História The last mission: to Love - Capítulo 7


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Categorias Bleach
Personagens Gin Ichimaru, Grimmjow Jaegerjaquez, Ichigo Kurosaki, Kaien Shiba, Orihime Inoue, Rukia Kuchiki
Tags Ichiruki
Visualizações 46
Palavras 5.304
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Fantasia, Ficção Adolescente, Fluffy, Luta, Magia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá pessoinhas que acompanham essa fic! Só quero agradecer pelo apoio e obrigada por me motivarem! é isso! Boa leitura.

Capítulo 7 - As disputas.


Um terno bem passado e um sorriso presunçoso.

Essa era a imagem do homem bem vestido a minha frente.

-Então Kurosaki-san o que me diz da proposta?

Meu primo ao meu lado se remexeu inquieto. Visivelmente indignado.

-Desculpe, mas você quer que nós cedamos os direitos do nosso jogo para sua empresa e ainda por cima quer nos transformar em seus empregados? –essa foi à pergunta frustrada do meu primo ao meu lado.

Mantive a calma, mesmo sendo muita pretensão pela parte do moreno a minha frente, não podia ofender o CEO das empresas Shun Rikka, Inoue Sora.

-É isso que ouviu oferecemos três milhões de Ienes pelos direitos do jogo e gostaríamos que trabalhasse conosco para finalizar o projeto e claro podemos oferecer um excelente salário.

Sorri de forma inteligente, ele era o primeiro investidor que tínhamos contato existiam muitos outros, eu não seria estúpido ao ponto de vender meu projeto e destruir o sonho de ter minha própria empresa e me enfiar em um escritório qualquer.

-Meu afilhado tem a mesma idade que você Kurosaki-san, percebi o quanto ele gostava de jogar e a pequena fortuna que deixava nesses jogos que eu julgava inúteis. Acontece que eu vi potencial nesse ramo e decidi investir e hoje temos um jogo que acabou se popularizando, fizemos uma grande transição de sucesso. –me olhava como se esse fato fosse o suficiente para eu ceder.

-Essa foi uma decisão história para nossa empresa o Presidente é muito visionário e vimos no seu jogo algo que buscamos... Inovação.

Seu sócio estava presente e tentava a todo custo me enfiar o contrato para que eu assinasse.

-A questão é que estamos desenvolvendo um jogo com ideias semelhantes Kurosaki-san e sejamos sinceros é muito difícil encontrar investidores que estejam dispostos a investir em universitários inexperientes, estou disponibilizando uma rara oportunidade.

-Agradeço pela proposta generosa, vou considera-la e assim que tomar uma decisão entraremos em contato com você. –falei de forma educada para o CEO.

-Espero que não desperdice minha oferta, esperarei a sua resposta. Ah! Creio que você deva conhecer a minha irmã ela também estuda na mesma faculdade que você, soube que ela é bem popular e a mais inteligente do Campus.

Apresentou-me a ruiva que estava em pé ao seu lado, ela não conseguia disfarçar o estado de euforia que se encontrava.

 -Sinto muito, mas não a conheço. –respondi.

Ignorei quando o sorriso que a ruiva ostentava murchou.

-Percebo que você gasta seu tempo nos estudos e pensa muito em sua carreira.

E também em uma morena que vem me tirando o sono ultimamente. –pensei.

-Minha irmã é dedicada e aceitou ganhar experiência trabalhando aqui conosco, jovens da idade de vocês não buscam muita responsabilidade, mas veja como vocês dois tem algo em comum!

A ruiva concordava com cada palavra do irmão com exagerados acenos de cabeça.

-Sirva um café Orihime para nosso convidado. –pediu.

-Não é necessário. –agradeci. –Não tomarei mais de seu tempo e agradeço por nos receber.

Um aperto de mão frio e um sorriso forçado.

Foi tudo que consegui sentir daquele homem.

-Orihime, por favor, acompanhe-os até a porta.

A ruiva nos acompanhou até um corredor que dava acesso aos elevadores, meu primo nada dizia só conseguia acompanha-la com o olhar nervoso.

-Kurosaki-kun, eu entendo o que meu irmão propôs, talvez eu possa convencê-lo a melhorar a oferta e fazer um acordo.

-Agradeço, mas não será necessário e também não é apropriado dada a sua posição na empresa. Vamos Ishida. –chamei meu primo e entramos no elevador.

Assim que as portas fecharam meu primo explodiu.

-Quem eles acham que somos? Isso só pode ser uma piada ou eles pensam que somos ingênuos o bastante para aceitar, e o que você tem para considerar? Por que não negou aquela proposta absurda?

-Eu estava fingindo. –falei e coloquei as mãos nos bolsos da calça social.

-Que porra Ichigo era só ter recusado de vez! Ele até mesmo insinuou que usaria nossa ideia, mesmo se não aceitarmos a proposta ou entendi errado?

-Não, foi isso mesmo que ele quis dizer.

Meu primo estava certo. Aquela foi uma ameaça de aquisição hostil.

-Eles estão usando meios irregulares, o que faremos?

-Nós também usaremos não se preocupe.

Ele sorriu.

-Se você está invocando o seu lado maléfico eu me preocupo é com eles.

-Temos que acelerar o processo do projeto antes de tudo. –falei.

Ele confirmou com um aceno de cabeça confiante.

As portas do elevador se abriram e saímos.

Uma loira que caminhava agarrada com um ruivo de tom escarlate me chamou atenção, não pelo fato de estar se exibindo em roupas minúsculas e indecentes, mas sim, porque já a tinha visto antes, precisamente na página oficial de Bleach.

Parei e me virei.

Aquela era a mulher pela qual o ex, se é que podia considera-lo assim, da minha esposa a tinha trocado.

-Você prometeu que iríamos ao shopping Abarai e que compraria aquela bolsa que eu gostei. –falou de uma forma infantil e mimada.

Olhei bem para o homem e assimilei rápido que aquele era o idiota que tinha tido a audácia de mandar um convite de casamento para minha pequena.

-Eu já te disse que vamos, mas antes preciso ver o que meu padrinho quer e levar a chata da irmã dele pra casa. –falou impaciente.

Ambos entraram no elevador e avaliei o ruivo que me encarou. Sorri em deboche, ele franziu a testa para mim e as portas do elevador se fecharam.

Idiota. Essa foi à conclusão da minha avaliação.

-Ichigo o que está esperando? Vamos!

Dei um último olhar e segui meu primo rumo à saída.

  ***

Tirei os sapatos no genkan* e calcei meus chinelos confortáveis.

Fazia tempo que não vinha para meu apartamento. Eu precisava guardar algumas coisas já que estava chegando a minha formatura e muito em breve teria que desocupar o dormitório.

 Olhei ao redor, tudo estava do mesmo jeito que eu havia deixado há dois meses.

Suspirei. Teria que contratar alguém para tirar a fina poeira que acumulava nos móveis e no chão.

Puxei a camisa social para fora da calça, estava fazendo um calor infernal, aquele verão estava castigando nós meros mortais. Procurei o controle do ar-condicionado e o liguei deixando o clima dentro do meu apartamento confortável. Eu tomaria um banho e depois ligaria para pedir alguma coisa para comer, já que passaria o restante da tarde e a noite ali.

 Liguei o computador me sentindo ansioso, sentia falta de falar com a minha pequena... Minha. Saber que de alguma forma eu a estava conquistando me deixava feliz, ansioso e ao mesmo tempo com medo.

Aquela carta estava direcionada ao Kurogo.Aki e mesmo sabendo que somos a mesma pessoa, senti que estava competindo comigo mesmo. Fechei meus olhos lembrando o momento em que tive que me controlar com todas as forças para não beija-la e falar que eu era ele, que ela estava se apaixonando por mim e que eu já era louco por ela, mas ainda não era hora.

Todos os meus passos eram devidamente planejados e eu não cometia erros. Deixei de lado os botões da minha camisa social para atender meu celular.

-Ichigo, temos um problema! Já está em casa?

-Acabei de chegar, Qual seria o problema Keigo?

-Veja o fórum do jogo! O cretino do Abarajin fez um vídeo insultando a senhora Aki, é ridículo e irritante, tanto eu como os outros estamos defendendo a honra da sua esposa.      

-Vou verificar agora, Obrigado!

Desliguei o celular e abri o fórum, ignorei os comentários e dei play no vídeo.

Foram os quinze minutos mais estressantes da minha vida.

A história do vídeo era insana e humilhante onde uma personagem caracterizada como a minha esposa era uma vilã que queria separar os dois amantes apaixonados, ela sequestrava a Tilibel e o Abarajin a salvava em uma luta na qual a vilã era massacrada e não contente ela se humilhava aos seus pés implorando por amor e perdão, ela se debatia no chão e chorava para tê-lo de volta e fazia um drama, rolava implorava, pulava, caía e esperneava, isso por pelo menos dez minutos e o Abarajin a menosprezava.

Eu não ia deixar aquilo barato.

Ushi.theQuincy: Esse cara é um narcisista ao extremo. Como ele pode achar que a senhora Aki gosta dele?

Panther-blue: Soube que ele é um riquinho metido a galã.

Asake: Eles devem ter feito isso por inveja, afinal vocês estão na final do torneio de casais.

Panther-blue: Capitão você deveria hackear o post e apagar o vídeo, não é difícil.

Kurogo.Aki: Não. Eu tenho outros planos, Vamos resolver de forma cortês.

Asake: Cortês? Você tá brincando?

Ushi.theQuincy: O capitão deve ter algum plano ele não vai deixar isso passar, tenho certeza.

Kurogo.Aki: Exatamente! Assim que ele logar, uma surpresa estará o esperando.

***

Um murmúrio estava por toda parte, vários jogadores estavam ansiosos para presenciar a luta do século e ela seria por causa de um vídeo, não um vídeo qualquer, mas o vídeo que insultava a esposa do jogador que dominava por quase um ano aquele servidor.

Eu estava em pé o esperando.

 Uma hora ou outra ele teria que aceitar, eu podia esperar pacientemente, não tinha nada para fazer mesmo, já havia tomado banho e me alimentado, minha esposa estava em missão, tudo que me restava era espera-lo.

 Meu semblante era tranquilo, mas por dentro eu queimava em fúria.

Ushi.theQuincy: Não sei o que ele está esperando? O sistema mostra que ele está online, mas não sai da base, acho que ele teme te enfrentar capitão.

Panther-blue: Ele sabe que é suicídio, o desafio é de alto nível, e ele sabe que não vai vencer. Ainda mais apostando dois níveis, ele demorará séculos para recuperar.

 Asake: Ele não tem escolha! Ou ficará para sempre com o título de covarde que amarelou, se bem que covarde ele já é.

Ushi.theQuincy: A senhora Aki não sabe que você desafiou o Abarajin por causa do vídeo, como será que ela reagirá ao descobrir que você o desafiou apostando sua espada?

Asake: Como se o capitão fosse perder para aquele Mané! Ele só está fazendo isso para deixar o desafio mais emocionante, e se ele não aparecer à fofoca vai ser a das melhores.

Finalmente! Ajeitei-me na cadeira quando ele aceitou o desafio.

Abarajin: Não pense que eu estava com medo. Eu estava preparando a sua derrota.

Sorri com desprezo.

Mrs.Chappy: O que está acontecendo? Assim que saí da missão fui informada que você desafiou o Abarajin por causa de um vídeo idiota, e aquele que vencer tem que ceder um item, você a sua espada ele o vídeo. Tem certeza que quer continuar com isso?

Kurogo.Aki: Confie em mim, prometo que farei ele apagar aquele vídeo que usou para humilha-la, você é minha esposa como acha que manterei minha cabeça erguida se eu deixar isso passar?

Mrs.Chappy: Eu confio em você, sei o quanto é incrível. Eu só... Não quero que tenha problemas por minha causa.

Kurogo.Aki: Depois que eu acabar aqui, vou te levar pra conhecer um lugar.

Mrs.Chappy: Então seja rápido e não me deixe ansiosa.

Não podia negar um pedido da minha esposa eu iria acabar com esse idiota em apenas dois golpes.

O NPC deu início à batalha.

Eu nem acreditei. Ele não podia ser mais óbvio que isso.

Sem muito esforço defendi os primeiros golpes que ele investiu contra mim. Eu tinha uma velocidade que permitia que eu me defendesse enquanto tomava café.

Segurei em sua lâmina com a mão nua e por um momento ele não soube o que fazer. Isso porque eu havia o paralisado só com a pressão da minha energia espiritual, afinal eu não era um capitão à toa.

O deixei recuar não teria graça se não me mostrasse o que ele estava preparando para me deixar esperando por tanto tempo.

Ele projetou um kidou de destruição e lançou em minha direção, usei shunpo para aparecer na sua frente e com um corte diagonal sua barra de vida desceu assustadoramente. Não dei tempo para ele assimilar o que tinha acontecido e uma rajada em forma de meia lua o atingiu.

A mensagem apareceu indicando a queda dos níveis daquele que desafiou minha honra como marido.

-Mas que chato já acabou? Nem deu tempo de gravar.

-Esse Abarajin é um idiota em mexer com a esposa do Kurogo.Aki.

-Eu não deveria ter piscado, acabei perdendo a luta.

-Bem feito! Foi mexer justo com a esposa do jogador número um.

-Que tédio e eu aqui pensando que essa luta iria render.

 Abarajin: Satisfeito em me humilhar?

Kurogo.Aki: Estarei quando você honrar a sua parte do acordo e deletar o vídeo.

Abarajin: Irei deletar agora mesmo, não devo mais nada a você e a sua... Não sei como dar nome a isso, já que ninguém sabe se ela é de fato mulher.

Kurogo.Aki: Você e ninguém precisa saber e ela não precisa provar. O que importa é que ela é minha.

Aquele assunto estava encerrado e o ignorei.

Mrs.Chappy: Hum... Devo dizer que você foi perfeito? Acho que não! Não quero mima-lo, por isso vou só te dar parabéns pela vitória.

Kurogo.Aki: Se o resultado dessa batalha fosse diferente. Desde que você não saia do meu lado eu não iria me importar em perder, posso perder qualquer coisa, menos você.

Mrs.Chappy: Você não precisa se preocupar com isso. Serei apenas sua e você também não pode ser de mais ninguém.

Kurogo.Aki: Eu já pertenço a você! Me encontre nesse lugar no mapa, quero te mostrar uma coisa. Eu estava guardando isso para amanhã depois do torneio, mas decidi que esse é o momento ideal.

Em uma clareira nas montanhas, um chalé simples podia ser visto, havia um jardim com um balanço de dois lugares entre as flores e uma paisagem privilegiada para o por do sol do sistema.

Mrs.Chappy: Essa paisagem... Como é linda! Não sabia que podíamos ver o por do sol no jogo, esse lugar é simplesmente incrível! Como descobriu?

Kurogo.Aki: Esse lugar é nosso!

Mrs.Chappy: É sério!?

Kurogo.Aki: Gostou?

Mrs.Chappy: Se gostei? Eu simplesmente adorei... É surreal eu nem sonhava que podia existir um lugar como esse nesse jogo, acho que gostei mais daqui do que do jardim.

Kurogo.Aki: Fico feliz que tenha gostado. Vamos ficar um pouco por aqui! Estou um pouco cansado da batalha.

Andamos até o balanço entre as flores e nos sentamos para apreciar o por do sol.

Kurogo.Aki: É provável que amanhã eu me atrase um pouco para o torneio, mas eu chegarei a tempo, confie em mim.

Mrs.Chappy: Eu confio. Como foi o seu domingo?

Kurogo.Aki: Desejei a todo momento estar com você.

Mrs.Chappy: Acho que já tenho uma resposta para sua pergunta.

Kurogo.Aki: Estou ansioso para ouvi-la.

Mrs.Chappy: Só peço que tenha um pouco de paciência, pode demorar para nos encontrarmos pessoalmente, mas eu aceito o titulo de ser sua namorada.

Kurogo.Aki: Eu darei o tempo que for, desde que quando nos encontrarmos você não desista de mim.

Mrs.Chappy: Eu também peço o mesmo e prometo que não vou desistir.

Aquilo foi suficiente para me deixar feliz durante uma vida inteira.

Encostei-me no encosto da cadeira e fechei meus olhos, eu podia visualiza-la com a cabeça em meu ombro e sorrindo ao ver o por do sol de cima daquela montanha.

***

Dia da competição final do torneio de casais.

Limpei o suor da testa meu último arremesso resultou no encaixe perfeito da bola no cesto.

Coloquei as mãos nos joelhos e tentei puxar ar para os pulmões.

 -Por que ela tinha fugido de mim? –essa era a pergunta que rondava meus pensamentos.

Algumas horas antes, Rukia corria na pista vindo em meu encontro e quando me viu deu as costas e correu em direção contrária.

-Está tudo bem aí primo?

-Só estou um pouco pensativo, não é nada demais. –falei.

-Todo mundo está perguntando se você vai jogar amanhã contra o time de biologia.

-Não sei, vai depender do meu humor depois do jantar de hoje com os investidores.

-Eu não vou poder ir com você, dessa vez será o Keigo que vai e ele falou que será ele quem vai dirigir.

-Kurosaki Ichigo!

Olhei em direção da voz que me chamou e franzi a testa.

-Vamos jogar! –ele não pediu me desafiou.

-Seria rude recusar um convite. –falei para o moreno que me fitava com um olhar ameaçador.

Ele se aproximou com a bola de basquete em mãos e jogou com força para mim.

-X1*. –me desafiou.

-Como queira. –joguei de volta a bola e ele quase a deixou cair.

Olhei para o cara a minha frente e me lembrei de onde tinha o visto. Ele estava na semana passada conversando no corredor com a Rukia.

-Como se chama? –perguntei num súbito interesse.

-Shiba Kaien. –respondeu com um orgulho exagerado.

Shiba? Esse nome não me era estranho, busquei na memória e lembrei do jornal do Campus e das mentiras publicadas, então havia sido ele que tinha espalhado aqueles rumores caluniosos contra minha namorada.

Sorri de lado, aquela era uma oportunidade perfeita para ensina-lo uma lição.

-Ela vai deixar de te amar quando perceber que sou melhor que você.

Arquiei as sobrancelhas e desfiz o sorriso. O que esse cara estava querendo dizer?

-Se você precisa provar que é melhor que alguém. Isso já prova como você è insignificante. –falei no tom mais frio possível.

Não sei o que deu em mim para bater boca eu deveria apenas ignora-lo.

Ele riu com escárnio o que me deixou bastante irritado.

-Não sei o que a Rukia viu em você, mas eu vou provar pra ela que eu posso ser muito melhor.

Fechei minha mão em punho e respirei de olhos fechados, - Como ele se atrevia a querer algo com a minha namorada? –assim que os abri minha expressão era outra.

-Muito bem, vamos ver quem é o melhor.

Iniciamos a disputa.

Ele bateu a bola no chão e eu o bloqueei, tomando a bola com facilidade das suas mãos, e a arremessando no cesto com um pulo, ele me fuzilou com o olhar e eu apenas o encarei.

Seguimos o jogo, ele passou por mim e tentou enterrar a bola, mas acabou tomando um toco do aro, suspirei se ele quisesse provar alguma coisa teria que antes treinar um pouco, eu não havia ganhado fama do nada, afinal eu era popular por causa do basquete.

Ouvi quando meus amigos começaram a conversar.

- Esse cara deve ser maluco ele mal encosta na bola. –falou Uryuu.

- Ele é do departamento de jornalismo, acho que se chama Shiba Kaien ele é um Gênio, soube que fala até cinco idiomas. –dessa vez foi Keigo que falou.

-Mas, por que desafiar o Ichigo no basquete? Está na cara que vai perder.

Isso era um fato incontestável.

-Sei lá acho que ele é um idiota.

Só podia concordar com meu amigo.

Sorri de lado. Se esse idiota pensava que tinha chance com minha pequena eu iria tirar todas as suas esperanças.

***

O moreno estava deitado no chão enquanto respirava com todas as suas forças, estava visivelmente cansado e irritado.

O clima estava tenso. Podia ver o tempo se fechando sobre nós ou talvez fosse só a minha áurea maligna nos cercando.

-Levanta! –ordenei.

Eu ainda não estava satisfeito em humilha-lo e pelo visto ele não havia se cansado de ser derrotado, pois se levantou e me olhou com desprezo.

Havia uma plateia quando a disputa foi encerrada, não entendiam o motivo do gênio do departamento de jornalismo querer enfrentar o gênio do departamento de engenharia de computação no basquete onde fora massacrado, os comentários não paravam, pelo visto acho que foi a primeira vez que me viram jogar pra valer em todos os anos de faculdade.

-Se você pensa que vou deixar barato, está enganado não vou desistir até tê-la em meus braços.

Aquelas palavras não me abalaram, até parece que eu iria permitir que ele encostasse um dedo na minha baixinha.

Ignorei e dei as costas indo em direção dos meus amigos, joguei uma garrafa de água no meu rosto, eu estava pingando em suor, e senti meu sangue esfriar um pouco, a adrenalina que tencionava meus músculos aos poucos baixando.

-Cara não precisava humilha-lo daquela forma, coitado vai sofrer com a nova fama de perdedor. –Grimmjoy falou enquanto passava minha bolsa.

-Quem mandou desafiar logo o cara que é considerado o rei do basquete? Afinal por que ele te desafiou? –perguntou Keigo com uma enorme interrogação na cabeça.

Abri minha bolsa e me deparei com a toalha de rosto que a morena havia me emprestado, Rukia. Como um ser tão pequeno podia me afetar tanto? Incrivelmente aquela estampa de coelhinhos me deixou de bom humor e aquela nuvem negra que cobria a quadra foi dando espaço para um sol escaldante.

-Posso dizer que ele tinha um bom motivo. –respondi.

Afinal agora tinha entendido o motivo pelo qual a morena tinha fugido de mim.

-É melhor nos apressarmos ou a mamãe e a tia Masaki vão nos encher de sermões até nossos ouvidos sangrarem.

 

Mais tarde...

 

-Pensei que teria que ir até a faculdade e te trazer arrastado pelas orelhas Ichigo!

-O que estava fazendo que não atendeu minhas ligações Uryuu? Tem ideia do quanto fiquei preocupada?

-Desculpa mãe a culpa foi do Ichigo que ficou se exibindo no basquete e tivemos que ficar horas até ele terminar de se mostrar.

-Ei! Não foi nada disso tia, eu só não pude negar um desafio. –falei indignado.

-Filho desde quando você se tornou um encrenqueiro? Cadê o príncipe da mamãe?

Minhas orelhas e todo o meu rosto deveriam estar mais vermelhos que sinal de trânsito.

-Não sei do que você está falando mãe. –fiz bico.

-Tia você tinha que ver parecia que ele estava competindo uma final contra os Lakers*.

Se meu primo não calasse a boca eu ia fazer ele calar a força.

Ambas riram da comparação exagerada do moreno e pude sorrir um pouco.

-Será que o motivo seria uma garota? Não vejo a hora de ver os meus netinhos correndo pela casa. –minha mãe falou com um olhar sonhador.

Eu desejei um buraco, daqueles bem profundos que desse para esconder não só meu rosto, mas o meu corpo inteiro, pois naquele momento eu queria pular nele e sumir de tanta vergonha.

-Não faça essa cara filho você já tem idade suficiente para ter uma namorada, claro que os netos vêm depois de um tempo, só espero não estar com os cabelos brancos e cheia de rugas. –minha mãe só estava piorando as coisas.

- Vish tia sei não, é mais fácil a Karin te dar um neto do que o Ichigo.

Fuzilei meu primo com os olhos.

-O quê? Não vai me dizer que não sabia que sua irmã está namorando com aquele platinado? –perguntou descrente.

-Só está namorando por que eu deixei. –respondi.

-Como se ela se importasse com sua opinião.

Ignorei não ia dar pilha pra ele.

-Onde está a vovó? –perguntei ao notar a ausência dela.

-Ela foi ao shopping com o sogro. –respondeu Kanae, minha tia.

-Com o vovô Soken? –perguntou Uryuu surpreso.

-Ora e qual outro avô você teria? –respondeu.

Estalei a linha pra falar.

-A vovó tem um mau gosto.

Aquela tarde foi agradável, logo minha avó chegou agarrada com o avô do Uryuu, assim como o pai dele e meu pai, minha irmã Yuzu desceu do quarto para ajudar na cozinha e a Karin trouxera o fedelho do namorado dela.

 Olhei para aquele almoço em família e me senti feliz, não via a hora de partilhar momentos assim com minha pequena, pensar nela me fazia ficar ansioso. Mal via a hora de poder apresenta-la devidamente e oficialmente como minha namorada.

Meus pensamentos foram interrompidos pelo som da campainha.

-Deixa que eu atendo! –Yuzu quase gritou e correu para a porta.

Não demorou muito e ela apareceu com um garoto da mesma idade que ela, parecia um delinquente de cabelos vermelhos revoltos, vestia uma camisa branca e usava uma calça jeans pegando marreco*.

-Família. –ela respirou antes de continuar. –Esse é meu namorado Jinta Hanakari.

-O quê!? –exclamei, perguntei sei lá eu estava muito surpreso.

-Masaki nossa filhinha cresceu tão rápido.

Meu pai só podia estar de brincadeira! Olhei para minha mãe que amparava um Isshin chorão nos braços e também chorava.

Fiquei sem reação e todos da mesa foram cumprimentar o tal namorado da minha irmãzinha.

-É Ichigo acho que você vai ficar pro titio. –falou meu primo antes de ir se juntar a todos.

***

-Então foi pra isso que eles me chamaram praquele almoço. –me contava meu amigo de cabelos castanhos.

Eu ainda não tinha me recuperado do choque de saber que minha irmã mais nova estava namorando quando saí da casa dos meus pais e me encontrei com meu amigo Keigo, que dirigia em direção ao restaurante aonde iríamos nos encontrar com alguns investidores.

-Já esperava que jogariam sujo e tentariam levar minha equipe pro lado deles. –falei olhando para alguns papéis em mãos.

-Você tinha que ver como fui um ótimo ator quando vi aquele monte de zeros, eu deveria ganhar um Oscar.

-Eles não medirão esforços para conseguir o código fonte do nosso jogo, por enquanto vamos deixa-los dar as cartas.

O restaurante era sofisticado e elegante, fomos encaminhados a uma mesa onde estavam sentados mais três homens bem vestidos.

-Kurosaki-san.

Apertos de mãos e cumprimentos foram dados, desabotoei um dos botões do meu terno e sentei para tratar de negócios.

Conversamos praticamente o jantar inteiro sobre dinheiro, e como fazer mais dinheiro era isso que eles queriam ouvir.

Me perdi em uma frase quando a vi sorrindo, parecia uma visão dos céus vê-la ali, acompanhada de um homem de aspectos nobre e uma outra mulher que parecia uma dama de tão sofisticada.

-Perdoem-me, como eu estava dizendo...

O jantar foi exatamente como eu havia previsto, não seria fácil conseguir apoio de investidores sendo boicotado de forma tão desonesta pelas empresas Shun Rikka.

Olhei disfarçadamente para a mesa da frente várias vezes, decorando cada gesto da morena. A maneira que ela colocou seus cabelos atrás da orelha e sorriu, como levou a taça aos lábios e principalmente no vestido que usava, ela estava deslumbrante.

Nos levantamos para nos despedirmos quando um dos investidores parou para falar com o homem  que estava de braços dados a uma mulher fina e elegante e ao seu lado estava Rukia de olhos arregalados para mim.

O moreno de ar nobre olhou pra ela e depois para mim e franziu o cenho.

-Você o conhece Rukia? –perguntou e obteve um menear de cabeça positivo.

-Kurosaki Ichigo. –me apresentei com um aperto de mão.

-Kuchiki Byakuya. –o aperto foi um pouco exagerado e ameaçador.

Ele me avaliou com seu olhar frio e perscrutador, coisa essa que não me abalou nem um pouco.

-Rukia.  –sorri ao vê-la corar.

-Ichigo. –me olhava ainda surpresa e corada.

Eu não conseguia desviar meus olhos dos dela, pela primeira vez ela sustentou meu olhar sem desviar, as batidas do meu coração estavam ficando insistentes e só quando ouvimos seu irmão pigarrear que quebramos aquela troca de olhar intenso.

-Não vai me apresentar seu amigo Rukia? –ele frisou bem a palavra amigo o que não deixei de notar.

-Ah! Ele faz o mesmo curso que eu na mesma faculdade. –foi sucinta.

Ela alisava o braço de forma nervosa e não olhou mais para mim.

-Vejo que é um homem de negócios Kurosaki. –falou ao perceber como sua irmã ficou nervosa com minha presença.

-O Kurosaki está fundando sua própria empresa com tão pouca idade e ainda nem terminou de se formar, esse menino é um prodígio. –ouvi um dos investidores comentar.

-É mesmo? –arqueou uma sobrancelha para mim. -Creio que não exista um limite de idade para movimentar a economia do nosso país.

-De fato os jovens de hoje devem focar no futuro.

-Se me dão licença estou de saída com minha esposa e irmã, Kurosaki.

Fiz um gesto de respeito e ele saiu com a esposa à tira colo, Rukia olhou para mim e com um gesto de cabeça se despediu e seguiu seu irmão.

Acompanhei com o olhar enquanto ela se distanciava. O vestido balançando com o movimento de seus quadris e seus cabelos medianos escuros dando contraste a pele alva de suas costas, aquele vestido desenhava suas curvas perfeitamente.

Tentei respirar ao perceber como de repente o ambiente tinha ficado quente.

Já dentro do carro tirei a gravata que me incomodava e peguei as pastas onde tinham as propostas.

-Desde quando você conhece a princesa dos Kuchikis? –perguntou Keigo com uma curiosidade estampada na cara.

-Há bastante tempo, mas só recentemente que consegui falar com ela. –respondi sem desviar minha atenção dos documentos.

-Aquele irmão dela é de botar medo, não sei como você conseguiu manter o olhar dele, me deu até calafrios.

-Não vi nada demais nele. –respondi dando de ombros.

-A senhora Aki não vai gostar nadinha de saber que você fica flertando com outras garotas.

Sorri com a preocupação do meu amigo.

-Ainda bem que vamos chegar a tempo para a final do torneio, imagina se você não aparece? Nem quero pensar.

-Se não desse tempo eu não viria a esse jantar. –respondo de forma simples.

-Eles estão sabotando nossas oportunidades, não precisa ser um gênio dos negócios para perceber. –falou mudando de assunto.

-Eles têm muita influência e contatos, eu já esperava que fizessem algo do tipo.

-As coisas estão ficando difíceis para o nosso lado. -o escuto suspirar.

Não consigo dizer nada só pegar no volante e girar a tempo de desviar de um caminhão que estava vindo ao nosso encontro, mais um pouco teríamos sido esmagados.

Meu corpo foi projetado para frente, para lado e depois para cima, os papéis que estavam em minhas mãos voaram, senti minha cabeça bater no teto do carro e o vidro estilhaçando, coloquei o braço em frente ao meu rosto e senti quando alguns fragmentos o penetraram. Eu estava tonto assim que o carro parou de capotar, caí com tudo sentado no banco. Fumaça invadia a minha boca e nariz me fazendo tossir e buscar ar eu me sentia zonzo, sangue manchava a minha camisa social, um líquido viscoso e quente na minha testa escorrer para meu olho.

 Tentei olhar para o lado ver como estava o meu amigo, mas só o simples pensamento de me mover fazia meu pescoço doer, soltei o cinto de segurança com um esforço sobre humano e depois soltei o do Keigo que estava desacordado, abri a porta e caí com ele no chão o puxando para longe a tempo de ver o carro explodir.

Deitei no chão exausto sangue misturava com suor, meus pulmões ardiam por causa da fumaça inalada e o simples fato de respirar causava um incomodo enorme. Imagens em flashes começaram a passar em minha cabeça, o sorriso da minha mãe ao ver as loucuras do meu pai com o tio Ryuken, a tia Kanae puxando a orelha do meu primo chato que sempre estava ao meu lado, minhas irmãs e seus namorados idiotas a mesa, a vovó beijando o rosto daquele velho quando pensava que ninguém estava olhando e...

-Rukia. –sussurrei em meio a crise de tosse.

Aquele olhar que me ofuscava, sua boca que ainda não tive o prazer de provar, eu queria sentir o calor da sua pele, eu a queria como um louco, queria olhar pra ela só mais uma vez e dizer tudo que eu sentia, mas naquele momento tudo que pude fazer foi fechar meus olhos e me entregar à escuridão.


Notas Finais


genkan” localiza-se, geralmente, um degrau abaixo do nível da entrada principal da casa.
X1:Disputa homem a homem, mano a mano, um contra a um.
Lakers: O Los Angeles Lakers é uma franquia e também um time de basquete da NBA com sede em Los Angeles, Califórnia.
pegando marreco: É um tipo de calça que é mais curta na barra.


até o próximo capitulo.


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