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História The lawyer. - Capítulo 3


Escrita por:


Notas do Autor


Boa leitura 💜

Capítulo 3 - Pegadas de sangue.


Pensei ter encontrado um caminho de saída, mas você nunca vai embora.”


Hyolin. 


Eu estava acomodada em uma das poltronas no centro da sala, as quais eram reservadas para os clientes, enquanto lia alguns processos que me foram passados por Johyun. Ele também parecia ler alguma coisa, que estava tomando toda sua atenção até aquele momento. E somente até aquele momento, pois assim que Jiang telefonou para ele, o mesmo logo se pôs de pé, o que provocou o mesmo comportamento em mim. 


— É o cliente que esperávamos. — Ele explicou, pouco antes que a porta do escritório fosse aberta por sua secretaria. 


— Advogado Kim, é um prazer conhecê-lo. — Disse o senhor que apertou sua mão, com um sorriso quase que breve. 


— Como posso ajudar o senhor? — Johyun o questionou, sinalizando para que o senhor se sentasse em uma daquelas poltronas. 


— Sou pai de Seo Yoona...


— Meu Deus… — Eu disse em voz alta, logo levando um olhar de reprovação do meu superior.— Me desculpe. 


Seo Yoona era uma atriz muito famosa na Coréia, havia feito muitos dramas e alguns filmes muito amados pelo público jovem… Ela tinha apenas 22 anos quando foi assassinada há três semanas atrás. A morte de Yoona ainda parecia estar sendo investigada, mas nada de novo havia sido divulgado nos noticiários, que tratavam o caso como mistério. E se nada houvesse sido encontrado pela polícia, realmente seria desolador para aquele pai… 


— Continue, por favor. — Johyun pediu. 


— A polícia me ligou há alguns dias dizendo que minha filha foi morta por alguém que possivelmente ela conhecia… — O senhor retirou uma pasta, da maleta que trazia consigo. — Quando fui ao apartamento dela essa semana, eu encontrei esses documentos guardados no guarda roupas dela…


Johyun abriu a pasta, e começou a ler os documentos enquanto o senhor Seo, o observava em silêncio como se esperasse sua análise para continuar a contar o que sabia. Logo os papéis estavam sendo re-passados para minhas mãos, e não demorou para que tudo fizesse sentido. 


— São cópias de boletins de ocorrência, e uma ordem preliminar de restrição contra… 


— Park Junseo. — O pai de Yoona disse, ao interromper Johyun. 


— Ele era o namorado dela. — Eles pareciam perfeitos na tv. 


— Sim, ele era. — Seo disse ao concordar comigo. 


— O senhor acredita que Junseo, poderia machucar a Yoona? 


— Há muito tempo Yoona não era mais quem costumava ser, entende? — Era claro em seu rosto a resposta. — Depois que ela decidiu morar com ele… Ela não ligava mais, não voltava pra Seoul pra nos visitar, era como se tivesse se isolado de todos que a amavam, exceto por ele. 


— Junseo foi ao velório dela, ele tentou entrar em contato? 


— Sim, ele foi ao velório e agiu como quando ela nos apresentou ele. — Johyun começou a anotar o que era dito. — Ele chorou, e parecia triste, mas…


— Mas…? 


— Ele não olhou nos meus olhos quando me prestou condolências, e pra mim o olhar dele sempre foi distante… Como o de alguém falso.


— O senhor acha que a polícia pode considera-lo suspeito? Há evidências, ou o senhor não sabe desses detalhes? 


— E-Eu não sei, eles me disseram apenas o mínimo… 


— Certo. — O advogado disse, ao sublinhar algo em seu caderno de anotações. — Vou explicar o que eu irei fazer agora… — O senhor assentiu. — Vou tirar cópias desses documentos, depois vou fazer algumas ligações e procurar saber sobre os detalhes do crime, e se existir algo que aponte Junseo como o assassino de sua filha, eu prometo ao senhor que irei até o fim disso. 


— Eu agradeço muito. 


— Tente se manter fora da mídia enquanto isso, porque irão procurar o senhor. 


— Tudo bem. — O senhor Seo, deixou o escritório em seguida. 


— Peça para Jiang, tirar as cópias, por favor. — Johyun pediu, se referindo aos documentos em minhas mãos. 


— Sim. — assenti ao deixar meu notebook de lado, e seguir para fora do escritório. 


— Pois não? — Disse Jiang, ao perceber minha aproximação. 


— O advogado Kim, pediu pra que você tirasse cópias desses documentos. 


— Tudo bem, eu levo as cópias até lá em alguns minutos. 


— Obrigada. 


Assim que voltei para o escritório, ele já parecia estar cumprindo com sua palavra. Com o telefone ao ouvido, ele falava com alguém que parecia conhecer o suficiente para chamar de "hyung", e pedir coisas que provavelmente outro advogado não pediria por falta de recursos, mas ao que parecia ele tinha todos os recursos dos quais precisava… 


— Você precisa me ajudar nisso, hyung, huh? — talvez não fosse tão fácil, mas ele parecia decidido. — Me envie o laudo da autópsia, e tudo mais que possuir desse caso… N-Não, não me importo com o que o promotor faria… Se esse cara for culpado, sabe que ele irá arranjar um bom advogado, e então o promotor não irá poder fazer nada… 


Assim que a ligação foi encerrada, Johyun alcançou seu blazer que era repouso em sua cadeira, e logo o vestiu. Ele parecia estar pronto para deixar o escritório, mas para onde ele estava indo? 


— Precisa que eu faça algo? — O questionei, ainda o observando pegar sua maleta. 


— Não, você vem comigo. — Ele respondeu prestes a deixar o escritório. 


Sem muito tempo para pensar, eu apenas o segui após pegar minha bolsa, e colocar alça da mesma sobre meu ombro direito enquanto apressava meus passos para alcança-lo. Ele era rápido, ou realmente estava com pressa…


(...) 


— Ah, Jimin-ah. — Resmungou o rapaz que vinha em nossa direção. Ele era moreno e seu cabelo estava levemente ondulado… Mas espera…


— Avisei ao hyung que viria. — Jimin? Quem? 


— Você não avisou nada, sempre diz isso, e ele sempre fica: “Yah, Hoseok, porque não o impediu? Ele me deixa estressado, e blá blá” — Se queixou o tal Hoseok, após imitar seu superior ao que tudo indicava. — Como se eu fosse segurança dele, ou algo assim, eu sou um investigador… Mereço respeito. 


— Você precisa de uma folga, hyung. 


— Preciso de férias, isso sim. — O moreno disse ao seguir para o interior da delegacia. — Mas por que está aqui, afinal? 


— O caso da atriz assassinada. 


— Nossa, nem me lembre, foi uma das piores cenas que vi em toda minha carreira. — Hoseok relatou, ao chegarmos na sala do delegado. 


— O-O que você já está fazendo aqui? Eu disse que iria enviar tudo, não disse? — O rapaz atrás da mesa de delegado, disse ao parar de examinar documentos, e nos ver ali. 


— É bom ver você também, hyung. — Johyun disse em um tom risonho, enquanto se acomodava em uma das cadeiras a frente da mesa. 


— Não me entenda mal, eu amo você Jimin, mas toda vez que você entra por aquela porta eu sou obrigado a reabrir casos, ou re-investigar coisas e etc… 


— Não reclame, é seu trabalho. — Por que eles o chamavam de Jimin? Argh, eu estava ficando confusa. 


— Sim, tem razão.


— Bom, essa é Nam Hyolin. — Ele me apresentou. — Ela é minha nova estagiária, e eu achei pertinente que ela acompanhasse tudo. 


— É um prazer senhorita, Nam. 


— Igualmente, delegado Min. 


— Ok, agora que estão devidamente apresentados…


— Entendi. — Min disse, ao olhar para Hoseok. — Bem, o primeiro a chegar no local foi o Hoseok e um patrulheiro. 


— Pode descrever o que viu, as suas impressões? — Johyun pediu, ao sinalizar para que eu tomasse nota. Espero não ter esquecido meu bloco de notas… 


— Bem, eu estava com esse policial porque o parceiro dele esta de licença e naquela noite não havia quem o substituísse, então assim que a ocorrência foi passada para o carro dele, nós seguimos de imediato para o endereço… — Eu já anotava o que era dito por Hoseok, quando brevemente percebi sua expressão reflexiva. Como se não pudesse esquecer do que tinha visto. — Haviam pegadas de sangue no caminho de entrada, e a porta da casa estava entre aberta. Encontramos o corpo no começo da escada para o segundo andar, em uma enorme poça de sangue, como se a família Manson tivesse passado por ali, entende? Dava pra sentir o ódio com o qual ela foi morta, foi desumano…


— Sabem com qual objeto ela foi morta? 


— Sim, encontramos essa faca jogada no meio fio, poucos metros distante da entrada da casa. — Min contou, ao mostrar a fotografia da faca, pelo monitor de seu computador. — E também encontramos essa luva de couro, que estava jogada próxima ao portão de acesso. 


— Continha sangue de Yoona, nela? 


— Tanto na faca, quanto na luva. — Min afirmou. 


— E por que acham que ela conhecia o assassino? — Questionei. 


— O portão não possuía nenhum sinal de arrombamento, e assim foi com a porta principal da casa. — O delegado parecia procurar uma imagem especifica naquele momento. — E além disso, o cão de estimação de Yoona, que por algum acaso era um pastor belga, sequer deu um latido aquela noite até o horário do assassinato. — E então a foto do animal apareceu no monitor. — Após isso, ele começou a latir e latir, e como não era algo habitual os vizinhos chamaram a polícia. 


— Se fosse um estranho, o cachorro teria latido assim que a casa foi invadida. — Hoseok completou, enquanto Johyun parecia pensar. 


— Talvez o assassino realmente seja alguém do convívio dela. — Comentei, ao terminar minhas anotações. 


— Não tenho dúvidas disso. 



Notas Finais


Obrigada por ter chegado até aqui 💜
Até o próximo 💜


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