História The Legend of Azshara - Interativa - Capítulo 2


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Eitaporraelavoltou, Interativa
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Palavras 3.161
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia, Romance e Novela, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Olá~

Queria ter posto mais personagens, porém decidi só apresentar quatro mesmo. Esse capítulo ficou muito "fire emblem" ashfasfhsaf e cheio de referências. No próximo apresento os demais até porque uma longa jornada está apenas começando!

Capítulo 2 - Ties That Bind


Ezhdoran era um reino gélido, desértico e cruel. Conhecido por sua alta cadeia de montanhas, o reino do norte quase sempre vivia na mesma estação. O inverno rigoroso. Os picos das montanhas sempre estavam cobertos de gelo, assim como o terreno próximo a elas. Terreno este que em sua maioria era infértil e pouco dava para sobreviver da agricultura. Os habitantes de Ezhdoran tinham de recorrer à caça nos períodos mais frios, que por sorte era abundante com a presença das criaturas que eram atraídas pela neve.

No centro do reino, envolta por montanhas, estava a capital Nibelung. Nibelung era um enorme e majestoso castelo negro de defesas impenetráveis. Nenhuma cruzada jamais havia quebrado suas barreiras, sequer passado pelo caminho tempestuoso das montanhas. Os não acostumados tinham de rezar para não morrerem congelados a meio caminho, ou serem presas das tribos de wolfskin que ali residiam próximas. Também tinham de se preocupar com as barreiras feitas pela Tribo de Gelo, uma sociedade em sua maioria composta por magos que serviam à família real.

Nos raros meses em que não nevava, Ezhdoran mostrava-se como um reino impiedoso e enegrecido. O céu era sempre escuro, vez ou outra com pinceladas de nuvens acinzentadas. O dia durava pouco e, mesmo pela manhã, era difícil reconhecer o pequeno sol escondido por aquelas nuvens. Mas o povo do reino não se importava com isso pois, por mais doloroso que fosse viver ali, nada lhes faltavam. Tudo isso graças às constantes cruzadas em Ankara, o reino do sul, completamente oposto ao clima gélido, que era abundante em recursos que Ezhdoran tanto necessitava.

Os ezhdorianos viviam de pilhagens e conquistas de terras que não eram suas, onde frequentemente tomavam cidades e tribos próximas da borda imaginária que separava ambos os reinos. Cruéis, os soldados de Ezhdoran não destruíam tais lugares por completo. Eles apenas saqueavam tudo o que podiam, para que, assim que se reconstruíssem, voltassem para tomá-los outra vez. E assim o ciclo se repetia, não importando quantas forças Ankara dispunha para ajudar os miseráveis. Por mais fortes que a tropa ankariana fosse, ela nunca estava aos pés da sede de sangue e conquista daqueles que dependiam daquela fartura para sobreviver.

Mas se engana quem pensa que a pilhagem se dividia uniformemente entre os demais castelos e tribos além da capital. Não. Sua maioria ia para Nibelung, não só para saciar a família real e suas regalias caríssimas, como também o exército que a protegia. O pouco que sobrava era distribuído para os demais lugares, o que levava ao constante e vicioso ciclo de roubar e matar. Algo que os ezhdorianos em sua maioria não se importavam, pois a ideia de conquistadores já estava tão enraizada em sua cultura que o pensamento de um reino mal administrado e corrupto não passavam por suas cabeças.


 

“Ela… escapou?” A voz do rei ecoou pelo salão real, calma e fria. Era um local fechado, com um trono negro e bandeiras azuis com o dragão de gelo adornando as paredes escuras. Havia um tapete longo que ligava o trono à porta. Nele jazia um homem mascarado de joelhos e com a cabeça baixa.

“Mil perdões, majestade. Eliminei a todos como ordenou, porém nem sombra da princesa Azshara eu encontrei no templo.” Respondeu o mascarado. Além do rei, um outro homem também de máscara tinha seu rosto virado para ele. Os guardas reais estavam ali, porém portavam-se mais como estátuas do que pessoas. Eles vestiam a armadura clássica de Ezhdoran; o negro com adornos azuis.

O rei apenas o encarou. Era um monarca de pele alva, barba comprida e cabelos brancos. Possuía corpo robusto revestido por uma armadura em negro e azul-marinho com o símbolo de Ezhdoran estampado na capa. Apesar das rugas no rosto que denunciavam sua idade avançada, o rei Lothar ainda possuía o mesmo corpo musculoso de sua juventude. Era, sem dúvidas, um guerreiro formidável em combate.

“Então ela ainda está viva?” Inquiriu. Sua expressão era de puro tédio e descontentamento.

“Possivelmente, majestade. Eu gostaria, se possível, de…”

“Não.” O rei o interrompeu, levantando uma mão. “Seus serviços estão dispensados.”

Lothar trocou olhares com o mascarado ao seu lado, o que fez o homem tomar um passo a frente. Ele pegou um tomo vermelho do cinto e o abriu, proferindo palavras em uma língua estranha. Subitamente, o assassino que estava ajoelhado entrou em chamas. Ele berrou, assustado, enquanto seu corpo todo queimava. Sua pele foi descascando, seus músculos derretendo até que apenas cinzas sobrassem. Não adiantava quantas vezes rolasse no chão ou esperneasse, o fogo só pararia quando ele não existisse mais.

O rei observou o espetáculo com o mesmo semblante sério, até que enfim o silêncio voltou a reinar no local. O mesmo homem que proferiu o ataque sumiu com as cinzas de sua vítima com um estalar de dedos. Ele então voltou a guardar seu tomo no cinto.

“Que desperdício de recursos…” Lothar suspirou. “Com a princesa viva, é questão de tempo até que descubram o que aconteceu. Se já não bastasse aquilo…”

“Majestade, se me permite comentar, creio que posso resolver ambos os seus problemas. Tanto a escapada da princesa dragão quanto o desaparecimento de sua filha com a espada real.” Disse o mascarado. Ele estava vestido por completo com um robe e um capuz. Sua máscara possuía um sorriso em “V” e olhos que não passavam de traços na diagonal. No seu cinto haviam outras máscaras além de tomos e pequenas garrafinhas de vidro.

“E por que eu deixaria tarefas tão importantes nas mãos de um bobo da corte?” O rei perguntou com descrença.

“Porque assim não tem nada a perder. Se eu falhar, basta me matar pela minha inutilidade.” Respondeu o homem em um tom sereno. “Porém, se eu suceder, terá a glória de volta para Ezhdoran com todos pensando que foi vossa majestade quem a trouxe.”

Lothar nada disse.

“Sei que está em uma situação difícil, meu senhor.” O mascarado aproximou-se, onde logo ajoelhou-se frente ao rei em uma postura respeitosa. “Ainda mais depois da trágica morte da rainha Therese… Acredito que o que mais deseje nesse momento é sua filha e a arma lendária de volta.”

“Daphne… não pode se encontrar com a princesa dragão.” Murmurou entre dentes.

“E isso não ocorrerá, tem minha palavra.”

“Você está ciente do peso de sua missão, bobo da corte?” Lothar questionou. Tinha a mão cerrando os pelos brancos do queixo.

Mimic, vossa majestade. E sim, sei de suas consequências.” Graças à máscara, o rei não pôde ver o sorriso desenhado nos lábios finos do homem.

“Pois bem, então, Mimic. Você tem um mês para encontrar minha filha e eliminar a princesa dragão. Falhas não serão permitidas. Se tiver sucesso, entretanto, poderá pedir o que quiser como recompensa. Mulheres, dinheiro, fama. Qualquer coisa.”

“Agradeço, majestade.” Mimic se levantou, fazendo uma última reverência. “Mas o bem de Ezhdoran é tudo o que importa para mim.”

“Que seja, estão.” O rei gesticulou a mão com desinteresse. “Os soldados e recursos estão livres para uso em sua missão. Faça bom proveito, e não me decepcione.”

Mimic deu um aceno em concórdia, antes de se reerguer e deixar o salão. Caminhou até o corredor, até ver uma torre de uma das enormes janelas. O mago voltou a tirar um tomo do cinto, pelo que prolatou um feitiço. Em instantes, seu corpo foi envolvido por uma energia e teletransportado para a torre que a poucos segundos observava.

A torre em si estava repleta de pessoas e wyverns. Era uma espécie de ninho, onde os cavaleiros e seus animais descansavam e intercalavam seus turnos em proteger os céus de Nibelung. Mimic buscou com o olhar aquele que mais se encaixava com o que tinha em mente. Ele sabia sobre todos os indivíduos do reino graças às suas fontes, por isso persuadir alguém não era um problema para si.

Foi no canto da torre, próximo ao lugar onde deixavam as armas que Mimic achou seu alvo. Um sorriso se fez antes de começar a caminhar em direção à mulher que treinava com um machado. Ela parecia se exibir para sua wyvern, que tinha uma coloração avermelhada e olhos dourados.

“Varatanë.” Chamou, despertando a mulher de seu treinamento. Ela virou o rosto, limpando as gotas de suor que escorriam pela testa.

“Quem é você?” Quis saber. Tinha os olhos dourados o encarando com uma expressão curiosa.

“Sou Mimic, um humilde servo da família real.” O mago fez uma reverência. “Vim lhe recrutar para a que pode ser a missão que lhe ascenderá ao topo.”

“Como é? Por que a mim?” Varatanë franziu o cenho. “Sei que minhas habilidades são exímias, porém missões de alto escalão são feitas por wyvern lords. Portanto, explique-se.”

“Como você mesma afirmou, suas habilidades são exímias.” Mimic confirmou. “Essa missão é deveras importante. Requer uma liderança, furtividade e capacidades de combate que vão além do ordinário. O que vejo aqui é uma jovem que possuí todas essas qualificações, logo, por que não você?”

Varatanë não respondeu. Ela depositou seu machado numa espécie de cabide onde ficavam os demais, pelo que cruzou os braços pensativa. Uma oferta daquelas, sem dúvida, era algo que não podia negar. O estranho vinha como mensageiro do rei, portanto mesmo que ela não quisesse, não havia muitas opções já que—por mais que desgostasse—a palavra do rei era absoluta.

“Certo.” Ela bateu as mãos, retirando o pó das mesmas. “E o que eu tenho de fazer?”

“Aqui estão todas as suas informações.” Mimic puxou um enrolado de papel da manga de seu robe e a entregou. “Deve partir hoje com mais quatro wyvern riders à sua escolha. Terá de me contatar sempre que houver um progresso ou… inconveniência. Estamos de acordo?”

Varatanë pegou no papel e leu rapidamente os termos. A princípio, pensou que seria algo trabalhoso ou importante como uma missão de caça, mas tudo o que o texto dizia eram informações vagas sobre uma ida até um templo esquecido. Ela estranhou, pelo que logo levantou o rosto para questionar Mimic. Isso se o dito cujo ainda estivesse lá.

A wyvern rider olhou pelos lados, entretanto não o encontrou. Deu um suspiro, um tanto irritadiça por ter sido largada daquele jeito. Não demorou a arrumar suas coisas e recrutar os outros quatro cavaleiros que necessitava antes de partir para a missão. Não estava muito disposta, pois detestava de ser mandada de tal forma, porém acreditava que uma certa glória viria se a concluísse. E isso era motivo o suficiente para lhe trazer um sorriso perverso no rosto.


 

Estava tudo escuro. Tudo o que os ouvidos de Azshara captavam eram o som de passarinhos ao longe. Aquela calmaria durou apenas alguns segundos, até ela começar a ouvir vozes. A princesa descolou as pálpebras com certa dificuldade, a visão um tanto embaçada revelava a silhueta de duas pessoas à sua frente.

“Oh! Você acordou.” Disse uma jovem de cabelos longos e vermelhos. Seus olhos possuíam uma coloração escarlate, e havia um sorriso em seu rosto de porcelana. “Sabia que há lugares melhores pra se dormir do que no chão?” Ela riu.

Azshara apenas franziu o cenho e pôs a mão na cabeça. Só se deu conta de que estava no chão quando sentiu a grama fofa sob si e algumas formigas lhe subindo pelos braços. Depois de afastar as criaturinhas, a princesa olhou em volta.

O céu estava límpido e azulado e o verde se estendia por longos quilômetros à distância. Árvores de pétalas róseas pincelavam as planícies como pontinhos coloridos em um canvas esverdeado. Não sabia onde estava, mas, com certeza, não era o mesmo nefasto território do qual havia fugido.

“Onde… estou?” Perguntou, a voz um tanto falha pelo sono.

“Em Ankara, onde mais poderia estar?” A jovem ruiva respondeu com um sorriso. “Você bateu a cabeça? Está perdida? Precisa de ajuda?”

Azshara foi envolvida por um turbilhão de perguntas. Ainda tentava processar seus pensamentos, quando teve o rosto da garota próximo ao seu de súbito.

“Eu sou a princesa Cynthia, e este é meu leal escudeiro, o príncipe Owain!” Apresentou-se ela, sorridente. Azshara levou os olhos até o homem que até então apenas observava a cena com um sorriso. Diferente da jovem, que estava com um vestido vermelho com peitoral e ombreiras brancas, ele vestia uma armadura vermelha completa toda ordenada em detalhes. Apenas seu rosto podia ser visto, pelo que o capacete com chifres em sua cabeça tampava seus cabelos.

“Princesa… Cynthia? Príncipe Owain?” Azshara franziu o cenho. “Me desculpem, mas de que reino são?”

“Somos de Ankara!” A tal Cynthia respondeu.

“Ahem.” O homem apresentado como príncipe Owain forçou uma tosse. “Meu nome é Masahige, sou um samurai e guardião desta jovem, que na verdade se chama Yuri e é filha do rei e da rainha de Ankara.”

“Cynthia! É Cynthia! O que foi que combinamos?” A ruiva bateu o pé com a cara emburrada. “Sou a heroína Cynthia e você é meu príncipe protetor.”

“Desculpe, princesa, mas mentir é desonesto e contra meu código de samurai.” O homem sorriu desconcertado, afagando a nuca.

A dupla então começou a debater sobre usar ou não aqueles nomes, pelo que Azshara sentiu-se como se estivesse sobrando. A princesa dragão ficou encarando ambos, pensando se deveria ir embora de fininho ou interromper a conversa calorosa.

Foi então que a menção da palavra “templo” fez Azshara se recordar de sua missão. Ela estava diante da realeza de Ankara e um jovem que parecia um bom guerreiro, o que de certa forma poderia ser útil. Azshara precisava a todo custo de encontrar não só as armas sagradas, como portadores. E que pessoa melhor para testar do que uma herdeira do dragão de fogo?

“Com licença…” Azshara os interrompeu, fazendo ambos virarem para si. “Você é a princesa Yuri de Ankara, correto? A filha do meio… se me recordo?”

“Sim. Mas me chame de Cynthia.” Yuri respondeu. “Mas nossa, como você sabe disso? Ah, é, ainda não sabemos o seu nome. Quem é você, moça perdida?”

Azshara engoliu em seco. Não sabia se poderia confiar neles. Estava em desvantagem e por mais boas pessoas que eles parecessem, sua vida ainda corria um grande risco para delatar quem realmente era.

“Eu sou… uma mera viajante. Meu nome é Ashe.” Mentiu. Azshara trouxe o capuz mais para frente no intuito de esconder suas orelhas pontudas e sua tiara de ouro. Segurou firme na bolsa que tinha presa consigo para aliviar a palpitação rápida que tinha em seu coração. Não gostava de enganar os outros, mas era necessário.

“Ah, sim. É um prazer conhecê-la, Ashe! O que você estava fazendo deitada em um lugar como esse?”

“Eu…”

“Cuidado!” Masahige bradou de repente, jogando ambas as jovens para o chão. Uma saraivada de flechas acertou o tronco das árvores, por pouco não machucando os três indivíduos.

“O que está acontecendo?” Yuri perguntou, sobressaltada.

Masahige levantou-se e puxou sua katana, mirando para o indivíduo que atirava flechas. Com ele havia mais cinco, porém estes carregavam machados do tamanho de um braço. Todos estavam vestidos com roupas maltrapilhas e usavam bandanas. Eram, com certeza, camponeses que desistiram da vida miserável que levavam e tornaram-se bandidos.

“Fiquem atrás de mim. Vou protegê-las.” Pediu o samurai, tomando a dianteira.

“Entreguem seu ouro e pertences!” Gritou um dos bandidos. O arqueiro tratou de arremessar outra flecha, mas Masahige a cortou antes que pudesse chegar em seu alvo.

O samurai então correu para a direção dos bandidos, lutando com os seis ao mesmo tempo. Yuri e Azshara encaravam a cena, sem saber ao certo o que fazer. Yuri parecia querer ajudar pois, em meio à luta, começou a procurar por algo desesperadamente.

“Você perdeu alguma coisa?” Inquiriu Azshara.

“Minha naginata! Esqueci onde botei! Não posso ajudar o príncipe Owain e ser uma heroína sem minha arma!” Yuri tateava a grama e olhava para os lados. Estava alheia demais à situação pelo que não notou que mais bandidos se aproximavam. O coração de Azshara apertou-se, onde ela decidiu por se levantar e carregar a outra pela mão.

“Vem, vamos. Deixa isso pra depois.” A princesa dragão a puxou forte para as planícies, lado oposto à floresta de onde saía os bandidos.

“Não posso, eu tenho que ajudar o—”

“Você vai morrer se não correr, anda logo!” Azshara continuou puxando, deixando com que Masahige ficasse para trás. Yuri apenas pôde observar o samurai batalhando contra os bandidos antes de ver que três saíam de seu encalço e as seguiam com outros dois que brotaram da floresta.

As jovens correram e correram. Seus pulmões queimavam com o esforço, pelo que Azshara teve de parar abruptamente quando viu que havia um precipício logo à frente. Ela e Yuri por pouco não caíram, porém agora estavam cercadas. Azshara engoliu em seco, dando um passo para trás. Sentiu parte do pé ficar pendurado, pelo que ela precisou recuar para não perder o equilíbrio.

“O dinheiro ou a morte.” Exigiu um deles, andando na direção das garotas. Tinha dois arqueiros mirando para elas e três indivíduos de machados.

“N-Não se preocupe, Ashe, eu sou uma heroína e vou salvar a gente dessa!” Prolatou Yuri. Sua voz estava um tanto trêmula, assim como suas mãos. Azshara podia ver o medo em seus olhos.

Estava sem saída. Precisava fazer algo se não ambas terminariam mortas. A princesa dragão suspirou, fechou os olhos, e retirou uma pedra azul da bolsa que carregava. Logo depois ela rumou para frente de Yuri e apontou o objeto para os bandidos.

Uma luz forte emanou da pedra assim que ela foi erguida, pelo que o corpo de Azshara começou a mudar para um maior. Bem maior. Asas surgiram, assim como escamas brancas e cristalinas. Seus olhos ficaram vermelhos e brilhantes e seu corpo todo transformou-se em um dragão três vezes o tamanho de Yuri.

Os bandidos recuaram assustados logo que a luz cedeu e puderam ver a criatura. Alguns largaram as armas, outros ficaram com tanto medo que mal conseguiam segurá-las. Azshara aproveitou o medo que causava para rugir e então lançou chamas de sua bocarra na direção deles. Não demorou para que os malfeitores corressem para bem longe, deixando uma Yuri boquiaberta e ajoelhada.

Masahige chegou pouco tempo depois, porém foi capaz de ver o enorme dragão. Ele estava pronto para sacar sua katana e atacar, até que a mesma luz de antes surgiu e retornou Azshara para sua forma humanoide. Impressionado, o samurai apenas observou. A princesa dragão abaixou o capuz, revelando seus cabelos verdes e uma tiara de ouro com uma joia no centro. Ela se virou para Yuri com um sorriso amarelo, como quem se desculpasse pelo engano de outrora.

“Me perdoem por ter mentido.” Azshara guardou a pedra novamente na bolsa e trocou olhares com ambos. “Não sou uma viajante. Meu nome verdadeiro é Azshara e eu sou a filha do Grande Dragão. É um prazer conhecê-los, princesa Yuri de Ankara e Masahige. Se não for muito incômodo, eu gostaria de pedir algo a vocês.”


Notas Finais


Mandem fichas!~
Também queria muito pedir o feedback de vocês quanto a forma como estou escrevendo seus personagens e a história em si. Enfim, é só isso! Até o próximo ufufufu~


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