História The leaves of a daily 2: The stolen leaves - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Palavras 11.757
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ficção, Policial, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 3 - A simple request


Fanfic / Fanfiction The leaves of a daily 2: The stolen leaves - Capítulo 3 - A simple request

 

P.O.V Liz Blue. 

 

 

  A falta de ar me dominou completamente depois de ouvir aquelas palavras. Quase como se eu estivesse em meio a um pesadelo terrível e apenas quisesse acordar. Buscone continuou sorrindo e falando algo de forma animada para a repórter em nossa frente, enquanto eu, apenas tentar não vomitar antes das câmeras serem desligadas. 

 

    Noiva? Buscone passou de todos os limites do mundo com esse lance de noiva. Tudo bem eu sair com ele e bancar a amiga legal para pagar a minha dívida, mas agora, está noiva de Buscone é algo que nem de longe se passava pelo meu subconsciente. A última pessoa dessa cidade que eu poderia querer me casar é Buscone, com certeza, não importa quantas dividias eu tenha com ele, isso não irá acontecer, nem com eu morta. 

 

     Era só um favor, como ele pode transformar aquilo nessa situação forçada e ameaçadora?

 

 

     Sai dos meus pensamentos distantes quando Buscone pegou minha mão esquerda e a ergueu para a câmera de um fotógrafo a direita. Não sei se está bastante visível o meu choque por esta "noiva" de um cara que realmente eu não queria nem está saindo, mas o fotógrafo pareceu perceber meu incômodo. 

 

— De um sorriso, senhorita! — Pediu, o homenzinho baixo e loiro. Forcei o melhor sorriso que eu poderia enquanto tentava mentalmente me manter de pé e pensar na bela confusão que eu ainda estou metida, e que parece aumentar ainda mais.

 

    É óbvio que não estou noiva de Buscone, mas não sei se falar isso para ele vá fazer algum efeito. Me lembrado dele falando que jamais iria me força a nada, que eu mesma iria querer qualquer coisa amorosa com ele antes que tenta-se, então isso significa que, mesmo com as suas palavras de minutos atrás, Buscone não irá me força a entrar nessa de noivado. 

 

    Por um lado eu quero pensar assim, que ele cumprirá com as suas palavras de não me forças a nada, mas por outro, me lembro que estou aqui agora por ele mesmo ter transformado um simples pedido de favor, em algo que dura malditos treze meses e não parece chegar ao fim nunca. 

 

     Buscone me guiou para dentro do enorme salão, e eu só queria sair daqui e ir para bem longe desse homem, que a cada dia mostra ter algo muito diferente em relação a mim dentro de si. No início Buscone era o mais cordial possível, me tratava tão bem que chegava a ser estranho para alguém que estava me cobrando um favor, mas com os dias, esse tratamento foi aumentando tanto que chegava a me incomodar, claro que eu não ia sair por aí reclamando, nem posso fazer isso, mas Buscone sempre mostrou ter algum interesse por mim, vejo pela forma que ele me olha. Porém, jamais imaginei que ele chegaria ao ponto de armar esse situação. 

 

     O anel no meu dedo brilha tanto que mesmo que eu tente não focar meus olhos nele, o reflexo da luz do salão nas suas pedras, batem de leve nos meus olhos. Quero jogar esse anel longe, junto com todos os presentes que Buscone me deu e mandá-lo se foder, mas fazer isso só pioraria a situação para mim e para o Justin. 

 

   Justin, meu Deus ele vai surta. Óbvio que aquela mulher que nos entrevistou não é uma qualquer, deve ser de algum programa de tv, o que coloca esse tal noivado nos tabloides do mundo todo. Antes quando eu era uma simples amiga, nada era mencionado sobre mim, nem mesmo especulações, mas o fato de Buscone ser um dos solteiro mais cobiçado do mundo, não tem como negar que essa notícia chegar aos quatro cantos desse planeta. Todos que me conhecem sabe que namoro o Justin, e que minha relação com Buscone não é nada que vá comprometer, até agora. 

 

    Não quero nem imaginar qual será a reação do Justin ao ver isso, ele vai literalmente enlouquecer, se antes, apenas com os presentes e jantares ele já não reagia bem, imagina agora que estou com um anel de milhões no dedo e noiva do segundo cara que Justin mais odeia nessa cidade, bem atrás de Jason que leva a dianteira nisso só por conta do passado se não Buscone o teria ultrapassado. Quando Justin descobrir, vai ser um caos, podem apostar.

 

— Liz, estou falando com você. — A voz de Buscone soou no pé do meu ouvido, causando um arrepio ruim pela minha espinha. 

 

    O olhei ainda sem esboçar uma reação, e seu sorriso galante, mostra que Don Lorenzo Buscone está mais que feliz com tudo que está causando na minha vida. 

 

— Por que está com essa carinha? — Perguntou colocando as pontas dos seus dedos no meu queixo, me afastei dando um passo para atrás por impulso e seu rosto mudou de calmo para sério. 

 

— Você sabe que não vou casar com você. — Finalmente falei algo, mas o tom da minha voz saiu mais tremido do que eu realmente desejava. 

 

— Não é isso que o anel no seu dedo afirma. — Soltou as palavras casualmente, antes de se virar e pegar uma taça de champanhe do garçom que passava ao seu lado. 

 

    Foi impossível evitar a vontade de pegar esse maldito anel e jogar sobre ele antes de me virar e sair desse lugar. Porém, me lembro que não estou em nenhuma condição de fazer algo assim, Buscone não só tem a mim nas suas mãos por conta da dívida, também tem Justin e toda a K, que obviamente sofreriam as consequências por um ato desses. 

 

— Além do mais, a única forma de você se livrar da dívida é com algo do tipo, já conversamos sobre isso. — Me olhou atentamente, com um sorriso malicioso no canto dos lábios, tomando um gole do champanhe em seguida. 

 

     Mesmo que eu tente todos os dias esquecer essa parte, é quase como impossível para mim. Buscone deixou claro que a única forma de eu me livrar da dívida é tento qualquer tipo de relação com ele, principalmente a sexual. Eu preferia morrer a ter que passar por algo assim, e Buscone sabe disso, é por essa razão  que deve está agindo assim, sua super paciência para me esperar se render ao seu charme de um homem elegante de meia idade, está acabando e se tornado quase que uma cobrança. 

 

       Sei bem que quando Buscone coloca algo na cabeça é quase impossível tirar, mas ainda tenho esperança que ele esqueça essa ideia idiota de noivado e se contente com jantares casuais. 

 

— Eu não posso casar com você. — Minha voz saiu firme e me orgulho disso, mesmo que eu não possa gritar com Buscone, ainda sim não serei uma submissa de merda nas mãos dele. 

 

— Desculpe? — Perguntou como se não tivesse me ouvido, me fazendo respirar fundo, juntando ar dentro de mim para falar novamente. 

 

— Eu tenho namorado, o Justin é quem eu amo, isso não vai mudar, eu jamais vou me casar com você. É o Justin que tem meu coração! — Afirmei tentando não parecer muito rude, Buscone é um cara controlado, mas já o vi agir de forma agressiva e fria com algumas pessoas, não estou afim de ser mais uma.

 

— Querida. — Buscone disse, com um sorriso enorme nos lábios ao se aproximar de mim parando a centímetros do meu corpo. — Não fale o nome desse cara na presença de outras pessoas. — Pediu com a voz serena e pegando no meu braço de leve, sem querer chamar a atenção em volta para nós. 

 

— Esse cara é meu namorado. — Puxei meu braço, já me irritando com todo o desenrolar dessa história. Eu só quero que Buscone tire essa ideia de noivado da cabeça, só isso, não posso me casar com ele e não irei, de jeito nenhum. 

 

     Eu estou prestes a ficar extremamente nervosa por conta de tudo isso, mas ainda quero mostrar que estou calma aparentemente para que Buscone perceba que eu não possuo medo dele, mesmo que seja ao contrário.

 

    O olhar severo de Buscone caiu sobre mim, mostrando que ele está perdendo a sua longa paciência comigo agora, mas mesmo assim tem que manter sua postura na frente dos demais. Talvez eu sofra as consequências por isso depois, quando não houver centenas de pessoas a nossa volta, mas agora, não irei abaixar a cabeça e aceitar esse noivado calada, com dívida ou sem dúvida eu ainda tenho a decência de poder escolher com quem eu vou ou não casar. 

 

— Se você falar o nome desse cara ou repetir que namora...— Sibilou aproximando seu rosto do meu. — Juro que não haverá namorado vivo amanhã de manhã. — Ameaçou friamente, pela primeira vez, com as palavras firmes. 

 

     Sempre quando ameaça é de forma indireta, para que não perca o clima "bom" entre nós, mas dessa vez, ele foi tão direto que senti todos os pelos dos meus braços se arrepiarem diante das suas palavras. 

 

    A pior burrada que eu fiz na vida foi ter ido pedir ajuda a esse homem. Eu deveria ter ficado na minha, ou ter falado com alguém que realmente entendesse do assunto, mas não, eu tive que ir sozinha até lá, pedir um favor a um mafioso e ainda mentir para ele, tudo de forma burra e descuidada. Talvez eu mereça está passando por tudo isso por ser tão idiota, mas não é possível que esse castigo tenha que ser tão duro assim. 

 

     Quando Justin quis me afastar para me proteger, eu cogitei fazer isso, me manter longe para poder garantir a minha segurança, ter a vida normal que eu tanto queria, mas meu amor pelo Justin é tanto, que eu seria capaz de enfrentar exércitos por ele, tudo para está com ele. Agora, Buscone está tentando me impor algo que remanente me deixa perto de ficar desesperada, está com alguém de forma forçada é a última coisa que eu quero, ainda mais quando isso me coloca de alguma forma longe do meu verdadeiro amor, o Justin. 

 

— Liz! — Ouvi a voz fina me gritar e foi uma ótima desculpa para me afastar de Buscone antes que as lágrimas que estou segurando pudesse cair pelos meus olhos. Movi meu rosto e olhei na direção da voz, vendo aquelas duas meninas idênticas andarem até a mim com um largo sorriso. 

 

     Amora e Scarlet são a melhor parte dessa família infernal que estou sendo obrigada a conviver, já que Natali parece apenas me suportar e Giovanni não troca mais de duas palavras comigo, elas, as duas, se tornaram algo bom em meio a todo a merda que isso é. 

 

     Confesso que no começo eu tinha vontade de me manter no mínimo a dez mil metros das gêmeas, por exatamente elas serem muito evoluída para duas meninas de treze anos, mas com o tempo eu fui vendo que elas estão além de apenas futuras mafiosas que usam Chanel e Gucci, mas sim que são duas crianças que não tiveram contato com outra coisa a não ser a doutrina da mãe mafiosa e dos irmãos centrados. Então meio que aprendi a gostar delas, era melhor do que surtar cercada de pessoas horríveis. 

 

    Scarlet foi a primeira a me abraça, antes mesmo que eu pudesse comentar algo sobre o seu cabelo que me deixou bastante assustada. Da última vez que as vi, isso foi semana passada, ambas tinham cabelos compridos até a bunda, agora eles estão curtos um pouco abaixo da orelha e de uma forma extremamente desfiada, como se tivesse sido cortado com uma faca ou invés de tesoura.

 

— Eu escolhi o vestido de hoje! — Amora falou vindo me abraçar também. Eu sempre pergunto qual das duas foi minha estilista da vez, e agora elas já me respondem de imediato. 

 

— O que aconteceu com o cabelo de vocês? — A curiosidade foi mais forte e encarei as duas que pararam na minha frente. Ambas se entreolharam antes de endireitar a postura, querendo mostrar que isso não as afetava mas sei o quanto elas amavam o cabelo grande. 

 

— Ficamos no Pin essa semana. — Scarlet falou seriamente. Quase precisei pedir para que elas repetissem só para eu ter certeza do que eu ouvi. 

 

     O Pin é a espécie de castigo que a Dona Frantesca sempre da aos filhos, quase como se fosse para doutrina-los, eu não sei direito, só sei pelo o que as gêmeas me falaram. Esse é um lance antigo da máfia Itália, colocar os filhos em salas de torturar por dias ou até semanas, para que aprendam  uma certa lição. Para mim é algo extremamente desumanos, ainda mais que as duas já afirmaram que são colocadas lá desde os três anos de idade, nem sei se tenho estômago para pensar em duas crianças de três anos sendo torturadas de diversas formas. 

 

— Expliquem o porquê! — Buscone disse rígido, como se fosse uma ordem e as duas rolaram os olhos antes de me encarar. 

 

— Cortamos os dedos da nossa cabeleireira, por que ela não fez o penteado que queríamos de forma certa. — Amora resmungou e quase que não ouvi por conta do som a nossa volta.

 

— Então nossa mãe resolveu corta nossos cabelos com cacos de vidros depois de nós fazer ajoelhar neles. — Amora deu um meio sorriso, pra tentar mostrar que isso não era nada demais. 

 

     Achei que não poderia ficar mais horrorizada com as coisas que acontece nessa família, eu falo para as gêmeas nunca me falarem o que acontece nesse tenebroso Pin mas as vezes elas deixam soltar e eu tenho vontade de arrumar um jeito de tirá-las dessa família, sei que elas nasceram e são assim, bem diferente do que as meninas da idade delas, mas ainda é algo bruto e desnecessário, colocar criança nessas situações. 

 

— Relaxa, elas estão acostumas. — Buscone riu de leve ao meu lado, tendo uma convicção certa disso. Que elas estão acostumadas isso eu não duvido, mas mesmo assim eu não consigo aceitar. 

 

     E também não è algo natural cortar os dedos da cabeleireira, essas crianças precisam de ajuda psiquiátrica.

 

— Ele tem razão! — Scarlet disse ao tentar diminuir minha cara de espanto e apenas assenti tentando relaxar um pouco, nada mais pode me assustar depois de tudo que ouvir hoje e não temos nem vinte minutos que chegamos. — Aliás, nossa mãe quer falar em particular com você, Lorenzo. — Ela apontou para um canto do salão e nem ao menos quis olhar. Buscone não me intimida tanto quanto a mãe dele, ela com certeza é a responsável por noventa porcento dos meus pesadelos, parece que constantemente quer me testar e isso me deixar acuada.

 

— Ok, fique aqui Liz, eu já volto. — Buscone falou antes de beijar o meu rosto e sair em direção à sua mãe. Limpei a área do beijo discretamente e tentando não fazer uma cara de nojo extremo. 

 

— Você parece triste. — Amora notou de cara, assim que Buscone saiu de perto de nós, obviamente ela não iria perguntar isso na frente do irmão, mostrar que se importa com alguém que não é diretamente da sua família é quase um crime para eles. 

 

— Buscone disse em rede nacional que estamos noivos, não tem como eu está soltando fogos por aí. — Fui totalmente sincera, por saber que pelo menos com as gêmeas eu posso ser assim, elas são as únicas que realmente posso conversar. 

 

— Não entendo você, as mulheres desse país daria tudo para estarem noiva do Lorenzo agora! — Amora pontuou me olhando indignada. — Ele é bonito, bilionário, dono de impérios, praticamente dono de todos os imóveis e terrenos da Itália! 

 

— Noventa porcento para ser exata! — Scarlet ressaltou com animo. — É carinhoso quando quer, e não abre mão de agradar com presentes! — Concluiu e sua irmã assentiu com a cabeça concordando. — Ele tem filas de pretendentes virando a esquina! — Gesticulou. 

 

     Buscone pode ter filas enormes de mulheres caídas aos seus pés por conta de tudo que as meninas falaram, mas mesmo assim, isso não enche meus olhos, ser a privilegiada de está com ele não é algo realmente bom, ainda mais sabendo tudo que me levou a está aqui. Além do mais, meu coração é unicamente de uma pessoa, não há espaço para Buscone de nenhum jeito, ele nem ao menos faz o meu tipo. 

 

— Não importa para mim, não sinto interesse nele. — Cruzei os braços e elas se entreolharam.

 

— Mas você está com o anel de noivado! — Falaram em uníssono como costumam fazer quase sempre. 

 

— Eu amo o Justin! — Afirmei no mesmo tom que elas, mas o olhar que me lançaram foi quase como se eu tivesse falado algo macabro. 

 

    As gêmeas já sabem que eu namoro o Justin e que o amo, apesar de que Buscone até que tentou esconder, mas não tem como fazer isso dessas duas, elas são especialistas em investigação e não demoraram nem duas horas para saber tudo sobre a minha vida atual, inclusive sobre Justin. 

 

— Se você quiser que haja um Justin Bieber, é melhor não falar que o ama perto da nossa mãe! — Amora alertou em um tom sério. — Ou de qualquer outro no nesse salão. — Sussurrou olhando brevemente em volta. 

 

— Nossa mãe realmente acha que esse Justin só te protege, Lorenzo não contou a ela sobre a relação de vocês. — Explicou algo que eu já esperava, se as gêmeas não sabiam de nada era capaz de Dona Frantesca também não, mas agora todos os filhos já sabem, inclusive Giovanni e Natali. 

 

— Isso não é justo! Não quero ter que viver assim, tendo que pagar um dívida para sempre por algo que eu realmente não planejei que acontecesse. Eu não quero ser forçada a fazer parte dessa família louca! — Desabafei, esquecendo por alguns segundos que as gêmeas são mais do que partes dessa família. Olhei para ambas que me encaravam sérias. — Desculpa meninas... é que... vocês entendem né? Vocês as duas foram treinadas desde bebês para estarem nessa família, eu não! Então sabem que eu não aguentaria uma semana. — Tentei explicar minhas palavras para não magoá-lad, apesar de que acho isso impossível, essas garotas não aparentam nem ter algum tipo de canal lacrimal em seus olhos verdes. 

 

— Você falou igual ao C a esquerda. — Amora comentou lentamente como se isso fosse terrível, mas pelo tapa que levou da sua irmã em seu braço, ela balançou a cabeça fingindo que sua frase não saiu dos seus lábios. 

 

      Nem preciso dizer que o tal C jamais foi me apresentado, mas eu sei que é mais um irmão delas, talvez mais novo por isso não participa desses eventos. O pouco que sei sobre C é o básico, ele é um menino, e as gêmeas o considera fora dos padrões dessa família, por isso o apelido de C a esquerda, além de que ele nunca vem a nenhum evento ou jantar, mesmo os íntimos. Não que eu me interesse a conhecer mais um dessa família mafiosa, porém, sempre tive curiosidade para ver seu rosto. 

 

     O assunto C é tão oculto que as gêmeas não podem nem se quer mencionar sobre ele, como fizeram agora, Buscone já as advertiu sobre me amolar com coisas desnecessárias, e esse C para Buscone e os outros irmãos, é algo desnecessário. Então, todas as vezes que as gêmeas deixam escapar algo dele, elas rapidamente fingem que não aconteceu e eu aprendi a fingir que não ouvi. 

 

    Buscone voltou para perto de nós e as duas se retiraram em silêncio assim que ele parou ao meu lado novamente. Eu queria implorar para que elas fiquem aqui e não me deixem sozinha com esse homem maluco que do nada resolver avisar ao mundo que estamos noivos, sendo que claramente não estamos nem perto disso. 

 

— Tem como não ficar com essa cara, por favor. — Pediu docemente e o olhei, vendo seu sorriso perfeito. Buscone é um homem realmente bonito e interessante, mas não é como se isso fosse me fazer aceitar casar com ele.

 

— Tem, se você retirar isso de noivado. — Falei em um tom baixo, para que ele não venha reclamar da forma como me dirijo a ele em público. — Eu não posso casar com você, sem gostar de você, lembra quando disse que jamais iria me forçar a algo? Que iria querer me ver pedir por você? — Perguntei tentando arranjar um jeito de reverter essa história.

 

— Lembro, e você ainda irá, e sinto esse momento cada vez mais próximo. — Riu de leve, levando sua mãos para o meu rosto e acariciando o mesmo delicadamente. 

 

     Quanto mais eu acho que estou conseguindo me livrar de toda essa situação, Buscone me joga mais ao fundo dela da forma mais desesperadora possível. È isso que ele quer, Buscone tem um desejo enorme em querer me ver perder o controle ao ponto de implorar para que ele se retire da minha vida, e sei que nesse ponto é que entra a parte de eu querer ter algo com ele, tenho certeza que seria uma das condições dadas caso eu quisesse me livrar logo desse tormento. 

 

    Além de tudo isso, ainda tem o fato de que, Buscone não gosta nem um pouco do Justin, e isso não se da por minha causa só, e sim por Justin ser o único que realmente gosta de o enfrentar, sem medo das coisas que pode lhe causar, isso irrita Buscone, o faz tentar de todos os jeitos desestabilizar o Justin ao ponto que ele saia de si e faça algo que Buscone possa o fazer pagar. 

 

    É por essa razão que nunca reclamo de sair com Buscone, que nunca resmungo pelos cantos por ter que aturar tudo isso, se Justin sair do sério com esse mafioso mais uma vez, creio que ele não perderá apenas alguns patrimônios como da última vez. Buscone está cada vez mais fundo nesse lance, e não estou afim de ver até quanto fundo ele é capaz de ir. 

 

....

 

   Passei as últimas horas naquele lugar apenas pensando em uma única coisa: como contar ao Justin que estou noiva de Buscone. Não preciso nem dizer que só de pensar nas formas de falar isso, já consigo ver o Justin surtando completamente e quebrando tudo a sua volta, é assim que ele reage agora, Justin está muito mais violento do que antes, ele é capaz de agredir alguém até a morte para descontar sua raiva, mesmo que a pessoa não tenha nada haver com isso, e ele já fez, o que me deixou um pouco traumatizada. Desde então tento de um tudo para fazer a calma do Justin durar mesmo que por algumas horas, sou a única que pode fazer isso, nas palavras ou na cama, tanto faz, eu consigo acalma-lo e fazê-lo recobrar o controle de si. 

 

     Mas essa situação que me encontro agora é bastante delicada, não posso fugir do Buscone, ele é o cara mais poderoso que já conheci e nem Justin pode tentar agir contra ele, ambos estamos sem saída e so podemos esperar que Buscone se canse de mim em algum momento, de preferência antes de me forçar a casar com ele de verdade. 

 

— Vira essa rua! — Apontei para a rua a minha direita e Buscone entrou nela com seu carro. 

 

    Eu preciso de conselhos, conversar com alguém antes de contar ao Justin tudo que está acontecendo. Não sei como reagir, se demonstro está desesperada, como estou, ou se finjo que está tudo bem para ver se ele não perde a cabeça com essa situação, o que eu acho muito difícil de não acontecer. Mesmo assim, eu preciso falar com alguém, ouvir uma opinião de fora, que possa me auxiliar nas palavras. Não importa o que eu diga pra o Justin, eu tenho apensas duas certezas, eu não vou casar com Buscone e muito menos me afastar de Justin. 

 

      O relógio no meu celular está marcando meia noite, e pelo Ok respondido na mensagem sei que quem eu quero encontrar está me esperando. Pode ser a hora que for, sempre vai está disponível para mim, e eu sei disso, ainda mais sendo sábado à noite e eu tenho a leve impressão de que deve está se arrumando para sair nesse instante.

 

     O carro foi parando na frente da calça já conhecida por mim, perto da casa que jamais saiu da minha memória. Um risco enorme trazer Buscone para perto delas, mas eu não teria como ligar para Kato uma hora desses e o pedir simplesmente que leve até aqui a essa hora, sei que é a função dele, mas não vou demorar, e dependendo de tudo eu volto antes mesmo de alguém da por minha falta. 

 

— A gente se vê em breve. — Buscone disse sorrindo para mim e apenas assenti antes de sair do carro e evitar qualquer clima que esse homem tente criar, o lance do noivado ainda está mais do que engasgado na minha garganta e quero apensas esquecer que Don Lorenzo Buscone existe. 

 

     Sai do carro e bati a porta levemente antes de encarar a casa a poucos metros de mim. Não me lembro da última vez que pelo menos passei em frente a ela, quanto mais entrei, tentei de todas as formas bloquear qualquer visita a essa lugar, e principalmente a pessoa que mora aqui, Rachel. 

 

   Não sou uma garota ingrata, mesmo depois de ter saído dessa casa eu já encontrei as tias Nikki e Crystal diversas vezes bem longe daqui e da outra tia que não me agrada. Rachel é a única que não vejo tem mais de treze meses e não sinto a mínima falta de encontrá-la, para ser exata, minha vida está bem melhor sem ela. Sei por alto que ela não liga a mínima para o meu afastamento e nem gosta quando falam de mim. Também sei que rasgou as minhas fotos que havia nessa casa, porque Nikki me pediu novas e as desculpas de tê-las "acidentalmente" rasgado não colou para mim. 

 

    Parei em frente à porta e peguei meu celular em mãos novamente, apenas apertando sobre no número de Agatha e deixando da um toque para saber que cheguei. Está começando a esfriar em Atlanta por conta do Outono e realmente está um clima gélido nessa noite, e eu me encontro apenas com um vestido fino de alças que não cobre em nada o meu corpo.  

 

    Pareceu uma eternidade até que a porra se abriu e revelou minha prima vestindo uma mini saia de coro roxa e uma blusa de manga comprida preta combinado com seus saltos. Obviamente está mais do que pronta para sair e apenas ajeita mais o seu rabo de cavalo antes de dizer algo para mim. 

 

— Quando mandou a mensagem dizendo ser urgente já pensei logo que Justin tivesse surtado de novo. — Ela comentou me olhando de cima a baixo. — Mas pelo visto não é isso..— Me analisou, olhando minhas expressões. — O que o Buscone falou para você? — E como um acerto certeiro, Agatha pontuou exatamente a questão. 

 

     Não é novidade para ninguém a minha volta, que Buscone é o meu maior tormento atual, desde que Emily sumiu completamente de Atlanta por causa de algo que aprontou contra o irmão e Jason se limita a apenas irritar o Justin, Buscone é o único que realmente consegue me abalar de uma forma extrema.

 

— Veja você mesma! — Resmunguei tirando aquele maldito anel do dedo e colocando sobre a mão dela, cruzando os braços em seguida apenas esperando a reação da minha prima para a joia. 

 

— Meu Deus que lindo! — E como eu imaginei, Agatha está fascinada por mais uma joia que Buscone me da, já perdi as contas de quantas ela me pediu. — Mas espera, qual é o problema? Ele sempre te da joias! — Colocou como se fosse óbvio depois de mexer bastante no anel e me devolver o mesmo que eu realmente quero me livrar. 

 

— A diferença é que Buscone resolveu dizer em rede nacional, sei lá para quantas milhões de pessoas que deveriam está assistindo, que nós os dois estamos noivos! — Disparei esperando que Agatha gritásseis na minha frente, e foi quase o que aconteceu, mas ela colocou a mão em sua boca para impedir o som de sair. 

 

— O Justin vai surtar!— Foi a primeira coisa que ela disse e revirei os olhos para o óbvio. 

 

— Diz algo que não sei? — Resmunguei seriamente. — Agatha, o que eu faço? — Perguntei quase com o desespero explícito na voz, acho que pelo fato de eu está aqui a essa hora já prova que estou desesperada não precisa de mais nada. 

 

— Calma aí, vamos aos pontos primeiro. — Colocou as mãos na cintura como se pensasse em algo mirabolante. — Justin sabe que Buscone quer você, isso não é surpresa para ninguém, Justin sabe que Buscone tenta comprar o seu amor a todo o custo! — Assenti concordando com as palavras dela. — Além do que, Buscone sempre quer deixar algo ruim entre você e Justin. Então basicamente isso era bem previsível né? — Perguntou retoricamente. — Ele te deu um puta anel, te chamou de noiva para ver se você teria coragem de contar isso para Justin e ainda mais para ver a reação do Justin. — Explicou algo que só ela viu. — E ele nem pode te forçar a casar com ele. — Gesticulou banalmente e eu queria ter essa certeza toda. 

 

— Da mesma forma que ele me força a sair com ele, Buscone pode me força a casar com ele! — Exclamei já me sentindo mais nervosa com a hipótese. 

 

— Antes disso acontecer Justin já derrubou essa cidade encima de Buscone!

 

— Não Agatha, Buscone é imbatível, ele não é um bandido qualquer, aquele homem tem tanto poder que se ele estalar os dedos consegue colocar Justin na cadeia por qualquer crime que seja, ate por um que ele não cometeu. — Agatha torceu os lábios antes de concordar. — Eu não quero nem pensar no Justin tentando algo assim, por isso preciso pensar em algo! — Respirei fundo para tentar me acalmar. — E rápido, a notícia já deve está se espalhando! 

 

— Primeiro de tudo, vamos ver até onde está notícia chegou, pela influência de Buscone não duvido que já deve está nos quatro cantos do mundo, mas precisamos ver até onde você ainda pode ser namorada do Justin! — Disse abrindo a porta atrás de si e franzi a testa confusa. 

 

— Como assim? 

 

— Prima que eu amo tanto. — Falou de uma forma simples e calma. — Se o mundo todo te considerar noiva do Buscone, qualquer coisa que você tenha fora disso é adultério. — Me deu um sorriso tenso e engoli em seco já imaginado a merda grande que minha vida vai se tornar agora. — Vamos entrar e ver o quanto isso já se espalhou! — Puxou minha mão mas recuei parando antes de atravessar a porta.

 

— Não quero entrar. — Uma forma discreta de dizer, não quero ver a Rachel nem pintada de ouro. 

 

— Rachel deve está no seu décimo sono nesse momento e você está sem seus seguranças, não quero ser culpada se algo ruim acontecer por esta assim no meio da rua. — Argumento me puxando para dentro e não teve como eu negar. 

 

    Prometi andar cem porcento na linha com esse lance de segurança, era a única exigência para eu conseguir ficar perto do Justin sem me fazer sofrer algo sério que o abalasse, então eu ando com seguranças vinte e quatro horas e com o Kato ao meu lado, nunca vou sozinha para fora dos portões da mansão, mesmo que Justin tenha trocado noventa porcento dos seguranças depois que eu contei que a caixa que Buscone me deu estava na sala da casa, ele ainda não considera muito seguro, então eu nunca estou realmente sozinha. Eu era para está em casa agora, provavelmente indo dormir, mas estou na minha antiga casa numa parte perigosa da cidade apenas porque preciso ouvir uma segunda opinião sobre os meus problemas atuais. 

 

— Então vamos lá! — Agatha disse mexendo no seu celular assim que se sentou ao meu lado no sofá.  É inevitável olhar em volta e ver a sala que fez parte de todo o meu crescimento, junto com os móveis e detalhes que ainda estavam frescos na minha memória.

 

    Aquela mansão é tão grande, acho que meu quarto é do tamanho dessa sala ou até mesmo maior, parece tão errado eu ter abandonado tudo isso que era a minha realidade, mas ao mesmo tempo, sinto que jamais tomei atitude mais certa que essa. 

 

— Está em varios sites de notícias nacionais e internacionais. — Agatha constatou depois de alguns minutos em silêncio. — Resumindo, ou você conta nesse instante para o Justin ou ele vai saber de outra forma! — Coloquei as mãos nos cabelos, sentindo o nervosismo dominar cada parte do meu corpo. 

 

    Justin não pode saber isso por ninguém a não ser por mim mesma, será bem pior dessa forma, sem eu antes explicar que mesmo que Buscone queira a última coisa que vai acontecer é um casamento, nem que para isso eu tenha que pedir um outro favor a ele, não vou me casar com aquele homem de jeito nenhum. Sei que o Justin sabe que eu o amo mais do que tudo, mas também sei que Justin perde o controle total todas as vezes que me imagina perto de Buscone por justamente saber que aquele homem me quer. 

 

— Eu sei quero você está nervosa. — Colocou a mão sobre meu ombro. — Mas Justin te ama, ele vai ficar na dele se você pedir, só não deixe a raiva dele intimidar você. — Aconselhou e assenti lentamente. — Olha, Ryan vai vir aqui me buscar daqui a pouco, se você esperar te deixamos na mansão. — Ela sorriu para mim e foi quase instantâneo a risada que dei. 

 

— Você ainda está saindo com Ryan? Pensei que o lance de fazer ciúmes no Nash tinha passado naquela festa em agosto quando Dakota empurrou ele na piscina e gritou que jamais gostou dele! — Levantei uma das sobrancelhas questionando isso. 

 

      Agatha estava nessa tentativa evidente de fazer ciúmes no Nash usando Ryan, e eu até sentiria pena do mesmo, se não tivesse sido dele a ideia. Justin pediu para que eu nem se quer me metesse no meio dessa loucura dos quatro mas é quase inevitável. Nash e Dakota ainda se olham diferente mas tentam agir como se nada tivesse acontecendo, Agatha e Ryan estão saindo a meses e esfregando isso na cara dos outros dois. 

 

— Não quero mais saber do Nash, já falei! — Deu de ombros fingindo indiferença. — Ryan é bem melhor do que ele, pode ter certeza! — Pontuou com um olhar venenoso. 

 

— Você è uma vadia. — Murmurei rindo e ela assentiu com um sorriso.  Suspirei deitando  minha cabeça em seu ombro. — Eu realmente espero que Justin esteja calmo quando eu for contar a ele. — Confessei me sentindo mais do que tensa com toda essa situação.

 

 

 

P.O.V Justin Bieber.

 

 

 

  Eu não estou nada calmo, e ver Jason debochando nitidamente da minha cara por conta daquela merda de missão que Buscone o mandou, me deixa mais puto ainda. Eu juro que já pensei em ir lá e quebrar a cara dele por isso como já fiz outras vezes que ele me tirou do sério, mas Buscone não me quer socando a cara de Jason por motivos banais, e realmente não sei o que aquele homem vê de banal em Jason me provocando constantemente. 

 

— Não quebra o copo!— Dakota exclamou tirando o copo de vidro da minha mão que eu apertava com força. — A conta vem para você depois! — Alertou e realmente estou pouco me fodendo para a merda de um copo. 

 

— Melhor o copo do que a cara do Jason! — Bufei irritado e me encostando no sofá, tentando ignorar ao máximo a presença dele no mesmo ambiente que eu, mesmo que sua risada e a dos seus amigos façam mais eco do que o som da música. Como eu queria está na K Club ou na AD+ agora, mas Buscone quer nos os dois aqui hoje à noite e não sei o que se passa na cabeça daquele merda, mas é visível até para um idiota que eu e Jason não podemos ficar no mesmo ambiente sem causar alguns estragos. No fundo Buscone ama essas "competição" da uma grana alta na linha de apostas dessa cidade. 

 

— Você sabe como ele é, então só não liga! — Nash disse bebendo do seu copo, sem tirar os olhos da bunda de uma menina que dançava a poucos passos de nós. 

 

— Ele quer te ver perder a cabeça como sempre. — Matt completou os pensamentos de Nash. Eu sei dessas porras, não é como se eu não conhecesse a situação, Jason faz de tudo para me tirar do sério, ele sabe que sou muito mais explosivo que ele, então qualquer merda me irrita. 

 

    Antes mesmo de eu fazer algo já sinto os olhos de outros do camarote em mim, como se estivessem falando pelas minhas costas mas diretamente na minha frente, murmurando como um bando de vadias. Isso só faz me irritar mais, as pessoas visivelmente estão falando de mim, e quero saber que porra eles acham que são para fazerem isso. 

 

— Justin! — Ouvi a voz de Melissa e olhei para a minha irmã que passou pelo meio do grupinho escroto de Jason para chegar até a mim. 

 

— Cada dia mais gostosa em? Quem diria que a Melzinha ficaria assim! — Jason provocou e me coloquei de pé pronto para jogar esse filho da puta daqui de cima. 

 

— Ignora ele! — Melissa parou na minha frente com um olhar sério, mas só de ver aquele nojento com os olhos na minha irmã, já perdi metade da paciência que ainda tinha. — Tem algo mais sério acontecendo agora! — Tirei meus olhos de Jason e finalmente olhei para a minha irma que está mais do que tensa. 

 

— O que? 

 

— Eu acabei de vir lá da sala da gestão, e bem, eles viram no computador que...— Melissa parecia não sabe o que falar ou como falar e só isso já me deixou mais sem paciência ainda. 

 

— Tem como não enrolar para falar? — Rosnei sem nenhuma paciência e Melissa olhou para a Dakota, que ainda estava do meu lado também não entendo porra nenhuma. 

 

— O Buscone, ele...ele apresentou à Liz em rede nacional como noiva dela! — Disparou de uma vez me deixando um pouco confuso até as coisas se clarearem perfeitamente na minha cabeça.

 

     A raiva que eu já estava sentindo apenas se intensificou mais dentro de mim de um jeito incontrolável, sendo possível eu sentir toda ela correndo pelas minhas veias e me dominando. Não posso acreditar que esse fodido do Buscone teve a cara de pau de anunciar um noivado com a minha namorada, ele só pode está ficando maluco de vez ou perdendo a pouca noção do que eu posso fazer se algo assim acontecer. 

 

    Eu vou acabar com esse cara, não tenho mais nenhuma porra de paciência para atura-lo. 

 

   Aquele mafioso desgraçado, ele acha que é quem nessa porra? Foda-se que ele tenha poder e a merda que for, isso não lhe dá o direito de fazer o que quiser com as pessoas que eu amo. Eu já estou de saco cheio dele perto da Liz, sei bem que sua intenções com ela são todas tão nojentas quanto ele e isso passou de todos os limites agora. Eu poderia suportar a porra que for, do jeito que for, mas ele não vai chegar nunca mais perto da Liz. Não ligo a mínima para o que Buscone disse em rede nacional, ele terá que passar por cima de mim para chegar nela, essa merda acabou agora. 

 

— Como assim? — Dakota exclamou parecendo não entender.

 

— Tem fotos em tudo quanto è lugar, ele a Liz e um anel no dedo dela! Todo mundo já viu! — Melissa explicou e parei para pensar por alguns segundos em meio a todo esse sentimento ruim que está dentro de mim.

 

       É tão óbvio o que Buscone quer fazer, ele está afim de me irritar, me ver rebaixado na frente dele de qualquer forma que seja, mostrar que tem total poder sobre mim e a Liz, podendo fazer a merda que bem entender com as nossas vidas. 

 

      Nem consigo imaginar o que Buscone disse para a Liz para que ela entrasse nessa também, mas só de pensar já me sinto tentado a encher aquele filho da puta de porrada. Não me interessa mais quanto poder ele tem e o quanto ele pode controlar em volta de mim, a partir do momento que ele mexe com a minha mulher as coisas se tornam bem diferente. 

 

      Qualquer pessoa dessa cidade sabe o quando me tira do sério mexerem com a Liz, ja matei pessoas por isso e não pouparia balas para matar mais, seja quem for a pessoa que tentar se aproximar dela ou machucá-la. 

 

     Buscone já me irrita extremamente por apenas está nessa cidade e me usar como seu maldito empregado, agora, ficar em cima da Liz como se ela fosse alguma propriedade dele, isso já é demais. Sinto como se eu pudesse acabar com a vida aquele homem a qualquer instante, mesmo sabendo que fazer isso causaria a minha morte também, Buscone é um mafioso poderoso, acabar com ele é impossível sem a pessoa morrer junto, mas com a raiva que estou sentindo agora, eu faria isso sem pensar duas vezes. 

 

— Já chega, essa porra acabou. — Falei entre dentes me sentindo ofegante com tanta raiva que está queimando dentro de mim.

 

     Não ligo a mínima para a dívida que a Liz tem ou para a que eu tenho, Buscone não vai chegar perto dela de novo, essa porra passou de tudo que podia faz tempos e eu estou aguentando calado apenas por ela que odeia me ver perder a paciência assim.

 

    Era de se imaginar que Buscone começaria a passar dos limites mais a cada dia, ele quer a Liz, de uma forma suja e nojenta demais, não sei exatamente o que o fez querer, mas não parece que vai desistir tão fácil assim, muito pelo contrário. 

 

— O que você acha que pode fazer? Buscone è super poderoso, muito mais do que qualquer um que conhecemos, tentar algo contra ele è suicido! — Dakota tentou me convencer disso e apenas assenti mesmo que esse fato não seja algo desconhecido por mim. 

 

    Eu sei perfeitamente o quanto Buscone è poderoso e tem todos nós em suas mãos, sei também que nada pode destruí-lo, mesmo assim não vou deixar que ele faça o que quiser com a Liz, a forçar fazer parte dessa merda toda com ele. 

 

— Eu não ligo a mínima! — Dakota respirou fundo diante das minhas palavras. — Ele não chega mais perto dela nem por um segundo! — Afirmei com convicção e Dak se manteve calada, vendo que não tem a mínima chance de discutirmos sobre isso. 

 

    Sei que um pouco disso é culpa minha, deixei ir longe demais e não parei quando tive tempo, eu poderia ter impedido isso de acontecer logo quando começou, mas a Liz, com aquele jeito único dela, me convenceu de que podia passar por isso numa boa. Eu não deveria ter acreditado. Liz tem a porra do dom de me controlar completamente e me fazer aceitar tudo que diz, até essa ideia maluca de sair com Buscone e pagar por si própria a sua dívida, por mim ela estaria bem longe desse cara, e é isso que vai acontecer agora. 

 

     Tem que ter uma forma de manter Buscone afastado, ele é indestrutível mas não imbatível, então obviamente tudo que eu puder fazer para colocar Liz bem longe dele, eu irei fazer. Nem que para isso eu tenha que colocar cem caras em volta dela.

 

— Talvez ele só queira provocar você! — Melissa disse depois de um tempo com todos calados. — Você sabe que ele adora testar seu nível de paciência, porque no final o desejo dele é que você o ataque, para assim ele te atacar de volta! — Aumentou o tom de voz por conta da música alta. Passei as mãos pelos cabelos tentando não aumentar a tensão dentro de mim.

 

     Ele me quer perdendo o controle, eu sei disso, vejo nos olhos dele, mas isso não vai acontecer tão fácil, antes de eu perder todo meu controle e ir para cima dele de vez, eu vou fazer questão de acabar com ele financeiramente de diversas formas, é apenas aonde eu posso atingir de verdade, lhe dando tantos prejuízos que Buscone vai querer jamais ter me feito trabalhar para ele. 

 

    Da primeira vez que eu fiz algo do tipo deu certo, já que ele agora sente toda essa raiva por mim por conta daquelas cargas que roubar de Jason e que eram direcionadas a ele, muito dinheiro foi perdido e esse é uma das razões por Buscone ter esse sentimento rancoroso de mim, eu devo ser o único desse país que não abaixa a cabeça diante da sua posição, e jamais irei abaixar. 

 

— Quero todos vocês na minha casa amanhã cedo, eu tenho uma ideia de como fazer Buscone entender que não sou tão subordinado quanto ele acha! — Olhei para os quatro a minha volta e eles apenas assentiram. Buscone pode até mandar em setenta porcento da K, mas eu ainda sou a porra do líder aqui e as coisas funcionam como eu quero é foda-se a dívida que tenho que pagar.

 

     Preciso falar com a Liz, nem sei como ela deve está no meio de tudo isso, confesso que estou muito puto por ela ainda não ter me ligado para dizer que algo grave assim aconteceu, mas talvez ela só esteja esperando para me falar, eu realmente quero acreditar que ela esteja esperando para isso. Liz não esconde mais nada de mim, todos os problemas que ela tem me fala automaticamente, porque da última vez que mentiu nós os dois fomos colocados no meio dessa merda toda, então não tem mais nada que ela me esconda. 

 

— Já está indo embora Justin? — Jason debochou no momento que passei por ele para sair de vez dessa lugar. 

 

    Péssimo momento para Jason querer vir me provocar, eu estou a um milímetro de descontar toda a minha raiva que não posso jogar em Buscone em qualquer um aqui. 

 

    Pensei em ignora-lo, mas já estou sem paciência nenhuma, ainda mais para sair daqui sem fazer o que estou tentado desde que cheguei. Buscone gosta de Jason, particularmente, para me deixar mais irritado ainda, sempre o escolhe para tudo, Jason lucra mais do que eu em qualquer coisa que façamos mesmos que seja iguais, e esse babaca adora jogar isso na minha cara todos os dias. Jason é um saco, o seu sorriso prepotente me da mais vontade ainda de acabar com a raça desse infeliz. 

 

      Vê Jason com certeza não é algo que me deixa calmo, esse cara matou a Katharine na minha frente, a pessoa que mais amei nessa vida, ele a tirou de mim da forma mais brutal e profunda possível, demorei anos para conseguir seguir em frente, mas ainda sinto aquela chama dentro de mim, a mesma de quando vi a Katharine atirada naquele chão sangrando até a morte, eu ainda tenho desejo em acabar com Jason de todas as formas possíveis, e eu vou fazer, assim que conseguir me livrar nem que seja um porcento do Buscone, a primeira coisa que farei é fazer Jason pagar por cada dia que sofri depois da morte da Katharine. Essa guerra não acabou, não até eu ver Jason implorar para morrer. 

 

— Melhor ficar calado. — Mandei a me virar para Jason e encarar o seu rosto que não estava mais tão brincalhão. — Eu não estou com a porra da minha paciência agora e então é melhor ficar na sua se não quiser que meus punhos batam na sua cara de bosta! — Vociferei com raiva e ele me olhou atento a cada expressão minha, como se quisesse ter certeza que estou furioso. 

 

— O que foi? Está tendo um noite ruim? Cada a Lizinha? — Cruzou os braços petulante. — Ela te acalma, parece uma boa menina, tão boa quanto a outra, mas Buscone parece focado nela, aposto que ela está com ele né? — Comentou naturalmente. Jason só pode está afim de me ver perdendo a cabeça. Ele sabe bem tudo que acontece, Buscone não esconde de ninguém o quanto quer a Liz e Jason acha isso hilário por adorar ver o circo pegar fogo a sua volta. 

 

— Cala a boca. — Murmurei e nem sei se ele ouviu por conta do som alto em volta de nós. 

 

— Eu estou mentindo? Não é exatamente ISO’s que está adormecendo? — Deu um meio sorriso. — Não sei se você percebeu, mas o Buscone tem grandes planos para a sua garota e nenhum deles lhe inclui! — Riu de leve. — Mas não se preocupe, enquanto eu estiver ganhando alguns milhares com as cargas que vou pegar, você pode está com a sua garota, aproveitando enquanto Buscone não a tomou para si, vendo que isso é uma questão de tempo! — Deu de ombros tentando fazer eu perder a paciência de vez. Jason sabe o que dizer para me tirar do sério, ele sempre sabe, como se me conhecesse muito bem e soubesse exatamente o que me irrita no momento. 

 

   Buscone me proibiu de tocar no Jason, por exatamente isso trazer prejuízos aos seus negócios, da última vez que briguei com Jason eu quebrei metade da sua sala e o nariz do desgraçado, o que o fez ficar um dia sem aparecer e Buscone não gostou nada de ter seu favorito longe por muito tempo, já eu adorei o estrago que fiz, aliviou bastante a minha tensão, mesmo que isso tenha me custado algum dinheiro quando Buscone resolveu me punir. 

 

    Idiota, os dois são a porra de idiotas e eu não tenho que aturar nada disso mais. O ponto ápice da minha paciência foi a alguns minutos atrás quando ouvir que Buscone anunciou um noivado com a Liz, como se eu me ao menos existisse nessa porra, e com a tamanha raiva que estou, realmente não me importaria de perder algum dinheiro por quebrar o nariz de Jason novamente. 

 

— Você quer mesmo brigar? Tem certeza? Porque eu juro que dessa vez eu te mando para um maldito hospital! — Me aproximei dele parando em sua frente e esperando a resposta. 

 

    Jason já viu que estou muito mais do que simplesmente irritado, e aposto que não quer iniciar uma briga e sair daqui machucado mas também duvido que ele queira parecer está amarelando na frente dos seus amigos. 

 

— Não tenho nenhum medo de você! — Afirmou com um olhar sério para mim. — Quem temia até meu nome era você, não se esqueça de quem entrou nisso primeiro, e quem trouxe mais estragos para vida do outro! 

 

     Jason ainda acha que é melhor do eu ou finge que não percebeu que eu sou maior do que ele agora, aquele garoto mimado que ele um dia ele assustou morreu junto com a Katharine e Jason sabe disso, sabe que não temo nem aos poderosos que nos cercam quanto mais a ele. 

 

    Eu tenho muita porra para fazer agora, e não tenho tempo nenhum para perder com Jason, preciso agir contra Buscone de alguma forma e da um jeito de manter Liz bem longe daquele homem. Mas já que estou com bastante raiva...

 

     Acertei um soco no olho esquerdo de Jason antes que ele pudesse ao menos reagir, ele cambaleou para trás e as pessoa a sua volta se afastaram rapidamente. Não esperei nem que ao menos se recuperasse para segurar em sua camisa preta e o lançar contra a parede ao meu lado com força, fazendo a cabeça dele bater com força contra a mesma. 

 

— Eu juro que estou doido para matar alguém hoje! — Rosnei me aproximando e ele acertou um soco no meu rosto, mas estou tão levado por merdas maiores que foi como se nada tivesse acontecido. 

 

     Peguei Jason pela gola da blusa e bati sua cabeça repetidas vezes contra a parede vermelha do lugar sem o da nenhuma chance de revidar. Quando brigamos eu geralmente deixo Jason acertar alguns socos para ficar mais interessante, ele já até venceu algumas vezes, mas não quando eu estava tomando de raiva como agora, eu juro que poderia o matar nesse instante. 

 

— Justin chega! — Ouvi a voz de Ryan e ele me afastou de Jason antes que eu conseguisse finalmente o apagar. 

 

    Olhei para o lixo na minha frente e ele estava muito fraco e visivelmente tonto por todas as porradas que sua cabeça deu contra a parede. Eu poderia fazer mais, ainda não descontei toda a raiva que estou sentindo, eu realmente queria fazer bem mais. 

 

— Esquentadinho, parou! — Agatha gritou parando na minha frente antes que eu conseguisse avançar para Jason novamente. — Briga com Jason depois, você tem problemas muito maiores agora! — Cruzou os braços me olhando sério. 

 

     Era mesmo de se esperar que até Agatha já saiba da porra que está acontecendo, o mundo todo deve saber a essa hora e isso só me deixa mais furioso, a minha namorada está sendo chamada de noiva de outro cara. Isso só pode ser a porra de um pesadelo. 

 

— Isso não vai ficar assim! — Jason gritou nem conseguindo ficar em pé direito. 

 

      Com certeza não vai, Jason vai achar um jeito de revidar em alguma hora e estou mais do que pronto para isso, como sempre. 

 

— A Liz, ela está te esperando. — Agatha disse as palavras que me fizeram despertar por alguns instantes. 

 

    Eu estou tão furioso que nem sei se é uma boa ideia falar com a Liz agora, ela é sempre tão calma, mesmo quando o mundo está caindo em volta de si, isso me deixa nervoso, o fato dela conseguir manter a paciência até mesmo quando deveria está gritando de raiva como eu. Não quero ter que falar coisas que não quero para ela, nem muito menos fazer essa situação ficar pior do que já está, eu simplesmente não quero ter que ouvi-la dizer que está tudo bem ser a falsa noiva de Buscone e que isso nem de longe é algo tão ruim como ela já enfrentou, é isso que ela sempre diz quando aquele cara faz algo. Mas dessa vezes eu não vou ouvi-la, nem ao menos tentar, vou manter Liz o mais longe possível daquele cara e nada que ela me diga fará isso ser diferente, não quero nem ao menos conversar sobre isso então obviamente não irei para casa agora. 

 

   Não troquei nenhuma palavra com Agatha, apenas me afastei e sai de perto dela e toda aquela confusão. Preciso manter a calma, a porra da calma que não tenho de jeito nenhum, estou ainda cheio de raiva e isso não é bom, sei que Liz odeia me ver assim, mas é quase impossível agir diferente quando se tem tudo fugindo das suas mãos dessa forma. Saber que não posso destruir o Buscone como eu quero, que me livrar dele é quase impossível, isso só torna as coisas mais desgastantes para mim, ao ponto de me fazer querer tomar qualquer medida que eu ver para que isso chega ao fim. 

 

 

 

 

 

 

 

P.O.V Liz Blue. 

 

 

— tem certeza que não quer nada? — Olga me perguntou, com um olhar preocupado, neguei lentamente ao me sentar na mesa e colocar meus braços sobre a mesma deitando minha cabeça neles. 

 

— Não, eu estou bem. — Menti sabendo que a última coisa que estou é bem. — Pode ir dormir, obrigada. — Agradeci a senhora simpática que apenas desejou boa noite antes de sair. 

 

     Olga é a nova governanta dessa casa, antes não era preciso de uma porque Melissa sempre fazia tudo por si só, mas desde que os trabalhos na K ficaram menos “flexíveis” Justin teve que contratar alguém. Ela é uma senhora de meia idade bastante simpática e que sempre está preocupada com todos nós, não é segredo a vida que levamos, os caras armados pela casa já dariam para deixar evidente, mas mesmo assim, Olga parece sempre doce e gentil, pelo menos comigo, Chris e Melissa. 

 

     Já vão da três da manhã e simplesmente cansei de esperar por Justin no andar de cima, eu já andei tanto pelo quarto enquanto fazia diversas ligações para o seu celular, que isso me deixou com o coração descompassado e preocupada além da conta, então desci para beber uma água e me acalma. Justin simplesmente não me atende, e isso jamais aconteceu, nem quando ele está super ocupado, se eu o ligo mais de uma vez ele já atende para saber como estou. Mas isso não aconteceu hoje. 

 

     As palavras que Buscone usou mais cedo em ameaça ao Justin rondaram a minha cabeça vezes demais para o meu gosto. Não quero pensar que algo de ruim possa ter acontecido a ele, mas esse seu sumiço me faz crer que sim. Pensei em ligar para o pessoal, mas não sei se seria uma boa ideia. 

 

     Eu pensei tanto nas palavras que eu irá usar para falar com Justin, praticamente ensaiei a nossa conversa mentalmente desde a hora que cheguei, depois durante o banho e enquanto colocava minhas roupas. Sinto que só preciso fazê-lo entender que Buscone pode até me colocado com a sua noiva, mas isso nem de longe vai mudar o que sinto por Justin. 

 

    Ouvi o barulho da porta da sala e levantei a cabeça da mesa por completo impulso, sentindo meu coração pular dentro do peito. Me coloquei de pé e respirei fundo antes de caminhar até a sala. Sei que é ele quem chegou, e isso só me faz ficar mais ansiosa para contar tudo que aconteceu, isso se ele já não souber de metade. Apareci na sala e olhei para ele que tirava a sua camisa branca, deixando seu físico maravilhoso e suas tatuagens que cobriam toda a sua barriga à mostra. 

 

  Não me movi, continuei paradas olhando para ele, que parecia calmo demais para quem soubesse de qualquer coisa sobre hoje à noite. No segundo seguinte que seus olhos levantaram e foram de encontro aos meus, eu entendi perfeitamente o porque de Justin está tão calmo agora. 

 

    Ele bebeu, e muito. 

  

    Mais um novo abito que repúdio completamente. Para lidar com todas essas merdas em volta de si, Justin começou a beber com frequência, numa espécie de forma de apagar ou esquecer por algumas horas tudo que lhe atormenta, mas eu realmente odeio quando isso acontece, ele fica extremamente irreconhecível, e prefiro manter distância quando ele está assim. 

 

— Cadê? — Justin falou com a voz firme e rígida, continuei em silêncio. — Cadê a porra do anel de noivado? — Deu alguns passos em minha direção, mostrando que aparentemente, está calmo, mas nunca é totalmente assim quando está bêbado. 

 

     Respirei fundo antes de tirar o anel que estava no meu dedo indicador e estender para ele, olhando para a sua reação ao pegar a joia da minha mão. Justin olhou para o anel em silêncio por alguns segundos, até dizer. 

 

— É realmente bonito não acha? — A voz dele saiu fria e calma demais. — Não acha? — Me olhou atentamente esperando a minha resposta, seus olhos que são geralmente claro e penetrantes estão escuros e amedrontadores agora.

 

— Justin, você não precisa se irritar com isso, eu não vou casar com ele, nunca! — Eu queria realmente dizer que isso tudo não vai ser tão sério quanto parece, mas é óbvio que os planos de Buscone é me fazer implorar para que não tenha que me casar e assim poder ter de mim o que tanto quer. 

 

— Óbvio que não vai, e nem ao menos vai vê-lo novamente. — Disse entre dentes, mostrando que está muito mais do que furiosos, mas não quer demonstrar na minha frente. Ele guardou o anel no bolso. 

 

— Eu não posso, a minha dívida..

 

— Você não me ouviu? — Me interrompeu. — Você não vai ver aquele cara de novo, a menos que queira casar com ele, você quer? — Neguei rapidamente para a pergunta idiot dele.

 

       Bem que eu queria ficar a milhares de quilômetros longe de Don Lorenzo Buscone, mas isso é impossível e Justin sabe disso, me afastar de Buscone só trará mais problemas para todos da K, e isso é a última coisa que eu quero, essa situação toda já está acontecendo por minha causa, não quero me sentir mais culpada do que já estou. 

 

— Eu cansei daquele cara, cansei dessa porra toda, simplesmente não irei mais fazer nada do que ele mandar nem muito menos você! — Justin disse e eu queria que fosse apenas palavras de bêbado, mas da para ver que realmente é o que ele quis dizer. 

 

— Ele não vai desistir de nós infernizar dessa forma, só vai aumentar tudo! — Tentei ser coerente nas palavras mas o que Justin disse me deixou nervosa. 

 

    Desobedecer Buscone? O mafioso que está querendo acabar e controlando nossas vidas? Isso é basicamente pedir para que tudo só piore em volta de nós. Não posso deixar acontecer. 

 

— Eu já tenho um plano, vou fazer aquele desgraçado perder muito dinheiro. — Sorriu maldoso e fechei os olhos suspirando antes de parar para pensar na merda enorme que isso pode causar. 

 

— Justin, é sério, não! — Olhei ele nos olhos. — Ninguém aqui vai bater de frente com o Buscone, eu vou continuar saindo com ele e essa história de noivado pode até durar, mas eu não caso com aquele homem, nem a força! 

 

— Caralho, voce é muito burra. — Resmungou passando a mão pelo rosto mostrando que está começando a perder a paciência comigo, sim, comigo, que não fiz absolutamente nada de errado nessa história toda e apenas estou tentando lhe mostrar os fatos óbvios. 

 

      Esse é o principal motivo que odeio o Justin bêbado, se ninguém concorda com o que ele propõem já é motivo para uma briga se iniciar seja lá por qual razão for. 

 

— Não me ofenda para tentar me calar! — Reclamei e ele revirou os olhos antes de olhar para mim como se eu estivesse falando merda. — Eu estou sendo sincera quando digo isso! Qualquer um da K vai ver que. enfrentar Buscone só piora tudo! — Reforcei mais uma vez e Justin bufou já mais sério.

 

— Não tem nenhuma chance de ele eu ver esse cara tentando roubar você de mim e não fazer nada contra! — Me olhou de cima a baixo com um olhar malicioso. — Você é minha, só minha e nenhum otario vai encostar as mãos em você, nunca! — Pisquei algumas vezes para ter certeza que ouvi direito. 

 

— Eu não sou um objeto. — Sibilei só para deixar claro isso. — Eu posso escolher bem o que eu quero para mim! — Apontei para mim mesma. — Sim, eu escolhi você, mas não fale como se eu não pudesse escolher o que fazer com a minha vida! 

 

        Eu não deveria nem está conversando com o Justin nesse estado, mas também não vou assentir para as merdas que ele fala, com certeza não. 

 

— Todas as suas malditas escolhas te levam para a morte já notou? Enquanto eu tenho que salvar você noventa porcento dessas vezes! — Aumentou um pouco o tom de voz. — Então eu decido exatamente o que é bom para você! — Falou de forma ignorante e grotesca, como se realmente mandasse em mim. Que idiota. 

 

— Não quando isso pode afetar todos nós! — Gesticulei perdendo a paciência e ele riu não ligando a mínima para as minhas palavras. — Tem como você entender que isso pode matar você? — Gritei já não aguento mais essa angústia dentro de mim. — Eu não sei viver sem você! Por favor, tem como fingir que isso tudo não está acontecendo e apenas não o provocar mais? —

 

     Só de imaginar Buscone fazendo algo contra Justin isso já me sufoca por completo, aquele mafioso faria isso sem pensar duas vezes se visse que Justin está tentando me impedir de vê-lo, e eu não quero ter que viver com a culpa de mais algo acontecendo, e talvez algo bem mais grave levando em conta a ameaça de hoje. Mas Justin não entende, nem ao menos quer entender, e não acho que è efeito da bebida, isso parece ser algo que realmente está complemente ciente dentro dele. 

 

— Essa porra não é sua escolha! — Gritou de volta. — Eu não aguento mais ver aquele cara perto de você, mandando em mim! — Cuspiu as aproximando mais de mim, o suficiente para que eu sinta o cheiro do álcool. 

 

     Imagino o quanto Buscone deve afetar o ego do Justin, antes ele era líder absoluto da K, agora è apenas metade do que era, e isso o irrita, aposto que até mais do que me ver andando com Buscone para cima e para baixo. O fato de Buscone ter controle sobre ele e ainda sair comigo, mexe com um lado pessoal do Justin, como se o mafioso estivesse pegando tudo que ele tem, eu até entendo que isso o frustre e tudo mais, porém, agir como um babaca cego de raiva não vai ajudar no final do dia. 

 

— Você está sendo a porra de um egoísta! Pense um pouco, só um pouco no que confrontar o Buscone pode nós causar! — Fui o mais clara possível nas minhas palavras e Justin me olhou como se essa não fosse as melhores palavras para eu usar. 

 

— Penso em você todo o tempo...— Sibilou se aproximando mais de mim ao ponto de chocar os nossos corpos. — Passo mais tempo pensando em você do que em mim, e ainda tem coragem de me chamar de egoísta? Jura? — O seu tom cruel me impediu de andar qualquer passo para longe. — Minha vontade è de trancar você nessa casa pelos restos da porra da sua vida, para ver se parar de ser burra e falar merda o tempo todo! — Me mantive seria não deixando suas palavras me abalarem. — Você è sentimental demais, Liz esse è o seu defeito, sempre acha que o certo tem que ser sempre a primeira opção, mas estamos no crime, baby, aqui não há certo, nunca há, entendeu? — Me olhou petulante. 

 

    — Para mim não importa se estamos no crime ou não, eu ainda vou querer o bem acima de tudo! 

 

— Você tem que parar de ser boazinha toda a hora! Essa porra irrita demais, isso te torna chata! — Não me deixei diminuir e continuei o encarando mesmo que agora ele tenha tocado em um ponto chave.

 

     Sempre me achei incapaz até mesmo de criar uma amizade com alguém que leve a vida de forma errada, isso até me apaixonar completamente por um criminoso, no começo eu queira realmente sumir so para não ter que amar alguém que obviamente me jogaria no meio de tanta coisa proibida e errada que eu passaria o resto das minhas vidas na cadeia só por saber delas, mas mesmo assim, eu fiz o possível e o impassível para que essa história entre nós os dois desse certo de alguma forma, mesmo eu sendo extremamente boa, como Justin costuma dizer, e essa bonde não ser prevalente nele, tanto quanto eu queria que fosse. 

 

— Eu sei que você gosta de mim a cima disso, se não já teria desistir de mim, mas só está bêbado e furioso agora, por isso está agindo assim, falando essas coisas. — Fui o mais firme que conseguir. — Olha, faça o que quiser, compre uma guerra com um mafioso, coloque a vida de todos que você se importa em perigo, se mate por isso e deixe todos que precisam, principalmente eu, sem você! Vai lá, faça! Só não se esqueça, que ter o bem dentro de nós faz com que tomemos decisões certas, e é isso que está faltando em você! — Acabei de falar e nem ao menos esperei uma resposta antes de ir em direção às escadas e subir as mesmas rapidamente, já sentindo que Justin vinha atrás de mim. 

 

     Agora quem está furiosa sou eu, Justin é um idiota quando quer, ele consegue realmente me tirar a calma completa apenas falando algumas coisa, chega a ser incrível o fato de nos amarmos tanto e em algum ponto eu não aguentar olhar para cara dele, como exatamente agora. Sei que casais têm suas brigas, mas em particular a nossa é muito mais desgastante emocionalmente do que qualquer outra, nós nem precisamos gritar muito para que fiquemos tão mal como se tivéssemos discutido intensamente por horas. Eu odeio isso, brigar com ele por qualquer razão que for, mas o fato de sermos tão extremos, faz sempre haver algo para se discutir. 

 

   Como Justin disse eu sou muito boa, e ele não é tanto quanto eu gostaria, ha maldade nele, crueldade e principalmente raiva, eu não consigo ser má, nem ao menos cruel ao ponto de querer machucar alguém para descontar minhas frustrações como Justin faz constantemente. As vezes isso me deixa tão furiosa com ele que sinto volta de gritar. 

 

    Entrei no primeiro quarto que vi, antes que Justin pudesse chegar perto de mim de novo. Não quero olhar para ele, não quero falar com ele, até pelo menos vê-lo sem essa bebedeira. Justin e álcool é uma maldita combinação e eu odeio mais do que tudo. 

 

— Eu ainda não acabei de falar! — Justin gritou quando eu ia fechar a porta do quarto, que posso constatar como um dos centenas para hóspedes que há nessa mansão.

 

— Mas eu já! — Gritei antes de bater à porta praticamente na sua cara, já que ele ia entrar quando a fechei. Tranquei com a chave e tentei respirar fundo, colocando as minhas mãos nos cabelos para acalmar. 

 

     Meu coração está tão acelerado e sinto minhas bochechas queimarem por uma irritação diferente, acho que é a mágoa, como sempre, Justin fica furioso e eu magoada, nada diferente. Sei que depois ele vem pedir desculpas pelo o que disse eu perdoo, já que não é algo realmente sério, mas no momento que estou magoada eu nem ao menos quero ouvir o som da sua voz. 

 

— Liz, abre essa porra! — Gritou, batendo com  força na porta que chegava a tremer. Ele está descontando a raiva na porta, e antes nela do que em mim, usando as palavras como costuma fazer. 

 

    Me afastei da porta e me sentei na beira da cama tentado pensar em meio ao som da porta sendo esmurrada por Justin do lado de fora. 

 

     Preciso pensar no que vou fazer, exatamente como agir agora, porque Justin não parece nem um pouco disposto a negociar, ele vai desobedecer cada mísera ordem de Buscone e isso não tem como acabar bem. Talvez se eu conversar com o pessoal eles convençam Justin a mudar de ideia, o que eu duvido muito já que eu sou a única que consigo convencê-lo de algo em casos extremos assim, mas não custa tentar. 

 

     Deitei na cama e peguei o travesseiro colocando sobre a minha cabeça a fim de abafar o barulho e os palavrões que Justin está gritando do outro lado. Aposto que amanhã ele ainda vai está furioso por eu ter fechado a porta na sua cara, mas realmente não ligo para isso, esse foi com certeza um dos dias mais estressantes da minha vida e só quero esquecê-lo completamente, mesmo que eu sinta que não vai ser tão fácil passar por tudo isso em paz. 

 

 


Notas Finais


Notas finais:

Amores da minha vida, esse capítulo está mais leve do que estamos acostumadas mas vai vim muita treta por aí, vcs vão sentir até falta da paz, podem acreditar!

Sobre Buscone, eu já estou pegando nojo até de falar desse cara, embuste total né, ranço. Massss ele é muito importante para essa segunda temporada, digamos que ele será o portal para algo que vocês talvez não gostem muito( com certeza não vão gostar)... enfim a famigerada treta de verdade kkkkkk.

Tá vindo um possível novo casal polêmico DEMAISSSSS e Buscone vai indiretamente fazer isso acontecer..... Jesus nos ajude!

As gêmeas Lentz são duas capetinhas e quase falam mais sobre o C, nem quero ver quando a Liz souber quem é C.

Justin está putisssimo com toda essa história e essa desobediência a Buscone vai custar caro.... aiai, vai vim bomba por aí!

Então è isso que eu queria falar, juro que a partir do próximo as coisas começarão a esquentar bem mais.


SOBRE A NOVA FANFIC:

Mas no último capítulo eu falei de Swap né, a nova fanfic que está por vir dia 20, e hoje vou dizer um pouco mais sobre ela.

Não é nadinha criminal, e sim tem um suspense Mara que vocês vão morrer de tensão, cheio de mistérios ( amo né)

Tem referência de series teen e eu falarei sobre isso depois.

Os protagonistas são bem... diferentes do que vocês tão acostumados a ver, acho que nunca vi outra fanfic assim, na real mesmo!

A fanfic vai abordar a fama/ mídia essas coisas mais de uma forma bem diferente, e não, o Justin não será cantor!

Enfim, semana que vem eu venho com mais novidades! ( espero ter capítulo novo até segunda to na fase de final de curso e tá tudo muito corrido)

Bjs amores até a próxima.


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