História The Leviathan - Capítulo 29


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Apocalipse, Furry, Leviatã, Morte, Sobrenatural
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 29 - O Delegado


    5 anos se passaram, os meio humanos aprenderam a conviver com os anjos protegendo suas cidades de problemas internos e externos. Muitas pessoas reclamavam daquilo, mas eles conseguiram forçar os meio humanos a se entenderem, evitando guerras, e até mesmo afugentando os Radicais.

    Mas agora o único inimigo dos humanos, eram os monstros. Jack, Frost, Jess e Lucio foram recrutados para uma divisão especial de combate contra monstros.

    Atualmente, Jack e Frost estavam investigando um caso a alguns quilômetros de Buttonwillow, Califórnia. Em uma pequena cidadezinha sem nome.

    Jack e Frost chegaram tarde da noite na pequena cidade, e se hospedaram numa pequena pousada.

    A cidade tinha iluminação precária, pouca vigilância, e parecia mais uma cidade do velho oeste, só que com eletricidade, e um hospital de verdade.

    Jack e Frost se arrumavam em suas camas para dormir.

Jack: - Então, o que você acha? Lobisomem?

Frost: - Não, eu acho que possa ser morto vivo.

Jack: - Morto vivo? Frost, esse pessoal anda com uma arma no bolso até quando vai ir no banheiro de noite!

Frost: - É, mas nem todos sabem como combater criaturas das trevas.

Jack: - Você tem razão. Amanhã vamos ver tudo o que conseguirmos, e vaso tentar descobrir o que causou o desaparecimento daquelas pessoas.

Frost: - É. Eu espero que esse trabalho seja rápido.

Jack: - Eu também! Boa noite.

Frost: - Boa noite.

    Os dois se ajeitaram nas camas velhas, e em questão de minutos, eles caíram no sono.

    No dia seguinte, Frost acordou com um barulho estranho. Como um barulho tirado de um filme de ficção científica.

Frost: - Jack! Você ouviu isso?

    Jack lentamente abriu os olhos.

Jack: - O que?

    Frost se levantou da cama num pulo.

Frost: - Rápido se arrume! Não temos tempo a perder.

    Lentamente , Jack se pôs de pé, e começou a se arrumar. E em questão de minutos, eles saíram da pousada.

    Eles olharam ao redor,  não vira ninguém na rua, a não ser pelo prefeito da cidade, e pelo xerife.

    O xerife estava em cima de um poste de energia, consertando alguns fios soltos. Enquanto o prefeito observava.

Jack: - Frost.

    Jack puxava a manga de Frost.

Jack: - Nós nem tomamos café da manhã.

Frost: - Já vamos.

    Frost se aproximou do prefeito, tentando parecer o mais amigável possível.

Frost: - Bom dia prefeito! O que houve aqui?

    O prefeito era um homem baixinho e gordinho, que fedia a protetor solar.

Prefeito: - Nada de mais, apenas um curto. Eu acho que alguém não fez a afiação desse poste direito, mas não se preocupem, xerife está dando um jeitinho nisso.

    O xerife acenou para eles.

    Jack apareceu do lado de Frost, com uma xícara de café na mão.

Jack: - Você sabia que o café da manhã é incluso no pagamento da noite? Pode ser uma cidade pequena, mas tem seu charme!

    Jack andou até onde o xerife estava.

Jack: - Ei, xerife.

    O xerife o olhou, ou pelo menos parecia que estava olhando para Jack. O chapéu na cabeça do xerife fazia uma sombra sobre seus olhos, e os tornava impossíveis de ver.

Jack: - Eu e meu amigo ali, nós somos das forças especiais do exército. E nós estamos aqui para investigar o desaparecimento de 7 pessoas, incluindo 2 crianças.

    O xerife sorriu. E de alguma forma, Jack reconhecia aquele sorriso meio malicioso, mesmo por trás de toda aquela barba negra, mas ele não se lembrava de onde.

Xerife: - Olha, lamento dizer isso, mas eu acho que eu consigo dar conta disso.

Jack: - Aham. Você? Olha, eu não quero faltar com o respeito a sua autoridade, mas temos leituras precisas que apontam que há atividade sobrenatural aqui, na sua cidade. Então, eu peço que o senhor nos entregue tudo o que o senhor tem sobre essas pessoas.

    O xerife o encarou. E deu um sorriso, como se estivesse orgulhoso por alguma coisa.

Xerife: - Prefeito, o remendo tá pronto.

    O xerife simplesmente pulou de cima do poste, e aterrissou no chão, fazendo um BUM, como se ele pesasse uma tonelada.

Xerife: - Então, já que insistem, me sigam!

    O Xerife levou Jack e Frost até a delegacia, onde entregou toda a papelada que ele tinha.

Jack: - Muito obrigado, senhor.

Xerife: - Olha, eu não sou do tipo que dá conselhos a qualquer um, mas para vocês eu faço um exceção. Aconselho que vocês dois deem o fora dessa cidade . . . ou melhor, deem o fora desse continente antes do anoitecer!

Jack: - Isso é uma ameaça?

Xerife: - Pelo contrário, é um conselho! É melhor vocês saírem daqui.

Frost: - Você poderia nos dizer o porque?

    O Xerife olhou para os lados, conferindo se não havia ninguém por perto.

Xerife: - Olha, eu não quero que ninguém escute, mas . . . essa cidade está tomada por vampiros.

    O Xerife sussurrava.

Xerife: - Mas eu posso garantir que eu mesmo vou dar conta de todos eles, hoje mesmo. Mas vocês dois não podem ficar aqui durante o anoitecer. Porque, se ficarem, vocês terão uma cidade inteira para exterminar, e isso seria impossível.

Jack: - Olha, se o que você está dizendo é verdade . . .

Xerife: - É óbvio que é verdade! Pelo amor de Deus, olhe para a rua. É quase 12 Horas, e não tem ninguém na rua!

    Jack e Frost se olharam, pensando no problema que eles tinhas se metido.

Xerife: - E se vocês dois ficarem em perigo, o Delegado vai aparecer e tomar o meu lugar. E aí . . .

Frost: - Espere, quem é o delegado?

Xerife: - Eu não sei dizer.

Jack: - Mas, se o Delegado se importa tanto com as pessoas, por que ele interviria justo AGORA? Eu achei que ele deveria se preocupar com o bem estar de todas as pessoas!

Xerife: - Não, ele se preocupa com o bem estar de VOCÊS dois.

Frost: - Espera, vocês não sabe dizer quem é o delegado, mas sabe que ele se preocupa conosco.

Jack: - Será um conhecido?

Frost: - Jack, os únicos que se arriscariam numa cidade vampira por nós dois, seriam o Lucio ou a Jess. Mas eles estão na china!

Xerife: - Não são eles.

Jack: - Como você sabe?

Xerife: - Eu recebi informações de vocês quatro, elas vieram diretamente do Delegado.

Jack: - Meu Deus, quem é esse Delegado?

    O Xerife tirou o chapéu, mostrando seu rosto. Ele parecia respectivamente jovem, tinha uma barba e cabelos negros e compridos, e usava um tapa olho do lado direito do rosto.

Xerife: - Eu não sei dizer.

Frost: - Por que?

Xerife: - Não sei qual o nome dele. Pelo menos não daqui.

Frost: - O Delegado tem mais de um nome?

Xerife: - Sim, ele tem vários. Infelizmente todos os que eu sei estão em outras línguas.

    Jack largou os papéis na mesa.

Jack: - Então, já que não conseguimos descobrir quem é esse “Tão importante Delegado”, vamos ficar aqui, até o anoitecer. E ele que venha nos explicar o por que ele não fez nada, quando ele sabia que havia uma infestação de monstros na cidade dele.

    Jack e Frost saíram da delegacia, mas o Xerife não os seguiu.

Frost: - Você ainda está com o rádio?

Jack:  - Sim.

Frost: - Se a cidade inteira está infestada, precisamos chamar reforço.

    Jack e Frost Correram para os seus quartos, mas chegando lá, não conseguiram encontrar suas mochilas.

Frost: - Merda, eles sabem que nós sabemos!

    Jack sorriu, e puxou um pequeno rádio militar (um pouco maior que um walkie talkie)  debaixo dos colchões.

Jack: É, mas eles não sabiam dessa!

    Jack ligou o rádio, e começou a pedir apoio imediato para eles.

Frost: - Ei, você ouviu isso?

    Frost havia escutado um Clic vindo da porta.

    Ele foi conferir, e a porta estava trancada.

    Em seguida, Frost tentou quebrar uma das janelas, mas haviam grades do lado de fora. Quebrar o vidro seri inútil.

    Jack terminou de pedir o resgate.

Jack: - Boas notícias, o resgate vai chegar um pouco antes do anoitecer. Mas nós vamos ter que servir de isca para que eles possam se posicionarem sem serem vistos.

Frost: - Eles trancaram a porta.

Jack: - Sem problema, temos que esperar o anoitecer de qualquer forma!

    Frost se sentou em sua cama, irritado.

Frost: - Eu não acredito que estamos fazendo isso, de novo!

Jack: - Ei, desta vez será melhor. Eles só vão poder nos executar ao anoitecer. Vampiros não tem poder durante o dia, o que significa que eles teriam que nos levar a algum lugar para nos matar, o que os levariam ao contato direto ao sol, o que os mataria.

Frost: - Eles podiam atirar atravéz da porta, e nos matar.

Jack: - Não! É uma cidade pequena, mas se nós dois desaparecesse-mos, alguém viria investigar o local. Confie em mim, espere até o anoitecer, e eu tiro nós dois daqui.

    Então eles esperaram até o anoitecer.

    Eles ficaram de bobeira, até escutar passos vindo do corredor.

Jack: - Frost, a porta.

Frost: - Ok!

    Frost encostou na porta, criando uma barreira de gelo, e impedindo que alguém abrisse.

    Jack ergueu sua mão em direção a parede, e disparou um raio, que destruiu parte da parede.

Jack: - Vamos lá!

    Os dois pularam pelo buraco na parede, e caíram no chão ilesos.

Jack: - Ótimo, agora é só . . . essa não.

    Quando Jack se deu conta, eles estavam cercados pelas pessoas da cidade.

    Jack sorriu.

Jack: - Olha, é que tinha uma barata no banheiro.

    Do meio da multidão, o pequeno prefeito apareceu.

Prefeito: - Acho que seu plano de fuga não deu certo! Assim como seu plano de pedir reforços.

    O Prefeito lambeu os lábios.

    De repente, uma música de velho oeste começou a tocar em todos os rádios e TV’s da cidade, fazendo a música ecoar pela cidade.

    E do topo do telhado da cidade, apareceu o xerife, mas agora ele usava peças de roupa escuras, e uma jaqueta longa, que ia até os tornozelos. Ele também usava um chapéu de velho oeste, com um distintivo e algumas balas enfeitando o chapéu.

    Jack e Frost ouviram vozes entre a multidão falando “é o delegado”

Jack: - Dupla personalidade?

    Frost deu de ombros.

Delegado: - Saiam de perto deles.

    A voz do Xerife parecia ter mudado, incluindo algumas feições de seu rosto.

    A multidão de vampiros se começou a recuar.

Prefeito: - Não precisam recuar, é só um homem! Não há com o que se preocupar.

    O Delegado puxou um cigarro do bolso e o botou na boca. Em seguida, ele pulou do telhado, caindo de pé no chão.

Delegado: - Então vai ser assim? Você vão ir contra as MINHAS ordens?

    O Prefeito sorriu, mostrando seus caninos enormes.

Prefeito: - Você é só um homem. Um homem problemático, que acha que tem algum poder para deter uma legião de monstros.

    A multidão começou a se agitar.

Delegado: - Olha, eu tenho que concordar que vocês podem ser uma legião, mas vocês não são monstros, não aqui.

Prefeito: - Hum, é mesmo? Então me diga Xerife, o que somos?

Delegado: - Primeiro de tudo, eu não sou o Xerife. O Xerife morreu! Eu sou o Delegado.

Prefeito: - É claro, como eu pude esquecer!

    O Prefeito zombava do Delegado.

Delegado: - Segundo, o único monstro que tem aqui . . . Sou EU!

    O Delegado puxou um revólver gigante de dentro de sua jaqueta. Provavelmente o revólver pesava uns 15 quilos, mas aquilo não parecia ser nada para o Delegado.

    As balas no tambor da arma tinham um brilho incandescente, como se as balas fossem feitas de metal quente.

    O Delegado apontou a arma para a cabeça do Prefeito.

Prefeito: - Você acha que isso pode me matar?

Delegado: - Sim!

    O Delegado puxou o gatilho, e metade do corpo do prefeito simplesmente explodiu em cinzas.

    O Delegado olhou para a multidão.

Delegado: - Próximo?

    A multidão ficou parada, com medo do Delegado.

Delegado: - Infelizmente, eu acho que já está na hora de vocês dizerem tchau para esse mundo!

    O Delegado começou a atirar na multidão, que se dispersou em desespero.

    Cada projétil que ele disparava, deixava um breve rastro luminoso, porém, ele desintegrava tudo o que tocava num raio de 1 metro.

Delegado: - Isso vai durar a noite toda!

    O Delegado engatilhou a arma, e quando disparou, o tiro simplesmente atravessou todo mundo que tinha pela frente e acertou a delegacia. Em seguida, a delegacia inteira estava em chamas.

Delegado: - Que se foda essa merda! Eu não tenho paciência para isso.

    O Delegado guardou a arma, e estendeu sua mão para frente.

    Ele começou a girar a mão lentamente no sentido horário.

    Jack e Frost conseguiram notar que conforme ele girava a mão, as estrelas começaram a se mover rapidamente, juntamente com a lua. O fogo na delegacia se espalhou para as outras casas numa velocidade inacreditável.

Jack: - O QUe é isso? O que ele está fazendo?

Frost: - Eu . . . eu acho que ele está fazendo  . . . a noite se passar mais rápido.

    Frost estava certo, a noite estava se passando em questão de segundos, tudo na volta deles estava acelerado, exceto eles, e a multidão.

    Em questão de segundos, o sol surgiu no horizonte, e queimou todos os vampiros do vilarejo.

    Tudo o que Jack e Frost conseguiram ver, foram os corpos dos vampiros se carbonizado em contato com a luz do sol.

    De repente, o tempo voltou ao normal.

Jack: - Como . . . como isso aconteceu?

Delegado: - Muito simples. Um dia, um viajante apareceu aqui, nessa cidade. Ele chegou ao amanhecer, e tinha queimaduras pelo corpo todo.

    O Delegado se aproximou deles.

Delegado: - O povo dessa cidade sempre foi hospitaleiro. Mas, obviamente, o viajante ferido era um vampiro. E com o tempo . . . todo mundo virou vampiro. Aí eu cheguei, e matei todo mundo! De nada!

Frost: - Nós já sabíamos da maioria dessas coisas. Nós queremos saber . . . como você fez a noite se passar em menos de 1 minuto!

Delegado: - Segredo de estado!

    Jack puxou sua pistola, e a apontou para o Delegado.

Jack: - Quem . . . o que é você?

Delegado: - Bem . . .

    Um tipo de chicote negro saiu de dentro da manga de Delegado e agarrou a pistola de Jack.

Delegado: - Isso é difícil de explicar!

    O chicote puxou a arma e Jack acabou a soltando.

Jack: - Que merda é essa?

Delegado: - É meu chicote! Algum problema?

    Jack disparou para cima de delegado.

Delegado: - Francamente . . .

    O chicote do delegado saiu de sua manga novamente, e se enroscou no corpo de Jack, como uma cobra. E o levantou no ar, o pondo de cabeça para baixo.

Delegado: - . . . até hoje eu não achei uma versão sua, em todo o multiverso, que não fosse assim,como você, sabia? Parece que Deus não estava num dia muito criativo, e copiou a mesma pessoa em todos os mundos do multiverso. Eu não sei mais porque eu me importo com vocês!

Frost: - Espera.

    Quando Frost escutou o Delegado falando sobre “as verões do multiverso”, só veio uma coisa a sua cabeça.

Frost: - Hãm . . .Tony?

Delegado: - Tony? Não, não.

    O Delegado tirou o chapéu e o tapa olho, revelando seu olho direito, que tinha a íris vermelha como um rubi.

Delegado: - Eu acho que você confundiu os irmão, Frost.

Jack: - Seu . . . Eu não acredito!



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