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História The last look - O Último olhar - Capítulo 3


Escrita por: e Leewillreturn


Capítulo 3 - What if I know you better?


Fanfic / Fanfiction The last look - O Último olhar - Capítulo 3 - What if I know you better?

Agora estava em meu quarto, rindo; as lembranças de ontem me faziam gargalhar facilmente. Bom, era de se esperar. Depois de tudo o que aconteceu, Nevra ainda me ajudou a recuperar o meu sapato, então aproveitei que estava sem nada para fazer e decidi tirar uma cochilo rápido. Há, seria o que eu faria se não batessem à minha porta. Abri-a, esperando que fosse a Miiko vindo reclamar ou Ezarel para terminar a briga de mais cedo, mas, para minha surpresa, era Leiftan. Que alívio...


─ Leiftan?


─ Você foi embora da sala de testes antes que pudéssemos conversar sobre sua guarda. Está ocupada agora?


─ Não, não estou... Quer conversar aqui mesmo?


─ Na verdade... Seria melhor se fôssemos para um lugar mais tranquilo, como a biblioteca, por exemplo.


─ Ah. Aqui tem uma biblioteca?


─ Tem sim. ─ Respondeu sem rodeios e sem esperar uma resposta. Fez um gesto como para que eu o seguisse; assim eu o fiz.


Chegando lá, pude observar as características que já tinha em mente: Era um lugar enorme, repleto com prateleiras que iam até o teto de tão altas, cheias de livros. Era um lugar muito confortável. Leiftan se sentou em uma cadeira simples de madeira, fazendo um sinal para que eu me sentasse na cadeira ao seu lado. 


─ Bom ─ Começou. ─, a guarda que você está, como eu disse, é a da Sombra, sendo, ela, voltada para relatar acontecimentos, perseguições e explorações.


─ Escutar isso dá uma preguiça...


─ Mas não deveria, mesmo que, em parte, eu concorde com você. ─ Soltou mais um de seus sorrisos gentis. ─ Sua missão será amanhã logo pela manhã, é bom que saiba das coisas, me entende?


─ Mas já? O que eu vou ter que fazer? Eu sou apenas uma pessoa querendo ir embora, poxa.


— Olha, o melhor é você falar com a Miiko. Ela te dará os detalhes da missão. Mas fique tranquila, não será uma missão com dificuldades, uma vez que você é novat—


— Calma! — O interrompi antes de terminar a sua frase. — Eu não quero falar com a Miiko, droga. Não me sinto confortável com ela!


— Hahah, ela é uma pessoa difícil no começo mesmo, mas—


— Não!


Ele pareceu pensar em algo durante alguns segundos que me pareceram longos e se levantou de sua cadeira; eu fiz o mesmo.


— Tem que ser você, a missão é sua. — Eu estava prestes a interrompê-lo novamente quando notei ele colocar uma mão em cima da minha cabeça e bagunçar meus cabelos. — Se você quiser, eu posso te acompanhar para falar da missão.


— Eu quero! — Eu dei um sorriso sincero. Eu me sentia muito bem com ele e não fazia ideia do porquê. — Obrigada, Leif.


Ele ergueu as sobrancelhas ao perceber que eu havia lhe dado um apelido, o que me fez corar instantaneamente


— Eu... Posso te chamar assim?


— Pode sim. — Deu um, outro, lindo sorriso que me fez sorrir também. A gentileza dele me lembrava a de Lysandre, talvez seja por isso que eu me sinta tão à vontade com ele.


Leiftan me acompanhou até a Miiko, que me explicou a missão. Seria apenas levar flores de algodão para uma aldeia que havia sido atacada há algum tempo, por isso precisava de abastecimento.


— Mas eu nem sei onde isso fica.


— É por isso que você irá com o Nevra. Além de ser chefe da sua guarda, ele sabe como chegar lá. Pode falar com ele, ou apenas encontrá-lo amanhã no portão principal, sabe? Aquele que você FUGIU!


Levantei meus olhos ao céu, ato que Leiftan percebeu e decidiu se pronunciar.


— Obrigada Miiko. — Ele disse me afastando antes que eu pudesse responder a Kitsune.


Saímos da sala para ir em direção ao meu quarto, quando dei de cara com Nevra e Ezarel juntos.


— Ora, que prazer ver minha parceira para a missão. — O vampiro sorriu, mostrando as presas.


— Por falar na missão, Nevra, quanto tempo ela vai levar?


— Vejamos... — Fez uma pausa. — Algo em torno de seis meses.


— O que!?


Nevra começou a dar risada, me fazendo entender que era brincadeira comigo. Olhei o elfo ao seu lado que sorria debochado com a situação; me irritei um pouco com isso, logo senti vontade de o provocar também.


— Ezarel, como está seu ombro hoje? — Eu tentei dar o sorriso mais puro que já consegui dar até hoje, como se realmente estivesse preucupada com ele.


— Está muito bem, e você, como está? Perdida de novo? Caso esteja, apenas sente-se no chão e espere; isso resolverá seus problemas. — Disse, retribuindo meu sorriso com um ainda mais inocente, então se virou e foi indo embora.


O observei indo embora, pegando, de novo, meu sapato para jogar nele novamente, só que, infelizmente, meu pulso foi segurado com gentileza por um Leiftan com olhar de desaprovação.


Fiz uma expressão inocente. — Você viu a ousadia daquele cara, Leif?


Ele sorriu como resposta, dizendo que eu havia começado.


— Leif? — Nevra se pronunciou. Parecia um pouco nervoso.


— É. É um apelido que ela me deu. — Leiftan disse enquanto levantava as sobrancelhas. Nevra o encarou por alguns instantes.


— Qual o problema de voc-


— Mei acho melhor você comer algo e ir dormir. Amanhã será um dia longo, compreende? — O vampiro me cortou, passando também por cima de Leiftan que já percebia as claras intenções do moreno ali. 


Eu nem sei onde come— Me cortou pela segunda vez.


— Levo você.


Mas é claro que o loiro só pôde se irritar; estava mais que claro que Nevra fazia o possível para lhe irritar e separar-lhe de Mei, e isso, é claro, só o incomodava. Mas, como de praxe, apenas ficou calado enquanto olhava descontente o outro puxar a mão da garota e a levar para longe. No entanto, a raiva e a expressão de descontamento diminuíram bastante quando este percebeu o sorriso delicado e gentil da jovem que lhe acenava alegremente. Não, uma felicidade o preencheu, digamos desta forma. Enfim, respondeu o aceno, sorrindo, notando, então, ambos sumirem dali. Depois de alguns momentos, chegou sua vez de fazer o mesmo e ir voltar aos afazeres, seja lá quais forem. As coisas estavam, realmente, tomando um rumo divertido. 


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Nevra me levou até uma cantina e perguntou o que eu queria comer. Fiquei sem saber o que responder, pois tudo o que eu falava ele não entendia. 


— Hmm... Pizza!


— Eu também não sei o que é isso.


— Poxa, eu não sei mais o que dizer...


 — Já sei! Eu vou te explicar o que cada coisa é, e você escolhe, tudo bem?


— Okay, obrigada.


Ele me explicou diversas coisas, até eu decidir comer o tal Lótus de arcano; que era basicamente alface brilhante branco, eu acho.


— Sabe voltar pro seu quarto daqui, não é?


— Sei. — Eu disse, pegando minha bandeja.


— Ótimo, eu te deixo aqui então. Tudo bem?


— Sim, sim. Obrigada por tudo.


— Não foi nada. — E foi se embora, depois de dar um sorriso para mim.


Olhei as mesas da, até então vazia, cantina e notei que em uma das mesas havia um elfo azulado peculiar que eu bem conhecia. Fui até ele, sentando me na mesa como se já tivesse intimidade com o rapaz ali.


— O que está fazendo aqui, humana? Xô xô!


— Eu vim ficar um pouco com meu querido amigo. Não posso?


— Oh, que gracinha. Eu estava tanto sentindo a FALTA de uma certa humana também. Está com suas meias de unicórnios? 


— Hoje são de florzinhas, ok?


Ele, então, olhou o meu prato e abriu um sorriso.


— É isso que vai comer?


— É. Eu não sei porquê está sorrindo, mas eu não vou te dar nada e nem um pouquinho.


— Que pena... — Mostrou uma expressão triste e voltou a comer o que parecia ser mel.


Ignorando-o, eu dei uma garfada na Lótus e quase vomitei; o sabor era parecido com acetona e o líquido tinha gosto metálico. Não que eu já tenha tomado acetona, claro... 


— Que negócio é esse!?


O alquimista soltou uma risada alta, olhando minha cara de nojo.


— Foi o Nevra que deu isso pra você?


— Como sabe?


— Ele é o único que gosta disso aí. — Ele riu mais uma vez, voltando a comer o mel em sequência.


— Me dá seu mel.


— O que? — Ele disse, indignado.


— Me dá esse pote de mel na sua mão pra mim comer.


— Claro claro. Quer meu cobertor também, hm?


Eu puxei o pote dele e ele visivelmente ficou irritado.


— DEVOLVA!


— TÔ COM FOME! NÃO SEJA EGOISTA.


O elfo se levantou e eu corri dali com o pote de mel em minhas mãos. Minha ideia era ir ao meu quarto, me trancar lá e comer o pote de mel, mas meus sonhos foram interrompidos quando senti o peso de um elfo em cima de mim, me derrubando e fazendo eu jogar o pote de mel pra cima. Logo, todo o conteúdo ali, evidentemente, caiu sobre nossas cabeças. Achei que ele iria me matar por isso, mas apenas escutei uma risada. Uma risada de alguém com raiva.


— O que eu vou comer agora? — Falei.


— Que desperdício de mel. — Ele disse entre risos.


— Por que tá rindo, Rapunzel?


-Porque você tá toda melada e... Me chamou do quê?


— Como estrelas são lá no céu, nosso amor é teu rapunzel. — Eu cantarolei até que ele passou a mão em meu braço, onde tinha muito mel, e esfregou no meu cabelo. — Ah, não. Não creio que você fez isso. SEU CHATO.


Ele se levantou e eu fiz o mesmo.


— Vou dormir com fome e suja. Não creio nisso. Muito obrigado, hein! — Eu fui embora em direção ao meu quarto, sem esperar sua resposta. Ao chegar, entrei direto no chuveiro para me limpar, e, assim que o fiz, deitei na minha cama e meu estômago reclamou de fome mais uma vez. 


No entanto, alguém bateu à minha porta e eu fui abrir, andando igual uma zumbi. Fiquei surpresa quando vi o Ezarel com um pacote de... Miojo?


— COMIDA!!! — Eu tentei pegar dele, mas ele desviou o alimento de mim. — Me dá!


— Peça desculpas por ser uma humana inútil e eu te dou.


— Ó grande Ezarel, perdoe-me por nascer humana e ser uma inútil. — Disse com desdém, fazendo a mais sarcástica reverência.


Satisfeito, ele cumpriu sua parte no acordo e me deu o pacote, abrindo um sorriso debochado.


— Ótimo, ótimo! Agora saia do meu quarto para eu poder comer e dormir. Xô xô. — Usei o mesmo tom que ele havia usado quando me sentei em sua mesa. 


— Certo, humana. — Ele se virou para ir embora. — Mas não esqueça: Você me deve um pote de mel.


— Vou me lembrar disso. 


Ele começou a andar para, definitivamente, ir embora, parando quando foi chamado por mim. 


— Boa noite, elfo. 


Respondeu com um simples aceno e foi embora, fechando a porta antes aberta e me tirando a visão do corredor. Aos poucos, só me restou o vazio e solitário quarto. Sabia que no outro dia estaria cansada se ficasse acordada até tarde, por isso tratei de comer o miojo cru e dormir rapidamente, pois o cansaço já começava a bater em minha porta. Sem pensar em mais nada, eu me deitei na cama e adormeci.


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Dias cansativos custam-lhe noites que te fazem dormir pesado, não é? Esse era o caso da ruiva deitada ali, dormindo tão suavemente, parecendo tão angelical. O silêncio no quarto possibilitava para o ser de capuz escutar a respiração da jovem dormindo. Ela não roncava; muito pelo contrário, parecia ainda mais bela de se observar naquele momento. O frio subindo pela espinha por conta do vento gelado de uma noite gelada que entrava sem aviso pela janela, agora, aberta, do quarto causava um desconforto notável nela. Mas oh? Ela merecia, não era? Depois de tudo o que fez e depois de tratar-lhe de uma forma que ele não podia esquecer, dando lhe esperanças e então tendo-as destruídas por outra pessoa que agia de uma forma tão íntima com alguém que já, claramente, pertencia para a figura de pé ali... Ela merecia, não é? Sim, o frio que sentia agora era sua punição para a pessoa com a expressão sádica estampada no rosto. Sim, ela merecia. Claro que queria que ela sofresse de outra forma, porém seu coração inútil lhe impediu de fazer qualquer outra coisa com a moça dormindo tão inocentemente ali. Achava bom que ela valesse a pena, pois não conseguia nem se imaginar sem ela. Sim, era bom que, realmente, valesse a pena... Odiaria ter que machucar uma pessoa querida, afinal.


— Sim, é melhor você valer a pena...


Notas Finais


obrigado por ler até aqui. ♡


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