História The Leader - Capítulo 8


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Categorias Gorillaz, Meninas Super Poderosas (The Powerpuff Girls)
Personagens 2-D, Ace, Ele, Murdoc Niccals, Noodle, Personagens Originais, Russel Hobbs, Senhorita Bellow
Tags Drogas, Gorillaz, Inglaterra, Londres, Murdoc, Musica, Personagens Originais, Phase5, Violencia
Visualizações 41
Palavras 3.200
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Harem, Hentai, Mistério, Musical (Songfic), Policial, Romance e Novela, Saga, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Ooooin!

Osloko já tem mais de 300 visualizações? Obrigada mesmo , pessoal ahsuashaushua Fiz esse Elliot pra por aí de capa... tem a ver com o capítulo, de qualquer forma e.e
E só pra dizer mesmo (eu disse no final de Little Monster, mas esqueci de colocar aqui kkk)... Eu não criei a Sydney (bem, mais ou menos), eu vi umas imagens no Google e achei que ela seria perfeita pra ser a filha do Stu (era uma oc chamada Sydney). Onde eu quero chegar com isso?... gente, se precisarem de filhos para o 2-D, vocês PODEM usar a Sydney! E tem mais, vocês podem utilizar TODOS os personagem dessa fic e da outra se quiserem, desde que coloquem os créditos. Sério, eu não ligo :v ´
É só isso mesmo.

Boa leitura!

Capítulo 8 - Cada Um Com Seus Problemas.- Parte I.


Fanfic / Fanfiction The Leader - Capítulo 8 - Cada Um Com Seus Problemas.- Parte I.

As crianças estavam na escola, Lucie no cabeleireiro e 2-D no céu.

Deitado em sua cama via estrelas, gnomos e tudo o que duas carreiras de coca lhe davam o direito de alucinar.

Um arco-íris apareceu no teto do quarto. Espera… que quarto? Fora teletransportado para o mundo mágico dos ursinhos carinhosos.

De repente uma Lucie apareceu para 2-D. Mas não qualquer Lucie!... Era ela com dezessete anos (aproximadamente a época em que se conheceram) e ainda por cima seminua. A moça de longos cabelos pretos azulados ficou em uma pose sensual.

–Eu te amo tanto minha deusa... se amar você é um crime agora, então eu sou um renegado.– Sorriu tendo a imagem dela tirando a roupa pra ele.

A miragem não poderia estar sendo melhor. Por alguma razão, a versão adolescente de sua esposa nunca saíra de sua cabeça… isso porque sentia falta dela. De sua antiga personalidade.

Toda criança cresce, e não foi muito diferente com a jovem Niccals.

Faceache… faceache… faceache...– Uma voz ecoou de repente.

Era Murdoc!

Ele entrou na frente de Lucie, tampando sua visão.– Maldito pedófilo, faceache… maldito pedófilo, faceache...– E continuou.

Esse era seu apelido quando o baixista descobriu o namoro dos dois.

Pedófilo.

–Não importa o que eu faça… eu sempre pensarei em você, seu sogro de merda…– Fechou os punhos bem forte, indicando raiva. Uma projeção dele mesmo ultrapassou Murdoc e avançou até Lucie, a agarrando para um beijo. O esverdeado soltava lágrimas encarando o verdadeiro Pot. Parecia que mesmo estando de costas conseguia ver claramente a cena.–  Por que você parece tão bonito para mim quando está tão triste, hein?... Eu venci Murdoc, he.– E tudo se desfez, dando origem a uma nova briza. Antes dela acabar, anotou todas as frases que havia dito em seu diário… daria uma boa música.– Heheheheh...

… E ele continuava a rir sozinho.

Pena que algum tempo depois o efeito da cocaína começou a indicar perda de efeito. Aquela meia hora ali estava sendo muito… produtiva.

Levantou-se meio desengonçado e foi até o saquinho de pó branco que jazia jogado no chão. Balançou-o na esperança de encontrar alguma coisa ainda ali dentro, entretanto o recipiente já havia acabado. Também… depois de um mês… até que durou.

Mesmo assim estava bravo. Queria mais… precisava de mais!

Precisava voltar para aquela realidade fantástica e terminar o resto da letra. Okay que nem sabia se voltaria para o mesmo lugar, porém não custava nada tentar… mesmo que fosse somente para ver a Lucie tirar o restante das vestimentas ou os gnomos pularem felizes em sua direção.

–Tsc.– Estalou a língua observando o endereço linkado junto ao saco que antes jazia sua diversão.–… Acho que chegou a hora de te procurar, moço. Ou seria… El Mierda?– Questionou sussurrando.

Saiu do quarto meio que cambaleando. Óbvio que antes fez um limpa nas provas para o caso de Lucie chegar antes dele, coisa que com certeza aconteceria.

Escreveu um bilhete pra mulher não ficar tão preocupada, falando sobre comprar cigarros ou coisa assim. Nessa altura do campeonato sua consciência já estava retornando… com uma puta dor de cabeça de brinde, mas sim.

Pegou as chaves do carro e saiu de fininho. Morria de medo dos vizinhos verem a situação na qual se encontrava e dedurar tudo para a esposa e os outros.

A única “pessoa” que o vira loucão das ideias era Vanilla, a gata branca de Sydney… e bem… sabia que ela não contaria pra ninguém.

 

 

–Tem certeza que foi uma boa ideia deixar seu marido sozinho em casa enquanto vinha arrumar o cabelo comigo, Lucy?– Sarah perguntou com os grandes cabelos loiros cheios de produto de hidratação.

Mesmo depois de mais de dez anos após concluírem o ensino médio juntas, as duas nunca deixaram de ser melhores amigas. Muito pelo contrário… elas, adicionadas a sua amiga hippie Debbie, sempre frequentavam as casas umas das outras.

Sarah Collins era advogada da banda e recentemente uma das melhores da Inglaterra.

–Que isso amiga… Stu sabe se cuidar.– Respondeu na mesma situação que a mulher.– Acho que ele achou foi bom… nem ligou, pra falar a verdade.– Deu de ombros.– Simplesmente soltou um “divirta-se! Vou assistir ao jogo do Chelsea na TV.”, e foi pro banheiro tomar um banho.

–… 2-D sendo 2-D.

–Olha Sarah… eu bem que queria.– Ciciou.– O Stuart tem mudado muito nesses últimos tempos.

–Você também mudou, Lucy. Ficou velha e criou responsabilidade.

–Não nesse sentido, Sarah.– Corrigiu-a.– Ele está estranho… e distante.

–...E?– Não via nada de novo nisso.– Ele sempre foi assim, Lucy… você que cresceu e agora o vê com outros olhos.

–Ham?– Franziu o cenho.– O que quer dizer com isso?

–Oras… quando você era adolescente apenas o via como uma forma de se vingar do seu pai por ter sido um baita cuzão com você. Claro, sei que já o amava… e por amá-lo enxergava Stu como o oposto do Murdoc, ou seja, o cara perfeito. Mas agora...– Foi contando seu ponto de vista.– Bem, agora vocês são casados e convivem sob um mesmo teto, desfrutam de um mesmo quarto e dividem as mesmas preocupações. Logo, os defeitos que você achava um máximo no Stuart agora são a causa do seu descontentamento.– Explicou.

–… Você acha?

–Claro amiga.– Tocou em seu ombro com uma mão amiga.– Sou casada com o Taylor muito mais tempo do que você é casada com o 2-D… às vezes até enjoo de olhar pra cara daquele otário.

–Nossa Sarah...– Pareceu preocupada.– E o que você faz pra se dar tão bem com o Taylor mesmo vocês estando fartos ou do outro?

–… Quer mesmo saber, Lucy?

–… Se estou perguntando...– Cruzou os braços sendo irônica.

– Pois bem...– Ela olhou pros dois lados antes de continuar.– Chega mais.– Pediu para lucie aproximar-se e a morena o fez.– Está preparada para receber sua lição de vida, sabia gafanhota?

–Fala logo, porra!– Começou a irritar-se.

–Duas palavras...– Fez suspense. Lucie ficou no aguarde pensando que iria receber um conselho útil de sua amiga muito bem casada, mas no final das contas arrependeu-se um pouquinho. Sarah abriu um sorriso malicioso e...– Sexo selvagem, he.– A loira só queria sacanear a morena mesmo.

Lucie corou morrendo de raiva.

–Sarah, sua arrombada!– Repreendeu-a.– Vai tomar no seu cu, hunf.– Virou a cara parecendo um pimentão.

–Deixando as brincadeiras de lado...– Prosseguiu após um tempo rindo da expressão da Mrs.Pot.– Qual foi a última fez que vocês dois tiveram um sexo decente? Digo… algo de se lembrar por bastante tempo?

–Acho que foi...– Tentava recordar.– Quando Stuart voltou pra casa.

–Ano passado?

–Não.– Negou com as mãos.– A outra vez.

–Quer dizer… depois de Plastic Beach?– Arqueou uma das sobrancelhas e a moça assentiu.– Pelo amor de Deus Lucy!– Não dava pra acreditar.– Está explicado então o porquê o casamento de vocês está tão… “sem sal”.

–Hey!... Eu não tenho culpa.– Defendeu-se.– Fiquei grávida da Sydney logo depois do casamento… tivemos que tomar o dobro de cuidado para não aparecermos com chupões, mordidas ou sei lá… não gemer tão alto.

–Francamente Lucy? Não foi o Stuart quem mudou… você mudou.– Apontou pra ela.– Ficou tão preocupada em não estragar a inocência dos seus filhos que sacrificou o próprio casamento pra isso.

–E… eu.– Sarah tinha razão. Sempre que 2-D tentava fazer algo mais extremo ela simplesmente o mandava parar com a desculpa de que as crianças poderiam estar ouvindo entre outras coisas.– E o que eu faço, Sarah?

–Já te dei a resposta faz tempo, Lucy.– Deu de ombros.

–… Sexo selvagem?– Contraiu as sobrancelhas.

–Dê para 2-D aquela noite, sem se importar se ele vai te chupar e vice-versa. Agrade-o com fantasias… sei lá.– Foi pensando.– E se as crianças te perguntarem o que é aquele negócio roxo lá no seu pescoço, diga que bateu em algum lugar. Pronto.– Explicou fazendo uns gestos engraçados.

–Sinceramente, Sarah?... Você é foda.– Deu uma leve risada.– Talvez eu tenha me estressado muito nesses últimos anos… tenho que voltar a ser a velha Lucy de vez em quando.

–… Deve ser porque você parou de fumar, não?

–É… acho que sim.– Confirmou.– Eu andava dando umas tragadas escondida nesses últimos tempos, mas parei ao saber que o papai foi preso por tráfico. Acho que peguei trauma.

–Hehehe… não importa a época, Murdoc sempre vai embora te deixando um novo trauma.– Brincou para descontrair.

–Deixe-o, Sarah...– Defendeu o mais velho.– A culpa não é dele.

–…

–… Quando eu pegar o desgraçado que denunciou meu pai, irei arrancar as tripas dele com as minhas próprias mãos!– Simulou raivosa.– Ah, e ele vai sentir a dor de ter um sabonete enfiado bem no meio do cu, hunf.

–Hey… farei de tudo para vê-lo livre.– Sorriu pra morena.– Sou sua advogada para isso, não?

–Ai Sarah...– Abraçou-a começando a chorar.– Obrigada por sempre estar aqui comigo, snif.

–De nada amiga… de nada.– Dava uns tapinhas leves em suas costas.– Agora para de chorar, porque isso estraga a maquiagem.– Separaram-se.– Vamos, a mulher está nos chamando pra tirar o creme.

–… Tá.– Assentiu secando as lágrimas.

De repente sentiu o celular vibrar dentro do bolso da calça. Pegou-o.

–… É da escola das crianças.

–Atende então, Lucy… pode ser importante.

–Eu sei.– Confirmou deslizando o dedo para receber a chamada.– Alô?... Ah, aham… o que houve?

Era a diretora.

A cada palavra dita por ela, mais a expressão da mulher se enfurecia. Era como se algo grave tivesse acontecido para Mrs.Pot perder a paciência tão repentinamente.

–… Eu entendo… me dê uma hora que eu chego aí… okay.– E encerrou a chamada, com cara de quem iria matar alguém.

Sarah até sabia quem deveria ser o tal indivíduo.

–… Elliot?

–É.– Fuzilou o nada com o olhar.

Terminou de arrumar seu cabelo, que não demoraria nem trinta minutos por ser curto, e saiu quase que literalmente voando do salão, indo de encontro com seu pestinha para ensinar-lhe uma lição.

 

Escola de Elliot e Sydney. Antes.

 

–Nossa Sydney… você tem tantas Barbies...– A amiguinha de Sydney, Claire, disse impressionada. Elas brincavam juntas no recreio.–… Como as conseguiu?

–Essa daqui papai me trouxe do Japão… e essa daqui da Noruega.– Apontou para cada uma delas.– Ah, e essa daqui veio da Escócia.– Mostrou a terceira.–… De onde veio as suas?

–… Acho que meu pai comprou pra mim num brechó em Liverpool.– Pôs a língua pra fora indicando descontentamento.– Ele trabalha numa fábrica de sapatos, sabe?... Não sai muito do país.

–Oh… meu papai viaja sempre.

–Eu adorei a da Noruega…– Encarou a boneca.– Minha família é de lá.

–… Pode ficar então.– Entregou-a em mãos.

–S… sério?– Fez uma cara surpresa.

–Claro.– Deu de ombros, sorrindo.– Meu papai me compra tuuuudo o que eu quiser! Vou pedir pra ele me trazer umas seis quando for pra América do Sul. Aí te dou outra.

–Wow… e onde fica isso?– Questionou duvidosa abraçando o novo brinquedo.

–Não faço ideia… mas papai disse que lá tem um país chamado Brasil, e que lá é muito frio.

–Minha nossa...– Expeliu boquiaberta.–… O emprego do seu pai deve ser um máximo!

–Hehehe… acho que sim.

–Não sei porque trás o Cray pra escola, tendo todas essas bonecas aí consigo.– A ruivinha encarou o ursinho.–... Ele nem tem graça.

–Ah… o Cray é especial, sabe?... Vovô deu pra mamãe, que deu pro Elliot que deu pra mim. É meu preferido.– Repontou alegre.– O traria para todos os lugares, se pudesse.

Após isso, ficaram conversando e brincando por mais alguns minutos… pelo menos até alguém as interromper.

–Olha… a nanica ruiva e a nanica de cabelo azul…– Tony, o menino de uma série acima e o maior valentão do parquinho, veio atormentá-las.–… O que as duas baixinhas estão fazendo?

–B… brincando apenas.– Gaguejaram. Morriam de medo dele.– Q… quer se juntar à nós?

–Não.– Proferiu tirando Cray de seus braços a força e sem ao menos pedir.– Mas vou ficar com esse daqui.– Sorriu maldoso.

–N… não… por favor...– Levantou-se de maneira imediata, tentando pegar o brinquedo das mãos de Tony. Pena que ele era mais alto, então ergueu o objeto numa altura em que a Pot não alcançaria.– Não pega esse… C… Cray é meu maior tesouro!– Choramingou.

–Huhuhu… melhor ainda.– Empurrou-a.– Posso vender por um bom preço pras meninas da minha sala.

Ao ouvir isso, Sydney desabou de vez. Adorava aquele panda, principalmente porque ele a protegia de noite dos monstros que moravam debaixo de sua cama. Além disso, foi um presente especial do vovô Murdoc para sua mãe… Lucie ficaria furiosa caso descobrisse que o perdeu.

–P… por favor… n… não o Cray… snif.

–Ow, rolha de poço!... Por que não mexe com alguém do seu tamanho?– Um certo azulado apareceu com uma expressão nada boa.

O herói de Sydney havia chegado.

 

 

–O que está fazendo, Elliot?– Elza, uma menina loira e de olhos verdes, aproximou-se do menino que lia tranquilamente um livro de aproximadamente oitocentas páginas.

–Estou lendo, catarrenta… não 'tá vendo não?– Encarou-a de relance, voltando a atenção para a leitura.

–… Catarrenta é a sua bunda!– Retrucou.–… Idiota.

–Você vem me atrapalhar e eu sou o idiota?– Arqueou uma das sobrancelhas.– Se toca, garota. Por que não volta pro Frozen e vai encher o saco do Olaf, ein?

–Pff…– Bufou.– E por que você não volta pra vila dos Smurfs e vai namorar a Smurfette?

–… Ela deve ser mais legal que você.

–Tsc.– Estalou a língua.– Sabia que você é muito estranho, Elliot?

–Foda-se.– Continuou lendo.

–…

–…

–… Sobre o que é esse livro aí?– Fez um bico.

–É sobre o Modernismo e como as obras de arte evoluíram durante o século XX.– Mostrou-lhe algumas das figuras ali presentes.– Vê?

–… Nenhum garoto da nossa idade lê uma coisa dessas, Elliot.

–E o que eu deveria estar lendo?– Questionou.

–Sei lá… Batman?– Sugeriu.– Ou algum quadrinho da Marvel.

–Meu pai tem quase quarenta anos e abre o jornal diretamente na sessão de lazer somente pra poder recortar as tirinhas do Jamie Hewlett… acho que a idade não quer dizer nada, “lerigou”.– Zombou.

–… Eu ia te chamar pra jogar bola comigo e o Alexandre...– Chantageou.– Mas tô vendo que tá chato demais pra brincar com a gente. Que pena… acho que chamarei o Justin, hunf.

–Tá bom, vai lá.– Disse nem aí.

–Merda Elliot, não tá vendo que eu quero que você venha brincar comigo, quer dizer… com a gente?!– Puxou-o pela mão obrigando ele a se levantar.– Vem logo.

–Eu não quero, Elza.

–Quer sim!

–Não quero!– Começaram um cabo de guerra, com o braço de Elliot sendo a corda.

–Vou contar pra tia Lucy que você tá sendo malvado!– Puxou-o.

–E eu vou contar pra tia Margarete que você tá sendo uma pentelha!– Puxou-se de volta.

Ficaram naquilo por aproximadamente dois minutos, isso até…

–N… não… por favor... C… Cray é meu maior tesouro!– Ouviram um choro vindo do outro lado da área e pararam imediatamente.

Encararam a cena.

–Hey Elliot… não é o Tony mexendo com a sua irmã?– Apontou.

–É sim.– Confirmou vendo ele empurra-la. Erguia Cray para o alto.– ...– Começou a andar na direção deles.

–Onde você vai, Elliot?

–Vou ensinar uma lição pra aquele idiota.

Preocupada, Elza foi atrás. Mesmo com todas as brigas, o Pot ainda era seu melhor amigo. Além disso, a loirinha amava Sydney… faria o que fosse para defender aquela garotinha.

–P… por favor… n… não o Cray… snif.– Syd chorava muito.

Ela nunca fora do estilo valentona de qualquer forma. Provavelmente porque puxou 2-D, não Murdoc ou Lucy.

–Ow, rolha de poço!... Por que não mexe com alguém do seu tamanho?– O azulado disse finalmente chegando. Querendo ou não, Elliot era muito maior e mais velho que Tony… mesmo assim, o garoto não parecia ter medo do Pot.

–Oras se não é o satanista do ano quatro vindo defender a irmãzinha dele...– Soltou ironicamente.– Vai fazer o quê? Jogar uma praga em mim?

–Uma macumba eu não sei, mas se não soltar o urso da minha irmã em menos de um minuto, eu juro que puxarei sua cueca até as pregas do seu cu descolarem!– Ameaçou.– E olha que eu faço.

–Uii, tô morrendo de medo.– Revirou os olhos.– Olha aqui o que eu faço com essa merda de urso!– Pegou-o com as duas mãos e começou a puxá-lo, como se fosse rasgá-lo pelo pescoço.

–N… não!! Cray!!– Sydney abriu um berreiro.

Como instinto, Elza correu para abraçá-la. Não podia com Tony, contudo talvez conseguisse acalmá-la.

–Shh, Syd…– Acariciava seu rostinho.– Hey Claire… vai chamar algum adulto.– Cochichou e a menorzinha, que também estava um tanto assustada, correu em busca de alguém.

–Não se atreva...– Ellie cerrou o punho enquanto fuzilava-o.

–Já fiz.– Sorriu sadicamente, puxando o panda com tamanha brutalidade que uma parte do pescoço dele até descosturou.

Um pouco do enchimento do bichinho vazou no chão. Sydney, Elliot e Elza observaram a espécie espuma branca cair na areia.

O mundo parou para a azuladinha.

–S… snif…

–EU VOU ACABAR COM A SUA VIDA!!– O Pot avançou, preparando-se para chutar o traseiro daquele filho da puta.

Nesses últimos tempos havia parado de arrumar confusão, pra ser sincero. Murdoc incentivava a violência gratuita, mas sua mãe não.

Ele parou por ela… pelo menos a parte de bater nos outros.

Só que com sua irmã era diferente. Ninguém mexia com ela.

Preparou-se para dar-lhe um soco bem no meio do estômago, porém antes mesmo de tocar no garoto… uma coisa aconteceu.

Uma bem estranha.

Do nada, as calças de Tony abaixaram-se sozinhas, mostrando toda a sua cueca branca.

Um vento peculiar pairou no ar… o gorducho até pensou em levantar novamente as roupas de baixo, todavia uma força sobrenatural passou uma rasteira no menino fazendo-o cair no chão, onde ficou agonizando de dor por um bom tempo.

O tombo foi feio.

Em circunstâncias normais ririam, entretanto encontravam-se perplexos. O que caralhos aconteceu? Ou melhor… como aconteceu?!

Por uma fração de segundos, Sydney viu algo.

Uma sombra.

… Era o monstro da máscara de gás.

–...– Ficou com os olhos arregalados.

–O… o que houve?!!– Mrs.Cracker veio imediatamente correndo quando soube da confusão.

–F… foi ele...– Tony, ainda caído, apontou para Elliot com certa dificuldade. Nessa altura do campeonato um monte de crianças os cercavam.– E… ele fez satanismo pra m… mim!

–Isso é verdade, Elliot?– alternou o olhar para o garoto.

–E… eu não fiz nada...– Gaguejou fraco e ainda incrédulo.

–Foi ele sim, Mrs.Cracker!... Sempre é ele!– Um aluno qualquer pôs a culpa no menino sem ao menos ter presenciado o que de fato aconteceu.

–Verdade!– Outro confirmou.

–… Vamos pra diretoria, Elliot.– Paula pegou em sua mão e levou-o… as outras duas meninas nem tiveram tempo de defender o coitado.

Nem ele mesmo se defendeu… estava muito assustado pra isso.

–E… Elliot...– Sydney choramingou o nome do irmão, pegando Cray do chão e abraçando-o com força.

O panda tinha conserto… as palavras ruins que o azulado iria ouvir sendo inocente, não.

Tony foi levado para a enfermaria e o sinal do intervalo bateu, indicando o fim do mesmo.

 

 


Notas Finais


Pra quem não 'tá ligado, a música que o 2-D está compondo louco das coca é Souk Eye :v Pra vocês terem uma ideia, eu tive que baixar um mod de drogas no meu The Sims pra ver como elas funcionam no organismo da pessoas scrr ashaushaushau E a piadinha do Brasil ser frio aconteceu mesmo :v Foi não época em que eles viriam ao Br tocar e.e
Viiu, o Elliot não é tão ruim quanto parece heheheheh e como a Lucy já tinha citado antes, Sydney é uma menina mimada que acha que pode comprar o mundo... esse capítulo serviu para demonstrar isso. Mesmo assim, ela sempre divide as coisas dela, pois sabe que Stuart daria o que ela quisesse :v
Bem... esse capítulo ficou gigante, então vou dividi-lo em duas partes, pra não ficar cansativo.
Será que Stu vai encontrar El Mierda? Será que o couro do Elliot vai ferver?... O que será que vai acontecer entre Sydney e Boogieman? Fiquem ligados!
Ah, e antes que eu me esqueça... o próximo provavelmente terá um hentai kkkk Não digam que eu não avisei :v
Obrigada e até a próxima!

Bjs e bye!!!


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