História The Last Hope - Interativa - Capítulo 11


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Apocalipse, Apocalipse Zumbi, Cura, Interativa, Morte, The Walking Dead, Twd, Virus, Zumbi
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Palavras 2.850
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela, Survival, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Boa leitura!!

Capítulo 11 - 1x09 - Por Um Bem Maior


Fanfic / Fanfiction The Last Hope - Interativa - Capítulo 11 - 1x09 - Por Um Bem Maior

Nawiri estava nervosa, a situação se agravava ainda mais, os três homens pareciam ficar cada vez mais nervosos, Meghan tentava lidar com a situação da melhor maneira, sem envolver a violência, mas nenhum argumento parecia convencer os sujeitos a irem embora dali. E quando um deles gritou, ainda mais exaltado, a pequena tomou sua decisão. Nervosa, saiu de seu esconderijo, com a arma em punho, e começou a disparar, sem dar tempo para reagirem. Nawi não tinha muita prática com a arma, mas conseguiu acertar os inimigos e derrubá-los, continuou apertando o gatilho mesmo após os sujeitos caírem e suas balas acabarem, só parando quando Meghan tocou em suas mãos trêmulas, incentivando a abaixá-las. 

— Nós só queríamos um… — Tentou falar um dos homens, mas engasgou-se com o próprio sangue, e morrendo logo em seguida. 

Nawiri estava visivelmente abalada com tudo que havia acabado de acontecer, suas mãos estavam trêmulas e suadas, em seus olhos se formavam lágrimas que logo correriam por seu rosto. Meghan percebeu e puxou a garota gentilmente para um abraço. 

— Está tudo bem, querida. — Falou ela. A Rogers também se surpreendeu com ação de Nawi, mas talvez isso tenha sido o fator que salvara ela e a pequena de maiores problemas, entendia perfeitamente a reação e o estado da menina após o ato, ela era apenas uma criança, tendo que fazer aquilo para manter-se viva. Era realmente cruel. — Você nos salvou. Está tudo bem agora. 

Nawiri já havia vivido coisas traumáticas em sua vida, como ficar presa em um armário por dois dias, e aquele com certeza seria mais um que ela carregaria, mas que teria que superar pois, fatalmente, teria que fazer algo como aquilo novamente. 

* * *

Hope não via mais sentido em continuar, estava afundada em tristeza, havia perdido tudo e todos em sua vida, a perda mais recente, Kristen, seu grande amor. Sentia uma profunda dor em seu peito, como se alguém tivesse cravado uma lâmina com toda força em seu coração, que nem mesmo o passar de alguns dias foi capaz de cicatrizar. Havia passado as últimas horas chorando, mas naquele momento não tinha mais lágrimas, e nem forças, para chorar.

O acontecimento fez com que ela se lembrasse de Jake, o jovem garoto cego e inteligente de seu antigo lar, era muito apegada a ele, e ela o viu morrer, basicamente da mesma maneira de Kristen, atacado por corvos infectados enquanto tentava salvar a mãe, e transformando-se num morto-vivo minutos depois. 

Ouvia Alexander e Vivian conversar atrás de si, mas não prestava atenção no que era dito, estava de costas para a dupla, não queria encará-los, não queria ouví-los, culpava ambos por tomar a decisão errada. Ela também culpava a si própria, por não ter questionado a decisão, por seguir cegamente o que foi dito, tudo isso causou a morte de Kristen. Eles três mereciam estar mortos, não Kristen. Era o que ela pensava. 

"Hope, eu te amo." As palavras, na voz de K, voltavam a ecoar na cabeça da Stewart, que voltava a se culpar por não ter dado ouvidos a garota, e por não ter coragem para dizer o que sentia. 

Hope segurou firme sua faca na mão direita, colocando a lâmina afiada contra a palma da mão esquerda. Respirou fundo, criando coragem para fazer o que tinha em mente, e em seguida passou a lâmina com força na mão, reprimindo um gemido de dor. Observou o corte recém-aberto, o sangue que escorria e se espalhava pela palma da mão. A ferida doía e ardia, mas nada se comparava a dor que continuava a sentir no peito. Mas não era essa a sua intenção ao provocar aquele corte; Era daquela maneira que se puniria, todos os dias, pela morte de Kristen.

* * *

— Acha que ela vai ficar bem? — Alec perguntou a Vivian, enquanto observava Hope, que se mantinha de costas para eles, do outro lado do acampamento improvisado. 

— Espero que sim. Ela acabou de perder alguém que amava, acho que é normal se fechar por alguns dias. — Respondeu a Aldebert. Direcionou seu olhar para o homem. — E quanto a você? Vai ficar bem?

— Eu estou bem. Só um pouco triste pela garota… — Respondeu ele. — O quê, está preocupada comigo agora? — Acrescentou, em um tom mais descontraído. 

— É que talvez você não seja tão chato quanto pareceu a princípio, então estou começando a conseguir aturar você. — Ambos riram brevemente. — Engraçado como esse mundo, mesmo na merda, consegue ser surpreendente. Eu achava que tudo ficaria igual, até o fim, mas daí os zumbis começaram a mudar de alguma maneira, agora me aparece uma garota imune a toda essa merda… o que vem a seguir? 

— Vou dizer o que eu acho que não vem a seguir: uma cura e a volta do mundo perfeito. — Alec falou, sendo realista. 

— Não, o mundo perfeito não. Ele nunca existiu, para falar a verdade. — Vivian dizia, pensativa. — Mas talvez haja sim uma espécie de cura, por que não? Ou talvez essa garota seja a chave para alguma coisa desse tipo. Talvez, um dia, tenhamos um mundo mais próximo do normal. 

O Di Firenze soltou uma breve risada.

— Olha a história dela — Falou ele, se referindo a Hope. — Mataram todo mundo no antigo lar dela somente para tê-la, fizeram isso e continuarão fazendo. Se um dia conseguirem a cura, ela será usada somente neles, nos poderosos, e os outros que se fodam. Era assim antes, será assim agora, e será assim sempre. 

— Sua esperança me comove. — Disse Vivian, em tom de brincadeira, embora concordasse com Alec naquele momento.

A Aldebert não gostava muito de admitir, mas estava gostando, e muito, da companhia de Alexander, e apesar de não terem conversas sobre seus respectivos passados, sentia que se tornavam cada vez mais próximos a cada dia, e isso lhe agradava. 

* * *

― É uma ideia interessante. ― Falou Christopher, ao ouvir Maria e Usui. ― Mas é perigosa. ― Acrescentou. 

― Claro que é perigoso, e muito. ― Maria concordou com o O’Brian. Para ela, a ideia de voltar aquele lugar lhe trazia certa angústia, ela não queria voltar, mas não por conta dos perigos que encontraria lá, esses seriam só mais um em sua vida, não queria voltar por conta das lembranças, da tristeza que lhe pegaria em cheio novamente assim que visse tudo que construíram no chão.

― Mas podemos concordar que se limparmos o lugar, e trabalharmos para consertar podemos ter um lugar para viver. ― Usui argumentou. ― Você viveu lá por vinte anos, certo? ― Perguntou ele a Maria, que concordou com a cabeça.

― É possível mesmo recuperar o lugar? ― Christopher perguntou. 

― Não tenho certeza. ― Respondeu a Campbell. ― Acredito que sim. 

― Bem ― Christopher começou a dizer. Havia traçado um plano, seria cauteloso a princípio, não queria arriscar tudo por uma incerteza. ― Nós vamos a esse tal lugar, veremos suas condições e só então decidiremos o que, e como, fazer isso. ― Ele contou sua ideia. ― Andrew, Maria e eu vamos. O restante fica, se recuperando e tomando conta daqui. Não podemos perder esse casarão, caso as coisas não funcionem lá, ainda teremos um teto para viver, mesmo que de forma provisória.

* * *

Damien havia passado os últimos dias pensando, enquanto se recuperava totalmente de seus ferimentos. Aquele grupo tinha uma imune, Selene, e ela poderia ser a salvação do mundo, e a dele. Não tinha muito o que pensar, mas, ainda assim, uma grande indecisão tomou conta dele. 

Estava agora quase recuperado, conseguia ficar de pé sem sentir dores por todo o corpo, caminhar, somente as mãos eram seu empecilho, mas aquilo seria para sempre. Estava também decidido no que fazer a respeito da imune, faria o certo, o que era melhor para o mundo. Mas para isso teria que ter ajuda. 

— Queria falar comigo? — Begônia perguntou, adentrando o quarto que Damien estava. 

— Queria, sim. — Respondeu ele, indicando para Beg sentar ao seu lado. — Preciso da sua ajuda numa coisa. 

— Ajuda? — Perguntou a McAllison, estranhando. — Em que?

— Vou te explicar tudo — Falou, olhando Begônia nos olhos. Teria que ser convincente, caso contrário, não teria sua ajuda e de quebra perderia a confiança da garota.

Então ele escolheu suas palavras e começou a contar: Contou que ainda existia um governo, que ainda existia um exército, e que ele fazia parte desse exército, e qual era sua missão. Contou quando e porque começou a fazer parte. Contou também tudo o que sabia sobre as pesquisas e a possível cura, e que as pessoas imunes, e seu sangue, eram tão importantes para conseguirem a cura e salvar o mundo. 

— Foi por esse motivo que me ajudou? — Begônia perguntou, se referindo ao trabalho de Damien, que era encontrar esses jovens imunes ao vírus. Tentava entender aquilo tudo, tentava aceitar, mas era difícil, era muita informação de uma só vez. — Foi por esse motivo que propôs que eu ficasse ao seu lado? 

— Isso não importa agora, Beg. — Respondeu o loiro, tentando manter a amiga calma. Perdê-la a essa altura seria seu fim, em muitos sentidos. 

— É claro que importa! — Falou, em um tom mais irritado. — Responda-me, por favor. E não minta. 

— Sim, no início sim. — Confessou ele, com a voz baixa. Ela se pôs de pé, indignada. — Mas eu aprendi a gostar de você, eu não te entregaria, por isso que continuamos. Além disso, não deixaria que lhe fizessem mal. — Ele fez uma pausa, encarando-a. Ela balançava a cabeça negativamente, como se não acreditasse nas palavras ditas por ele. — Por favor, Beg, acredite em mim. Tudo isso é por um bem maior, é para salvar o mundo!

— Ela corre riscos? — Perguntou ela, voltando a encará-lo nos olhos. — Selene corre riscos? 

— Não, nenhum. — Ele respondeu firme. Era mentira. Ele sabia das histórias de alguns imunes, que nasceram no abrigo, que morreram durante a tentativa desesperada. Mas os tempos eram outros, a cientista - se é que poderia chamá-la assim - era outra. 

 — E em que, e por que, precisa da minha ajuda? 

— Preciso entrar em contato com o pessoal do abrigo, para podermos levá-la para lá. Podemos levar todo o grupo, se quiser. — Ele respondia. — Eles irão até um antigo acampamento, certo? Onde teve uma batalha, acredito que encontrará um rádio por lá, é assim que entraremos em contato com eles. 

— Você quer que eu me candidate a ir com eles nesse tal lugar? — Perguntou ela, demonstrando certa indignação.

Ele balançou a cabeça, concordando. 

— Eu mesmo iria, mas minhas condições não ajudam. — Ele mostrou as mãos, ou a ausência delas. — Eu não te pediria isso se não confiasse em você. 

Ela não respondeu, apenas saiu do quarto, batendo fortemente a porta atrás de si.

No entanto, uma dúvida havia ficado; uma cura poderia mesmo existir? O mundo poderia mesmo ser salvo? Ela confiava em Damien, por mais que a recente conversa tenha sido difícil. Sobreviveram juntos, não abandonaram um ao outro, e ele lhe contou algo muito importante. Mas não eram mais eles dois contra o mundo, aquele grupo ajudou os dois, salvaram Damien, e ela sentia como se estivesse os traindo, caso aceitasse a proposta.

Não conseguia, mas precisava decidir, e rápido, o que faria a respeito. 

* * *

Andrew arrumava algumas coisas, entre elas sua arma e munição, para partir na missão. A ideia de ter um lar definitivo o animava um pouco, no entanto, ouvir que para tê-lo teria que enfrentar um extremo perigo o fazia ter um misto de sentimentos a respeito; além da animação sentia também a insegurança e, porque não, medo. 

― Tudo bem? ― A voz de Shoshannah o tirou de seus pensamentos.

Ele sorriu para ela, enquanto ela se aproximava. Estava se recuperando aos poucos do grave ferimento na perna, por isso ainda caminhava com dificuldades.

― Tudo, sim. E você? ― Respondeu ele, ainda com um pequeno sorriso no rosto. ― Ainda sentindo dor? 

― Bem pouco. Está muito melhor agora. ― Hannah notou o que o Andrews fazia. ― Então, você vai mesmo nessa missão? ― Questionou ela, timidamente. 

― Sim. Mas só iremos avaliar o lugar, ver o que precisa ser feito, sem riscos. Ficará tudo bem. ― O Harris respondeu de forma tranquila, embora não tivesse tanta certeza assim.

― Eu ainda sim me preocupo. ― Falou a O’Sullivan, abrindo um sorriso tímido. ― Eu passei muito tempo sozinha, sabe? E desde que nossos caminhos se cruzaram naquele fatídico dia que sinto que posso finalmente ter e confiar em alguém, você no caso. 

― Fico feliz em saber que tem sentimentos positivos a meu respeito. Também tenho por você. ― Ele sorriu, encarando Hannah nos olhos. ― Não se preocupe, estaremos de volta antes que perceba.

* * *

Makori observava sua filha, que agora repousava sobre a cama, tendo uma noite de sono que ela merecia. O Udaku sentia-se, de alguma maneira, culpado pelo ocorrido com a menina. Sentia que não devia ter saído e tê-la deixado. Ele havia aprendido a gostar e confiar em Meghan, mas ainda assim pensava que se estivesse ao lado de Nawi naquele momento, as coisas poderiam acontecer de forma diferente, que ela não precisaria sujar suas mãos. 

A Rogers, percebem a aflição que Mack sentia, aproximou-se dele, parando próxima a cama. 

― Eu sinto muito pelo que ouve. ― Falou ela, em um tom baixo para não acordar a menina. ― Mas se não fosse por ela hoje... ela salvou a minha vida. 

― Eu não a culpo. É só que... ― Disse ele, sem tirar os olhos da filha. ― Ela é só uma criança, ela não devia ter que... ― Ele fez uma pausa, a fim de tranquilizar-se um pouco. Pensar no fato lhe deixava nervoso. ― Eu devia estar aqui para protege-la. 

― Nada mudaria. ― Disse Meghan. Mack a olhou pela primeira vez desde que chegara ali ― As coisas aconteceriam praticamente da mesma maneira, acredite. Além disso, o momento de ela ter que agir ia chegar, Mack. Infelizmente o mundo atual é assim.

Makori voltou a olhar para a menina e Meghan tocou em seu ombro num gesto confortante. Ele concordava que o momento de Nawi ter que fazer algo daquele tipo, contra pessoas vivas, aconteceria, mas queria adiar o máximo possível pois sabia o quanto era ruim ter que fazer aquilo.

― O mundo ainda tem jeito. ― Disse Meghan esperançosa. ― As coisas ainda podem ser consertadas e nossas crianças poderão voltar a ser crianças. 

* * *

Alyssa não demonstrava, mas observava cada passo de Clara. Não queria dar sopa para o azar e ser traída pela Sanchez. Havia notado que ela era uma garota difícil de lidar, mas queria tê-la ao seu lado e, além disso, tinha idade para ser uma imune, portanto poderia ser ainda mais útil para ela em um futuro próximo. 

Clara, por outro lado, convivia com a dúvida; aquela mulher havia salvo sua pele, havia livrado ela de estupradores e, possivelmente, da morte. Mas não queria se manter ao seu lado, funcionava melhor sozinha e queria estar assim, no entanto, tinha uma dívida – como a mulher mesmo disse – por isso teria que continuar ao seu lado. Mas teria mesmo? Ela sempre se perguntava. Uma traição, um tiro na perna e estaria livre para ir. Mas por que não fazia? Isso ela não sabia responder. 

Alyssa havia contado um pouco mais sobre os imunes para Clara. Contou sobre o primeiro que surgiu no abrigo, e todos os testes falhos que o levaram a morte, e assim foi com todos os outros que surgiram durante os anos, testes abusivos e falhos um atrás do outro, e contou como foi ensinada durante esse período. E agora, graças a ela estavam perto de conseguir. Os estudos, e os testes, evoluíram de maneira animadora, sentia que a cura já havia deixado de ser um sonho distante e se tornado uma realidade, faltava pouco. Logo ela conseguiria fazer uma cura para toda aquela merda, o mundo voltaria a ser normal e ela seria a heroína. Seria a porra da heroína do mundo, seria a mulher que salvou o mundo. Era como Alyssa se imaginava. 

Doutora James? ― Disse uma voz masculina, chamando no rádio do caminhão que estavam. Alyssa pulou da traseira do veículo e correu até o rádio, pegando-o rapidamente. ― Doutora James, na escuta? 

― Sim? ― Respondeu ela, ansiosa.

Parece que tiramos a sorte grande. ― Falou o soldado, animado. ― Encontramos uma pessoa imune.

Alyssa sorriu, estava eufórica por dentro. Finalmente, depois de tanto tempo, teria um imune em suas mãos, poderia continuar e concluir seus testes, poderia chegar finalmente a cura. 


(Continua...)



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