História The Last Shadow Puppets - Capítulo 2


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Categorias Voltron: O Defensor Lendário
Personagens Allura, Coran, Hunk, Keith, Lance, Matt, Personagens Originais, Pidge Gunderson, Sendak, Takashi "Shiro" Shirogane
Tags Amizade, Aventura, Galra, Klance, Matt X Veronica, Terra, Verônica, Voltron
Visualizações 75
Palavras 1.073
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ficção, LGBT, Luta, Mistério, Romance e Novela, Shonen-Ai, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Pansexualidade, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hello pessoas!!
Como vão vocês? É exatamente meia noite do dia dez de agosto, ou seja, hoje é o dia em que a sétima temporada de Voltron irá ser lançada. Eu não sei exatamente demorei a fazer esse capítulo, mas, de qualquer forma, aqui está ele.
Ah, obrigada a todos que favoritaram a história com apenas UM ~quase~ CAPITULO (vulgo prólogo), cês são umas lindezas. <3
Desejo uma ótima temporada para vocês.
Desculpem-me pelo possíveis erros.
Espero que gostem.

Capítulo 2 - Capítulo Um - Do Me A Favor


Os quintantes* passavam numa lentidão insuportável no ponto de vista do McClain sentado ante os controles do Leão Vermelho. A cada tique* que passava ali dentro, não conseguia parar de pensar em como estaria sua família, gostava de imaginar o que estariam fazendo, se seguiram com sua rotina ou se ela havia sido modificada com a notícia do seu desaparecimento. Imaginava que sua mãe poderia estar fazendo tamales* deliciosos, enquanto seus irmãos mais novos arrumavam-se lentamente, tentando convencê-la a deixar que não fossem para a escola, sua avó estaria conversando com os vizinhos do bairro e sua irmã mais velha, provavelmente, estaria estudando projeções dentro de sua sala em Garrison. Claro, sua mente poderia estar pregando uma peça consigo, já que as noções de tempo variavam dependendo do local do universo onde estivessem e Lance sabia bem que ainda faltava algumas vargas* antes que realmente chegassem.

O rapaz de olhar azulado não dera uma única palavra com os outros nas últimas quatro vargas e eles pareceram não notar a sua quietude repentina. A verdade era que a relação entre os cinco palatinos não estava das melhores, principalmente, com Shiro naquele estado, ele precisava ser tratado imediatamente. Um suspiro resignado deixou os lábios finos de Lance, ele podia dizer que estava, sim, decepcionado com aquela situação, de certa forma. Aquele era o momento em que a equipe deveria estar unida e não num processo de separação intragável. Ele entendia bem os outros paladinos, claro, era compreensível que todos estivessem muito ocupados, principalmente, com a tensão que se instalou ali. Pidge e Hunk estavam fazendo coisas das quais Lance não entendia. Allura trocava algumas palavras com Romelle e Coran de vez em quando. E Keith… Keith estava silencioso. Não trocava mais que duas palavras com qualquer um deles, além de sussurrar algumas poucas vezes para que Shiro resistisse. Pensar naquela situação fez o rapaz de tez caramelada perceber que estava murmurando palavras desconexas, o que não passou despercebido pelos outros.

— Lance? — Pidge começou. — Aconteceu alguma coisa? — Lance não respondeu de imediato, estava tão imerso em seus pensamentos que quase não prestou atenção no que a garota falava.

— Não, Pidge — respondeu em alta voz. — Nada aconteceu.

— Tem certeza?

— Tenho.

Desligando o microfone, McClain passou a batucar os dedos sobre o uniforme azul, fazendo uma anotação mental de que tinha que mudar aquela cor, já que não era mais paladino do Leão Azul e era óbvio que ele não voltaria para a sua antiga posição. Tentou não se perder em pensamentos inúteis novamente, focando toda a sua atenção nos controles.

A cowteenager comia lentamente o feno posto no chão cinco vargas atrás, mugindo mais vezes do que Lance aguentaria normalmente. Mas manteve-se quieto, cantarolando, então, a música que sua mãe cantava para si na hora de dormir.

 

***

 

Keith mordeu o polegar com força, tentando se concentrar única e exclusivamente na pilotagem do Leão Negro. As luvas meio dedo eram apertadas constantemente por um rapaz impaciente, que sempre levava seu olhar à cápsula atrás do seu banco. Shiro estava desacordado há tempos e isso fez com que o nível de preocupação de todos estivesse nas alturas. Shirogane era o líder daquela equipe e, antes de Krolia chegar, era sua única família também. Keith pensou que talvez ele fosse o problema, afinal, todos os que tinham uma relação familiar consigo iam embora sem mais nem menos. Ele poderia ser o erro, o defeito que separava a todos.

— Shiro não vai morrer porque você tirou a atenção dele por cinco minutos, Keith — Krolia falou, ao notar a inquietação do filho. — Você não precisa estar em alerta o tempo todo, ele irá ficar bem.

— Eu sei, só estava checando.

— Tudo bem, mas você tem que descansar, certo?

— Quando chegarmos. — Sorriu sem dentes, ele sabia aquilo seria suficiente para aquietar o coração de sua mãe.

Um cantarolado baixo foi escutado pelo rapaz de íris arroxeada. A canção tinha uma melodia triste, a letra era de difícil entendimento, já que estava em outra língua. E a voz estava tão baixa que quase não conseguia escutá-la. Assim, percebeu que Lance não cantava para os outros e, sim, para si mesmo. Ele não parecia querer ser escutado.

— Lance — começou, atrapalhado. — O microfone ainda está ligado. — O cantarolado parou, mas o paladino vermelho não deu uma palavra sequer. Keith estava certo.

Mas não houve muito tempo para pensar sobre aquilo, a voz de Samuel Holt logo passou a ser escutada por todos. A mensagem não foi longa, pelo contrário, não durou nada além de alguns tiques. Porém, o conteúdo dela arrancou exclamações de todos ali. A Terra havia sido invadida, os Galra haviam achado seu ponto fraco.

 

***

 

Da brancura lunática, via-se claramente o perigo iminente que cercava o planeta azul. As frotas Galra postadas em torno da Terra ostentavam armas gigantescas, capazes de dizimar a população terráquea de uma só vez.

Dezoito pés estavam parados em uma só posição, a inquietação corria o sangue de cada uma das nove pessoas que observavam a face azulada do planeta natal. Das faces empalidecidas, surgiram caretas preocupadas. Um alarme soara na mente de cada um, as luzes vermelhas de alerta piscavam, alavancando o desespero daqueles que já tinham corações latentes.

Os olhares se encontraram na mistura maluca de sentimentos que revirava o estômago dos mais fracos. Engolindo em seco, Pidge olhou para Matt e ele entendeu exatamente o que a garota queria.

 

***

 

As mãos foram amarradas com cuidado, enquanto a espada era colocada sobre a mesa. Sentado na poltrona, o galra mostrava-se em uma pose soberba de quem era o comandante daquela invasão. Eles não tiveram piedade por ninguém, não olharam nas faces das crianças antes de separá-las de seus pais, mataram aqueles que tentaram se opor, destroçaram os lares alheios e sujaram de escarlate o chão terrestre. Postados ao lado do homem grisalho, uma mulher e duas crianças abraçavam-se, a mão materna afagava os cabelos dos meninos, eles estavam com medo. Do outro lado, existia um casal de samoanos, a mulher segurava com força a mão de seu marido, o mesmo que tinha uma expressão séria. E Colleen... Colleen não estava ali, Samuel viu-se preocupado com o estado da mulher, onde ela estaria naquele momento?

Suas costas doíam pelo tempo que passou deitado naquele mesmo lugar. Matthew e Pidge já deviam ter interceptado sua mensagem, esperava que sim. Eles eram a única esperança para todos ali. Eram a única esperança para as pessoas da Terra.

 


Notas Finais


*Tanto os quintantes, quanto os tiques e as vargas demonstrados no capítulo são medidas de tempo em Voltron. Quintantes representam os dias, tiques equivalem a dois segundos e vargas representam as horas. Todas elas foram apresentadas na primeira temporada.
*Tamale é uma comida típica cubana, é uma mistura de frango e milho triturados. Esse prato é vendido por toda a Cuba e pode ser encontrado em outros países da América Central, diferenciando-se apenas pelo tempero utilizado.


E aí? O que acharam?
O capítulo tem o mesmo nome da música da banda Arctic Monkeys.
Espero que tenham gostado.
Até a próxima!!


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