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História The Leech - Capítulo 18


Escrita por: e Lihlica


Capítulo 18 - Embriaguez


Já passava da meia noite, o quarto de Yoona era banhado pela luz do luar que atravessava os vidros da janela. Há algumas horas estava deitava e tentava pegar no sono, no entanto, ter se levantado tão tarde pela manhã lhe custara uma bela insônia. Desde a reunião mais cedo, a mansão caíra no mais completo silêncio. Taehyung apenas a deixara em seu quarto com a promessa que faria de tudo para que ela não fosse levada na próxima missão. Algum tempo depois Minjoo aparecera para conferir se estava tudo bem com a mais nova amiga, logo se retirando para seu quarto também. 

A garota já estava cansada de rolar nos lençóis a espera de um sono que claramente não a abençoaria tão cedo. Levantou-se prendendo o cabelo num coque bagunçado e vestiu um robe. Caminhou para fora do quarto, andando pelos corredores sem um rumo certo. Ao alcançar o terceiro piso, recordou-se do cômodo que abrigava um barzinho, e uma bebida agora cairia muito bem, quem sabe, poderia até ajudá-la a alcançar o tão esperado sono. Seguiu na direção do cômodo, que para seu grande alívio, quando abriu a porta, estava vazio. Exclusivamente para ela. 

Moveu-se em direção ao barzinho estudando a diversidade de bebidas que continha ali. Ficou em dúvida entre o líquor e o vinho, optando pelo vinho por ser uma bebida que tinha efeito rápido sobre ela. Escolheu qualquer um, já que o rótulo não parecia dizer nada, continha álcool e era só disso que ela precisava. 

Pegou uma taça e a garrafa dirigindo-se as banquetas em frente ao balcão, ali sentando-se. Encheu a primeira taça e tomou de uma só vez, percebendo que estava com sede. Tornou a completá-la, dando um grande gole na bebida. Repousou-a sobre a mesa, contornando a borda da mesma com o dedo médio, pondo-se a pensar em tudo que estava acontecendo na sua vida neste momento. Estava curiosa sobre como estaria sua casa, se teria alguém dado falta dela, ou como seria quando retornasse. Se retornasse. Deu outro gole na bebida, voltando a encarar a taça. Será que retornar era algo que ela realmente queria? Não haveria ninguém esperando por ela. Seus pais não estariam de braços abertos ansiosos por um abraço da única filha. Não tinha nenhum amigo para fazer um piquenique sob uma macieira, ninguém que fosse visitá-la somente para saber se estava bem. Não haveria alguém jogando com seus sentimentos, a deixando entre o ódio e a dúvida quando “brinquedo” e “anjo” estivessem numa mesma sentença. Entornou o restante do vinho servindo-se de mais uma taça. 

Ainda cogitava a possibilidade de tudo isso ser apenas um sonho. Devaneios de uma adolescente que cresceu lendo Crepúsculo, Harry Potter e Diários de um Vampiro. Talvez tenha batido muito forte com a cabeça quando pegou no sono ao ler as cartas, e esteja nesse momento em coma, enquanto sua mente vaga por um universo desconhecido e criado por ela. Com mais um gole do vinho, suspirou, tecendo todas as possibilidades reais ou figuradas do que estaria vivendo agora.

 

***

 

— Você está agindo de forma muito estranha ultimamente — Haeri comentou enquanto Jimin secava os cabelos com uma toalha branca.

Ele acabara de sair do banho, vestindo apenas uma calça, se deparando com Lee Haeri que o esperava, sentada casualmente em sua cama.

— O que quer dizer? — Perguntou olhando-a

— Parece que está o tempo todo ocupado. Até foi a uma missão de espionagem sem dizer nada...— Respirou fundo e mordeu a lateral do lábio. — E parece que está me evitando.

— Não fale besteiras, todos nós estamos ocupados. — Rebateu estendendo a toalha sobre uma poltrona e caminhando até ela sentou-se ao seu lado na cama. 

— Sua aparência está cansada. — Disse levando a mão ao rosto do Leech, que a segurou repousando em seu colo. — Me conta, o que está acontecendo?

— Estamos muito perto de concluir o que nossos pais começaram. — Respondeu baixo olhando para a mão que segurava. — Só não quero que a gente tenha o mesmo fim que eles.

— Você não é responsável por nós Jimin. Não precisa se fazer de durão o tempo todo. 

— Eu sou um Leech. — Disse num tom falsamente ofendido. — Não me faço de durão, eu sou durão.

— E eu te conheço melhor do que ninguém, Park Jimin. — Sorriu confidente.

Haeri e Jimin cresceram juntos, já que os pais de Haeri morreram quando ela ainda era muito pequena. Não havia uma face de Jimin que a moça não conhecesse ou amasse. Para o moreno a mesma era uma amiga, confidente, que lhe proporcionava certas vantagens. Mas não havia outro sentimento envolvido, que não fosse puramente carnal.

— Se alimentou enquanto esteve fora? — O rapaz se limitou em movimentar a cabeça em negativa. — E não está com sede?

O Leech entendeu o que ela estava querendo dizer, mas não queria sangue agora. Ao menos, não o dela.

— Eu estou bem.

A morena dos longos cabelos castanhos estranhou a rejeição. Na verdade, ele a estava rejeitando já há algum tempo. Embora o rapaz sempre estivesse com outras moças por aí, nunca negara atenção a ela, e por muitas vezes, ele mesmo a procurava. Resolveu então tirar uma prova de que suas suspeitas tinham algum fundamento. Aproximou-se do moreno lentamente, soltando sua mão traçando um caminho pelo abdômen exposto, fitando diretamente seus lábios carnudos.

O rapaz, a olhava de volta, ponderando se cederia ou não às investidas da morena. Mas precisamente neste instante, uma voz soou em sua mente. Apenas duas palavras foram ditas “brinquedo” e “anjo”, em tom ébrio e confuso. Sentiu-se curioso, e afastou a moça que já estava próxima de seus lábios. Essa lhe olhou confusa, e ao mesmo tempo desapontada.

— Já está tarde Haeri. É melhor estar descansada, precisará de energia para os próximos dias. — Disse de forma sútil.

A menor deu um sorriso de lado, decepcionada, porém agora certa de suas deduções.

— Certo. — Seguiu até a porta do quarto com o Leech em seu encalço, abriu-a e retirou-se, antes deixando-lhe um boa noite.

O Leech acompanhou-a com o olhar, vendo-a desaparecer pelos degraus da escadaria. Tendo certeza que a garota havia sumido de vista, dirigiu-se até o cômodo de onde vinha a voz.

Alcançando a porta, a abriu lenta e silenciosamente. Avistou o corpo da garota sentada de costas para si girando uma taça de vinho meio cheia sobre o balcão do barzinho. A mesma não notou a presença do rapaz, que se aproximava dela sem fazer ruído algum. Imersa demais em sua imaginação entre estar sonhando, vegetando ou vivendo uma realidade alternativa. 

Sorrateiramente Jimin achegou-se ao pescoço da garota, que reconheceu de imediato a respiração fria que tocava sua pele, enrijecendo seu corpo como resposta a sensação que a ponta do nariz do rapaz causava enquanto percorria a extensão de seu pescoço até o lóbulo de sua orelha. Um arrepio cursou por todo seu corpo, quando a voz aveludada e carregada de uma entoação sexy falou ao seu ouvido.

— Estava chamando por mim? 

— Não. — Disse em um suspiro.

— Mas estava pensando em mim. — Afirmou enquanto, mordiscava a orelha da menina.

— Estive pensando em muitas coisas. — Rebateu, tentando manter a voz firme.

— No que pensava meu anjo? Quer fazer um novo jogo? — Provocou deixando uma mordida forte em seu pescoço.

— Que você é um projeto idiota de vampiro maluco? — Agora, embora tentasse com todas as forças manter a estabilidade, sentia a postura e a voz ceder, ao contato que o Leech causava. 

— Não foi isso que eu ouvi. — Revelou rindo enquanto notava a garota oscilando ao seu toque. — Você não deveria beber sozinha. — Disse enquanto se afastava e contornava o balcão para servir-se de uma dose de whisky.

— Como pode ver, não tem muitas opções por aqui. — Falou, ainda encarando a taça. 

— Se cansou de andar por aí com seu lobinho de estimação? — Perguntou afrontoso, recostou-se na parte interna do balcão, apoiando-se nas pernas cruzadas. O braço esquerdo dobrado sobre o abdômen nu, servia de apoio para o cotovelo direito que mantinha o copo de bebida na reta do rosto.

— Ele deve estar muito ocupado tentando descobrir uma forma de me manter viva. — Entornou todo o vinho restante, servindo-se de mais uma taça, dando-se conta de que faltava pouco para esvaziar a garrafa. — Já que você faz tanta questão que eu esteja na tal missão.

— Você estará mais segura lá. — Deu de ombros. 

— Certo. — Sorriu debochada, tomando mais uma golada, já sentindo sua mente anuviada.

— Te levar não me agrada tanto quanto á você, meu anjo. — Proferiu usando o mesmo tom tranquilo de antes. — Você será só mais um ponto fraco que teremos que vigiar.  

— Por que eles teriam algum interesse em uma humana? — Teve de fazer um certo esforço para formular a pergunta, já que o álcool estava surtindo efeito. — Eu não ofereço risco nenhum.

— Você atravessou o portal. — Expôs elevando as sobrancelhas já que a resposta parecia evidente. — É exatamente o que eles desejam. Não acha que esse detalhe, no mínimo, despertaria o curiosidade deles?

— Não que eu saiba como fiz isso, de qualquer forma. — Suspirou virando o conteúdo da taça de uma vez, servindo-se do restante do líquido da garrafa.

— Vai com calma meu anjo! — Alertou observando o vasilhame já vazio sob o balcão. — Não deveria beber tanto.

— E agora você se preocupa comigo? — Riu sem humor. — Pensei que eu fosse só um brinquedo.

— Você é. — Entortou os lábios numa feição de desdém. — Mas as pessoas costumam ficar chatas quando estão bêbadas.

— Isso não vai ser um problema para você. — Ingeriu todo o líquido largando a taça no balcão. — Pois eu estou indo dormir.

Entretanto Yoona calculou errado seus movimentos, já que estava embriagada e não tinha total domínio de sua coordenação motora. Ao tentar descer da banqueta na qual estava sentada, acabou por sentir as pernas cederem, a gravidade levando seu corpo direto para o chão. Contudo, mais rápido que o efeito da gravidade foi a ação do Leech, que em um átimo a alcançou, segurando-a pelos braços, oferecendo-a o equilíbrio para que se mantivesse em pé.

— Parece que você está sempre caindo quando eu estou por perto. — Observou com um sorriso maroto se formando em seu rosto. — Gosta tanto assim que eu te pegue?

A garota levantou a cabeça pronta para rebater com acidez. No entanto encarando o Leech pela primeira vez desde que ele chegará no cômodo, surpreendeu-se ao se dar conta de que ele tinha o tronco desnudo e tão próximo a ela.

Talvez fosse consequência da embriaguez, ou talvez fosse o simples fato de o corpo de Park ser tão tentador, mas quando abaixou seu olhar observando o abdômen perfeitamente definido que estava exposto diante de si, impulsivamente levou seus dedos até o cós da calça do moreno. Passou a ponta dos dedos acompanhando com suavidade os traços bem delineados que marcavam seu oblíquo. Circulou seu umbigo pequeno e raso, dando atenção extra aos pelinhos quase imperceptíveis que se estendiam numa linha reta até desaparecerem pela calça. Subiu os dedos acompanhando cada um dos seis gomos levemente salientes, se demorando em cada um deles. Alcançou o peitoral do maior, dessa vez espalmando sua mão, aumentado assim o contato com sua pele. Percebeu que ele respirava com naturalidade, embora notasse o arrepio que percorria o corpo deixando-o com os pequenos mamilos rijos ao seu toque. Suas mãos acompanharam o desenho da clavícula, reparando que ali, ao lado esquerdo, havia uma pequena pintinha. Seguiu para seu ombro, agora aumentando a pressão do toque, escorregou vagarosamente as mãos pelos bíceps marcados. Sem objeção, o maior soltou os braços da garota, agora que ela já encontrara equilíbrio para se manter em pé sozinha, deixando assim os próprios braços livres para que a morena continuasse a explorar cada detalhe de seu corpo. Ela então correu os dedos até seu antebraço, agora dando atenção as veias que saltavam através da pele levemente bronzeada. Em sua mente embaraçada e ébria, questionava-se como era possível uma criatura ser tão perfeita, parecia que cada detalhe do corpo exposto havia sido esculpido com zelo, por algum artista perdidamente apaixonado, dado ao fato de sua beleza beirar o divino. Havia dentro de si a necessidade de senti-lo mais e descobri-lo mais. 

O toque da garota, sempre quente em contato com a pele constantemente fria do rapaz o deixava ansioso, num misto de sensações que o fazia desejar mais.  Não tirou os olhos do rosto da menor enquanto a mesma desbravava seu corpo com tanta devoção. Tentava entender a mente de Yoona, que por decorrência do álcool já se encontrava num emaranhado de emoções. Curiosidade, prazer, satisfação, fascínio, desejo e insegurança. Todos dançando ao mesmo tempo, em uma valsa complexa e instigante.

A morena levantou os olhos encontrando os do Leech que a fitava com intensidade, o maxilar travado, dando a ele um ar sexy e completamente tentador. Arrastou os dedos pelos braços do maior refazendo o caminho a pouco trilhado. Quando suas mãos alcançaram o rosto de Park, o mesmo fechou os olhos, apenas apreciando o gesto delicado da menor que com os indicadores desenhou suas sobrancelhas. Acariciou seus cílios reparando na pequena cicatriz acima da pálpebra direita, que deixava seu olho ligeiramente mais inchado. Fez toda a curva de suas orelhas. Acompanhou o nariz, chegando até a boca de lábios fartos, roçando ali com o polegar. 

Os batimentos de Yoona denunciavam sua ansiedade, fazendo com que o sangue pulsasse com pressa em suas veias, numa corrida que envolvia os sentidos aguçados do Leech. Este abriu seus olhos, agora dominados pela coloração carmim, atraído pelo aroma fascinante que emanava da menor. Encararam-se em silêncio, os olhares carregados de luxúria. A garota tomada por uma coragem desconhecida, diminuiu a distância que os separava. Transferindo suas mãos para o pescoço de Park, que permanecia imóvel. Ficou na ponta dos pés, e iniciou uma trilha, deslizando seu nariz por todo o rosto de Park. Fitando-o nos olhos, parou novamente em sua boca, roçando a própria na dele, provocante e sensual puxou seu lábio inferior entre os dentes, os soltando sem pressa.

A próxima coisa que percebeu foram as mãos do moreno segurar suas coxas, içando-a até a cintura dele. Envolveu-o com as pernas, sentindo-o afundar o rosto em seu pescoço, inalando fundo, como se pudesse absorver sua essência naquele ato. Lançou a cabeça para trás no momento em que o Leech começou a distribuir mordidas e selares por toda a extensão de seu pescoço. Mergulhou seus dedos nos cabelos escuros a sua frente, o puxando cada vez que uma nova onda de excitação transpassava suas entranhas.

Park já estava submerso nos cheiros e toques de Yoona, buscava forças para refrear o desejo que sentia de mordê-la, de beijá-la e tomá-la para si. 

Em um momento de sanidade, soltou-se do enlaço das pernas da menor, colocando-a no chão, vagarosamente, com os corpos totalmente colados. A morena estranhou o ato do maior, já que estava ali totalmente vulnerável e entregue a ele. O mesmo notando a confusão da garota, questionou-a.

— Pensei que não gostasse de ser tratada como um brinquedo, meu anjo.

— Talvez hoje eu queira ser seu brinquedo. — Disse sem muita consciência do que acabara de pronunciar.

— Você está embriagada. — Enfatizou o Leech. — Eu gosto que lembrem de mim no dia seguinte.— Buscou uma justificativa para sua atitude.

Yoona riu da desculpa de Park.

— Você não é tão mal quanto espera que as pessoas pensem que é. — Sua fala fez com que Jimin rolasse os olhos que voltavam a sua coloração escura.

— Não gosto de jogos fáceis. — Explicou, afastando o corpo esguio do seu. — Volte para seu quarto e tome um banho de água fria.

Então ele deu as costas para a garota, se retirando do cômodo, supondo que talvez ele também fosse precisar de um banho.


Notas Finais


Hey Leeches!!! Como vocês estão? Tudo joinha??
Prometemos e cumprimos!
Se nesse momento vocês estão sedentas, e querendo nos matar, a gente entende! KKKKKKK
Segurem esses forninhos pq ainda temos muita lenha para queimar!
Esperamos que tenham gostado e não saia daqui sem deixar sua estrelinha brilhando nesse nosso mikrokosmos! Deixe também seu comentário aqui, estamos curiosas sobre o que acharam!!
Desculpem qualquer erro e….
Até em breve!!!


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