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História The Leviathan - Among the Shadows - Capítulo 3


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Capítulo 3 - Mãe


Mark: - Sabe . . . por um momento . . . um único m-momento . . . eu achei que . . .

    O gigantesco esqueleto segurava Mark pelo pescoço com dois dedos de sua mão direita.

    O monstro esquelético havia derrotado Mark com muito esforço. Sua perna direita estava de arrasto, a maioria de seus dedos haviam perdido a movimentação, apenas 4 ainda funcionavam. Também era possível ver vários cordões arrebentados ao redor do monstro, e mais distante, sua mandíbula parcialmente enterrada nas pedras afiadas do solo.

Mark: - . . . eu achei . . . que teria uma chance! M-Mas . . . é meu fim!

    O gigantesco esqueleto desferiu um golpe, atravessando a barriga de Mark com a lâmina da foice.

    Mark sentiu a dor agonizante da lâmina o perfurando, e, enquanto o gigante o soltava e ele escorregava pela lâmina em direção ao chão, Mark não conseguiu fazer nada. Não havia plano, não havia esperança e nem mesmo forças em seu corpo para continuar lutando.

    Mark caiu no chão. As pedras afiadas cravaram em seu corpo, e rasgaram sua carne. E ele ficou ali, sem poder se mover ou falar devido a dor que sentia.

    Com suas últimas for, Mark foi capaz de ver o esqueleto girar a foice acima de sua própria cabeça com movimentos tão graciosos que a foice não encostou em nenhum fio sequer. Porém, algo a mais chamou a atenção de Mark, seu sangue, que estava impregnado na foice, começou a evaporar conforme o monstro balançava a foice.

    O sangue de Mark começou a formar uma pequena e translúcida nuvem de um vermelho intenso.

    Conforme aquela pequena nuvem subia, ela começava a entrar em contato com os fios que controlavam o esqueleto. Em questão de instantes, os fios começaram a incandescer e a estourar um a um.

    Mark fechou os olhos por um breve momento, e quando os abriu de novo, o esqueleto estava pendurado por um único fio em sua cabeça.

Mark: - Ha . . . empate?

Mark sentiu um aperto no peito, seu corpo parecia estar fervendo de dentro para fora. Quando se deu conta, seu sangue estava borbulhando, rasgando as veias e tecidos que o continham e virando vapor, enquanto seu próprio corpo virava pó.

Ele fechou os olhos. Mas logo em seguida, o frio, a dor e seu medo, foram preenchidos por uma sensação de calor e conforto. Ele abriu os olhos novamente, e agora se encontrava de volta no interior do mesmo vulcão de antes.

Sem pensar duas vezes, Mar se levantou e correu para a saída, onde encontrou a mesma escuridão e frio de antes.

Mark pulou, e caiu no mesmo chão de pedras afiadas de antes, mas aquilo não o incomodou, ele estava determinado.

Por muito tempo ele correu em meio a escuridão, até finalmente achar o gigantesco esqueleto, pendurado por um único fio.

Aproximando-se com muita cautela, Mark notou um som humano, um choro, vindo de dentro dos ossos do monstro. Obviamente, só poderia estar vindo de dentro do crânio.

Ao se aproximar mais um pouco, notou que água pingava dos dentes do esqueleto. Ele se aproximou ainda mais, e viu que a água, na verdade vertia dos buracos oculares do crânio.

Algo, no fundo de sua mente, o mandava investigar isso mais ao fundo.

Mark começou a escalar o gigante até sua cabeça. Ele se segurou nas curvas e rachaduras do crânio, e pelos buracos oculares olhou para dentro da cabeça.

Mark: - O que?

    Mark viu uma mulher amarrada dentro do crânio. As cordas e o pouco espaço que ela tinha fazia qualquer movimento ser impossível.

    A mulher era magra, jovem, e tinha longos cabelos negros que cobriam seu rosto encharcado de lágrimas, que escorriam e alagavam o crânio. Em seu peito estava cravado um pequeno pedaço de madeira branca como mármore.

    Mark esticou sua mão e agarrou a estaca, no mesmo momento a mulher parou de chorar e levantou sua cabeça em direção a Mark.

Mark: - Espera . . . eu vim te ajudar.

    Ele começou a puxar a estaca, e começou a ver que ela era muito maior do que ele esperava.

    Mark já havia puxado quase 30cm de estaca do peito da mulher, que por algum motivo, não fez som algum.

    De repente, a estaca trancou, e se recusou a sair.

Mark: - Hummmmmm. . .

    Mark agarrou a estaca com as duas mãos e a puxou com toda a força.

    A estaca acabou cedendo, e Mark caiu no chão.

Mark: - Ai . . . ai . . . isso doeu. MAs pelo menos essa mulher deve ter as respostas que eu preciso.

    Brasas começaram a sair de dentro do crânio.

Mark: - O que?

    De repente o crânio explodiu em chamas amarelas, pulverizando o esqueleto e jogando Mark para longe.

    Mark rolou pelas pedras até finalmente parar. A estaca em sua mão havia se transformado em pó.

    Mark se levantou e abriu os olhos. A única coisa que ele notou foi a mulher correndo em sua direção.

Mark: - Ei . . .

    A mulher alcançou Mark, e o abraçou, o abraçou tão forte que ele sentiu suas juntas estalarem.

    Mark ainda não sabia, mas aquela não era uma simples mulher, aquela, era a Morte.

Morte: - Ainda bem que você está bem! Eu não sei como . . . mas o importante é que você está bem!

    Mark não entendia o que a mulher queria dizer.

Morte: - Por um momento eu achei que havia lhe extinguido!

    A voz da mulher era doce, e estava carregada de arrependimento e alegria, como se estivesse aliviada por Mark estar bem.

Mark: - S-S-Senh . . . ora . . .

    Mark mal conseguia falar graças ao abraço da mulher.

Morte: - Me desculpe por tudo! Mas não há motivos para se preocupar, sua mãe está aqui para te proteger!

Mark: - O . . . QUE?



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