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História The laws of love - Capítulo 21


Escrita por:


Notas do Autor


Olá amores, como vocês estão?

Até que não demorei tantoooo dessa vez né hahaha.

Façam uma ótima leitura e ignorem os erros, plis!!

Capítulo 21 - Capítulo 20



“Sinto a respiração dela em meu rosto O corpo dela junto ao meu Não consigo olhar em seus olhos Ela está fora do meu alcance Apenas um tolo pra acreditar Que eu tenho algo que ela precisa Ela é como o vento” She's like the wind – Patrick Swane (Tema de: Dirty Dancing) 




Alex


— Você poderia colaborar um pouco comigo, não acha? 

​A resposta negativa de Diane veio quando ela virou o rosto, recusando a colher de comida que eu lhe oferecia. Ela parecia estar em um dia de mau humor. ​Deixei o prato de comida sobre a mesa diante de sua cadeira. ​

— Você costuma comer tudo no café da manhã, por que hoje não quer? ​— Ela balbuciou qualquer coisa sem sentido, como se estivesse me respondendo. Deixei-me levar por aquela ilusão e prossegui a ‘conversa’: ​— Certo, eu entendo que hoje você não está com muito apetite, mas estamos indo para o escritório e não é bom ir para o trabalho de barriga vazia. Vamos, só mais um pouquinho. ​— Voltei a levar a colher em direção ao rosto dela. Dessa vez, parecendo convencida pelo argumento, ela abriu a boca, aceitando a comida. ​— Muito bem, doutora Di. É assim que a Piper te chama, não é? ​

Com a boca cheia de comida, ela esboçou um sorriso, parecendo que a menção à sua babá lhe trazia boas recordações. ​Suspirei, quando recordações também vieram até mim. Lembranças da noite que tivemos, dos momentos de prazer, do toque, do cheiro, do gosto dela... ​E lembranças de como eu me senti uma canalha ao sair enquanto ela dormia. ​Sexo, para mim, não costumava incluir passar a noite abraçado à uma mulher e despertar pela manhã ao lado dela, mas isso parecia ser o correto a ser feito com Piper. Eu não poderia, precisava voltar para casa para proteger Diane e Nicole, mas... ainda que esse não fosse o caso, eu sinceramente não saberia como agir. Fazer sexo com a minha funcionária não tinha sido algo certo, mas, se aconteceu, agora eu precisava voltar ao modo profissional e encarar aquilo como uma noite de prazer como tantas outras que tive na vida com diversas outras mulheres. 

Mas existia algo em mim que lutava contra essa ideia. Porque, no fundo, eu não queria que fosse apenas uma noite. Queria explorá-la de outras maneiras... de todas as maneiras possíveis. Mas eu também queria o depois disso. Queria dormir com ela e acordar com ela. Queria ter mais conversas como a do dia anterior no sofá da sua casa. Queria saber sobre seu passado, sobre seus planos para o futuro... queria ser o seu presente. ​

— Eu estou ficando louca, doutora Gabi — falei, soltando um suspiro. — Só posso estar louca. ​

— Bom dia — a voz de minha irmã invadiu a cozinha. ​Ela foi diretamente até Diane, depositando um beijo em sua cabeça. Minha sobrinha riu, daquele jeito encantador que sempre fazia. ​Definitivamente, não era apenas Piper que andava deixando os meus sentimentos bagunçados. ​Nicky puxou uma cadeira e se sentou ao meu lado, começando a se servir do café da manhã. Percebi que, diferente de nos últimos dias, dessa vez ela não estava de pijama. ​

— Decidiu voltar ao curso hoje? — questionei. ​

— Agora que não preciso mais esconder isso de você, posso deixar que o mamute me acompanhe. 

​— Vai parar de reclamar do fato de ter um segurança, então? ​

— Continua não sendo algo agradável. Aquele maldito assassino precisa ser preso logo para que eu volte a ser livre. 

​Meus pensamentos andavam tão focados em Piper e em Diane que eu vinha até mesmo pensado menos naquele filho da puta. E eu não queria que meu ódio diminuísse. Eu iria fazê-lo pagar pelo que tinha feito à minha irmã. ​

— Chegou tarde ontem — Nicky perguntou, em um tom provocativo. Estava demorando... 

​— Fiquei presa por causa da chuva. ​

— Acho que devia ter algo mais te prendendo. — Ela riu. — Alex, tá na cara que você gosta da Piper. — Optei por ignorar o comentário, tomando mais um gole do meu café. Porém, quase engasguei quando ela completou. — E também tá na cara que ela gosta de você. ​

— Acha mesmo isso? ...Digo, de onde tirou isso? 

​— Sobre você: você olha para ela metade das vezes como se quisesse devorá-la. A outra metade, como se quisesse protegê-la. E ela te olha na mesma medida. Quando não estão se olhando, estão olhando para a Di, como se fossem Mães dela.

— Diane é minha sobrinha, eu tenho cuidado dela, e... é claro que eu a amo. — A última frase, apesar de não me ser nada comum, saiu com muito mais facilidade do que achei que sairia. — Sobre a Piper, ela é uma mulher bonita... e é uma boa pessoa. — Muito boa. E muito diferente de mim. Esse último comentário eu preferi guardar em minha mente. ​

— E o que mais ela é? ​Era uma provocação. Mas caí nela como um pato e, quando me dei conta, já estava respondendo: ​— Inteligente, esforçada, divertida, sincera... E, especialmente, ela é minha secretária. 

​— E daí? Pelo amor de Deus, vocês são adultas, vão saber lidar com isso. ​

Eu nem saberia se conseguiria lidar com a situação de ter que encarar Piper depois da noite que tivemos. ​E depois da minha fuga ridícula no meio da noite. Se ao menos eu tivesse deixado um bilhete melhor. ​Mas... o que eu iria escrever? Que não quis acordá-la para me despedir porque ela estava linda e serena enquanto dormia? Que ainda passei quase uma hora apenas admirando-a antes de ter coragem de partir? Que o sexo tinha sido ótimo? Que ela era ótima? Que queria que ela fosse minha não apenas na cama, mas também fora dela? ​Eu não era a mulher que dizia esse tipo de coisa clichê que ela com certeza esperava ouvir, tendo em vista os filmes melosos que gostava de assistir. Mas a vida não era uma porra de uma comédia romântica. 

​— Apenas coma, Nicole. Ou vai acabar se atrasando — ordenei, encerrando o assunto.


Xxxxxx



Piper


Depois de tudo aquilo, fui para o trabalho desejando que em algum ponto do caminho uma cratera se abrisse no chão para me engolir. Óbvio que isso não aconteceu e cheguei viva e inteira ao escritório. Restava a mim desejar que o congresso da próxima semana tivesse sido adiantado, minha chefe já tivesse viajado e com isso ficasse dez longos dias bem longe de mim. Isso também não iria ocorrer, logicamente. Tinha enrolado tanto que, ao contrário dos dias anteriores, dessa vez eu não me esforcei para chegar com antecedência. Cheguei exatamente às nove horas, o que eu sabia que não tinha sido uma boa decisão, já que ela provavelmente já estaria lá quando eu entrasse. ​Dito e feito: entrei na minha sala e logo me deparei com a imagem da Alex. Contudo, estava diferente de como eu estava acostumada a encontrá-la. 

Estava sentada no tapete emborrachado, com Diane também sentadinha, de frente para ela, e segurava um dinossauro de brinquedo, o qual balançava diante do rosto da sobrinha, e forçava um tom grave para simular a voz do bicho. Di ria, parecendo se divertir com a brincadeira, que infelizmente foi interrompida logo que eu entrei e ela me olhou. ​E um silêncio constrangedor dominou o ambiente enquanto nos víamos presos aos olhos uma da outra. Eu deveria estar apenas com raiva do bilhete ridículo deixado por ela antes de fugir da minha casa no meio da noite, mas vê-la brincando com Di, daquele jeito tão diferente do que costumava se mostrar no seu dia a dia... aquilo mexeu com o meu coração de uma forma que... por Deus, não deveria mexer. Ao mesmo tempo, fui inundada por recordações dos toques dela na noite anterior. 

Eu não deveria estar, depois de tudo, ainda querendo mais, mas... que inferno, eu queria. ​

— Bom dia — ela me cumprimentou. Que progresso desde o meu primeiro dia ali. ​

— Bom dia — respondi. Di sorriu e esticou os bracinhos em minha direção, o que me fez sorrir também. — Bom dia para a senhorita, doutora Di. Como está? 

Alex ​se levantou e se aproximou, parando diante de mim, embora a mais de um metro de distância. Seria mais seguro assim. Percebi que ela  manteve as mãos nos bolsos da calça, o que parecia exibir certa insegurança.  Alex Vause... insegura? Devia ser só uma impressão minha. ​

— Eu precisei ir embora ontem à noite — ela falou, como num pedido de desculpas de quem não costumava usar tal palavra. 

​— Tudo bem, doutora Alex. Eu entendo. ​

— E sobre... sobre o que aconteceu entre nós... ​

— Não vai acontecer de novo — eu a interrompi, completando o que imaginava que ela estivesse tentando dizer. Seria pior se eu ouvisse nas palavras dela. ​E tive a comprovação quando ela, após uma pausa, confirmou: 

— Tem razão. Não vai. Minha primeira audiência hoje será às treze horas. Pela manhã estarei apenas com trabalhos internos, pode transferir as ligações para mim. 

Ela caminhou em minha direção, passando diretamente por mim, deixando no ar um cheiro bom que deveria ser de seu perfume caríssimo. Seria difícil suportar continuar trabalhando para ela depois de tudo o que vivemos. Se não fosse por Di, eu decidiria por não permanecer ali. Antes que ela chegasse à porta de ligação, no entanto, o telefone em minha mesa tocou. Dei o primeiro passo na intenção de ir atender, mas Alex acenou para que eu deixasse e ela própria foi até o aparelho. Enquanto ela atendia, reparei que a garrafinha de água de todos os dias estava novamente ali, sobre a minha mesa. Talvez minha linha de pensamento fosse ridícula, mas eu não conseguia ver aquela mulher tendo esse tipo de atitude por mera cordialidade. Ela parecia se preocupar realmente comigo. E eu sabia que ela não se preocupava com muitas pessoas. 

Desviei minha atenção quando notei que a voz dela, ao falar no telefone, parecia um tanto tensa: 

— E como você está? Como vocês estão?

Em um primeiro momento, achei que pudesse ser alguma notícia ruim envolvendo Nicky, mas logo percebi que não e entendi do que se tratava: 

— Sei onde fica esse hospital sim, Lorna. ...Parabéns pelo bebê, fico feliz que vocês dois estejam bem. ...Certo, contarei a Piper, sim. ...qualquer coisa me ligue. 

Enquanto ela fazia as despedidas, eu sorri, compreendendo o que havia acontecido. Ela desligou a ligação e me olhou, confirmando minha suposição: 

— O bebê da Lorna nasceu essa noite. É um menino. 

— Como eles estão? — questionei, ainda sorrindo. Alex não sorria, mas tinha um ar leve em seu rosto, um brilho nos olhos que indicava que ela estava também feliz. 

— Estão bem. Mas o parto não foi fácil, ela teve que fazer uma cesariana de emergência e os médicos acharam melhor que ela fique ainda hoje e amanhã no hospital. — Ela desviou os olhos, pensativo. — Ela enfatizou bem o nome do hospital, perguntou se eu sabia onde era. 

Mas era só o que faltava... Eu quase ri diante da expressão confusa dela. Aquela mulher devia conhecer o mundo inteiro, frequentar os mais luxuosos restaurantes e ter ido a muitas festas importantes, mas... ela não tinha o menor traquejo social no que dizia respeito a relações mais próximas, como as de amizade. Decidi, então, dar uma ajuda: 

— Acredito que seja bom de sua parte ir visitá-la, para conhecer o bebê. 

— Acha mesmo? 

— É o que uma boa amiga faria. E me parece que a lorna, mais do que sua secretária, é uma boa amiga. 

Ela piscou algumas vezes, parecendo só agora se dar conta de algo que deveria ser óbvio. Então, acabou chegando à outra conclusão: 

— Eu preciso levar um presente para o bebê. 

— A senhora comprou um presente para o bebê? 

— Geralmente a lorna compraria para mim. 

— Não vai pedir a ela que compre dessa vez, não é? 

— Eu não sei o que dar a um bebê. — Ela olhou para Gabi, que ainda brincava sobre o tapete. — Se ela soubesse falar, eu perguntaria do que bebês gostam. 

— Não é tão difícil assim, doutora Alex. Ela voltou a me olhar. — Você cuidaria disso para mim? 

O que tínhamos ali? Um pedido ao invés de uma ordem?

 — Não acha que seria mais significativo se a senhora mesmo escolhesse algo? 

— Ninguém liga para essas coisas. 

— Muita gente liga para essas coisas. Eu odiaria ganhar um presente de alguém sabendo que foi outra pessoa que escolheu e comprou. Podemos procurar algo no site de alguma loja próxima, que tenha a opção de retirada hoje mesmo. Daí a senhora passa lá quando sair daqui, no caminho para o hospital, e pega. Ela assentiu. 

— Você vai comigo? Digo... a Lorna também fez questão de pedir que eu contasse a você, talvez queira a sua visita também.

 Movimentei a cabeça em concordância. 

— Tudo bem. Até para te ajudar com a Di. 

E, por falar em Di, ela nesse momento tinha engatinhado até o armário de arquivo, começando a tentar abrir a gaveta de baixo. Fui até ela, detendo-a e buscando distraí-la para que ela desistisse da ideia, enquanto Alex se sentava em minha cadeira, começando a mexer no computador, no início da busca por um presente. Aproximei-me para ajudá-la, levando Di em meu colo. Passamos mais de uma hora assim. Eu peguei outra cadeira e coloquei ao lado da onde ela estava, e Di ficou passando de um colo para outro, tentando mexer nas coisas sobre a mesa, nos distraindo e nos fazendo alternar entre pequenas broncas para que não fizesse alguma coisa, com risos. E toda a tensão do nosso primeiro contato naquela manhã parecia ter se dissipado. Toda a minha mágoa pelo bilhete também. Junto a todo constrangimento por termos, no dia anterior, ultrapassado os limites do puramente profissional. Naqueles longos minutos não parecíamos ser uma advogada e sua secretária, tampouco duas pessoas que se deixaram levar pelo tesão e tiveram uma sessão de sexo sem compromisso. Era como se houvesse algo mais entre nós. E como se isso fosse algo perfeitamente natural. Aquele momento foi simplesmente perfeito. 








Notas Finais


Prometo aparecer esse final de semana

Se cuide amores ❤️


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