História The Last Blackfyre - Interativa (em hiatos) - Capítulo 6


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Palavras 1.866
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Famí­lia, Ficção, Luta, Magia, Romance e Novela
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Incesto, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


HELLO PEOPLE

Primeiro, desculpa pela demora para postar esse capítulo. Tava com um bloqueio criativo por causa das provas.

Na verdade, a decisão de qual POV eu ia fazer primeiro até mudou, por motivos de que: eu tive mais idéias pensando nesse POV, do que no outro.

Em segundo lugar: como estou de férias, tentarei postar mais frequentemente.

Bem, espero que gostem desse capítulo. Eu tava com muito sono quando escrevi (tipo, MUITO sono), mas queria terminar o capítulo antes de dormir, então, caso qualquer erro (gramatical, de ortografia, história) me avisem, please.

Apenas isto, então vamos para o capítulo!

Capítulo 6 - Aemma I


A jovem Arryn levantou seu arco curto e curvado, mirando num alvo, não tão grande, embora aqui não fosse problema para a mesma.


Com certa concentração antes, Aemma largou a corda. O barulho da flecha saindo do arco e alcançando o alvo pode ser ouvido pelos lordes que passavam por aquela parte do vale naquele momento.


—Você tem melhorado. — ouviu alguém dizer. Se virou para trás, e viu seu pai.


—Já fazia algum tempo desde da última vez em que pratiquei neste campo livre. 


—Sendo uma Lady, já está mais do que bom. — E soltou uma risada profunda. —Venha aqui. Tenho algo para te mostrar.


O lord Arryn despensou seus guardas, e chamou sua filha para algum lugar entre as árvores do bosque.


Ali era um campo de treinamento para tiro com arco, em que todos os membros da casa Arryn deveriam treinar pelo menos uma vez na vida. Era como uma tradição de família conhecer o mínimo da prática do tiro com arco.


Aemma sempre soube disso, e desde sempre treinava ali. Já faziam alguns meses desde da última vez em que treinou naquele campo em específico. Mas, sendo uma Lady, aquela não era totalmente sua prioridade, embora seja uma boa atividade.


O vale de Arryn era o único lugar em que Aegon não conquistara, de fato. O norte lhe foi dado, praticamente, quando seu rei se ajoelhou perante o rei dragão. 


Mas os Arryn não. A rainha regente Sharra podia ter tido sua tropa queimada por Visenya Targaryen, mas foi apenas quando esta se direcionou para o ninho da Águia que Sharra se rendeu, deixando o título dos Arryn de reis da montanha e do vale para trás. 


Sharra encontrou seu filho, o último rei do vale, Ronnel Arryn no colo de Visenya. O garoto queria voar no dragão da Targaryen, Vhagar. A rainha regente se rendeu. Ronnel deu o vôo em cima de Vhagar, e ficou conhecido como "o rei que voou", embora já não fosse mais rei quando fez o vôo em cima do dragão. 


Aquela história era conhecida por quase todos. A glória Targaryen em unificar todos os sete reinos virou canções, lendas, inspiração para as pessoas.


E tudo aquilo começou com uma coisa desnecessária; a guerra. Qual era a necessidade das Pessoas de guerrearem o tempo todo, Aemma não entendia. Tantos plebeus perdiam suas casas, suas famílias, suas próprias vidas, para apenas satisfazer o desejo dos lordes, que não se importavam com a vida dos mais incapacitados. 


Tantas vidas perdidas por ambições. A dança dos dragões, a grande guerra civil Targaryen, que tinha posto um fim nos dragões por séculos, tantas vilas foram queimadas pelo fogo dos dragões que se extinguiram naquela época. 


O próprio (ou a própria, não conseguia se lembrar qual seria o termo correto para se refirar ao dragão) Vhagar teve seu fim, o último dos três dragões que Aegon e suas irmãs usaram para conquistar Westeros.


Quando percebeu, estava entrando entre as árvores, num lugar desconhecido. Se perguntou como seu pai conhecia aquele lugar, e como não estava perdido ali.


Caminharam por cerca de quinze minutos, até chegar num jardim florido, em que diversos de passaram dançavam entre as flores.


—É um jardim de corações do dragão! — disse Aemma, que conhecia aquela planta tão bem quanto varios outros venenos. —Fatal para um dragão, mas útil para a cura de várias doenças.


—Sim. O clima do vale é favorável para o crescimento dessas flores. — seu pai se abaixou, e pegou uma das flores vermelhas como sangue na mão. — No verão elas têm a coloração vermelha, porém no inverno elas ficam tão azuis quanto as rosas azuis de inverno.


—Que crescem sempre no Norte. Conheço as histórias dessas rosas. —Aemma se lembrou de quando a dinastia Targaryen foi partida, e a casa quase extinta, quando o príncipe Rhaegar sequestrou Lyanna Stark, prometida de Robert Baratheon, após lhe dar uma coroa de rosas azuis num torneio em harrenhal. 


O irmão mais velho de Lyanna, Brandon, e seu pai, Rickard, procuraram o rei da época, Aerys II, que também é conhecido como o rei louco. E sua loucura fez uma rebelião começar, após ele matar Brandon e Rickard Stark cruelmente em Porto real,  e pedir as cabeças de Eddard Stark e Robert Baratheon para Jon Arryn, sendo que esses primeiros eram seus protegidos.


Isso causou uma rebelião. No final, Aerys, Rhaegar e Lyanna estavam mortos. Elia Martell e seus dois filhos inocentes foram mortos cruelmente, sem nem terem feito nadan Robert Baratheon se sentou no trono, e a rebelião ficou conhecida como "A rebelião de Robert", embora muitos também usem o termo "A rebelião do Usurpador." No vale, porém, haviam um terceiro nome para a rebelião, "A rebelião do Velho Falcão", nome dado por causa de Jon Arryn, que começou a rebelião. 


—Por que temos um jardim escondido dessas flores? —perguntou enquanto olhava as belas flores, que, naquele dia, como estavam no ápice do verão, elas eram tão vermelhas quanto uma maçã madura.


—O vale é uma das regiões mais protegidas de Westeros. Nós temos a melhor cavalaria do reino, então caso fôssemos invadidos, creio que não seria tão difícil conter a invasão. Agora, nós temos mais um ponto fraco. —Janos olhou para o céu azul da manhã. —O vale pode ser invadido pelos céus. 


—O veneno produzido pela flor coração de dragão mata quase que instantaneamente um dragão. 


—E qual o melhor meio de viajar pelos céus, do que se não por um dragão?


—Entendo a preocupação. Mas o veneno de uma coração de dragão demora cerca de um mês para poder começar a ser feito. E os Targaryen são nossos aliados, por quê eles levantariam uma guerra contra o vale? Nós somos seus vassalos, assim como todos em Westeros...


—Sobre a demora de fazer o veneno, nós temos um estoque grande dele. Nosso problema não é com os Targaryen. — Janos suspirou. —Recebemos uma carta do rei, tem cerca de uma semana. Nela diz que todos os sete reinos devem enviar mil homens para Porto real, e que os herdeiros de cinco dos lordes deveriam comparecer também. 


—Então, o que ele pretende fazer com oito mil homens? Dar uma festa na fortaleza vermelha, pu algo do tipo?


—Enviar todos para Essos, em busca do dragão preto de três cabeças. 


—Ah, maravilhoso, era só o que faltava. Os Blackfyre não tinham sido extintos com a morte do falso Aegon, no reinado de Daenerys I? O que eles querem agora? Conquistar Westeros? Ou apenas terminar com uma briga idiota de mais de duzentos anos atrás? 


—Nós não sabemos. Pelo o que soube, na verdade, parece que eles dizem que são os verdadeiros herdeiros de Daenerys I, e querem retornar o trono Targaryen.


—Em Essos? Herdeiros de Daenerys? Ha! — Aemma riu, como se fossr uma piada qualquer. —Daenerys era infértil, por causa de uma bruxa. Depois dela reconquistar Westeros, e acabar com a ameaça dos caminhantes brancos, cerca de cinco anos depois, ela se casou. E teve dois filhos, sendo que sua filha mais velha, Rhaenyra morreu quando tinha dois meses de reinado, com alguma doença. Aegon,o segundo filho ficou com o trono depois disso. E é daí que a linhagem Targaryen atual vem! O que os Blackfyre querem dizer? Que Rhaenyra fez um casamento secreto, teve algum filho, e os filhos desse foram para Essos, por algum motivo? Isso não faz sentido algum. E como termina isso? A descoberta que, na verdade, a linhagem Targaryen de reis na verdade não são filhos de Aegon, e sim bastardos de Rhaenys? 


—Não alongue a história, pois o que temos são apenas boatos. Nem sabemos onde o traidor está se escondendo...


—E o rei está planejando mandar um exército de oito mil homens numa missão suicída, onde eles terão que procurar seu inimigo num continente inteiro? Isto é ridículo.


—Ele pretende ir para Pentos primeiro. E lá conseguir alguma informação valiosa sobre a localização dos Blackfyre, afinal, um dragão foi visto voando por lá, o que já é incomum por si só. Mas, além disso, foi justo no dia em que a espada Blackfyre foi roubada...


—Impressionante. Conseguiram perder algo que estava perdido. — a jovem bateu palmas. —Essa história fica cada vez melhor. Então oito mil homens vão para Pentos. Realmente, é um dos melhores lugares para ir de Westeros para Essos e vice versa. E os senhores de lá conhecem muitas coisas da região.


—Deve ser isto que o rei pensa, Aemma. Mas não temos certeza.


—E quando eles acharem os traidores, irão matar eles, um por um, para acabar com isto de uma vez por todas. Claramente uma guerra vai acontecer disso. Já não batava a guerra de ferro cinco anos atrás...


Se lembrou de quando os nascidos de ferro se rebeleram contra a coroa, sem motivo algum. Aquilo foi mal, poid a força militar dod Greyjoy caiu bastante. Até mesmo cinco anos depois, eles só têm cinco mil homens em seu poder. E, caso uma invasão aconteça, a lula dourada tem que se proteger. Sendo assim, não existe porque eles enviaram mil de seus homens....


—Alguma região vai mandar mil homens a mais. — disse Aemma, espontaneamente. —Para substituir os mil que os Greyjoy não poderam mandar. 


—Realmente, bem pensado. Isso realmente terá que acontecer.


—Embora tenha o maior exército, a Campina não tem o mais bem armado. Dorne e o vale vêm logo em seguida,e depois os Lannister... Então, acho que a melhor opção para os Targaryen é escolher entre Dorne, e nós, aqui no vale. —Ela suspirou. Odiava a guerra, porém alguns fatos eram óbvios demais, e rapidamente seriam pensados pelos nobres. —Quem será o comandante do exército Targaryen?


—A mão do rei, Jahaerys. 


Aemma estremeceu. Embora Jahaerys fosse relativamente velho, seu dragão, Hellfire era um dos mais perigosos de Westeros. E o mesmo se diz de seu dono. O que Jahaerys poderia fazer contra os Blackfyre, depois de ter queimado quinhentos navios Greyjoy, numa pequena rebelião?


Se lembrou de uma vez, quando o rei Aegon X visitou o ninho da águia. A lembrança do olhar frio e cruel de seu irmão mais velho a fazia tremer de medo, ou algo do tipo. Era uma sensação estranha. Por fora, ela tinha medo pelas histórias em volta do homem. "O primogênito que não herdou o trono", era como alguns o chamavam, pois o pai de Aegon e Jahaerys, Aerys III, tinha ficado louco por alguma profecia, e feito de seu filho mais novo rei. Desde então, Jahaerys foi a mão do rei de seu irmão, e um homem duro, e firme. 


Segundo muitas histórias que já ouviu enquanto cavalgava pelo vale, se uma guerra acontecesse, Jahaerys faria de tudo para proteger seu irmão mais novo. 


—Quem ficará como mão do rei, para auxiliar Aegon, no tempo em que Jahaerys estiver fora? 


—Provavelmente o Lannister que continuar em Westeros. 


—E quando o exército do vale deve partir? 


—Quando todos os preparativos estiverem concluídos. 


Aemma olhou em sua volta, para as belas flores vermelhas. Parecia que uma segunda dança dos dragões iria começar. Mais uma guerra, pensou. Por quê? Por que a guerra, sem se importar com a vida daqueles que estarão em jogo, ou qualqurr coisa? Qual era o sentido de algo tão fútil, afinal? Ter mais poder? Reconhecimento? Qualquer coisa? 


Aemma não conseguia ver sentido em guerras, no final das contas.


Notas Finais


Bem, espero que tenham gostado do capítulo.


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