História The Last Trip - Capítulo 3


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Categorias Supernatural
Personagens Dean Winchester, Personagens Originais, Rowena MacLeod, Sam Winchester
Tags Bruxarias, Bruxas, Feitiço, Magia, Monstros, Romance, Rowena, Rowena Macleod, Sam, Sam Winchester, Samwena, Supernatural
Visualizações 30
Palavras 1.345
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Magia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Heyy ^°^

Capítulo 3 - Silêncio Reconfortante


A ruiva ainda estava na cama quando o navio finalmente zarpou, era possível ver o sol sumindo por cima do imenso cobertor azul de água salgada. Rowena procurava motivos para estar pensando em Sam desde o momento em que se distanciou dele, e por mais que tudo indicasse que estava definitivamente apaixonada, ela de certo não se deixaria levar tão fácil.

Os fracos toques na porta da cabine a fizeram despertar de seu transe. A mulher agradeceria por terem a interrompido se não fosse justamente seu pensamento quem estava ali atrás da porta, com uma maravilhosa garrafa de vinho em mãos:

-Podemos conversar? -O rapaz sorriu de canto, de certo um tanto sem jeito, e imediatamente cruzou seu olhar com o dela

-Deixou bem claro que não estava aqui para se divertir, Winchester... -Ela ergueu uma sobrancelha, coisa que o fez engolir a seco

-Rowena... Eu só quero me desculpar pela forma que falei com você -Sam insistiu com aquele rostinho que fazia a pobre ruiva desabar por completo

Outra vez a menor analisou a garrafa de vinho com aquele olhar sério, Sam nunca foi o tipo cavalheiro que traz vinho e rosas para a moça no primeiro encontro, ao menos não com ela, eram sempre livros, livros, e mais livros, isso quando não estavam discutindo, para Rowena era estranho ver essa cena, mesmo que soubesse que era uma maneira de se desculpar. Num lento passo para trás a mulher abriu caminho para ele e calmamente fechou a porta, ela lembrou de manter uma distância considerável entre seu corpos, mesmo quando Sam se sentou no pequeno sofá do quarto, a ruiva permaneceu de pé em frente a porta:

-Escuta... -O caçador suspirou pesadamente, não evitando se incomodar com tamanha distância -Eu talvez tenha sido um babaca...

-Talvez? -A menor se aproximou tristonha, ainda não o bastante para se sentar no sofá

-Certo... Eu tenho sido um completo babaca durante essa viagem e eu sei disso, só quero que entenda que...

Rowena levou o indicador nos lábios indicando que se calasse, e assim ele o fez, engoliu uma a uma as palavras que estavam postas na ponta de sua língua, e seguiu cada um dos movimentos da ruiva a sua frente. Ela calmamente sacou a rolha da garrafa e ainda sem dizer uma palavra, imediatamente encheu duas taças de vinho, entregando delicadamente uma a Sam:

-Você fica melhor calado -A bruxa murmurou, tomando um curto gole da bebida

-Rowena... -O caçador murmurou tristonho, a vendo outra vez se distanciar, agora rumo a janela

-Disse que não queria mais tocar no assunto e é isso que estou fazendo... Só achei que já tivesse se acostumado com a ideia...

O rapaz esbravejou algo para si mesmo e logo largou a taça na mesinha a sua frente. Se mais alguém dissesse que ele precisava aceitar a morte de Rowena, nem ao menos ele sabia o que poderia fazer, isso o dava nos nervos, não era como se fosse algo que ele pudesse aceitar:

-O fato de eu ter ficado calado naquele momento não quer dizer que concordei. -Ele retrucou tentando se acalmar, embora outra vez ele fraquejasse

-Mas veio até aqui -Rowena calmamente o lança seu olhar mais curioso por cima do ombro e logo toma outro gole de vinho

-Porque independente de eu vir ou não, você não desistiria da ideia, eu te conheço bem demais pra ter certeza disso... -Antes que ele pudesse terminar, a menor virou-se para ele e ergueu a cabeça para que finalmente seus olhos se encontrassem

-E aceitar foi a opção mais fácil... -A mulher continuou, a essa altura era possível ver as finas camadas cristalina que se formavam em seus olhos, prestes a se converterem em lágrimas

-Eu não aceitei, e não vou... -Gentilmente Sam levou ambas as mãos ao rosto da bruxa, que por fim a fez chorar -Você está pedindo muito pra mim em relação a isso, é como pedir que eu pulei de um edifício sem morrer... Eu nunca vou aceitar isso, não importa quanto você ou Billie me lembrem... Deve ter alguma coisa que nos livre disso... -Sua voz era quase um sussurro, e pouco a pouco o caçador afastava as lágrimas que desciam pelas bochechas rosadas da ruiva

-Essa é a única maneira, Samuel -Assim como ele, sua voz era quase inexistente, a todo custo ela tentava parar de chorar mas era impossível, ao menos com Sam -Não existem letras miúdas nesse contrato

-Se não existem nós vamos criar as nossas próprias letras miúdas... -Ele protestou irritado, vagarosamente franzindo seu cenho -Eu já perdi muitas pessoas e você não vai ser a próxima!

Antes mesmo que Rowena pudesse responder, outra vez o rapaz a puxou para um abraço, e num pulo era como se nada mais fosse um problema, o abraço de Sam tinha o poder de fazê-la esquecer de todo o resto, não importando quão terríveis as coisas estivessem no mundo lá fora, ela estava nos braços do homem que amava, e mesmo que a doesse admitir, essa era a melhor sensação do mundo:

-Dorme aqui hoje a noite? -Ela sussurrou no peito de Sam, enquanto o maior gentilmente acariciava seus cabelos

Ele demorou um pouco a responder, e permaneceu um bom tempo ali com a bochecha colada no topo da cabeça da mulher, inalando seu incrível perfume, seus dedos corriam pelos longos cachos ruivos enquanto ele a trazia ainda mais para perto, seu coração palpitava mais rápido perto dela, e agora a ruiva podia ver isso:

-Quer dizer... Não precisa, eu só... -A menor tentou continuar mas logo o rapaz a interrompeu

-Claro... -Sam finalmente respondeu depois de um sorriso desajeitado, imediatamente se afastando da mulher e afastando as últimas lágrimas que deslizavam em suas bochechas -Orgulhosa...

-Orgulhosa, por que orgulhosa? -Por fim um sorriso surgiu em seu rosto quando logo subiu na cama e rastejou até seu lado da cama

Sam imediatamente se sentou na beira da cama vagarosamente retirando seus sapatos:

-Porque não tem coragem de admitir que está com medo -Ele retrucou lançando suas pernas sobre a cama

-Eu não estou com medo... Medo... Que coisa boba, por que eu estaria com medo? -A menor esbravejou dando de ombros

O Winchester suspirou e olhou por alguns segundos para a janels, não demorando a lançar um sorriso em direção a ela. Aquele sorriso era a confirmação de que as coisas não estavam bem, por mais que ele conseguisse fingir muito bem, Rowena o conhecia bem. Antes que ela pudesse dizer algo, o rapaz se deitou ao seu lado e virou sua cabeça para encará-la:

-Porque eu também estou com medo... -Ele prosseguiu com um olhar acolhedor

Rowena suspirou pesado e evitou cruzar o olhar com o dele, seus pensamentos sobre o mundo lá fora fluíam para fora de sua mente e logo ela se focava no fato de estar ali com ele, o que particularmente era como um sonho:

-Nós não precisamos falar sobre isso agora -Gentilmente ela se aproximou do corpo do rapaz e novamente o abraçou, e não era como se importasse o fato disso ser um tanto estranho

-Então sobre o que vamos falar? -Sam sorriu e para a surpresa de Rowena o rapaz jogou um lençol por cima de seus corpos e a trouxe para perto

-Eu não disse que precisávamos falar algo -Vagarosamente a menor puxou a mão livre do rapaz e entrelaçou seus dedos nos dele -Podemos só ficar aqui quietos enquanto seu irmão não te rouba de mim outra vez...

Por resposta o Winchester apenas beijou sua testa, e gentilmente deslizou seus dedos pelas costas da menor, subindo e descendo por vezes e consequentemente a fazendo ficar sonolenta.

De fato era uma cena incomum quando se tratava daqueles dois, até mesmo para eles aquilo era estranho, mas não era como se não existisse um sentimento de ambas as partes, a cada dia era possível notar uma paixão pura crescendo, do tipo que nenhum dos dois tivera a oportunidade de vivenciar, seus corações precisavam um do outro e ambos tinham ciência disso, e embora faltassem apenas alguns dias para o fim iminente, eles não podiam desperdiçar essa última chance de finalmente viver o que a tempos desejavam.


Notas Finais


♥️🌸♥️ Obrigada por lerem até aqui ♥️🌸♥️

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