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História The last star in the sky - Capítulo 18


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Capítulo 18 - I returned


Fanfic / Fanfiction The last star in the sky - Capítulo 18 - I returned

                       Dia 26 de julho de 2019

-AMOR! CHEGUEI!

-Matteo... MATTEO! –Eu sai correndo do quarto, onde eu estava e fui em direção à sala-.

-Anne!
-Matteo! –Eu me joguei em seus braços, ele me carregou enquanto olhava em meus olhos com um sorriso lindo em seu resto.

Matteo

  Não vou mentir, foi bem difícil no exército, principalmente no início, ver pessoas morrem na sua frente, ouvir o temido barulho de tiros bem de perto, estar entre a vida e a morte. Eu acabei me acostumando com os treinamentos novamente e voltei a ser o melhor de todos os esquadrões. Eu não poderia levar meu celular, mas levei uma foto da Anne, que tirei enquanto ela dormir, para me lembrar dela.

-Quem é essa?

-Minha namorada.

-AE! PESSOAL! OLHEM A NAMORADA DO MATTEO!

-Ei! –Eu guardei a foto rapidamente, vendo o tanto de soldado curioso.

-ESQUADRÃO S, SENTIDO!

-A união faz a força. –Comprimento para superiores, no caso o general.

-A união faz a força.

-A união faz a força.

-A união faz a força.

-QUE BAGUNÇA É ESSA?!

-Primeiro tenente Stewart se apresentando, senhor. –Os soldados ficaram curiosos com a foto da minha namorada, senhor.

-Deixe-me ver a foto, tenente.

-Sim, senhor. –Eu estava odiando a situação, estava expondo a Anne, mas não poderia desobedecer às ordens do general, então, tive que mostrar-.

-De fato ela é bem bonita.

-Sim, senhor.

-AGORA PAREM DE DISTRAÇÃO E VÃO JÁ PARA O TREINAMENTO.

          Os treinos eram intensos, passamos a noite do lado de fora dos dormitórios com lençóis finos para suportarmos os frio, testes de sobrevivência, todos os dias alguém era carregado por não conseguir suportar. Eu, principalmente, tive que passar por um campo minado, cheio de minas, tem coisas muito mais difíceis, mas não tenho autorizações para lhes dizer.

     Quando percebi que o desfile estava perto, fiquei ainda mais animado, nada me derrubava. Rever minha pequena Anne, queria tanto saber se ela estava bem, como estava vivendo, o que estava fazendo, coisas tão pequenas mas que fazem tanta falta.

         Não me segurei quando cheguei em casa. Logo, vi Anne descendo as escadas correndo com um sorriso radiante, iluminando o seu lindo e perfeito rosto. Eu a carreguei bem alto, olhando bem para cada detalhe de seu lindo rosto.

-Minha princesa. –Eu a coloquei no chão e a abracei, sentindo suas lágrimas em minha blusa. –Sei que está sendo difícil, sei que ficou assustada, mas você está se saindo bem, está sendo forte.

-Eu senti tanto a sua falta.

-Eu também, meu amor.

-Não está machucado, está?

-Não, não estou, tá tudo bem.

  Anne

-Uh, meu celular. –Eu atendi.

A: Alô?

K: Anne.

A: Sim, Karen?

K: Onde está o Matteo? Tem meses que não vejo ele.

A: Aaah, Matteo, por sorte sua, ele acabou de chegar.

K: Ah, ainda bem, ele sumiu, parou de ver minhas mensagens, nem responder às minhas ligações.

A: Dá para entender, soube que amanhã tem um grande evento, ele está se preparando bastante.

K: Ah, sim, o Golden Parade. É realmente muito importante para a empresa.

A: Ele deve estar ocupado com a decoração, tenho visto ele carregando decorações, além de vestidos, sabe como é esse tipo de evento.

K: É, é muito trabalhoso.

A: Se quiser, eu posso ir junto com ele.

K: Não, não precisa.

A: Ok, tchau.

K: Tchau.

-Era a Karen, ela deve te ligar já já.

-Bom, ela não esperou muito. –O celular de Matteo começa a tocar e ele atende me olhando com desgosto, dando a entender que ele não queria falar com ela.

M: Karen.

K: Matteo, oi, oi...

M: Estou ocupado, se puder ser rápida, eu agradeço.

K: Não quer vir passar um tempo com a gente, estamos com saudades.

M: *Suspira* Rápido, eu tenho que voltar para o escritório ainda hoje.

K: Ainda é cedo, Matteozinho.

M: Nunca é cedo demais, Karen.

K: Ai, eu adoro essas suas frases de efeito, parece um super herói que vai vir me ver depois que um apocalipse acontece e todo...

M: Tchau, Karen.

-Caramba, ela fala muito.

-Você não faz ideia.

-Prefiro nem imaginar.

-Vamos?

-O que? Para onde?

-Ver a mãe do meu filho.

-E o que vai falar?

-Uh...que estava passando, te encontrei e resolvi te dar uma carona.

-Certo...

       Nós fomos para a casa da Karen, eu estava preocupada, se Karen nos visse juntos, poderia desconfiar de que houvesse algo entre a gente, sim, realmente havia algo, mas ela não poderia saber até dar a luz ao bebê.

- Matteo! –Ele de jogou em cima dele-.

-Oi, Karen.

-Que saudades, amor.

-Ah...se afasta um pouco, você está pesada.

-Está me chamando do gorda? –Lágrimas eram visíveis nos olhos dela-.

-N-Não foi isso que...

-Karen, relaxa, Matteo está brincando, lembre-se que você está carregando um bebê, isso é normal.

- E o que você está fazendo aqui?!
-Uh...

-Ela estava na rua, então resolvi leva-la, já que estamos indo para o mesmo lado.

-Para onde? Posso saber?

-Para a Shine Star, a minha futura empresa.

-Shine Star...não é aquela empresa de produção?

- Sim.

-Ah, vocês me recusaram na minha carreira de atriz.

- Aceita, Karen.

-Bom, que bom que esteja bem, Karen. Vamos a...Anne?

-Claro.

-ESPERA! Você não quer sentir o bebê chutar?

 Matteo olha para mim e depois volta a olhar para Karen, que me olhava com um sorriso maligno em seu rosto.

-Não obrigado, não quero atrasar a Anne.

-É SEU FILHO, MATTEO!
-Tudo bem, Matteo, temos tempo.

-Tá bem. –Ele colocou sua mão na Barriga da Karen, por de baixo de sua blusa. Pelo que parecia, o bebê logo chutou. –WOW! ELE CHUTOU! ELE CHUTOU! –Matteo começou a rir alto! –Isso é uma loucura.

-Olha, é o papai. Dê um oi pro papai.

    Eu não estava gostando nem um pouco de ver aquela cena, aquilo sim seria uma família, era à ela a quem Matteo pertencia. Eu sai dali sem que ninguém percebesse.

-Por que não conversa com ele?

-Ele?

-Não, o bebê, não fiz a ultrassom ainda.

-Ata.

-Vai...

-Oi, filho, digo, filha, eu não sei como me referir a você. Consegue me ouvir? É o papai, consegue ouvir? Estamos muito ansiosos para a sua chegada.

-Papai quem o diga, já está até preparando seu quartinho. –Eu os observava da porta de entrada-.

-O que?

-Sério, Matteo?

-Ah, sim.

-Isso é ótimo! Me manda a foto depois!
-Claro.

-Vamos, Matteo? Já deu nosso tempo.

-Claro, claro, vamos.

       Nós fomos em silêncio até o carro, eu não sabia o que pensar, ou falar. Assim que entramos no carro, Matteo começou a olhar para mim de uma forma estranha, como se estivesse procurando alguma coisa que confirmasse a sua teoria.

-O que foi, amor? Por que saiu daquele jeito?

-Você deveria ficar com a Karen.

-Claro que não. Por que diz isso?

-Você viu como vocês estavam? Pareciam uma família, você estava feliz.

-É claro que eu fiquei feliz, era a primeira vez que estava tendo contato com o bebê, amor. Eu tinha que fazer aquilo, Karen poderia ficar chateada.

-Karen, Karen, Karen, Karen, Karen. Não percebe que ela só tá te usando para voltar para ela?

-ESTAMOS FALANDO DO BEBÊ, ANNE!

-Aaah, sim, o bebê que você nem sabe se é seu.

-O rosto de Matteo desabou, ele ficou parado olhando para mim por alguns segundos, como se eu estivesse certa mas ele não queria acreditar. Voltamos em silêncio a viagem toda.

Matteo

    Eu entendo que Anne se sentiu isolada, mas não é minha culpa, eu não poderia recusar. Eu tentei, mas parece que eu e a Anne estamos evitando deixar Karen com emoções negativas, eu entendo, ela está grávida mas...ela não seria capaz de fazer isso, forjar uma gravidez? Ou pior...engravidar de outro, e mesmo se fosse capaz, por que faria isso

?

    Eu não queria aquele clima entre eu e a Anne, não queria voltar para o exército brigado com ela de novo. Eu sei que ela ficou mal depois que eu fui, minha mãe me disse como ela ficou assim que voltei, eu sabia que ela ficaria assim, mas mesmo assim, não pude fazer nada.

Anne

-O que você falou sobre o quarto do bebê, era verdade?

-Você só fala sobre o bebê, se está tão curioso, olhe por sim mesmo. –Eu comecei a subir as escadas para ir para o quarto.

-Amor! –Ele me segurou pelo pulso-. Por que está assim?

-Porque eu acho que você deveria ficar com a Karen.

-Eu vou ficar com a minha ruivinha que conquistou meu coração, mesmo que eu tenha um filho com a Karen, porque eu amo essa ruivinha linda.

-Mat...

-Você está sendo forte, mesmo sendo difícil, mas você está aguentando bem, logo isso vai terminar, eu prometo.

    Eu apenas me joguei em seus braços, Matteo me abraçou forte. Eu sei que estou sendo infantil, egoísta mas...eu vou aguentar, não por mim, não pelo bebê, mas sim, por Matteo.

-Amor, daqui a 3 meses, vai ter um bebê com a gente.

-Meus Deus! É mesmo! Temos pouco tempo!

-E eu queria saber, quando você vai voltar?

       O silêncio permeava durante vários segundos naquela sala, um elipse era constante nesses infinitos segundos. Sabia que algo estava errado, sabia que Matteo iria demorar a voltar, ou talvez...talvez ele nem voltasse.

-Bom...

-Tudo bem, informação confidencial, né?

-Sim...

-Bom, vamos ver o quarto do bebê. –Eu me afastei dele sorrindo.

-Amor, espera. –Matteo segura minha mão-.

-Sim, amor?

-Você está bem? –Ele se abaixa e fica de joelhos à minha frente.

-Eu estou com medo...meu namoro está em campo de guerra, vai ir lutar, eu não sei nem se ele vai voltar, em três meses eu serei mãe, a madrasta, é uma responsabilidade enorme, além de ter que trabalhar na empresa. –Eu estava me afogando em lágrimas, já não aguentava mais segurar minhas lágrimas e o peso de todas essas coisas estava acabando comigo.

-Eu sei, é muita responsabilidade, mas vou dar tudo certo, vou pedir à Karen para não te ligar mais, nunca abra a porta dos apartamentos para ela, assim, ela só irá te ligar do dia do parto, então você vai e pega o nosso filho para mim, consegue fazer isso?

-Consigo.

-Essa é a minha garota. –Ele se levanta e me beija apaixonadamente-. –Eu te amo.

-Eu também te amo. –Eu o beijo novamente-.

     Eu e Matteo estávamos matando a saudades que nós separava, a saudade que era tão grande quando a nossa distância. Demonstrávamos nossa falta entre gestos de amor, criando novas descobertas, demonstrando o quanto nos amávamos com beijos ardentes, paixão, amor e saudade, meu corpo se colava ao de Matteo, como se não quisesse se voltar nunca mais.



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