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História The Lawer - Capítulo 9


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deleitem rsrs

Capítulo 9 - Childhood Traumas


Fanfic / Fanfiction The Lawer - Capítulo 9 - Childhood Traumas

Dante estava inquieto em frente a porta de Amber, ele hesitou por longos segundos, antes de finalmente tocar a campainha. Assim que a porta se abriu, Amber estava com um pano de pratos na mão, Dante lançou um largo sorriso negando coma cabeça. Ainda era difícil associar Abby Porra Louca Da Faculdade a essa Amber Mãe De Família. 


- Oh! Deus. Finalmente, entre Dante, eu estou preocupada com Thomas. - Ele entrou na casa com as mãos nos bolsos da calça, sentindo uma onda de frustração, ele precisava de sua melhor amiga, não da irmã do babaca. 


- Amber, me desculpa, mas eu estou precisando desesperadamente desabafar, sobre ele, depois prometo dar toda atenção para os possíveis problemas que ele esteja enfrentando. - Dante disse firme a seguindo até a cozinha, Amber se virou para ele e lhe deu um sorriso piedoso. 


- Nathan, cuide das criança alguns minutos, a carne esta no forno. - Amber falava enquanto puxava Dante para o andar de cima. Eles tinham 3 filhos, e constantemente sua casa parecia uma loucura, os meninos tinham 7, 6 e 3 anos. Ainda era um enigma em como Nathan tinha conseguido encantar Amber de tal forma, mas agora eles eram um ponto de referência para Dante, se ele fosse se casar seria assim, um amor paciente, cuidadoso e calmo. 


Assim que entraram no quarto do casal, o único lugar da casa que não era infestado de brinquedos. - O que ele fez? - Amber perguntou como se falasse de um cara qualquer, ela tinha realmente saído da posição de irmã, ela estava ali como amiga. 


- Você acha que ele tem nojo? - Dante estava incrivelmente comovido com seus sentimentos por Thomas, ele nunca tinha se sentindo tão vulnerável, mas agora ele estava enterrado em orgulho, e sua voz perto de Thomas era inundada por magoa. 


- Ele não tem nojo de você, talvez ele tinha medo de si mesmo. - Amber deslizou os dedos pelo cabelo espesso e escuro de Dante, uma das inúmeras características latinas que carregava da sua família. 


- Ele age como se eu tivesse tentado seduzir ele por todos esses anos, a nossa última discussão foi ridícula, ele me beija e depois um Thomas bostinha egoísta assume o papel. - Dante deu um rezada fraca e negou com a cabeça. - Eu to me sentindo a porra de um adolescente apaixonado. 


- Ah querido, você é intenso, sempre foi, você é intenso com qualquer sentimento, isso é nobre. - Ela estava certa, Dante costumava se entregar muito facilmente, e tratar com indiferença na mesma facilidade. As vezes ele se sentia fútil.


- Eu gosto dele, eu gosto mais ainda dele agora, como se fosse possível. - Ele tentou achar uma posição que estivesse confortável, mas seu desconforto parecia vir de dentro para fora. 


- Ele gosta de você, mais do que eu vi ele gostar de qualquer pessoa. Quando era platônico, inalcançável e amigável, provavelmente era mais fácil. Relações amorosas não são o forte de Thomas. - Amber deu de ombros, ainda acariciando o cabelo do amigo. 


- Eu sei, ele esteve em um relacionamento abusivo por 6 anos, e ele nunca se queixou dela pra ninguém. - Dante estava com raiva de Thomas naquele momento por toda situação, mas Tricia? Céus, ele odiava Tricia o suficiente a ponto de ir atrás dela a qualquer custo, para que ela se arrependesse. 


- Dante, nosso pai foi alguém horrível. - Amber sentou em sua cama, cruzando as pernas. - Ele batia em nós três, muito. - Ela passou a língua entre os lábios, olhando para a porta, perdida em lembranças.


- Não precisa me contar Abby, está tudo bem. - Dante deslizou a mão pela sua coxa devagar. Ela acenou com a mão, dispensando o que Dante havia dito.


- Você vai ver que eu vou chegar em algum lugar. - Ela deu um sorriso fraco, tentando se mostrar o mais forte que conseguia. - Ele bebia muito, e quando eu tinha 15 anos, ele tentou abusar de mim, Thommie tinha apenas 12 anos, ele era uma criança, e ele lutou o quanto pode para tirar o babaca de cima de mim, mas nada resolvia. Minha mãe chegou do serviço na hora certa, se ela tivesse demorado 5 minutos... - Ela se perdeu novamente e Dante depositou um beijo demorado em sua testa, deslizando a mão pelas suas costas devagar. Amber deu um longo suspiro, voltando ao ponto que tinha parado, - Ela puxou um faca da cozinha, conseguindo finalmente tirar ele de cima de mim, e eu nunca fiquei tão aliviada em toda a minha vida, mas eu, Thomas e Dylan, assistimos a tudo, isso acabou com a nossa vida. - Dante queria que ela parasse de contar, ele sentia vontade de correr até Thomas e fazer com que nada de ruim acontecesse com ele. 


- Bom, nossa mãe se apavorou depois do que fez, ele estava morto no corredor de casa, - Amber sussurrava como se alguém fosse ouvir, - e na época ela jamais poderia imaginar que era possível alegar legítima defesa. Ela era semi-analfabeta, e então ela deu um jeito em tudo, e isso eu não tenho ideia como até hoje,  mas em poucos meses ela sucumbiu a culpa e se suicidou. - Amber relaxou os ombros, como se tivesse saído um peso das suas costas. - Quando nos conhecemos na faculdade, a vida dos três estava nos trilhos, nossa avó nos criou até que os três entrassem na faculdade. 


- Eu nem posso imaginar como foi. - Dante estava chocado, aquilo tinha sido assustador. 


- O questão é que, logo que nos conhecemos você me disse que eu seria uma excelente advogada, porque eu tinha muito autocontrole. Você disse o mesmo sobre o Thomas, então a brilhante conclusão de que isso era uma genética dos Hall. - Amber deu um sorriso triste. - Na verdade, nos passamos anos falando sobre como a nossa mãe havia perdido o controle, e mesmo que nós não falássemos, é como se durante todos esses anos, tivemos sufocando qualquer sentimento que pudesse fugir minimamente do controle, nenhum de nós três queria virar a mamãe. Então eu conheci Nathan, que fez com que eu visse o

que era amor de verdade, e me fez perceber que Elizabeth Hall não é regra, é possível se entregar cegamente a um amor que não vai te matar, Dylan conheceu a NBA, que será sempre o amor da vida dele. - Dante deu uma risada curta. - E Thomas teve a infelicidade de ter encontrado com Tricia, acredite em mim, ele possivelmente teve medo de perder o controle e fazer o mesmo que a nossa mãe, em vários momentos. Ele nunca perde o controle, porque ele simplesmente acha que é um assassino em potencial. 


Dante foi pego pela lembrança do caso em que ele havia colocado Thomas. Ele estava sendo um monstro, agora que ele conhecia a história.


- Ele não tem nojo de você, ele tem medo de ficar tão perdidamente apaixonado que isso o cegue. - Amber passou dos dedos pelo cabelo de Dante vagarosamente. - Não tem nada a ver com a sexualidade, isso é o que menos o assusta. Acredite em mim. 


Dante afirmou com a cabeça e deu um sorriso fraco. - Eu estou me sentindo patético.


- Relaxa grandão, seu pai também é um monstro, você tem uma história triste para se vangloriar. - Amber levantou passando os braços ao redor do seu pescoço, o abraçando com força, e Dante sentiu como se estivesse em casa. 


- Vou convencer ele a ir a um psicólogo, eu prometo. - Dante disse assim que quebrou o abraço e se levantou da cama. - Não quero mais atrasar o jantar em família. - Amber sorriu e deu um beijo demorado em sua bochecha, e os dois desceram.


Dante pegou o carro, voltando para casa, pensando em como encontraria Thomas. Ele queria fazer algo diferente, algo que realmente passasse segurança para Thomas, nem que a decisão fosse se afastar, para que ele entendesse a si próprio.


Notas Finais


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