História The Last Christmas - Capítulo 5


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Categorias Jogos Vorazes (The Hunger Games)
Personagens Cato, Finnick Odair, Gale Hawthorne, Haymitch Abernathy, Johanna Mason, Katniss Everdeen, Peeta Mellark, Personagens Originais
Tags Amizade, Amor, Drama, Everllark, Peetniss, Romance, Thg
Visualizações 80
Palavras 2.502
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção Adolescente, Poesias, Romance e Novela, Saga

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Último capítulo pessoal, espero que gostem...

Capítulo 5 - Capítulo 5


Fanfic / Fanfiction The Last Christmas - Capítulo 5 - Capítulo 5

— E então doutor, o quão grave é o estado do meu filho? — perguntou Evelyn tentando conter as lágrimas que a todo custo banhavam suas bochechas.

— Bom... Desde a última vez em que Peeta esteve aqui, seus exames mostraram que o seu aneurisma já havia se agravado bastante, e com isso os riscos de ele se romper foram de 60%... para 90%... — ele encarou cada um presente naquela sala, todos agoniados e com expressões de tristeza, ansiando por boas notícias da qual ele não possuía — O que Peeta teve é conhecido como hemorragia subaracnóidea. Esse sangramento irrita as artérias e pode causar vários estrangulamentos vasculares, conhecidos por vasoespasmos. Isso faz com que o paciente fique sem irrigação em um setor do cérebro, provocando inchaço cerebral e falta de circulação. — Haymitch soltou um longo e pesado suspiro antes de prosseguir — Em outras palavras... o aneurisma do Peeta se rompeu. — concluiu.

Katniss, que até então tentava segurar suas lágrimas, simplesmente desabou nos braços de Finnick, sentindo seu coração ser comprimido em seu peito, como se alguém o estivesse esmagando com as próprias mãos. Já Evelyn, por outro lado, tinha o seu choro abafado pela camisa de James que se via completamente estático, incrédulo e sem chão.

— Quanto... Quanto tempo ele ainda tem? — quem perguntou foi Cato, sua voz saindo tremula devido à emoção.

— Não muito. — aquelas palavras foram como facas acertando em cheio o coração de cada um ali presente — Eu aconselharia vocês a se despedirem agora, os próximos minutos podem ser os últimos dele. — Haymitch avisou antes de deixar a sala, sentindo-se extremamente mal com tudo aquilo.

E então eles foram, um a um, caminhando em direção à sala onde o loiro se encontrava internado. Evelyn e James foram os primeiros a entrarem no quarto, vendo Peeta sobre aquela cama com os olhos fechados, a pele pálida e com inúmeros fios ligados ao seu corpo. E aquela imagem fora a responsável por acabar com qualquer resquício de alto controle que Evelyn poderia ter. Era torturante ver seu filho naquele estado, preso na pequena linha tênue entre a vida e a morte. James a abraçou pelos os ombros, impedindo que a mesma fosse de encontro ao chão antes de guiarem seus passos até Peeta. Era surreal a forma como o tempo passava tão rápido, em como pessoas entravam e saiam constantemente de nossas vidas. Era tudo tão delicado, semelhando-se a aquela florzinha do mato chamada de dente-de-leão. Bastava um soprinho à toa, em qualquer direção, e tudo se desmanchava. Por isso nunca deveríamos perder a oportunidade de dizer para aqueles que amamos o quanto significavam para nós, pois em um único segundo tudo poderia mudar, e então ser tarde demais.

— Hey, campeão... — James sentou-se ao lado de Peeta e apertou levemente a mão do loiro, porém o mesmo permaneceu inerte sobre a cama — Estamos todos aqui, filho... e nós te amamos muito... — sua voz saiu embargada — Você mandou muito bem, campeão; e eu quero que saiba que, você sempre estará conosco, em cada recordação de cada momento que passos juntos ao longo desses 18 anos... — sorriu de forma melancólica — Eu não prometo uma vida sem lágrimas, porque haverá momentos em que a saudade será tanta que simplesmente escorrerá por nossos olhos. Mas eu prometo que continuaremos vivendo, por você, sempre. — ele beijou a bochecha de Peeta, sentindo na pele aquela dor tão dilacerante que era ter que dizer adeus ao próprio filho.

— Nós não queremos perder você, meu amor... — Evelyn acariciou os fios loiros de Peeta com delicadeza, do mesmo jeito que fazia quando ele era somente um bebê — Mas sabemos que partir não é uma escolha sua, porque se fosse, tenho absoluta certeza de que você escolheria ficar. — fungou — Você foi a melhor coisa que nos aconteceu. Foi o presente mais lindo e gracioso que a vida poderia nos dar. Você mudou a nossa forma de pensar, a nossa forma de agir e colocou em nossos sonhos os seus sonhos também. — sorriu em meio às lágrimas e James a abraçou — Eu quero que saiba que, você foi e sempre será a melhor parte de nós, filho. — ela beijou de forma demorada a testa de Peeta — Nós te amamos querido, e jamais nos esquecemos de você.

E então eles saíram do quarto, tristes e quebrados após o terrível adeus. As lágrimas grudadas nos olhos, a cada instante forçando o caminho por seus rostos. Com a melancolia apertando o peito. Com a saudade rasgando ambos os corações, mas ainda sim, com a promessa de serem felizes. Se despedir era uma tarefa realmente difícil, às vezes até impossível. Mas o adeus seria sempre algo provisório, pois a presença daqueles que amamos sempre seria eterna em nossos corações.

— O que nós iremos fazer sem você, cara? — perguntou Cato ao adentrar o quarto e dar de cara com o amigo desacordado sobre aquela cama, sua voz saindo carregada de angústia e tristeza.

— Foram tantas as lembranças, tantas as brincadeiras, tantos momentos bons da nossa infância que deixarão saudades... — Finnick suspirou e repousou a mão sobre o ombro do amigo — Você foi especial de tal forma que, deixará até mesmo o pôr do sol sentindo a sua falta. — os olhos verdes do loiro se tornaram marejados, e naquele momento Cato apenas lhe deu as costas e começou a se afastar com o rosto banhado pelas lágrimas — Cato? — chamou um pouco confuso com a atitude do amigo.

— Desculpa cara, mas eu não consigo me despedir. — falou sem olhá-lo — Eu achei que poderia lidar com isso, mas dizer adeus para quem à gente ama é doloroso demais...

— Então não encare isso cosmo um adeus. Encare apenas como um até logo. — argumentou.

— Eu... — balançou a cabeça negativamente — Não dá... E-Eu sinto muito. — e então ele saiu, sentindo o coração ser comprimido no peito pela angústia. Cato não estava preparado para dizer adeus ao seu melhor amigo, e talvez nunca estivesse. Finnick suspirou profundamente e voltou seus olhos para Peeta.

— Obrigada por tudo, cara. Você foi o melhor amigo e irmão que poderíamos ter. — sorriu emocionado — E não se preocupe, eu prometo cuidar da Katniss, sempre. Nunca deixarei que nada de mal aconteça a ela. — afagou os cabelos de Peeta enquanto as lágrimas faziam caminho por suas bochechas, indo de encontro ao colchão — Dizer-lhe adeus é doloroso demais, mas me consola saber que para sempre terei nossas lembranças para reviver na memória... Até a próxima, amigo. — disse, e aquelas palavras saíram tão amargas de seus lábios quanto o ferro.

Após a saída abalada de Finnick do quarto, Katniss respirou fundo e finalmente entrou. A morena sentia suas pernas fraquejarem devido ao compilado de sentimentos que a embalava naquele momento, por isso foi necessário que a mesma se apoiasse na porta para não ir de encontro ao chão. Com o coração acelerado e um pouco relutante, Katniss enfim ergueu o olhar e encarou Peeta. A visão do loiro deitado sobre aquela cama, com inúmeros fios e tubos ligados ao seu corpo enquanto seus olhos encontravam-se fechados, fez com que os pulmões da morena simplesmente parassem de bombear o ar, tornando a simples tarefa que era respirara quase impossível.

Com passos incertos e cambaleantes, Katniss se aproximou até estar parada ao lado de Peeta. Com a mão um pouco tremula ela tocou-lhe o rosto, rememorando os traços tão bem desenhados do loiro. Ele, por outro lado, permaneceu inerte, sem mover um único músculo. Aos poucos o corpo da morena começou a tremer devido ao choro e ela levou as mãos até a boca, com o intuito de abafar os soluços. Já sem forças nem mesmo para permanecer de pé, Katniss sentou-se na cama ao lado de Peeta e segurou em sua mão, notando que a pele do loiro estava pálida e fria.

— Oi, amor... — suas palavras não passaram de um sussurro — Vai ficar tudo bem. Eu estou aqui com você, sempre. — ela inclinou o corpo um pouco para frente e colou seus lábios nos de Peeta, em um breve, porém significativo selinho.

— É sempre bom acordar assim. — a voz um pouco falha e extremamente rouca do loiro ecoou pelo quarto, fazendo os olhos de Katniss se arregalarem levemente. — Oi. — ele sorriu para a morena após abrir os olhos, tendo sua visão levemente distorcida por alguns segundos antes de enfim acostumar-se com a claridade.

— Oi. — ela sorriu mais abertamente e enxugou os resquícios de lágrimas em suas bochechas — Como você se sente?

— Dolorido, mas respirando. — brincou, tentando ajeitar-se sobre a cama, porém a dor em sua cabeça o impediu.

— Shh... Fica quietinho, não faça esforço. — pediu preocupada.

— Eu só queria dar espaço para você deitar aqui ao meu lado. — ele se moveu com mais cuidado desta vez — Vem. — abriu os braços e Katniss não pensou duas vezes antes de se deitar ao lado do amado, repousando a cabeça em seu peito, tendo o prazer de ouvir o som ritmado de seu coração. Ambos ficaram ali abraços e em completo silêncio por incontáveis minutos, apenas apreciando a sensação de estarem na companhia um do outro, até o momento em que Katniss resolveu quebrar o silêncio.

— Você sabia, não era? — questionou com a voz embargada — Sabia que hoje era o seu último dia.

— Sim, eu sabia. — Peeta soltou um suspiro pesado e a morena ergueu o rosto para poder encará-lo — Não sei bem ao certo como, mas de alguma forma eu sabia.

— E por que não me contou? — voltou a questionar, sentindo os olhos arderem mais uma vez por conta das lágrimas.

— Porque eu não queria que você sofresse. — respondeu acariciando as bochechas rosadas da morena. Naquele momento Peeta descobrira o quanto odiava ver Katniss chorando, ainda mais por sua causa.

— Eu já estou sofrendo, Peeta... — um bolo se formou em sua garganta — E eu não quero ter que me despedir de você, por isso, apenas lhe agradeço por ter feito parte da minha vida.

— Nossa despedida nunca acontecerá, meu amor. Duas almas não podem ser separadas, jamais! — ele sorriu e a olhou profundamente — E eu tenho uma solução perfeita para isso.

— Ah, é? E qual solução seria essa? — perguntou; perdida no pequeno oceano que eram os olhos de Peeta.

— Em uma outra vida, eu voltarei como outra pessoa. Talvez um roqueiro maluco que se joga na plateia a cada final de show...

— E eu estarei lá, te assistindo. — completou, sorrindo-lhe de modo genuíno, porém melancólico — E será amor à primeira vista.

— E será amor à primeira vista. — o loiro repetiu, vendo a imagem de Katniss se tornar embaçada conforme a dor em sua cabeça aumentava.

Estava perto. Muito perto.

— Nossa história pode não ter sido para sempre, mas foi incrível enquanto durou. E eu quero que saiba que, mesmo que eu pudesse, não mudaria nada. Não desistiria de um segundo sequer do nosso pequeno infinito juntos. — a morena declarou em meio às lágrimas, o coração se tornando cada vez mais apertado em seu peito.

— Eu também não, meu amor. — Peeta colou suas testas, sentindo as próprias lágrimas se encontrarem com as de Katniss no final de suas bochechas — Sabe? Quando eu descobri sobre a minha doença, eu passei a desejar mais tempo do que provavelmente teria. Mas então você apareceu e me deu a eternidade dentro dos nossos meros dias numerados, me mostrando que o valor das coisas não está no tempo em que elas duram, mas sim na intensidade com que elas acontecem, e não sabe o quanto sou grato a você por isso, Katniss. Eu te amo, e esse amor eu levarei comigo para muito além da vida. — declarou igualmente emocionado.

— Eu também te amo, loirinho. Sempre e para sempre.

E então eles se beijaram. Se beijaram com todo o amor, intensidade, afeto e carinho que sentiam um pelo outro. Tendo o gosto salgado de suas lágrimas se misturando ao beijo, o último beijo. Seus corações estavam acelerados, seus pulmões reclamavam por ar, mas eles não pararam, não enquanto não houvessem saboreado e aproveitado cada gota daquele último toque tão significativo e singelo. Mas quando a necessidade por ar se tornou realmente necessária, eles foram obrigados a se separarem, entretanto, suas testas permaneceram coladas enquanto seus olhos estavam igualmente hipnotizados um pelo outro. O azul no cinza. O mar e a tempestade. O desastre e a beleza. E foi ali, naquele exato momento onde Peeta sentiu aquela estanha sensação novamente, aquela leveza, como se o seu corpo não fosse seu; só que agora com muito mais intensidade. Era como se o seu corpo, ou melhor, sua alma estivesse sendo puxada por uma força muito maior. E então ele soube. Sua hora havia enfim chegado.

— Foi um imenso prazer conhecer você, Srta. Everdeen. — o loiro sorriu com os olhos marejados.

— O prazer foi todo meu, Sr. Mellark. — devolveu Katniss com um sorriso triste, sentindo o vazio tomar conta de seu coração. E então ela apenas ficou observando a forma lenta e preguiçosa com que os olhos de Peeta foram se fechando, as batidas de seu coração parando, e a sua respiração cessando. Era como se ele estivesse caindo no sono, de forma aconchegante e silenciosa, só que desta vez para nunca mais acordar.

Quando o bip da máquina ao seu lado se tornou ensurdecedor e continuo, ela soube o que havia acontecido. Aquele havia sido o primeiro e último natal que ela passara ao lado dele. Havia sido o último “eu te amo” proferido por ele. Havia sido o seu último suspiro, o último sorriso, a última vez em que ela tivera o prazer de admirar os olhos extraordinariamente azuis que o loiro possuía. A última vez em que ela ouvira a melodia doce e aveludada de sua voz. A última vez em que ela sentira a maciez dos lábios dele sobre os seus... Não havia adeus mais difícil do que aquele que sabíamos que seria para sempre, entretanto, mesmo que a despedida houvesse causando tanta dor, ela não diminuía as alegrias que haviam sido vividas até a hora do adeus. E ali, naquela manhã fria de 26 de dezembro de 2014, Peeta Mellark fora levado pelos braços da morte.

Momentos. Nossa vida é um conjunto de momentos, e cada um deles é uma jornada para o fim. Amar, desapegar, sofrer, se apaixonar... A vida não espera você parar para se lamentar das coisas que deram errado, muito pelo contrario, ela continuava mesmo com a sua ausência, por isso você deve viver a cada momento, amar a cada minuto. Como Peeta, que havia partido e deixado para trás muitas lágrimas, mas também um legado de ensinamentos e de muitos sorrisos. E fazendo jus a sua promessa, Katniss não permitiu que ele fosse esquecido. Ela fez questão de por o nome dele em cada canto do mundo, assim como ele havia feito questão de lhe deixar o presente mais precioso e extraordinário de todos. O pequeno serzinho que crescia firme e forte em seu ventre. A morte havia deixado uma dor que ninguém poderia curar, mas o amor havia deixado memórias que ninguém jamais poderia apagar.

“Aqueles que amamos nunca morrem, apenas partem antes de nós.”

— Amado Nervo.


Notas Finais


Bom pessoal, foi isso... não me matem, Okay? rsrsrsrs
Eu sei que foi triste e talvez alguns de vocês tenha até chorado, mas só quis retratar a realidade. Nem sempre os finais são felizes, mas apesar dos acasos, Peeta viveu intensamente e saboreou cada segundo de seus últimos dias. Ele viveu, e não apenas sobreviveu como a maioria de nós. =D

Enfim, só queria dizer obrigado por, mais uma vez, embarcarem nessa história comigo. Eu amo todos vocês, não esqueçam disso ♥ ♥
Nos vemos por aí... ;-)


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