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História The Last Time - Capítulo 26


Escrita por:


Notas do Autor


Eu sei que fazem três anos que sumi e tô voltando na maior cara de pau kkkkk mas foi o tempo q levou para eu me inspirar e continuar a história
Apesar de já estar acabando, estou de volta aqui e espero que gostem da leitura ❤️

Capítulo 26 - Capítulo XXVI - Loke


Fanfic / Fanfiction The Last Time - Capítulo 26 - Capítulo XXVI - Loke

Em um tribunal, onde Erza estava em defesa de Natsu, Gray, Lucy como testemunhas junto com Takumi que também estava de réu ao lado de Loke, era impossível Lucy não se emocionar ao perceber que, no momento que o Juiz decretou 79 anos de prisão ao ruivo, que cometeu tantas atrocidades, ela finalmente podia dormir em paz e sussegada. Não se importou em estar em um lugar formal, nem por ser interrompida em seguida, ao correr para abraçar o Natsu ali mesmo. Loke os olhava com desprezo pela derrota. Takumi esperava ao menos ter um destino diferente, mas se sentiu grato por pegar condicional em casa e feliz por eles finalmente poder viver juntos e bem. Erza se emocionou junto da amiga, mesmo que depois a reprendeu por ter se portado assim em um lugar tão sagrado.

Porém, vocês devem ao menos uma explicação de como tudo aconteceu, certo?

Lucy – 1 mês atrás

Nesses últimos dias, não poderíamos estar mais feliz. Como canso de dizer, nada pode estar bem na minha vida, que algo ruim acontece, mas acredito que dessa vez, finalmente vamos ter a paz que merecemos.

Natsu não teve mais perdas de memórias, mesmo insistindo em ver seu vídeo de lembranças todo dia que acorda, apenas pela satisfação de nos ver, contando toda sua vida.

Luna está mais esperta do que nunca, é meu orgulho.

Aquele apartamento estava cada vez mais pequeno para nós, apesar de conter muitas memórias de todos esses anos. Era hora de seguir e finalmente compramos uma nova casa.

Hoje estamos nos mudando!

Fazia tempo que não me animava com algo e a parte que mais me deixava feliz, era o quarto de minha menininha ser lindo e principalmente, sem todo aquele rosa que tinha em seu quarto anterior. Já não basta seu cabelo, que agora resolveu ficar no rosa tão chamativo quanto ao do seu pai.

– Mas meu quarto é longe do seu! – Ela disse triste quando viu que havia um corredor enorme de distância entre eles.

– Você já é grandinha para dormir em seu próprio quarto, filha.. E olha como ele é lindo. – Eu nunca quis compartilhar da ostentação de ser rico com minha filha, para que ela aprendesse a ser humilde, mas eu me empolguei muito, junto de Natsu quando planejavamos seu quarto. Tem tudo que uma criança pode querer, quanto a jogos, mesa de desenhos, brinquedos, uma cabana, muitos pufs e afins. – Mas quando quiser, é só ir até o fim do corredor que estaremos lá, não precisa ter medo. – Ela concorda, se animando um pouco, apesar de parecer pensar um pouco.

– Mamãe, quando você vai me dar um irmãozinho igual a Tia Levy? – Se eu tivesse bebendo alguma coisa, com certeza, cuspiria. Natsu e eu não planejamos ter outra criança, por compartilharmos de uma doença grave em nosso sangue, em que até mesmo Luna foi vítima. Mas já faz muito tempo que ela me pede um irmãozinho que me parte o coração. Distraio ela a convencendo a conhecer o restante da casa. Era enorme e até um quintal com um parquinho tinha para ela e as outras crianças quando viessem pra cá.

– O almoço tá pronto! – Natsu grita da cozinha e logo corremos para ir comer. Ele mais uma vez parece muito preocupado.

Desde o ano novo, que já fazem seis meses, em que ele se encontrou com Loke pela última vez, ele tem estado assim. Luna é a única capaz de fazer ele se animar, o que acontece muito raramente, já que parte do dia ela está na creche e outra ele trabalhando.

– Natsu? – Ele que não havia tocado em nada de sua comida, olha para mim saindo do transe. – Já te disse que te amo, hoje? – Ele sorri e leva a mão em meu rosto.

– Também te amo, Luce.. E é claro que amo você também.. – Diz ao ver a cara de nossa pequena se fechar em ciúmes. Rimos, mas logo volta a se fechar.

Desde aquele dia, ficam seguranças em cada porta de casa, nos levam a todos os lugares e não temos nenhum momento de privacidade. Loke tirou tudo de mim e ainda continua tirando. Minha vontade de ir dar as pauladas que ele deveria ter recebido quando criança para não ser tão ganancioso só cresce a cada dia.

Depois do almoço, vou ao jardim para brincar com Luna, porém não me sinto confortável com aqueles homens de preto, cada um com uma arma, ali com a gente.

– Natsu, é sério. Loke não seria capaz de invadir nossa casa e nos matar, esses homens são realmente necessários aqui!!? – Invado seu novo escritório aos berros, sem perceber uma presença ali. – Taku..mi? O que faz aqui?

– O-oi, Lucy.. Bela casa! – Ele diz em um cumprimento, mas pude notar que a conversa era séria, então não demorei para sair. Esse sentimento amargo me invadiu novamente e eu não gostei nada disso.

Quando Erza chega mais tarde, em uma simples comemoração de casa nova (o que ela concluiu deixar pra outra hora, já que o clima ali era muito pesado), eu até consegui me animar, mas a inquietação de Natsu me preocupava e muito. O que me faz pensar que esse caso de Loke é ainda mais sério do que pensei.

****

– Não vai me dizer o que estavam conversando? – Já deitados, prontos para dormir, pergunto depois de um tempo, ao perceber que nenhum dos dois dormíamos, realmente. Estava deitada em seu peito. Sentia quando ele respirava fundo em um longo suspiro. Ouvia seu coração acelerar e queria muito saber o que causava isso nele. Odeio quando Natsu esconde as coisas de mim.

– Não era nada de mais, Luce... Não precisa se preocupar. – Ele diz com a voz arrastada, devido ao cansaço. Foi um longo dia e finalmente estávamos em uma nova casa.

– Natsu, nos mudamos para cá e espero muito que essa seja uma nova fase em nossa vida. Sem preocupação, medo, tristeza. – Ele suspira mais uma vez, depositando um beijo no topo de minha cabeça.

– Estou perto de pegar Loke, Lucy. Vamos conseguir isso. Takumi, alguma vez mencionou alguma coisa sobre mim ou ele para você?

– Takumi? – Pergunto surpresa com a menção de seu nome de repente. – Que eu me lembre não. Ele também trabalhava na sua empresa, íamos trabalhar juntos, mas nunca falou sobre e eu também nunca perguntei. Porque? – O olho e pude vê-lo incomodado, e um pouco com ciúmes.

– Até isso vocês faziam juntos, tsc... – Ele suspira mais uma vez. – Takumi foi responsável por me esconder do acidente que Loke causou para me matar, te vigiar, me vigiar e até mesmo agora, foi mandado para me matar.

– O que!? – Me sento assustada, olhando para Natsu, agora exigindo respostas. Takumi esteve ao meu lado todo esse tempo, como um ótimo amigo, chega a ser inacreditável que ele seria capaz disso.

– Foi sobre isso que estávamos conversando, Lucy... – Ele também se levanta, acendendo o abajur.

– Eu.. Confiei Luna a ele.. Ele cuidava dela, foi um amigo. Como.. Como ele? – Me encontrava sem palavras, e sinto uma crise de pânico começar a surgir. Busco me acalmar, para não preocupar Natsu, ainda mais.

– A ideia de que ele poderia ter causado algum mal a Luna também me incomodou muito, de uma forma que me deu vontade de matar ele ali mesmo. Ainda está me incomodando, ainda mais que não sei qual foi sua real intenção ao me contar tudo isso. Mas... – Ele fez uma pausa, o que me deixou mais ansiosa ainda.

– Ele disse que, se garantir a proteção de testemunha e que ele não seja preso, ele vai me dar provas de que Loke fez isso... – Natsu fica cabisbaixo e eu consigo compreender a dificuldade de ele aceitar essa proposta tão facilmente.

– Ele também tem que pagar pelo que ele fez. – De repente um aperto na garganta surge e logo a vontade de chorar. Essa situação é pior do que pensei. – Ele escondeu você, ele poderia ter me contado. Foram três anos, ele ao meu lado, disse que até mesmo me ama e cuidou de Luna, ele é doente, Natsu.

– Mas e se essas provas forem o que eu preciso para finalmente acabar com isso?

Eu o abraço. Seu abraço-curadores-de-tudo era o que precisava e ele retribui. Tínhamos uma longa conversa pela frente e isso foi suficiente para nos manter quentes pelo menos.

Nós não conseguimos dormir aquela noite.

Ficamos bolando planos em que envolvia os dois atrás das grades. E concluímos que depois dessa tentativa, se não desse certo, nos renderiamos a proposta do traidor do Takumi. Foi um plano realmente simples que qualquer filme de espião tem e que não sabíamos se Loke cairia, mas não custava tentar.

– Ora, se não é minha linda Lucy. – Loke diz assim que entro em sua sala, na empresa.

– Você perdeu o direito de falar assim comigo a partir do momento em que fez o que fez Loke. – Ele finge decepção e isso me irrita. – Vim aqui tirar as coisas a limpo com você, já que Natsu não o faz!

Fazia tempos que não usava meus óculos grandes que desacostumei, ficava o tempo todo ajeitando para não cair, mas infelizmente era necessário. Queria não usar para não ver essa cara de falso desmiolado, mas não tive escolha.

Graças a tecnologia tão bela hoje existente, havia uma pequena câmera nela, que espero que ele não perceba. O meu relógio gravava toda nossa conversa em áudio caso ele descubra o óculos. Ao sair daqui, se tudo correr certo, teríamos provas visuais e em áudio contra ele e bingo. Feito. E meu celular, vai servir de distração, para que ele pense que estou gravando apenas ali, como uma loira burra faria. É bem a minha cara, já que meu plano inicial era esse mesmo.

– E o que eu fiz? – Ele se levanta e começa a preparar café para dois em uma máquina ali no canto e eu me sento em uma poltrona, coloco meu celular virado para baixo, gravando a conversa, armando a distração.

– Você sabe muito bem o que fez, Loke.

– Ah! – Ele finge surpresa e depois passa a falar com ironia. – Está dizendo das vezes que tentei matar Natsu e esconder ele de todos?

O olho com ódio agora.

– É tudo passado, qual o sentido de reviver isso depois de tanto tempo?

– Você era meu priminho... Um garoto tão fofo, que nos amava tanto. Quando se tornou assim? Tenho medo, Loke... Do que você é capaz.

– Ora, Lucy, se eu tentasse qualquer coisa com Natsu de novo. – Ele coloca a xícara na mesa em minha frente e se senta me encarando. – Seria muito óbvio, não acha? Por enquanto vocês não tem nenhuma prova. – Ele olha para meu celular e começa a rir muito alto. – Pela forma em que você está fazendo isso, com certeza, Natsu não sabe disso. Já que está sendo tão estúpida! – Ele pega meu celular, e então vê, que estava gravando nossa conversa desde o início. Nunca fui boa em atuar e todos sabem disso, mas para isso, eu me obrigo a fingir estar tensa e assustada.

– Você acha que sou tão burro assim? – Pergunta com uma calma na voz, antes de apagar o áudio e por fim, levantar em um movimento tão rápido e jogar o celular contra a parede atrás de mim com muita força, a ponto de quebra-lo em pedaços.

"Eu acabei de comprar" penso com pesar, mas retomo minha postura.

– A-a-a-acho sim... Do contrário, não teria feito o que fez. – Ele volta a rir, chegando perto de mim, se curvando para ficar com o rosto a minha altura. "Ótimo, perfeito! Assim da pra capitar bem você" quase sorrio ao pensar isso.

– Não sou burro. Eu apenas estava agarrando as oportunidades que surgia em minhas mãos. Natsu já estava quase morto, mentir para Igneel foi a melhor coisa que fiz, para assim ele me passar toda sua herança. – Tinha um olhar assustador em seu rosto, nunca o reconheceria assim, aquele meu amigo tão angelical. Não precisava atuar, ele estava me assustando de verdade. – Mas ele voltou dos mortos e com uma maldita herdeira junto dele! – Em um ato brusco, socou a parede, novamente atrás de mim. Meu medo agora era o alvo ser eu. Ou que Natsu estrasse e estragasse todo o plano.

– Eu tive que fazer isso, entende? O dinheiro era muito, mas eu merecia mais, por viver na sombra dos Dragneel por tanto tempo.

– Está me dizendo que foi você... Que bateu naquele táxi aquele dia? – Ele sorri de leve.

– Claro... Não tinha nada a perder, seria melhor se vocês duas estivesse juntas, mas eu poderia lidar com isso depois. O plano era perfeito.

– Como pode falar assim tão facilmente? E se eu te entregar para a polícia? – Ele chegava cada vez mais perto e isso me fez tremer de leve.

– A polícia nunca vai acreditar em você, em Natsu ou em Takumi que com certeza foi abrir a boca para você, aquele maldito.

– Você poderia ter pedido... – Digo com sinceridade. – Natsu teria te dado, você não precisava fazer isso, Loke.

– Não. Eu tinha que ter certeza de que seria meu. E mandar um assassino de aluguel atrás de vocês é bem mais fácil do que ajoelhar e me humilhar dessa forma. Vocês podem estar bem protegidos agora, mas eu teria cuidado, Lucy.. Sim, é uma ameaça e espero que entenda o que estou te falando.

Eu ainda vou matar essa família que você considera perfeita, espera só para ver!

O que aconteceu a seguir foi tudo muito rápido. Gray (que por sinal, é um policial investigador, acabei de notar que nunca mencionei isso a vocês) e mais três policiais ao seu lado, chegou e o mobilizou na mesa em minha frente, o algemando.

– Loke, você está preso! Tem direito a um advogado e será levado agora sem um mandato por conter provas de seu crime. E é claro, tem todo direito de permanecer calado, invés de sair dizendo tanta bosta por aí.

– Vocês não tem provas! Não tem como.. – Foi a minha vez de rir para ele e mostrar a gravação em meu relógio inteligente, que estava sendo transmitida para Natsu. De onde saiu os policiais eu fiquei realmente surpresa, mas não acreditei que um plano com tantas falhas realmente deu certo. Ele parecia querer me matar ali mesmo ao me ver, em deboche, pegando a xícara que estava bem na sua frente e tomar um pouco do café que estava surpreendentemente bom e dar um leve tchau quando estava sendo levado. Natsu riu com essa cena, antes de me pegar para dar um abraço e um beijo longo.

– Pela primeira vez, vejo você conseguir atuar pelo menos um pouquinho. – Rimos, antes de eu lhe dar um tapa por duvidar de minhas habilidades.

Natsu queria estar no meu lugar, mas seria muito provável que ele, mesmo fraco, na primeira resposta iria acabar com a mão em seu lindo rosto e quem seria preso não seria Loke. E convenhamos, o óculos seria muito óbvio se fosse Natsu usando e não a garota papel-adesivo que não cuida da aparência e tem miopia.

Esse foi o desfecho.

Foi assim que em um mês, ele foi investigado. Descobriu chantagens dele por toda a empresa, roubo de dinheiro, ameaças de morte e até mesmo um assassinato em suas mãos da única testemunha do acidente de Natsu. O pobre taxista teve que pagar por saber demais e isso me deixou realmente triste. A lista de crimes vindo dele é enorme e a única coisa boa disso tudo, é que ele não vai ver o mundo a fora tão já.


Autora


Finalmente agora, estão lá, todos reunidos em sua nova casa, para uma verdadeira comemoração.

– Ao inicio da tão esperada nova vida de Natsu e Lucy! – Foi o que eles brindaram no jantar aquela noite. Foi a reunião de sempre, como costumavam fazer todo fim de semana, com a diferença de que dessa vez, sem seguranças ao seu redor, ou inseguranças e medo.

As crianças se divertiam enquanto os mais velhos bebiam. Luna e Meiko tentavam fazer os gêmeos andar, mas ainda apenas engatinhavam, então desistiram e pegaram todos os brinquedos do baú de Luna e viraram na sala onde começaram a fazer bagunça.

A casa agora tinha quartos suficiente para os três casais dormirem lá quando de reunissem, então bebiam sem culpa, exceto por Levy que ainda amamentava e tinha que ficar sóbria para cuidar das crianças. Juvia também preferia não beber, já que a meses tentava engravidar.

Aquela festa, diferente de qualquer outra, foi a primeira que tiveram sem que nada ruim afetasse a todos ali.

Essa foi uma sensação da qual nenhum jamais ia esquecer.


Notas Finais


Esse foi o fim dessa saga, agora prometo não escrever mais desastres. Quero escrever pelo menos mais 3 capítulos para concluir e espero que tenham paciência com essa autora lenta.
Quero entregar o melhor para vocês e me desculpa pelo retorno fraco.
Mas mesmo assim, espero que tenham gostado.
Não deixem de comentar o que acharam e claro, o que vocês querem muito ver no arco final.
Desde já agradeço ❤️


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