História The Last - Capítulo 7


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jimin, Suga
Tags Drama, Romance, Yoonmin
Visualizações 121
Palavras 2.975
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Esporte, Famí­lia, Festa, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


é amigos.... quem é vivo sempre aparece, né?
não sei se vocês viram, mas eu deixei um aviso no meu perfil, justamente por que não deixarem postar avisos no meio da história. Em resumo, estou meio que me despedindo do site, até cheguei a apagar essa história, porém, lembrei-me que prometi a vocês que não iria apagar e porque gosto muito de escrever essa história (embora tenha perdido um pouco do gosto). Entretanto, como já estou no ritmo de férias, decidi que vou continuar a escrever.
eu acho que é só isso que eu queria esclarecer mesmo
obrigada a todos que ainda acreditam nesta história!!!
de coração mesmo 💙

Capítulo 7 - Habits of my heart


Fanfic / Fanfiction The Last - Capítulo 7 - Habits of my heart

— Tenho uma pergunta — iniciei a conversa enquanto caminhávamos de volta para casa. Jimin parecia perdido entre seus pensamentos, pois mal me olhava nos olhos.

— Parece que não sou o único aqui que quer saber de tudo — comentou na tentativa falha de ser engraçado.

— Posso? — pedi para continuar e o mesmo cedeu com uma concordância — você viu quem colocou isso dentro da minha mochila? — mostrei-lhe o aparelho de ‘’última geração’’.

— Fui eu — não precisou nem olhar para dizer com tanta convicção, logo me convencendo do que dissera.

— Esse trambolho aqui é seu!? — arregalei os olhos demonstrando a minha surpresa, mas ainda sim, mal me olhava. Estava realmente chateado comigo.

— Yah! Não chame o Dex de trambolho — tomou o aparelho das minhas mãos com brutalidade — esse carinha aqui foi a minha alegria de infância, meu primeiro celular... — o olhava com nostalgia — e já que está sem celular, te emprestei este aqui até que encontre o seu.

— Então me devolve — o puxei da mesma maneira que fizera à segundos atrás, atraindo o seu olhar para mim. Ele não parecia bravo, mas também não sabia o que aquele olhar significava — O que foi Jimin? — parei no meio do caminho, puxando-o junto comigo para me encarar — pensei que tivesse me perdoado aquela hora.

— E perdoei.

— Não parece...

— Paranoia sua, vamos logo porque eu preciso ir trabalhar hoje. Vai para a floricultura da minha mãe?

— É, acho que vou.

— Ela vai ficar bem contente com isso — sorriu grande e eu retribui um minimamente.

 

Minutos depois de chegarmos, esquentamos a comida deixada pela senhora Park e ele se pareceu muito comigo quando cheguei à casa dele.

— Estou com medo de você — afastei o meu prato do dele.

— Por quê? — perguntou com as mãos cobrindo a boca por ela estar devidamente cheia.

— Parece que não comeu à três anos.

— Estou com pressa, se eu chegar atrasado mais uma vez, meu chefe me mata! — continuou a enfiar comida na boca.

— Tá... mas vai com calma — puxei seu pulso para cima, com a intenção de afastá-lo da boca — assim vai acabar se engasgando e pra ser sincero, eu não sei como salvar alguém numa ocasião como essa — admiti e ele riu.

— Que nojo Park, fecha essa boca — fiz uma careta em descontentamento, o vendo mastigar todo o alimento que ali havia — fiquei até sem fome agora — afastei o prato de mim.

— Vem cá — disse após engolir — vou te ensinar como se salva alguém — se levantou do chão.

— O-o quê? Eu não preciso saber disso — seguia-o com o olhar.

— Claro que precisa, preciso de um salva-vidas de plantão caso isso ocorra — ajeitou a calça — vem logo Yoongi! — fez um sinal indicando que eu me levantasse e eu apenas revirei os olhos fazendo isso — é pra hoje ainda, sabia?

— Cala a boca, antes que eu me arrependa de fazer isso — parei paralelamente à ele.

— Vem, eu não mordo...— me puxou pelo braço, posicionando-me na frente dele e inconsequentemente eu abri os braços, provocando a sua risada posteriormente.

— Aí... — coloquei a mão esquerda sobre a orelha mais próxima.

— O que foi? — perguntou olhando-me por cima dos meus ombros.

— Sua risada fica dez vezes mais estridente quando está perto — virei-me pra falar.

— Fica quieto — segurou a minha cintura, fazendo com que eu continuasse a ficar reto.

— Primeiro você passa os braços em volta do tronco da pessoa — simulou fazendo em mim — depois você vai fechar as mãos, desta maneira — cerrou o punho da direita e com a mão livre da esquerda, o envolveu em volta — agora você coloca os braços na boca do estômago da vítima e pressione — senti o seu corpo colar com pressão atrás do meu, e isso me fez engolir em seco.

— Yah! Você só está querendo abusar do meu corpinho — soltei seus braços de mim, afastando-me gradualmente — pensa que eu não tô ligado nos seus truques — cerrei os olhos apontando para ele como se fosse o culpado.

— Larga de ser ignorante Yoongi, eu só estava te ensinando a como salvar alguém.

— Mas é estranho...

— Tão maduro... — revirou os olhos, voltando a se sentar no seu lugar — vai logo, termina de comer isso que daqui a pouco precisamos sair.

— Tá bom — fiz o mesmo, voltando a comer.

Enquanto digeria a comida a minha frente, o ruivo sacou o celular do bolso e começou a ignorar a minha presença. Isso me incomodou de uma certa maneira, porque uma das coisas que eu mais detesto é que me ignorem. Sendo assim, curvei-me sobre a mesinha da sala e tirei o celular da mão dele, deparando com uma conversa no Kakao Talk e um Jimin furioso.

— Me devolve! — foi na minha direção, mas eu desviei.

— Vamos ver com quem o Parque Jardim está conversando — fingi escrever alguma coisa no teclado, e vi o mesmo apelido da outra vez. Ele só falava com aquele moleque? Não é possível ter apenas um único amigo!

— Yoongi, não me faça ir aí — disse bravo, se levantando.

— Você já levantou — ri de leve para irritá-lo ainda mais.

— Daí logo — puxou o celular da minha mão, fazendo-me puxar de volta como reflexo — que ódio garoto, vou te bater — começou a rir enquanto tentava tirar da minha mão, isso me fez puxar o celular de volta e, consequentemente, fazê-lo cair sobre mim.

— Aí! — grunhi de dor ao sentir seu cotovelo entrar em contado direto com as minhas partes de baixo.

— Desculpa, desculpa... — tentou se levantar o mais rápido possível, após ter pego o celular — mas a culpa foi sua!

— Tá, mas não precisava disso né...

— Nunca mais pegue o meu celular — deu de ombros voltando a comer, e eu apenas lhe lancei um olhar vingativo.

 

Depois que, finalmente, terminamos de nos arrumar. Jimin me deixou na floricultura de sua mãe e foi para o seu trabalho. Quando cheguei lá, a senhora Park estava almoçando e pediu para que eu supervisionasse a loja enquanto ela não terminava.

Minutos depois, terminou o seu almoço e me informou sobre tudo relacionado à floricultura, intermediando a atenção entre mim e os clientes que começaram a chegar. Por fim, como eu não sabia muita coisa sobre as diversas flores que existiam ali, e pela minha incrível habilidade com a matemática, acabei por ficar no caixa, que era mais prático do que ajudar uma pessoa a qual flor levar.

— Querido — chamou minha atenção.

— Sim? — levantei a cabeça já que enquanto não atendia ninguém comecei a escrever uma nova letra de música.

— É... — se aproximou de mim — tente sorrir mais quando atende os clientes, está bem?

— Mas... como eu faço isso? — perguntei sem perceber que o meu cenho estava franzido.

— Assim — simulou abrindo um belo sorriso,  muito parecido com os que o Park dava — agora tente — me incentivou.

— Ah... mas eu não sei fazer isso...

— Vamos MinMin, você consegue! Apenas me dê um sorriso.

— Tá... — sem querer acabei revirando os olhos — assim? — abri um sorriso forçado.

— É... quase isso, só precisa ser mais... verdadeiro. Tente se lembrar de algo ou alguém que te faz feliz — aconselhou-me.

Respirei fundo ao mesmo tempo que meus olhos se fecharam, tentei formar alguma imagem dentro da minha mente, assim como a mais velha dissera. De repente, alguns feixes de lembranças de quando Jimin e eu nos conhecemos vieram à tona.

 

— Oi, qual é o seu nome? — perguntou-me se sentando ao meu lado, no mesmo banco.

— Oi — respondi baixinho — é Yoongi e o seu?

— Jimin — sorriu pequeno — você também é novo aqui? — lhe respondi com um sinal positivo — ainda não fez nenhuma amizade?

— Não, e você?

— Também não... — fez uma carinha triste — posso te perguntar uma coisa? — esfregou uma mão na outra, talvez pelo nervosismo.

— Você já está perguntando — disse e ele deu uma risadinha.

— Tá, então... vou fazer uma outra pergunta — assenti permitindo — Você quer ser o meu melhor amigo? 

— M-Melhor amigo? — franzi o cenho.

— É... a gente pode lanchar todos os dias juntos, podemos brincar no parque, você pode ir na minha casa e eu na sua. O que você acha?

— Parece ser divertido — sorri pensativo.

— Então... você quer?

— Quero — retribui o sorriso que me deu.

— Legal... somos melhores amigos agora.

— É... eu nunca tive um melhor amigo — confessei e ele me olhou de canto.

— Eu também não... — sorriu pequeno como forma de me consolar.

— Por que não? — franzi o cenho — você parece ser bem legal.

— É que... as pessoas não gostam muito de mim e você? 

— Meio que isso também — desviei o olhar, começando a brincar com os meus próprios dedos — você é o primeiro que ainda não me chamou de esquisito.

— É pra isso que servem os melhores amigos, certo? — voltei a olhar para ele, que me encarava sorrindo.

— Certo — sorri de volta. ''  

 

Antes que começasse a sorrir com as lembranças, balancei a cabeça rapidamente para afastá-las. Abri os olhos novamente e eles deram de cara com uma senhora Park esperando uma resposta.

— Você quase conseguiu MinMin, faltou muito pouco...

— Deixa isso pra lá senhora Park, não tem ninguém que me faça feliz — voltei a escrever no meu caderno e pude sentir um vulto passar ao meu lado, e um repentino contato, que quase me assustou. Agora, ela estava me abraçando.

Com certeza, Jimin puxou toda a graça que a senhora Park carrega consigo, desde a sua mania de abraçar toda hora até a simpatia em excesso. Não sei o que ambos têm, mas seja lá o que for, me fazem bem. 

— Por que você não treina o sorriso com aquele cliente ali? — apontou para um cara que estava em uma distância longitudinal de mim, olhando as flores com as mãos nos bolsos. Juro que quase paralisei quando meus olhos pousaram na jaqueta do time de basquete da escola — Olá, boa tarde!

Quando a senhora Park chamou o rapaz e o mesmo se virou na nossa direção, comecei a ver tudo em câmera lenta, como se a minha vida estivesse sendo cronometrada a partir daquele momento. E antes que o garoto, ou melhor, o Hoseok, pudesse responde-la, como reflexo, a puxei para se abaixar de baixo da mesa junto comigo.

— O que é isso Yoongi!? — perguntou-me com os olhos assustados.

— E-Eu não posso atende-lo — ao dizer isso, automaticamente, minha mente começou a trabalhar mil desculpas para justificar a minha afirmação.

— Por que não!?

— Olá? — ouvi a voz de Hobi vindo do lado externo do caixa.

— Porque... — vasculhei o lugar com os olhos — porque ele me bate no colégio. Eu não quero atendê-lo, por favor senhora Park — juntei as mãos lhe implorando com um bico nos lábios.

— Tudo bem... — disse meio desconfiada — eu vou atendê-lo então... — se levantou enquanto eu permanecia ali, abaixado.

— Obrigado — sussurrei fazendo um joia com a mão.

Essa foi por pouco...

 

[...]

 

A floricultura fechou lá pelas seis horas da tarde, e nesse meio tempo, eu ajudei a carregar algumas coisas que estavam lá, de volta para casa. Assim que chegamos, tomei um banho para tirar a sujeira do dia e posteriormente, fui terminar de escrever o Rap que estava na minha cabeça desde a hora do almoço e que não consegui escrever direito.

 

Não ter nada que eu queira fazer é realmente uma porcaria

Sei que parece patético não ter um sonho como os demais

"Tudo ficará bem se você for a universidade e fazer o que te dizemos"

Eu acreditava nessas palavras, mas estou vivendo porque não posso morrer

 

Aquilo estava ficando uma porcaria. Olhei para o papel e não sabia mais como continuar aquilo, escrever algo que realmente fizesse sentido para uma canção. Quer dizer, eu escrevo para me sentir bem, pra tirar tudo o que eu carrego aqui dentro e que machuca, mas também, todas as vezes que pego o lápis e o papel para escrever um rap, eu já o escrevo imaginando que ele faça sucesso algum dia. Sei que é errado fazer as coisas com um interesse por trás, mas quando você acha que realmente leva jeito pra isso, todas as suas esperanças são aplicadas à ela.

Sempre sonhei ser importante para alguém, de alguma maneira. Ter aquela sensação boa de ser útil, de fazer alguém se sentir bem com as suas palavras. Talvez, eu tenha encontrado isso através da música, só não sei ainda como fazer isso direito, e realmente espero que quando eu descobrir, alguém se sinta tocado com tudo o que há dentro de mim. E que se identifiquem com o que eu vivo nesse momento. Desilusão.

 

Tão distante, se você tivesse um sonho

Se somente tivesse um sonho voando

Não muito distante, se você tivesse um sonho

Se somente tivesse um sonho voando

 

Ouvi um barulho vindo da porta do quarto e instantaneamente fechei o caderno e tentei disfarçar.

— E aí — Jimin entrou sorridente no quarto — tenho novidades — cantarolou.

— E aí — retribui com um outro sorriso, ainda que meio desanimado — boas ou más? — me sentei direito no colchão para melhor prestar atenção no que dizia.

— Ótimas! — sentou-se ao meu lado no colchão.

— E então...?

— Eu consegui a entrevista pra você.

— Sério!? — levantei as sobrancelhas em surpresa.

— Não, eu tô só zoando — mostrei-lhe o dedo do meio e ele riu — claro que é verdade.

— E quando é isso ai?

— Sábado de manhã, vá vestido com roupa social.

— Tipo... terno? — franzi o cenho.

— Não idiota — revirou os olhos com um ar divertido — tipo... — parecia pensativo — camisa e calça apresentáveis.

— Hm... certo. Obrigado por ter insistido nisso — ele sorriu e eu retribui.

— O que é isso? — pegou o meu caderninho preto que estava debaixo da onde ele se sentou.

— Não! — acabei alterando o meu tom de voz sem querer — não toca nisso.

— É o seu diário? — perguntou com um pezinho de rir da minha cara.

— Claro que não — ri soprado — desde quando eu tenho cara de quem tem diário? Me dá isso aqui — puxei de sua mão, antes que a curiosidade em pessoa abrisse e lesse tudo o que eu escrevo lá dentro.

— Parece um diário... — disse com um beicinho nos lábios.

— Mas não é, e chega de falar nisso — coloquei debaixo do meu travesseiro.

— Eu não acredito que você não vai me falar o que é!

— Não vou mesmo!

— É aquilo que você me disse que fazia né? — cruzou os braços, encostando-se na cama de cima.

— O que?

— São suas músicas?

— Quem sabe... — deixei no ar.

— Ahhh me fala vai, por favorzinho! — juntou as mãos — eu sou curioso demais pra você fingir que não é nada importante.

— Mas não é importante... 

— Um lugar onde você escreve sobre os seus sentimentos deveria ser considerado importante.

— É tudo drama da minha parte, você não precisa ler o que eu escrevo.

— Yoongi, nada do que você sentir deve ser considerado como drama. Quer dizer... eu não sei o que está acontecendo, mas tenho certeza que isso está te matando por dentro e tem que ser reconhecido. Ninguém consegue guardar tudo pra si mesmo por tanto tempo, pessoas precisam de pessoas e se você não as têm, ou acha que não, escrever é uma ótima maneira de libertar-se de si mesmo. Então para de fingir que nada te atinge, que tudo não passa de um... drama, porque não é, e você também sabe disso.

— Por que tudo o que você fala é tão certo? O que você faz?

— Sinceramente nada — pareceu-me simplista demais — existe uma coisa em cada um de nós que se chama essência, e eu conheço a sua, por isso tudo o que eu falo parece estar certo sobre você.

— Conhece é? E como ela é?

— Ela é sensível por dentro, muito mais do que você quer que ela seja. Por isso, sempre procura escondê-la com uma máscara que não é sua, mas que você resolveu colocá-la para fingir que está tudo bem, que nada, no mundo, te machuca mais. Não sei se é por que você tem medo que as pessoas te machuquem mais do que já está ferido ou se é por querer tentar manter o controle de sua vida sozinho, e não depender de ninguém. Mas, de qualquer forma, essa negação por ajuda que você tanto insiste, não é normal. Eu sei que você odeia se sentir sozinho, e que no fundo só quer alguém que te entenda e não que te julgue. Tudo o que você precisa, é se sentir amado, mas para isso acontecer, é necessário que deixe te amarem e se aproximarem de você.

— Não... você não me conhece — engoli o choro, sentindo um bolo se formar na minha garganta, quase me impedindo de falar — ninguém nunca consegue conhecer totalmente alguém. Pessoas são combinações de várias mudanças e sempre buscam por outras.

— Eu sei... mas te conheço o suficiente pra saber que você não está bem — foi se aproximando de mim, posteriormente pegando na minha mão — por favor, me deixe te ajudar. Eu juro que eu não vou te magoar como as outros fizeram, sei que já está no seu limite e não sabe mais o que fazer. 

— Você é teimoso mesmo hein Parque Jardim?! — limpei algumas lágrimas desobedientes — acho que eu já deveria ter passado dessa fase de sentir pena de mim mesmo.

— Você não tem que sentir pena de você de si mesmo, porque ninguém merece esse sentimento — disse limpando outras lágrimas que não paravam de escorrer.

Um sentimento estranho estava se formando dentro de mim, como uma onda que podia destruir tudo o que estava a minha volta, mas diferente do sentimento que já estava acostumado a sentir, isto é, a raiva e o desprezo pelo mundo. Desta vez, meu coração clamava por atenção, por amor... e quando os nossos olhares se encontraram, naquele finzinho de tarde, a onda tomou uma proporção maior do que eu esperava e se transformou em uma Tsunami, atingindo os lábios do ruivo a minha frente.

Daquele momento em diante, eu não conseguia mais pensar em nada para afastá-lo de mim, só queria me sentir amado alguma vez na vida, e quando ele retribuiu o beijo, tive a certeza que não precisava mais me sentir sozinho. Ninguém precisa, na verdade.

 


Notas Finais


tava louca pra fazer esses dois se beijarem logo, desculpa se foi muito cedo mas estou fazendo de acordo com o sentimento dos personagem e não com o tempo, afinal, eles já se conhecem faz tempo
ENFIM
um presentinho pro 6, como desculpa pelo sumiço
e me perdoem pelos erros de edição caso tenha algum, como já sabem, vou ler depois.
beijocas!


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