoongi era muito forte e eu só sairia dali quando ele decidisse me soltar.

-Me solte. - Falei.

-Não. - Ele falou. - Me escute, eu enlouqueci sim. Quando eu descobri o que meu tio tinha feito, o ódio que vim sentindo por séculos me cegou, não foi o meu amor pela Nancy que me fez mata-lo.

Prendi o ar. Eu sei que isso é comum no mundo deles, mas no meu não. Eu não queria que ele matasse uma pessoa, isso só iria atormenta-lo depois e eu não queria isso.

-Yoongi...

-Foi o meu rancor, minha angustia. - Continuou falando. - Eu estava sufocado, eu precisava me livrar daquilo e fui atrás dele. Mas Nabi, eu amo você, é com você que eu quero ficar...

-Você disse que seguiria em frente... - Falei baixo.

Eu ainda me lembro de como me senti com aquelas palavras. Quando ele me beijou e disse que queria seguir comigo, aquilo me deixou extasiada. Foi ali que eu senti pela primeira vez o que era o amor.

-E eu vou. - Ele falou. - Eu estou seguindo...

-Matando ele, sujando suas mãos de sangue? - Perguntei. - Chamando por ela enquanto dorme? Eu não consigo, me desculpa, mas é difícil para mim.

Ele ficou me encarando e aproveitei essa sua distração e consegui sair dos seus braços. Ele me olhou se afastar e notei fechar suas mãos em punhos.

-Está sendo difícil para mim também. - Falou. - Eu preciso que me entenda.

-Eu te entendo. - Falei passando a mão no rosto para secar as lágrimas. - Claro que eu te entendo.

-Então. - Ele se aproximou.

Afastei-me dele de novo e isso o fez parar.

-Mas eu preciso que você também me entenda. - Falei. - Eu amo você, eu sou louca por você. Meu Deus, eu nunca senti por alguém o que sinto por você em toda a minha vida. Mas eu não tenho toda a eternidade que você tem para esperar esquecer ela de vez e ser somente meu.

Ele prendeu o ar e olhou para o lado.

-Está terminando comigo? - Perguntou.

Abaixei a cabeça e fechei minhas mãos em punhos. Aquilo estava acabando comigo, eu nunca pensei que um dia brigaríamos dessa forma.

-Yoongi...

Ele apareceu em minha frente e me prensou contra a parede e tomou meus lábios com urgência. Coloquei minhas mãos em seu ombro e tentei empurra-lo, mas ele me segurava firme. Seus lábios estavam quentes e aquilo me fez estremecer, fechei os olhos e o puxei pelo pescoço, o senti contornar minha cintura e meu puxar forte contra ele.

-Não me deixe. - Ele falou entre meus lábios. - Eu sinto muito, me desculpe...

-Yoongi. - Falei me separando dele.

Ele afundou seu rosto em meu pescoço e me abraçou. Meus pés estavam praticamente fora do chão com tanta precisão que ele me puxava em seus braços.

-Não deve ser desculpar por isso. - Falei passando a mão em seu cabelo. - Você estaria indo contra tudo o que sentiu por ela um dia...

-Não. - Ele balançou a cabeça. - Eu não quero mais sentir nada e nem lembrar, só fique comigo, me desculpe... Nabi...

Meus olhos arderam e novamente as lágrimas tornaram a cair. Eu jamais conseguirei abandonar ele, eu preciso ser forte e ajuda-lo. Eu sei que ele me ama, mas ele também ama a Nancy e eu preciso viver com isso.

-Eu não vou te deixar. - Falei.

Ele se separou de mim e olhou dentro dos meus olhos.

-Eu te amo, eu a amo demais. - Falou.

Sorri e coloquei minha mão em seu rosto.

-Eu também. - Falei baixo.

Ele me puxou novamente e selou meus lábios, fechei os olhos e o correspondi rapidamente. Eu não quero perdê-lo, eu amo ele com todas as minhas forças e não sei o que será de mim se terminar o que começamos a construir juntos. Enterrei meus dedos em seus cabelos e senti-o descer suas mãos em minhas pernas, encavalei em seu quadril e ele caminhou em direção à cama. Deitou-me sobre os lençóis gentilmente e veio por cima de mim e iniciou um beijo em meu pescoço.

Fechei os olhos e tombei minha cabeça para trás, ele abriu minhas pernas com as suas e se arrumou ali. Puxei seu rosto em minha direção e tomei seus lábios novamente, ele abriu sua boca e invadiu a minha com a sua língua. Não existia sensação melhor do que estar em seus braços.

Levei minhas mãos por dentro do seu moletom e o arranhei, ele arfou em minha boca e se moveu sobre mim. Mordi meus lábios e contornei seu lombar com as minhas pernas.

-Eu te amo... - Ele falou.

Contornei seu pescoço com os braços e o apertei mais forte, senti ele levantar minha blusa e dei espaço para ele se livrar da peça. Logo suas mãos desceram nos botões do meu short e a peça desceu rapidamente pelas minhas pernas.

Aproveitei que ele estava de joelho e levei minha mão na barra do seu moletom. Puxei por sua cabeça e joguei para o canto, ele se deitou sobre mim novamente e beijou meu pescoço, desceu em minha clavícula e depois em meus seios.

-Yoongi. - Ouvimos a voz do Jimin do outro lado da porta.

Yoongi sentou rapidamente e eu fiz o mesmo que ele puxando o lençol sobre mim. Ele me olhou assustado e dei sinal para que ele fosse até a porta. Ele sorriu e pegou seu moletom do meio do quarto e caminhou até a porta vestindo ele.

-Oi Jimin. - Falou abrindo a porta pela metade.

-Hojoon está vivo. - Ouvi Jimin falar e isso me fez ficar ereta.

-O que? - Ele exclamou.

-Andy disse que ele ainda conspira com Ni Mira no futuro, então não faça mais nada imprudente. - Jimin respondeu.

Vi pela sombra na parede que Jimin colocou sua mão no ombro dele e deu uma leve batida. Virou e saiu andando, Yoongi fechou a porta e encostou-se a ela.

-Mas como... - Ele falou olhando para o chão.

Fiquei em pé e me enrolei no lençol.

-O que vai fazer? - Perguntei e ele me encarou.

-Nada. - Respondeu.

Fiquei olhando para ele. Isso me deixou muito feliz e aliviada, mas não queria demostrar isso a ele. Yoongi soltou o ar e isso me fez inclinar a cabeça.

-Eu... - Começou.

-Está aliviado? - Perguntei.

-Mesmo depois de tudo o que fiz, sim. - Respondeu e sorriu soprado.

Soltei o lençol no chão e corri em sua direção, ele olhou para mim e me pegou rapidamente quando me joguei nele. Encavalei em seu quadril e o beijei novamente, ele me apertou contra ele e me correspondeu, ouvi o barulho da trica quando ele trancou a porta.

-Onde estávamos? - Perguntou.

-Na cama. - Respondi sorrindo e em questão de segundos estávamos deitados sobre ela.

 

Arimin On.

 

Eu estava sentada no chão do banheiro encarando minha mão fazia minutos. Estava penteando meus cabelos e me assustei quando algumas garras apareceram e elas ainda estavam ali e aquilo estava me assustando um pouco.

-Arimin. - Ouvi a voz do Jimin vir do quarto.

-Estou no banheiro. - Falei alto.

Ele passou pela a porta e levantou sua sobrancelha quando me viu no chão.

- O que foi? - Perguntou.

-Olhe. - Virei minha mão em sua direção e o mesmo sorriu.

Ele se aproximou de mim e abaixou em minha frente, pegou em minha mão e passou seu dedo polegar na palma dela e as garras voltaram ao normal rapidamente.

-Como fez isso? - Perguntei.

-Com toda essa tensão, elas iriam continuar ai. - Respondeu me colocando em pé. - Precisa relaxar quando isso acontece.

Olhei para as minhas mãos e inclinei a cabeça.

-Vou aprender a controlar elas também? - Perguntei.

-Vai. - Ele respondeu me puxando pela cintura.

Levei minhas mãos em seu peito e o encarei. Ele estava de casaco como sempre, mas esse era verde escuro e o deixou muito mais charmoso do que já é.

-Falou com o Yoongi? - Perguntei.

-Falei sim e fiquei aliviado quando ele mostrou o mesmo. - Respondeu aproximando seu rosto do meu pescoço.

Fechei os olhos quando senti beijar ali.

-Nabi estava com ele? - Perguntei levando minha mão em sua nuca.

-Uhum...

-Tomara que eles tenham conversado. - Falei.

Ele virou a cabeça e beijou do outro lado do meu pescoço e isso me fez sorrir. Jimin sempre me beijava assim quando estávamos sozinhos, mas todas às vezes isso me enlouquecia.

-Posso morder? - Ele perguntou baixo.

-Não precisa nem perguntar. - Respondi.

Ele segurou firme em minha cintura e me sentou na pia do banheiro, colocou meus cabelos para trás e se arrumou entre as minhas pernas. Puxei-o pelo casaco e logo senti ele me morder, fechei os olhos e o apertei contra mim. As sensações da mordida me deixavam totalmente entregue a ele, ele me apertou pela cintura e se afastou depois de um tempo.

-Não pode sair no dia vinte e dois. - Falou passando seu dedo em minha bochecha.

-Eu não vou. - Falei.

-Estou falando sério, eu acho que enlouqueceria se algo...

-Ei. - Coloquei minhas duas mãos em seu rosto. - Vai dar certo, nosso filho voltou por isso.

Ele fechou seus olhos e colou sua testa na minha.

-Eu sei... - Falou. - Eu sei.

Peguei sua mão que estava apoiada na pia ao meu lado e a levei até minha barriga. Ele abriu seus olhos e encarou o gesto.

-Eu vou ser forte por nós três. - Falei sorrindo.

Ele sorriu minimamente e me puxou de novo, colou meu corpo no dele e me levantou em seu colo, saiu do banheiro e me deitou na cama. Arrumei-me ali e olhei para ele.

-Aonde vai? - Perguntei.

-Vou conversar com o Ong, se ele tem as memórias do futuro, ele sabe como conseguiu manter seu corpo até Andy nascer e de certo viu os ferimentos que te mataram. - Respondeu puxando a coberta em cima de mim.

-Faz sentido. - Falei olhando para ele.

-Faz. - Ele falou e se inclinou em minha direção selando meus lábios. - Descanse.

Virei de lado e ele me cobriu por inteira e saiu andando. Apagou as luzes e fechou a porta, como será que eu morri? Ong saberia dizer a ele? Fechei os olhos e senti um vento forte entrar no quarto, me sentei na cama e olhei. A porta da varanda ainda estava aberta, sai da cama e quando fui andar vi uma sombra ali em pé.

-Quem está ai? - Perguntei.

 

Jimin On.

 

Desci a escada e caminhei até a sala que Ong ficava, demos a ele um espaço para que ele pudesse treinar suas magias e ali meio que se tornou seu lugar. Bati na porta e o ouvi mandar entrar, assim que passei por ela avistei Andy sentando no sofá, estava dormindo com a cabeça apoiada em suas mãos.

-Estou com dó de acorda-lo. - Ong falou me fazendo olhar para ele.

-O que ele faz aqui? - Perguntei.

-Ele está treinando algumas coisas comigo. - Respondeu. - Aliás, ele é muito inteligente sabia.

Tirei meu casaco e me aproximei dele, coloque a peça sobre ele e o cobri. Ele se mexeu e caiu deitado no braço do sofá e se arrumou ali. Levei minha mão em seu cabelo e puxei para o lado.

-Ele é tudo para você. - Ong falou.

-Oi? - Olhei para ele.

-No futuro, esse menino é a sua vida. - Ele respondeu.

Olhei para Andy que dormia sereno e fiquei imaginando como seríamos apenas nós dois.

-Foi ele? - Perguntei.

-O que? - Ong perguntou.

-Foi por ele que me manteve forte depois que ela se foi? - Perguntei.

-Foi. - Respondeu.

Fechei os olhos e suspirei, eu não vou deixar nada acontecer. Ele voltou aqui desesperado para salvar a mãe e isso significa que não sou somente eu que sente a falta dela. Eu vou fazer o que ele tanto deseja se tornar real.

-Ong, tem as memórias ainda? - Perguntei.

-Como assim? - Ele perguntou.

-As memórias que teve no sonho. - Respondi.

Ong disse que o seu ‘eu’ mandou memórias a ele para que ele pudesse ajudar o Andy quando ele chegasse aqui.

-Tenho, só preciso me concentrar muito. - Ele respondeu.

Aproximei da mesa dele a poiei as mãos ali.

-Tente lembrar o dia perfeitamente que ela se foi Ong. - Falei. - Qualquer coisa...

Ele assentiu com a cabeça e fechou seus olhos, uma luz dourada começou a aparecer de suas mãos que estavam juntas em cima da mesa. Notei Andy se mexer e abrir seus olhos lentamente, quando me viu ali ficou em pé rapidamente.

-Pai. - Falou.

-Shiu. - Levei a mão nos lábios.

Ele se aproximou e ficou do meu lado encarando Ong.

-O que ele está fazendo? - Perguntou baixo.

-Ele está tentando puxar as memórias do dia em que a sua mãe morreu. - Respondi.

Ele me olhou assustado e levou sua mão no peito. Eu não contei nada a ele a respeito disso no futuro, de certo seria a primeira vez dele ouvindo também.

-Foi dia vinte. - Ong falou ainda de olhos fechados.

-Vinte e dois. - Eu e Andy falamos ao mesmo tempo.

-Não, foi dia vinte. - Ele abriu seus olhos.

Enruguei o meu das minhas sobrancelhas e olhei para o menino ao meu lado.

-Mas eu vi dia vinte e dois na lápide dela. - Falou.

Ong olhou para ele ficou em pé.

-Ela foi atacada dia vinte, mas ficou viva durante dois dias e depois se foi. - Falou.

Arregalei os olhos e olhei para o calendário que Ong tinha em sua mesa. Dia vinte, era...

Hoje.

Virei e sai correndo! Droga!

 


Notas Finais


É isso!

o.o E agora heim!
Espero que tenham gostado, comentem o que acharam :D

Beijos e até o próximo capitulo!
Eeee... Não saiam das suas casas! Não fiquem doentes pelo amor de Deus!


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