História The Last Hope - Capítulo 2


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Categorias EXO, Girls' Generation, Red Velvet
Personagens Hyoyeon, Irene, Jessica, Oh Se-hun (Sehun), Seohyun, Seulgi, Sooyoung, Sunny, Taeyeon, Tiffany, Yoona, Yuri
Tags Apocalipse Zumbi, Seulrene, Taeny, Yoonhyun, Yulsic
Visualizações 51
Palavras 3.612
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), FemmeSlash, Ficção, Orange, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror, Violência, Yuri (Lésbica)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa leitura ^^

Capítulo 2 - The Prison


Narrador PDV

 

Dois meses atrás...

 

As duas mulheres andavam pelas ruas da cidade a procura de um lugar seguro onde pudessem passar a noite. Avistaram um pequeno prédio residencial e resolveram ir até ele. Hyoyeon estacionou sua moto no estacionamento ao lado do prédio, onde três zumbis que ali perambulavam foram alarmados com o barulho. Mas, foram facilmente abatidos pelas garotas, que depois se dirigiram até a entrada.

Por causa do entardecer, o local já estava ficando escuro, mas ainda era possível enxergar. A recepção estava vazia, as duas então subiram, silenciosamente, as escadas até o primeiro andar. Havia um zumbi distraído no corredor, que estava bagunçado com diversos objetos espalhados pelo chão.

As duas resolveram continuar subindo até chegar ao quinto andar, que não estava tão diferente dos anteriores, mas não havia sinal de zumbis no corredor. Havia vários quartos, alguns com portas abertas e outros com portas fechadas. 

Lentamente, elas foram caminhando pelo corredor, porém, Tiffany acabou pisando acidentalmente em algo que parecia ser um brinquedo de criança, o que fez uma música irritante começar a tocar. As duas arregalaram os olhos de imediato. 

— Droga! — Tiffany praguejou em um sussurro, enquanto pegava o brinquedo do chão para em seguida arrancar as pilhas.

Segundos depois, grunhidos furiosos foram ouvidos. Zumbis saíram de um dos quartos, notando a presença e o cheiro das jovens. Cerca de seis deles corriam pelo corredor estreito, com braços esticados e mandíbulas batendo na direção delas.

Sem opção, elas correram até o final do corredor, onde Tiffany girou a maçaneta da última porta, por sorte conseguindo abri-la. As duas entraram no quarto e rapidamente empurraram uma estante e uma poltrona que havia ali, para segurar a porta. Felizmente, aquilo pareceu impedi-los de entrar, pelo menos por um tempo. 

Todavia, dentro do apartamento, elas ainda não estavam tão seguras quanto pensaram, pois ao se virarem, se surpreenderam com outras duas mulheres mais ao canto da sala, que as encaravam com um misto de surpresa e medo. Uma delas tinha cabelos castanhos claros, usava uma blusa azul marinho de manga comprida e calça skinny preta. A outra era mais alta, possuía cabelos castanhos escuros e usava uma camiseta vinho e calça jeans.

Em um ato de proteção, a mais baixa se pôs a frente da mais alta, retirando sua Beretta 92 do cós de sua calça e apontando para as duas mulheres que haviam acabado de entrar no apartamento.

— Wow! — Tiffany e Hyoyeon exclamaram, erguendo os braços para cima em sinal de rendição.

— O que vocês querem aqui? — disse a mulher com a pistola na mão.

— Calma, okay? Nós só estávamos procurando um lugar para passar a noite e achamos que esse prédio estivesse vazio. — Tiffany explicou.

— Será que você pode abaixar sua arma? — disse Hyoyeon. — Não queremos problemas.

— Jessica, abaixe a arma. — a jovem de cabelos castanhos escuros pediu em tom calmo.

— Não podemos confiar nelas, Seo. — Jessica sussurrou para a irmã.

Foi então que barulhos e grunhidos ferozes vieram de trás da porta, assustando as quatro.

— Nós temos problemas maiores, precisamos dar o fora daqui! — Hyoyeon exclamou.

— Isso é tudo culpa de vocês! — Jessica esbravejou, voltando a colocar sua pistola no cós de sua calça. — Nos prenderam aqui!

— Tem que ter outro jeito de sair. — disse Hyoyeon, enquanto tentava pensar em uma solução.

— E o que você sugere? Pular da janela do quinto andar? — Jessica disse em um tom irônico, fazendo Hyoyeon rolar os olhos.

— A escada de incêndio. — Seohyun falou de súbito, como se estivesse lembrando desse detalhe, e foi em direção à uma das janelas do apartamento para conferir.

De fato em uma das janelas havia uma escada de incêndio que dava direto em um beco estreito. Tiffany seguiu a mais alta e também se aproximou da janela, abrindo-a e em seguida olhando para baixo, notando alguns andarilhos zanzando por ali. Enquanto isso, no corredor, os grunhidos ficavam cada vez mais altos.

Hyoyeon e Jessica logo se aproximaram das outras duas.

— Vamos descer por essa escada. — Tiffany anunciou, fitando as garotas, que concordaram.

Tiffany foi a primeira a sair e começar a descer, sendo seguida de Jessica, Seohyun e Hyoyeon. Ao por seus pés no chão, os zumbis que ali estavam logo perceberam a movimentação. Um infectado, que tinha seu abdômen praticamente todo rasgado e com suas tripas à mostra, andou até a morena, que o acertou duas vezes na cabeça com o seu taco de baseball.

Enquanto isso, outros dois andarilhos também começaram a se aproximar. Tiffany notou Jessica ao seu lado, apontando sua Beretta 92 para um dos zumbis, e rapidamente levou sua mão em direção à da mesma.

— Você ficou louca? Isso vai chamar a atenção de mais andarilhos. — Tiffany sussurrou, fazendo Jessica abaixar a arma.

Quando os dois zumbis já estavam perto das duas, Seohyun passou por elas, para em seguida retirar sua katana da bainha pendurada em suas costas e, com uma incrível habilidade, decepar as cabeças dos dois mortos-vivos.

— Legal! — Tiffany exclamou baixinho, impressionada. E recebeu um sorriso simpático da mais alta, em resposta.

— Hey! — Hyoyeon chamou a atenção das três. — Vamos sair logo daqui. — disse, apontando para a saída do beco.

    

Atualmente...

 

Fazia cerca de alguns minutos que as quatro mulheres haviam saído da casa. Hyoyeon pilotava sua moto, enquanto Jessica dirigia seu Nissan, onde ao seu lado, no banco do passageiro, estava sua irmã mais nova e no banco de trás estava Tiffany, parecendo estar perdida em seus próprios pensamentos.

Antes de sair da cidade, elas resolveram estacionar em um posto de gasolina que havia por perto. Decidiram que Jessica e Hyoyeon iriam checar a lojinha de conveniência do posto para ver se encontravam algo útil, enquanto Seohyun encheria o tanque de combustível e Tiffany ficaria vigiando.

Ao se aproximarem da porta, Jessica e Hyoyeon logo prepararam suas devidas armas. Jessica segurando sua pistola e a loira com a sua besta.

— Preparada? — Jessica perguntou, prestes a abrir a porta.

— Querida, eu não me preparo, eu já nasci pronta. — respondeu Hyoyeon, fazendo Jessica revirar os olhos.

As duas então entraram no local que aparentemente estava vazio e sem nenhum sinal de perigo à vista.

Enquanto isso do lado de fora, Tiffany estava encostada no carro observando o lugar até que franziu o cenho ao ter a impressão de ter escutado algo.

— Você escutou isso? — a morena perguntou para Seohyun.

— Escutou o que? — disse, confusa.

Tiffany não respondeu, apenas ficou parada, dessa vez prestando mais atenção. Foi então que ela escutou novamente. Agora tendo a certeza.

Era um grito de socorro.

Sem pensar duas vezes, a morena pegou seu taco de baseball que estava no banco do carro e saiu correndo na direção do som, ignorando o chamado preocupado da mais nova que ficara para trás.

Tiffany corria em meio a algumas árvores que havia ali, à medida que o chamado parecia ficar cada vez mais próximo. De repente ela parou ao ver a cena em sua frente. O grito era de uma garota que estava caída no chão, seu pé parecia estar preso por causa de um tronco de árvore, pois ela se debatia para tentar levantar. Bem perto dela um andarilho se aproximava. O cadáver era um homem com o rosto parcialmente desfigurado, olhos avermelhados e com uma gosma negra pingando de sua boca. Ele soltava grunhidos ferozes em direção à garota.

Rapidamente, a morena deu uma pancada na cabeça do andarilho, porém ela não esperava que outro também estivesse à espreita e só percebeu quando ele tentou morder-lhe o ombro direito. Tiffany se virou a tempo de impedir o ataque, mas o infectado acabou por derruba-la no chão, caindo por cima de seu corpo. A mulher sentiu uma dor aguda em seu braço esquerdo, parecia que algo tinha lhe cortado. Sem ter tempo de pensar nisso, ela segurou os braços do zumbi, que um dia foi uma mulher idosa, de cabelos grisalhos e acima do peso, e que agora tentava de todos os jeitos arrancar um pedaço de sua clavícula. Não conseguindo alcançar seu taco de baseball que havia caído, a morena recorreu à sua faca, que ficava presa no cós de sua calça. 

Se tem uma coisa que Tiffany aprendeu nesses últimos meses foi que era sempre importante estar prevenida com uma arma reserva.

Ela pegou sua arma branca e a enfiou com força na lateral da cabeça do morto-vivo, recebendo um jato negro de gosma encefálica em sua mão. A morena empurrou o corpo, agora inerte, para o lado e se levantou, respirando fundo por conta da adrenalina ainda percorrendo sua corrente sanguínea. Sua atenção então se voltou para a garota que continuava caída.

— Muito obrigada. — disse a desconhecida.

— Você está bem? — Tiffany perguntou.

— Acho que torci o tornozelo. — a jovem gemeu de dor.

— Tiffany, o que aconteceu? Você está bem? — Hyoyeon chegou afoita, seguida de Jessica e Seohyun.

— Eu estou bem. Me ajudem aqui. — Tiffany falou, enquanto tentava levantar a garota.

As outras três então se aproximaram para ajudar. A desconhecida era um pouco mais baixa que elas e parecia ser mais nova, possuía orbes escuros e longos cabelos negros que contrastavam com sua pele pálida.

— Vamos levá-la até o carro. — disse Seohyun.

Ao voltarem, as mulheres ajudaram a menor a se sentar no banco do carro, pois seu tornozelo parecia bem inchado.

— Me chamo Joohyun, mas podem me chamar de Irene. — revelou a até então desconhecida.

— Eu sou a Tiffany. — a morena também se apresentou. — E essas são Hyoyeon, Jessica e Seohyun. — falou, apontando para as demais.

— Eu preciso voltar. — Irene disse em um tom baixo.

— Voltar para onde? — Hyoyeon perguntou.

— Para o acampamento. Eles vão poder me ajudar. — respondeu. — Sabe...vocês também podem ficar por lá se quiserem, é seguro e temos água e comida.

Tiffany, Hyoyeon, Jessica e Seohyun se entreolharam desconfiadas, ainda não sabendo ao certo se podiam confiar na garota.

— Tudo bem, vamos te levar até lá. — disse Jessica por fim.

— Tiffany, o que aconteceu com o seu braço?! — Seohyun perguntou, preocupada.

A morena então se lembrou da dor que havia sentido momentos antes e olhou para o braço esquerdo, onde havia um corte não muito profundo, mas de onde escorria muito sangue.

— Eu me cortei quando aquele maldito andarilho me derrubou. Não se preocupe, irei fazer um curativo. — disse Tiffany.

Minutos depois, Hyoyeon voltou à sua moto e as outras para o carro. Agora, com Irene também no banco de trás ao lado de Tiffany. A morena pegou o kit de primeiros-socorros que estava no chão, frente ao banco e começou a limpar o corte e em seguida fazer um curativo um tanto quanto que desajeitado em si mesma.

Irene foi ditando o caminho para Jessica, que à medida que a garota lhe falava, ela achava estranho, pois haviam saído da rodovia principal e entrado em uma estrada cercada por árvores, porém ela, assim como as outras, não demoraram a perceber para onde estavam indo.

— Uma prisão? — Seohyun franziu o cenho.

Altas cercas de arame cercavam o local. Dentro havia uma grande construção com várias divisões onde existiam cinco grandes blocos de celas. Havia também torres de vigia, além de um grande pátio ao ar livre, onde era possível ver um campo de vegetação.

Jessica parou em frente ao alto portão de arame. Irene acenou para a pessoa que ali vigiava, que pareceu reconhecer a garota e abriu o portão, que rapidamente foi fechado após a entrada do carro e da moto.

Tiffany ajudou Irene a sair, oferecendo apoio para a mais nova por conta de seu tornozelo inchado. Logo outras duas pessoas se aproximaram da entrada, sendo uma mulher de pele pálida, cabelos loiros que iam até um pouco abaixo dos ombros e estatura baixa, e um garoto de pele igualmente pálida e cabelos castanhos escuros.

A loira correu para dar um abraço apertado em Irene, mas ao se afastar da mesma sua expressão parecia furiosa.

— Joohyun! Onde você estava com a cabeça? Você tem noção de como eu e o Baekhyun ficamos preocupados com você?! — disse a loira, fitando a garota.

— A Taeyeon tem razão, Irene. Nós somos seus irmãos mais velhos, como pode sair daqui escondida desse jeito e sem avisar? — Baekhyun indagou.

— Já faz dois dias que eles não voltaram e vocês não fazem nada! Eu não aguento mais isso! Nós precisamos ir atrás deles, podem estar precisando de ajuda! — Irene se exaltou, enquanto se afastava dos outros, irritada. Ela até conseguia andar por conta própria, porém mancando por causa do tornozelo inchado.

 A loira suspirou fundo vendo sua irmã se afastar, e levou as mãos para massagear as têmporas.

— Deixa que eu converso com ela. — Baekhyun tranquilizou a irmã mais velha antes de ir atrás da mais nova. E Taeyeon apenas assentiu para o moreno e só agora se dando conta das outras garotas que estavam ali e apenas observavam a situação.

— Hey! Parece que temos pessoas novas. — uma jovem morena de longos cabelos negros e pele bronzeada se aproximou, chamando a atenção para si. Ela vestia uma calça preta justa, botas de cano baixo e uma camiseta de uma banda de rock qualquer, e em suas costas carregava uma AK-47.

— Elas trouxeram a Irene de volta, Yuri. — Taeyeon disse para a amiga.

— Vocês estão morando aqui? — Hyoyeon perguntou curiosa, ainda observando o local com um misto de surpresa e estranhamento.

— Sim, já faz cerca de um mês que encontramos esse lugar. — Yuri respondeu. — A prisão nos mantém seguros do mundo lá fora.

— Quantas pessoas estão aqui? — indagou Seohyun.

— Até agora estamos em vinte e duas pessoas. — disse Yuri. — Vocês também podem ficar se quiserem. Aqui temos segurança, médico, além de água e comida suficiente.

Nesse momento, Taeyeon segurou levemente o braço de Yuri, aproximando o rosto do dela.

— Yuri, você ficou maluca? Nós nem conhecemos essas pessoas. — Taeyeon sussurrou para que só a morena escutasse.

— Elas trouxeram sua irmã de volta, Tae. — Yuri respondeu, como se aquele fato já fosse o suficiente. — Além disso, elas não me parecem ser uma ameaça.

— Olha, aqui parece ser um bom lugar, mas temos que ir. — Jessica falou, chamando a atenção.

— Para onde estão indo? — Taeyeon perguntou.

— Los Angeles. — Jessica respondeu direta.

— Sério? Vocês são loucas? — Yuri se surpreendeu, cruzando os braços sobre o peito.

— Por quê? — Tiffany franziu o cenho.

— Isso é suicídio. — Taeyeon alertou, com um tom sério perceptível em sua voz. — A cidade está completamente tomada, há hordas de zumbis com mais de quinze deles.

Tiffany engoliu em seco. Ela sabia que haveria muitos zumbis, mas hordas com mais de quinze mortos-vivos...não sabia se estava preparada para isso.

A morena olhou para Jessica, que retribuiu o olhar, e pela expressão da mesma, soube que ela também havia tido o mesmo pensamento.

— Se estiverem procurando por abrigo, saibam que não há nenhum por lá. No início, quando tudo começou, o governo forneceu abrigo para a população, mas uma hora a situação passou a ficar descontrolada até que esses abrigos não adiantaram e acabaram por serem invadidos e destruídos pelos mortos-vivos — Taeyeon encarou os próprios pés. — Nós morávamos em Los Angeles antes de sair daquele caos e encontrar esse lugar. — ela contou. E Yuri concordou com a loira.

— Bom...a decisão é de vocês, sintam-se livres para ficar, caso quiserem. — disse Yuri. Ela e Taeyeon então se afastaram, dando espaço para as outras mulheres.

— Vocês estão pensando em ficar? — Hyoyeon perguntou, aproximando-se das outras três.

— Ir para Los Angeles parece mesmo ser muito arriscado e agora que sabemos que não há nenhum abrigo, não sei se vale a pena. — disse Tiffany.

— Nós não temos para onde ir, estávamos procurando por um lugar seguro e bom...olhem só esse lugar. — Seohyun comentou, enquanto erguia os braços e apontava para os arredores.

— Mas, vocês acham que podemos confiar nessas pessoas? — Jessica perguntou. — Digo, não é meio estranho que elas tenham convidado desconhecidas para fazer parte do grupo?

— Elas me parecem ser amigáveis, não acho que são pessoas perigosas. — disse Tiffany.

— E nós ajudamos aquela garota e ainda a trouxemos de volta pra cá. — Hyoyeon acrescentou. — Acho que nos deixando ficar seria uma forma de agradecimento. 

— Então nós vamos ficar? — Seohyun quis saber.

Tiffany e Hyoyeon assentiram, olhando para Jessica logo em seguida, esperando sua resposta.

— Okay, mas qualquer coisa estranha, nós vamos embora. — disse Jessica, e as outras três concordaram.

 

[...]

 

Tiffany PDV

 

Além do pátio e do campo de vegetação, a prisão possuía um refeitório e uma enfermaria. Já que iríamos ficar ali por tempo indeterminado, eu e as meninas aceitamos ajudar nas coisas básicas também, como participar de rondas e turnos de vigia do local. Assim, elas concordaram que poderíamos usufruir da água e da comida.

As pessoas que ali estavam abrigadas utilizavam as celas para dormir, como se fossem quartos. Taeyeon e Yuri haviam nos mostrado as instalações e as celas onde poderíamos dormir, eu ficaria em uma ao lado de onde ficaria Hyoyeon, e Jessica e Seohyun ficariam na próxima do outro lado da de Hyoyeon.

Esse não era o lugar mais aconchegante do mundo, era um ambiente frio e úmido, porém, parecia ser possível descansar sem o medo constante de ser atacada por um morto-vivo.

Já era tarde da noite, todos haviam ido para as celas dormirem exceto os que pegariam o primeiro turno para ficar nas torres de vigia. 

Eu me remexia de um lado para o outro no colchão fino, na esperança de conseguir relaxar um pouco e dormir, mas isso estava sendo difícil. Comecei a sentir um desconforto em meu braço esquerdo, onde estava o ferimento de mais cedo. Peguei minha mochila e a abri, retirando dela minha lanterna, pois o local estava escuro e não era possível enxergar quase nada. Ao ligar a mesma, apontá-la para o meu braço e verificar o curativo desleixado que eu havia feito mais cedo, pude ver uma mancha avermelhada de sangue se formando. Constatei que eu precisaria trocar esse curativo logo, aliás, também não queria correr o risco de pegar alguma infecção.

Não aguentando mais ficar naquela cela, me levantei e saí andando praticamente na ponta dos pés, não querendo acordar ninguém, iluminando o caminho com minha lanterna. Caminhei até a porta de saída que dava direto para o pátio ao ar livre. Diferentemente de dentro, lá fora não estava uma completa escuridão graças à presença da lua. Olhei para o céu, soltando um suspiro cansado, me permitindo respirar o ar fresco e, apenas por um momento, admirar a lua cheia.

— Não consegue dormir? — uma voz rouca feminina de repente se fez presente, me fazendo no mesmo instante dar um pulo e levar a mão ao peito, sentindo meu coração quase sair pela boca por conta do susto.

— Desculpe, não quis te assustar. — disse.

Foi então que eu analisei a figura que lentamente se aproximava de mim. O corpo magro, porém esbelto, os cabelos loiros presos em um coque frouxo e os olhos escuros que mais pareciam duas ônix me encarando com um olhar estranhamente penetrante. 

Taeyeon parou ao meu lado.

— Dormir tem sido algo difícil nesses últimos meses. — comentei.

— Nem me fale. — suspirou a loira.

Um silêncio incômodo se instalou por alguns segundos, até que ela resolveu quebrá-lo.

— Joohyun me contou tudo o que aconteceu e...eu só queria te agradecer por ter salvo a vida da minha irmã, não sei o que eu faria se a perdesse. 

— Tudo bem. — falei. — Ninguém merece o sentimento de perder um irmão. — praticamente sussurrei essa última parte mais para que só eu escutasse. Com isso, lembranças começaram a invadir minha mente, assim como meus olhos ameaçaram lacrimejar.

Eu sentia tanta falta do meu irmão. Sentia falta da minha família.

— O que aconteceu com o seu braço? — disse a loira, tirando-me de meus devaneios, enquanto direcionava sua lanterna para a mancha vermelha sobre a faixa na parte superior do meu braço esquerdo.

— Acabei me cortando mais cedo, preciso fazer um novo curativo. — respondi.

A loira então pareceu ficar pensativa por alguns segundos enquanto ainda observava a mancha de sangue.

— Espere aqui um pouco, eu já volto. — Taeyeon avisou antes de se afastar. E eu apenas assenti, apesar de estranhar. 

Passados uns dez minutos, a loira voltou com esparadrapos, gaze, soro fisiológico e o que parecia ser uma pomada. Agora eu havia entendido o que ela tinha em mente.

Taeyeon me chamou e me guiou de volta à cela em que eu estava anteriormente. Sentei no colchão, seguida pela loira que se sentou virada de frente para o meu braço esquerdo. Ela pediu que eu segurasse a lanterna com a outra mão e iluminasse o ferimento para que ela pudesse fazer o curativo. 

Delicadamente, Taeyeon foi retirando a faixa suja de sangue e deixando-a no chão, ao lado do colchão. Depois, ela pegou o soro fisiológico e uma gaze, colocando um pouco do soro na mesma.

— Vai arder um pouco. — avisou, antes de começar a limpar o corte.

Mordi os lábios ao sentir uma pequena ardência, enquanto via a loira limpar o sangue. Após fazer isso, ela pegou outra gaze para por a pomada e coloca-la sobre o ferimento. Em seguida ela pegou o esparadrapo e começou a enfaixar a região com cuidado. 

Eu permanecia quieta, apenas alternando o olhar entre meu braço e seu rosto. Confesso que era fofo o jeito que ela franzia o cenho, concentrada no que estava fazendo. Seu rosto era marcado por traços tão delicados, mas em contraste com sua beleza angelical, havia um pequeno corte superficial em seu supercílio esquerdo, além de olheiras levemente visíveis.

Ainda estava um tanto quanto surpresa por ela estar fazendo aquilo. Certamente era uma forma de agradecimento por eu ter salvado a vida de sua irmã. Era um gesto gentil. E gentileza não era algo que se via com muita frequência ultimamente.

 


Notas Finais


Primeiro momento Taeny :3
O que será que vai acontecer nessa prisão?
Espero que estejam gostando. Até o próximo!


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