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História The Legend of the Restart - Capítulo 4


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Capítulo 4 - No subsolo


Cap 4 No subsolo

Ao ouvir o barulho de vidro se quebrar Jéssica foi até o banheiro, mas só viu o espelho quebrado no chão e nenhum sinal de Felipe.

-- David. Você pode verificar um nome para mim ?

Kaio apressadamente foi andando algumas quadras dali, precisava conferir algo e se confirmasse daria início ao seu plano imediatamente.

-- Já está quase na hora... -- ao cruzar a rua viu um homem de óculos escuros carregando uma caixa no braço direito enquanto o esquerdo permanecia no bolso do casaco.

Discretamente Kaio começou a segui-lo, após uma esquina o homem misterioso seguiu para um beco escuro. Para não levantar suspeitas Kaio esperou 30 segundos antes de continuar, se ele ainda estivesse lá só precisaria aguardar sua saída, porém ao passar na frente do beco não viu ninguém o que o surpreendeu já que não haviam portas ou outra saída.

-- Para alguém como ele sobreviver, teria que ser um lugar de difícil acesso e que desse para se esconder facilmente..... -- na hora o jovem soube o paradeiro do homem.

Kaio revirou o beco e achou uma tampa de esgoto e imediatamente a abriu e começou a descer. Enquanto isso se lembrava de uma cena que testemunhou quando ainda tinha seu corpo controlado, este mesmo homem misterioso pegava restos de comida das lixeiras em restaurantes e casas e um dia seu braço esquerdo se prendeu numa lata e quando o puxou o braço caiu, se revelando ser um pedaço de madeira que imitava ser seu membro perdido. O jovem sabia que todos os deficientes eram mortos pelos extraterrestres pois não serviam para o trabalho, na hora o homem pegou seu "braço " e fugiu, após alguns dias ele retornou para buscar mais comida o que fez Kaio pensar que ele tinha um lugar seguro para se esconder.

O que faria sentido se fosse o esgoto. Um morador antigo dessa cidade saberia as ruas e se essa pessoa tivesse trabalhado no esgoto teria um mapa de um lugar completamente escuro e imprevisível na sua mente. Na escuridão do subsolo Kaio seguia em frente tateando o caminho com suas mãos e pés, pois sabia que se iluminasse o ambiente com o celular provavelmente o homem perceberia e usaria seu conhecimento do lugar para despista-lo.

Enquanto isso David ligou para Jéssica, que almoçava num restaurante.

-- Há 7 "Felipes" na usina que mencionou...estamos cruzando os dados para ver quais os que batem com sua descrição física e estamos pegando as câmeras de segurança para você reconhecer qual é ele. -- falou o subordinado.

-- Ótimo.... quero saber quem é ele ainda hoje.

-- Sim senhora. -- encerrando a ligação.

-- Ela é muito dedicada nisso, não é? -- Demon disse.

-- É a vontade de voltar ao seu posto original. Ela era da elite, vivia na nave no começo até que deixou suas emoções tomarem conta dela. E aí ela foi rebaixada a caçadora. -- explicou David.

-- Ela precisa de um grande feito para ser promovida de volta.

No esgoto Kaio ouviu passos a sua frente e começou a segui-los aumentando a velocidade do seu andar. As pessoas a sua frente pararam, imediatamente o jovem fez o mesmo .

-- Tá tudo bem Billy?

-- Tá. Achei ter ouvido algo. -- respondeu uma voz grave.

Os passos começaram a se afastar novamente e Kaio continuou sua perseguição até ver uma claridade, receoso virou a dobra da via e avistou uma iluminação ao longe, aparentemente ele achou o esconderijo do homem e como suspeitava havia outros sobreviventes ali. Um homem numa cadeira de rodas segurava um fuzil atrás de uma parede de caixas, era uma espécie de guarda á uns 50 metros da iluminação. Se o guarda não tivesse cumprimentado o homem ao passar por ele talvez não tivesse o visto até ser morto a balas. Kaio sabia que não podia simplesmente aparecer dizendo que não iriam machuca-los, provavelmente já haviam passado por experiências parecidas e dificilmente ele os convenceria, então decidiu entrar na água do esgoto, seguindo o fluxo conseguiu passar pelo guarda sem problemas. Pelo fato do cadeirante não conseguir notar um volume estranho na corrente ele percebeu que ele não era um profissional, muito menos militar. O jovem rastejou para fora e nocauteou o guarda, pegou seu fuzil e moveu sua cadeira de rodas até o grupo que ao ve-lo sacou as armas imediatamente.

-- Opa! Vamos com calma pessoal, não queremos um monte de corpos boiando na água... -- disse Kaio apontando o fuzil.



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