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História The Leech - Capítulo 37


Escrita por: e Lihlica


Capítulo 37 - Reviravoltas


Fanfic / Fanfiction The Leech - Capítulo 37 - Reviravoltas

Era o segundo dia após o retorno da missão. Agora a maioria dos residentes da mansão encontravam-se descansados e recuperados dos esforços dedicados a interromper o ritual dos Chasers. 

Yoona despertou logo que os primeiros raios de sol invadiram seu quarto. A cama parecia áspera ao contato, fazendo com que ela se levantasse depois de algum tempo. Fez toda sua higiene matinal e retirou-se do cômodo, certa de onde seria sua primeira parada.

Chegou a porta do quarto de Jimin, e bateu esperando que alguém respondesse, mas nada aconteceu. Abriu a porta cogitando a possibilidade de o acompanhante do moreno estar dormindo, ou até mesmo de ele estar sozinho no quarto. Ao entrar, sem nem ao menos fechar a porta atrás de si, deparou-se com a cama vazia, os lençóis perfeitamente estendidos.

Mas não houve tempo para pensar em qualquer coisa, pois sentiu um hálito frio e cheirando a menta bater contra a pele abaixo de sua orelha. Logo o familiar arrepio lhe perpassou fazendo todos os pêlos de seu corpo eriçar.

— Procurando por mim, meu anjo? — A voz baixa ressoou. 

— Não sabia que havia acordado… — Respondeu sem se mover um centímetro.

— Acordei não faz muito tempo. — Falou dando a volta no corpo da morena, colocando-se em frente a ela. 

As mãos de Park, como sempre estavam dentro dos bolsos da calça jeans. O cabelo jogado para trás, pingava água pelas pontas, o que unindo a toalha que rodeava seu pescoço e peitoral desnudo, indicava que ele acabara de sair do banho. Os olhos de Yoona automaticamente percorreram o local onde havia um curativo da última vez que esteve com ele. Mas já não havia quase nada ali, a não ser pela tonalidade da pele, levemente desigual.

— Nossa, você está muito bem! — Constatou impressionada com os olhos grandes, e sentindo um impulso de tocá-lo. Mas não fez.

— Em outras condições, eu entenderia sua frase como um elogio. — Disse com um sorriso ladino, pegando uma das pontas da toalha e esfregando nos fios negros atrás da cabeça. — Me sinto ótimo, e logo não terá nem sinal da ferida.

— Os remédios do Jin são realmente bons. — Ignorou a provocação feita, observando enquanto ele soltava a toalha e a fitava com as mãos na cintura. — Você não vai se vestir?

O moreno sorriu largando a toalha em cima da cama, e foi até uma das portas do grande armário, de onde tirou uma camisa preta de botões. 

— Você não deveria ter passado tanto tempo sem se alimentar com sangue… — Iniciou vendo-o passar os braços pela camisa. — Não estaria assim se tivesse se alimentado.

— Está me oferecendo sangue? — Perguntou voltando a olhá-la, com a camisa ainda aberta. A garota apenas deu de ombros, e num piscar de olhos o Leech estava parado à sua frente. — Tudo bem então. — Proferiu num sussurro, aproximando o rosto do pescoço da menor, que já fechava os olhos esperando pela dor. Mas ao contrário do que esperava, recebeu apenas um selar na região, e o moreno tornou se afastar. — Não estou com sede agora.

— Jimin, você quase morreu naquela missão! — Enfatizou apontando com o indicador em uma direção qualquer. 

— É impressão minha, ou você está preocupada comigo, meu anjo? — Questionou voltando a dar atenção para os botões da camisa.

— Taehyung disse que para o bem do grupo, você precisa estar forte.

— Taehyung disse? — Repetiu irônico.

— Você precisa de sangue, e eu estou te oferecendo o meu. — A morena foi clara e objetiva. — É claro, em pequenas doses.

— Eu não preciso do seu sangue. — Disse enfim abotoando o último botão. — Mas agradeço a oferta.

— E o que você pretende fazer? — Questionou perdendo a paciência. — Usar a Haeri como sua bolsa de sangue? Porque eu não acho que ela esteja em condições para isso.

— Espera… — Disse a olhando confuso. — Minha o quê?

— Bem, pelo que eu sei vocês tem uma… coisa. — Falou não encontrando um termo melhor para definir o tipo de relação que eles tinham. — Logo, imagino que ela tenha te alimentando durante muito tempo.

— Eu sei como Haeri está. Fui vê-la mais cedo. — Seu tom agora era inexpressivo. — E não pretendo me alimentar dela. Ela não é minha única fonte.

— Então por que não tem feito isso? — Questionou recebendo um olhar sério do moreno. 

— Eu não saio por aí atacando outras criaturas sem alguma razão plausível. — Explicou franzindo o cenho, pelo que lhe parecia óbvio.

— Pelo que eu me lembre, mulheres não são um problema para você. — Referiu-se ao que o mesmo havia dito no festival.

— As mulheres que me dão sangue, esperam que eu retribua o favor. — Disse sugestivo erguendo uma sobrancelha.

— E por que não faz? 

— Porque eu não quero. — Rebateu simples, mas seu tom era sério.

— Jungkook contou que você não se alimenta desde quando eu cheguei. — Proferiu sentindo seu coração acelerar, por chegar no ponto que queria. — Isso é verdade? — O Leech apenas suspirou a encarando em silêncio. — Por quê?

— Eu provei do seu sangue. Agora o das outras mulheres não me interessam. — Revelou fazendo o coração já acelerado da humana, palpitar em uma velocidade perigosa.

— E qual a razão? — Perguntou com a voz trêmula pela insegurança de estar caminhando por um caminho perigoso.

— Eu preciso dizer com todas as letras? — Questionou soltando uma lufada de ar e um rolar de olhos. E então se aproximou da morena. — Yoona, eu acho que tenho te dado todas as pistas.

— Até onde eu me lembro, eu sou só um brinquedo. — Proferiu num sussurro, com Jimin tão próximo a si, que fazia com que as respirações se cruzassem.

— Eu já me cansei de brincar.

Jimin lhe tomou os lábios, levando suas mãos nas laterais do pescoço da menor, que retribuiu de imediato o beijo cálido. Toda a preocupação de nunca mais poder tocar os lábios cheios e macios do Leech, que sentiu no último dia, sendo substituída pelo deleite de sentí-lo outra vez. Misturada aquela sensação de que estava fazendo algo errado demais. 

O rapaz ansiava por esse toque desde que foram interrompidos por Jungkook na caverna, e agora, mais do que antes, estava certo do que queria, e assumiria os riscos do que estava por vir. No entanto, nesse exato momento, desejava apenas aproveitar dos lábios doces sob os seus, e o toque delicado da língua quente na dele, o quanto fosse durar.

***

Haeri despertou sentindo sua cabeça latejar, como se tivesse colidido com força contra o chão. Abriu os olhos, piscando repetidas vezes, já que a claridade incomodava seus olhos, que pareciam pesados demais. Reconheceu estar em seu quarto, mas não se lembrava como havia chego ali. Tentou colocar-se sob os cotovelos mas sentiu duas mãos contê-la pelos ombros, olhou em volta encontrando os cabelos ruivos e feição aliviada de Hoseok.

— Que bom que acordou. — Ele disse forçando-a deitar outra vez. — Fique deitada, você mal tomou as poções que Jin fez. 

— O que está acontecendo? Por que me sinto estranha? — Questionou enquanto obedecia o Hypnus.

— Você não se lembra de nada? — Ela apenas franziu o cenho em completa confusão, sua mente estava coberta por uma cortina de nébula escura. — Estávamos na missão, e você se esforçou demais, acabou perdendo a consciência.

Aos poucos flashes do acontecido foram saltando em sua mente, mas desorganizados, sem uma sequência, lembrava-se apenas de sentir sua mão sendo tomada e de sentir muita dor.

— Como os outros estão? Nós conseguimos? — Questionou ansiosa e preocupada.

— Estão todos bem. Não nos ferimos gravemente, só você e Jimin, mas ele acordou há algumas horas. — Suspirou pesadamente antes de continuar. — Quanto a missão, os Chasers fugiram. Mas não conseguiram terminar o ritual.

— Isso é bom, eu acho. — Refletiu olhando para o nada. — Por quanto tempo estive desacordada? 

— Quase dois dias. Mas não esteve sozinha um só minuto. — Lhe disse com o sorriso doce que deixava sua boca num formato muito semelhante ao de um coração. — Os Jeon praticamente acamparam aqui.

— "Os"? — Repetiu buscando saber se havia entendido direito.

— Sim. Minjoo praticamente passa o dia todo aqui, e Jungkook dormiu nessa cadeira nas últimas duas noites. — Respondeu apontando para a cadeira pequena que geralmente ficava na penteadeira, mas agora estava ao lado da cama. — Bem, eu vou buscar algo pra você comer. Não saia daqui.

O Hypnus foi até a porta, deixando-a sozinha. Era um alívio saber que todos estavam bem, agora que sua memória começava a retornar de forma mais clara. Lembrou-se de como Jin estava, e era tranquilizante saber que o amigo estava bem, e apenas ela e Jimin haviam sofrido danos maiores. Será que alguém havia velado por ele durante o tempo em que esteve desacordado? Estaria ele bem? A preocupação lhe tomou, e reunindo suas forças, vestiu um robe lilás, calçou seus slippers, e seguiu por onde Hoseok havia saído.

O corredor estava quieto e vazio, subiu a escada que levava ao último piso, e atravessando o saguão, deparou-se com a porta do quarto de Jimin aberta. Aproximou-se o suficiente para ter a vista do interior, tendo a última visão que esperaria encontrar.

Ela observava a cena escondida, apoiada ao batente da porta, e embora sentisse o coração em seu peito se contorcer em dor, nenhuma lágrima molhou seu rosto. Não era segredo que Park Jimin tinha várias garotas, afinal, eles nunca tiveram de fato um relacionamento. No entanto, o que não chega ao alcance dos olhos, não é sentido pelo coração. 

Vê-lo ali, beijando outra, bem debaixo dos seus olhos, essa era uma dor totalmente diferente. Não a surpreendia eles estarem juntos, na verdade, já suspeitava desde que o mesmo começou a resistir às suas investidas, até porque ele nem ao menos tentava disfarçar o seu interesse na garota, diferente do que sempre houvera entre os dois, Haeri conseguia ver que ali existia sentimento, e era recíproco. 

Não era como se Park a tivesse usado durante todo o tempo. Havia um acordo onde ela tinha total consciência de que para ele nunca foi nada mais que uma amizade com privilégios, enquanto que para a mesma sempre fora ele. 

Queria, mas não conseguia forças para sair dali, para tirar os olhos daquele ósculo que se intensificava, sem pressa, como se no mundo só existisse os dois e nada pudesse penetrar a bolha que se formara em torno dos amantes. Dava graças aos céus por ter aprendido a habilidade de bloquear sua mente logo que assumiu sua identidade de Magus. O motivo, claro, fora o Leech, já que ela não conseguia esconder nada dele, dedicou-se intensamente na habilidade psíquica. Graças a isso, no exato momento, ele não saberia como ela estava destruída, com os sentimentos em frangalhos. Embora ela tivesse certeza, de que ele sentia sua presença ali. Obviamente, ignorando o fato.

A morena sentiu alguém se aproximar, e parar logo atrás de si, provavelmente olhando a mesma cena que ela. Taehyung talvez? Mas não olhou para trás para ver quem era. Ouviu um suspiro forte ser dado, em seguida sentindo seu braço sendo puxado, a arrastando dali. Caminhou cega, nem ao menos tentando tomar seu braço de volta para si, apenas deixou ser levada. Sua cabeça repetia a imagem de Jimin em um loop infinito. 

Teve então seu corpo lançado sem muita delicadeza na parede, outra mão agora segurava o braço até então livre, ela encarava o moletom preto a sua frente, mas sem realmente ver qualquer coisa. O olhar sem vida, congelado no cadarço que pendia na altura do peito do rapaz a sua frente.

— O que você pensa que estava fazendo? — Jungkook perguntou num tom de voz zangado.

— Agora não Jeon. — Disse fraco, mantendo o olhar apático, tentando inutilmente se desfazer das mãos que a prendiam a parede.

— Porque você faz isso com você mesma Lee? — O maior soava irritado, mas não acusatório. — Porque você aceita essa situação?

— Isso não é da sua conta. — Rebateu erguendo seu olhar para o rosto dele.

— Ele nunca gostou de você dessa forma…

Embora o moreno não estivesse dizendo aquilo com a intenção de machucá-la, ouvir aquelas palavras saídas da boca de outra pessoa, a feria a ponto de fazer sangrar. Seu olhar até então vazio agora mirava-o enfurecido. O sentimento transbordava seu peito, alcançando a garganta e fazendo com que a próxima frase dita saísse carregada de acidez.

— E daí? Você se importa? Hum? Se importa com o que o Jimin sente? Ou se importa com o que eu sinto?

Seus olhos buscavam nos olhos do garoto alguma resposta. Ele a olhava com intensidade, a respiração pesada batia contra o rosto da mais velha já que estavam próximos o suficiente para que ninguém mais pudesse ouvir a conversa. Jungkook queria conseguir responder, mas ele não poderia. Não poderia se pronunciar como gostaria. Na verdade, deveria apenas tê-la tirado daquele cômodo, e feito qualquer provocação sobre ela, deixá-la irritada seria mil vezes melhor, do que ter seu olhar ferido sobre ele. Mas não conseguiu reprimir a raiva que sentiu ao encontrá-la naquela situação.

—Hunf. — Soou com um sorriso amargo. — É claro que você não se importa com nada disso. Porque você é igual a ele. — Agora sua voz era só um sussurro, e seus olhos estavam inundados por lágrimas que ela não deixaria cair. Sem saber exatamente o por quê, sentiu seu coração doer ainda mais. — Você não sabe o que é gostar de alguém. De um alguém. — Deu ênfase no um .— Está sempre por aí com garotas diferentes-

— Você não sabe o que está falando. — A cortou também em um sussurro.

— Não sei? — Mordeu o lábio inferior, olhando para os lados, precisava refrear as lágrimas que insistiam em querer fugir de seus olhos. — Em quê eu me enganei? Você não vive por aí atrás de cada garota que conseguir pegar?

— Isso não significa que eu não goste de um alguém. — Confessou, procurando por seu olhar, enquanto sentia o coração acelerado demais. A resposta chamou a atenção de Haeri que o fitou confusa. 

— Você gosta? — Perguntou por reflexo, se arrependendo imediatamente, pois a possibilidade de isso ser real caiu como um peso que no momento ela não conseguiria suportar. 

O maior soltou os braços da garota, deixando com que os próprios caíssem nas laterais de seu corpo, sem em nenhum momento cortar o contato visual. Abriu a boca algumas vezes, mas não formulou nenhuma resposta.

— Não! Não responda. — Ela disse de repente. — Isso não é da minha conta, e eu não quero saber.

Sem mais, ela se retirou. Jungkook permaneceu algum tempo olhando para o local onde a garota estava, pensando se talvez teria falado demais.

***

Era o começo da tarde, quando Namjoon reuniu todos na sala de reunião. Após ter conhecimento de que Jimin e Haeri haviam acordado, deu um tempo para os dois terem certeza de que estavam em condições de se fazerem presentes.

Na sala já encontravam-se Minjoo, Jungkook, Yoongi, Jin e Hoseok, aguardando todos chegarem.

Logo Taehyung atravessou as portas, acomodando-se em uma das cadeiras livres e em seguida Namjoon, Jimin e Yoona.

— Por que a Hae não veio? — Minjoo questionou para Jin, que estava perto de si.

— Ela ainda não está se sentindo disposta. — Respondeu a menor. O Jeon mais velho não olhava para os dois, mas seus ouvidos estavam atentos a conversa.

— Ah, entendo. — Disse um tanto penosa. Esperava ver logo a amiga.

— Bem, já que a Haeri não se unirá a nós, creio que já podemos dar início a reunião. — O Polímata começou ajeitando sua postura. — Jin peço que por favor, passe a ela o que for colocado em pauta. — O moreno meneou em afirmação, então Namjoon deu continuidade. — Fico feliz de saber que já estão todos bem. Foi realmente um susto muito grande, mas não tivemos maiores perdas e isso é um alívio. Agora temos muito o que conversar. Precisamos encontrar nossas falhas para traçar novas estratégias e com sorte, ter sucesso na próxima oportunidade. Então, quem vai começar?

— Eu começo. — Yoongi se ofereceu, visto que mais ninguém se manifestou. — Estava tudo ocorrendo conforme o planejado. A noite foi tranquila, e conseguimos quebrar a barreira deles sem grande dificuldade. Então a segunda equipe chegou, e não demorou muito pra que mais deles começassem a surgir. Só que esses estavam mais preparados, acabamos não dando conta já que éramos apenas três e muitos conseguiram entrar no alçapão.

— Quando chegamos ao local do ritual tudo já estava uma bagunça. — Foi a vez de Jungkook falar. — Embora o pessoal dos Chasers estivessem muito perdidos, e posso garantir que não estavam treinados para o combate, eles eram em muitos, o que tornava difícil de chegar ao portal onde a segunda equipe estava.

— Não teria sido tão complicado impedir os Magus do clã deles. — Jin interferiu. — Hae e eu estávamos dando conta. Pelo que pude perceber os caras foram levados à exaustão abrindo tantos portais nos últimos tempos. Nós teríamos conseguido, se não tivessem tantos deles ali.

— E eu me atrevo a dizer que a comunicação entre eles não é das melhores. — Taehyung colocou sua observação. — Quando o Leech e o Polímata apareceram, eles ficaram surpresos com o que encontraram.

— Na verdade, eu não entendi o por que eles fugiram. — Minjoo chamou a atenção para si. — Quero dizer. Nós claramente estávamos ferrados ali. Jimin e Hae já não estavam mais conscientes, o restante de nós não aguentaria muito mais. Embora eles não fossem mais conseguir usar o portal… Sei lá, poderiam acabar com a gente.

— Eles fugiram porque tinha algo ali, que eles queriam. — Jimin disse baixo, olhando fixamente para Namjoon. — Mas eles não poderiam pegar naquele momento. Estão apenas se preparando para atacar de novo.

— Do que você está falando? — Taehyung questionou.

— Quando o Leech chegou, ele referiu sentir um cheiro, que embora disfarçado, reconheceria em qualquer lugar. Por ter passado muito tempo o caçando. — Proferiu de forma lenta e em tom misterioso, sem desviar o olhar de Namjoon.

— O único cheiro diferente ali era o da Yoona. — Yoongi observou confuso. — Mas como ele reconheceria o cheiro humano?

— Sacerdotes! — Taehyung disse virando-se para Yoona que ouvia toda a discussão sem entender o que estava acontecendo, e como ela havia se tornado o foco da discussão. — Ele passou anos perseguindo os Sacerdotes.

— Você está sugerindo que Yoona seja uma Sacerdotisa? — Hoseok perguntou desconfiado, agora que todos os olhares estavam atentos sobre ela.

— Ya! Isso faz todo sentido. — Jin constatou exaltando-se um pouco. — A gente só precisa juntar as peças. Ela atravessou o portal, e conseguiu chegar aqui perfeitamente bem. Isso seria impossível para um humano. E ontem deixei Jimin sob os cuidados dela, e ele melhorou muito mais rápido. Só alguém tratado por uma sacerdotisa teria uma recuperação tão rápida.

— Mas como ela teria parado no mundo humano para começo de conversa? — A Jeon pontuou, também tentando encontrar respostas. — Ou você esteve mentindo para nós esse tempo todo? — Lançou um olhar traído para aquela que havia considerado sua amiga.

— Ela não mentiu. — Jimin interpôs sério intensificando seu olhar que não abandonava o acizentado. — Você não tem nada a dizer Namjoon?

— É possível que ela seja uma de nós. — Disse simples, sem ceder ao olhar inquisitivo sobre si.

— É possível? — Repetiu com uma feição cínica. — Você já sabia desde o início. — Afirmou indignado com o amigo. — Mas que droga Namjoon, nós somos uma equipe! E você sabe tão bem quanto eu, que Yoona é a garota da profecia.

A frase teve um efeito imediato em todos os presentes, que trocaram olhares surpresos, e indagações incompreensíveis como se falassem mais para si.

— Você não pode afirmar isso. — O Polímata rebateu em sua defesa. — Essa é só uma teoria. Ser uma Sacerdotisa não torna ela a garota da profecia. Nós nem sabemos se é uma garota.

— Eu estou certo em dizer que o Leech dos Chasers concorda com a minha teoria. — Enfatizou batendo com o indicador na superfície da mesa.

— Mas Jimin, pense bem, e se ela foi enviada ao mundo humano para ser protegida? — Jungkook opinou. — Seus familiares podem tê-la enviado para depois ela retornar e dar continuidade a espécie. — Explicou, fazendo com que alguns do presentes meneassem a cabeça concordando com a opção.

— Ela pode também ter sido apenas uma isca. — Hoseok falou. — Podem ter enviado ela ao mundo humano para os Chasers pensarem que ela era a criança da profecia, na qual a real permaneceu aqui em Quymera, segura.

— Faz sentido… — Minjoo disse baixo. — Assumiram um risco gigante enviando-a pelo portal, mas ela morreria aqui de qualquer forma.

— Ela também pode ter sido um teste dos Chasers. — Dessa vez foi Yoongi a falar. — Um teste para atravessar o portal. — Explicou. — E no final, acabou que deu certo.

E assim cada um começou a levantar alguma teoria a respeito do que realmente teria acontecido e de como Yoona havia ido parar no mundo humano. No fim, apenas podia-se ouvir um falatório, estando fora dele apenas Taehyung, Jimin, Namjoon e a própria protagonista deste, Yoona, que parecia não prestar muita atenção no que acontecia.

— Acho que já chega. — O Polímata falou alto, cortando os demais. — Não sabemos ao certo o que aconteceu e eu realmente não acredito que ela seja a pessoa da profecia, já que desde quando ela chegou, nada mudou. Então ela é apenas uma sacerdotisa com muita sorte. — Falou, tendo todos em silêncio. — Vamos continuar com o assunto principal. — Continuou. — Demos muita sorte por eles terem fugido, caso contrário não voltariam apenas feridos. Jin e Haeri. — Virou-se para o único Magus presente. — Vocês dois precisam treinar combate corporal, só o psíquico não será o bastante. Acredito que todos deveriam treinar outros quesitos que crêem estarem ainda com dificuldades.

Todos concordaram o acinzentado, refletindo sobre em qual ponto deveriam melhorar.

— Bem, acho que encerramos por aqui. — Namjoon disse.

Taehyung encarava Yoona, essa aparentando estar em qualquer outro lugar, menos naquela sala.

— Na, você está bem?

Yoona assistiu a toda reunião em silêncio, observou enquanto todos os olhares por vezes desconfiados, inquisitivos, preocupados, julgadores ou acolhedores se voltavam a ela. Na verdade, sua quietude dava-se ao fato de estar sentindo como se um grande buraco tivesse sido aberto abaixo de si, e a puxasse para dentro dele com toda a força que a gravidade poderia lhe impor. Como poderia defender-se das acusações, ou cogitar qualquer que fosse das teorias, se nem ao menos ela sabia o que pensar? Sentia-se com um ratinho de laboratório, sendo avaliada e estudada por todos aqueles olhares curiosos, procurando pela cura milagrosa de uma doença rara. Ou talvez estivesse tão perdida quanto Alice no país das maravilhas, quando diante de todos aquelas criaturas estranhas, foi dada como aberração. 

Não sabia o que pensar ou no que acreditar. Nem mesmo tinha noção do que era uma Sacerdotisa, havia falado tão pouco da espécie, sua curiosidade acerca desse povo era tão pequena, que não buscou saber além do que lhe foi dito por Taehyung. E agora estava encarando a possibilidade de sua vida como humana ter sido uma grande mentira. Os pais que tanto amou, o mundo onde se criou, a identidade que acreditou ser a sua até então. Tudo isso, o que foi? Já fazia parte de um plano desconhecido a ela para que hoje pudesse estar exatamente onde está? Mas para quê?

Mal percebeu quando a conversa cessou e os reunidos a fitavam esperando por alguma resposta, que Yoona nem mesmo ouvira qual seria. 

— Me desculpem eu… — E sem terminar a frase, ou olhar para qualquer um deles, levantou-se e deixou a sala e todos os outros para trás.


Notas Finais


Hey Leeches!! Como vocês estão? Tudo joinha??
Enfim todos acordados, e todos passam bem! Ufa!
Yoona deve estar se sentindo adorável, ou nem tanto assim. Já a Hae mal recuperou o físico e já teve de lidar com um golpe no coração.
Alguém protege esse bebê?
E pra vocês que estavam surtadas com como eles não conseguiam ver que Yoona não era uma humana, aí está! Várias teorias para descobrir como essa pessoa caiu de paraquedas em Quymera!
Para semana que vem a dica é: Preparem o forninho, e preparem o lencinho!
Vemos vocês na sexta!
💜
Esperamos que tenham gostado, não saia daqui sem deixar sua estrelinha brilhando nesse nosso mikrokosmos! Deixe também seu comentário aqui, estamos curiosas sobre o que acharam!!
Desculpem qualquer erro e…
Até em breve!!!


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