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História The Life Of Lia: SPN - Capítulo 8


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Capítulo 8 - 1x8 Faith


Fanfic / Fanfiction The Life Of Lia: SPN - Capítulo 8 - 1x8 Faith

Narradora On

— Olha, podemos terminar isso mais tarde? - Lia disse aos policiais que queriam um depoimento sobre o que houve com Dean.

— Não, não, tudo bem. - os policiais disseram.

— Nós estávamos apenas pegando um atalho e as janelas do carro estavam abertas. Ouvimos gritos quando passamos pela casa, paramos e entramos nela.

— E encontraram as crianças no porão. - um policial disse.

— Isso. - Lia afirmou e Sam se aproximou dela pois antes falava com uma enfermeira.

— Tudo bem. Obrigada pela ajuda. - os dois policiais se retiraram.

— Você está bem? - Sam perguntou a Lia.

— Não ficarei bem até o Dean sair daqui. - os dois mais novos olharam para trás vendo o médico de Dean se aproximar e caminharam até ele. Natália está com muletas pois seu pé estava engessado, por conta da queda da escada acabou torcendo.

— Doutor, como ele está? - Sam perguntou.

— Ele está descansando.

— E então? Qual a situação dele? - Natália pergunta nervosa.

— A eletrocussão promoveu um ataque do coração bem forte, receio dizer isso. O coração dele está danificado. - Lia e Sam já encheram os olhos de lágrimas.

— Quão danificado? - Sam.

— Fizemos tudo o que pudemos. Podemos deixá-lo confortável até agora. Mas eu daria a ele algumas semanas, no máximo um mês talvez.

— Não, não, deve haver algo que possa fazer, algum tipo de tratamento. - Sam.

— Não podemos fazer milagres. Realmente, sinto muito. - Sam afirmou e saiu para ir no quarto de onde Dean estava.

— Obrigada por tentar. - Lia falou ao médico e foi na mesma direção que Sam.

— Vocês já assistiram a TV de dia? É horrível. - Dean falou, olhando a TV zapeando os canais. Seu estado estava deplorável, estava pálido, com grandes circos escuros envolta dos olhos, o olhar baixo e a sua voz estava rouca.

— Nós falamos com o médico. - Sam disse, suspirando.

— Esse amaciante de roupa de ursinho que horror. Vou caçar esses bichinhos filhos da puta. - Dean nem ligou para o que Sam queria falar.

— Dean - Sam insistiu.

— Pois é. Então vocês terão que deixar a cidade sem mim. - desligou a Tv e olhou para nós.

— Do que está falando? Não vamos deixar você aqui! - Sam disse.

— É melhor você cuidar daquele carro se não eu volto para te assombrar.

— Não é engraçado. - Sam.

— Qual é, é um pouco engraçado. Olha, Sammy, o que eu posso dizer cara? É um barco pequeno. Eu afundei. É isso, fim da história.

— Não fale isso. Ainda temos opções. - Natália disse angustiada.

— Que opções? Enterrar ou cremar? Eu sei que não é fácil mas... Eu vou morrer e vocês não podem impedir isso.

— Vai vendo. - Sammy saiu do quarto e Lia se aproximou mais de Dean, ficando ao lado da maca.

— Nós vamos encontrar um jeito, Dean. Não vou deixar você morrer. - Natália disse segurando o choro.

— Não tem nenhum jeito, gênio. Eu vou morrer.

— Não, Não! Você não vai, você não pode me deixar! Não pode nos deixar. - Lia começou a chorar pois já não aguentava segurar. - Eu não posso permitir isso. - Natália fechou os olhos com lágrimas saindo.

— Ei, olha para mim. - Dean pegou no rosto da garota fazendo ela olhar para ele. - Quero que me prometa uma coisa.

— O que?

— Que vai seguir sua vida, cuidar do Sam por mim e que na primeira oportunidade que tiver você vai matar o maldito que matou sua família e minha mãe. E vai sair viva dessa.

— Sem você eu não consigo, nós não vamos conseguir sem você Dean... Eu tenho que te dizer uma coisa. - Natália puxa o ar e soltou, tentando manter a calma. - Eu... Eu vou fazer de tudo para você viver. - Lia disse fechando os olhos novamente, por sentir medo. Ela tinha olhado aqueles olhos verdes que estavam com tão pouco brilho quanto antes, que sentiu medo de dizer o que realmente tinha que dizer. Ela queria dizer que gostava dele, que gostava de verdade, que sentia algo forte por ele, algo que surgiu nessas últimas semanas. Mas o medo de perder ele atrapalhou tudo.

— Natália... - Dean disse mas Lia o interrompeu.

— Eu volto mais tarde para te ver. Eu prometo. - Lia beijou sua bochecha e sai as pressas com o barulho das muletas batendo no chão branco do hospital.

Dean se sentiu sozinho, vendo Lia sair pela porta. Ele podia sentir o cheiro da garota no quarto e quando fechava os olhos podia ver aquele rosto angelical o olhando. Ele queria ela ali, do seu lado até a hora da sua morte. Seria doloroso para ela ver Dean morrer, seria ignorante da parte dele pedir isso, mas ele queria muito ela por perto. Dean nunca disse o quanto gostava dela, o quanto queria a garota sempre ao seu lado. Mas nunca daria certo, ela nunca demonstrou nenhum sentimento por ele antes. Mas ele ainda pensa no quase beijo deles, foi o mais perto que ele pode estar daqueles lábios. O Winchester mais velho não aguentaria ver aqueles que amam chorando pela sua perda. Seria demais para ele.

Natália Waldorf On

Sai do hospital secando as várias lágrimas que saiam, cheguei no estacionamento me encontrando com Sammy no carro, entrei e disse.

— Vamos encontrar um jeito de salvar ele.

[...]

Três dias se passaram depois que Dean se internou no hospital, eu e Sam passamos noites em claro fazendo ligações, pesquisando e lendo livros de tudo. Estava no notebook deitada na cama, Sam na cama ao lado, ele tinha acabado de ligar para John, eu também tinha feito isso, mas acho que nem com seu filho morrendo ele aparece. Ouvimos uma batida na porta, Sam foi atender e eu não desgrudei os olhos da tela do notebook.

— Que diabos está fazendo aqui? - quando olhei para porta, lá estava ele, pálido e fraco entrando pela porta.

— Dei alta para mim mesmo. - deu um sorriso de lado. Me levantei ainda usando as muletas.

— Você pirou? - Sam.

— Não vou morrer em um hospital onde as enfermeiras nem são gostosas. - continuei encarando ele com seriedade.

— Sabe, essa de "eu não tenho medo da morte" não cola tá Dean. - falei um pouco irritada.

— Tanto faz. Vocês dormiram? Parecem pior que eu. - Falou se sentando onde Sam estava antes.

— Andamos pesquisando nos últimos três dias. Contatamos todos os contatos do diário do papai. - Sam disse.

— Por quê? - Dean.

— Para te ajudar. Um dos amigos dele, Joshua, retornou a ligação. Contou sobre um cara em Nebraska, um especialista. - falei com esperança na voz.

— Não vai me deixar morrer em paz, vai? - Dean me olhou, parecia com medo, ele não me enganava.

— Não vamos deixar você morrer de jeito nenhum! - caminhei até o lado de Sam, de frente para Dean.

— Vamos para lá. - Sam disse, e me olhou logo em seguida.

[...]

Sam dirigia e eu e Dean atrás, eu achava que ele fosse ficar na frente mas, ele venho para trás, isso faz eu e Sammy estranhar. Ele ficou quieto a viagem toda, eu sentia seu olhar em mim, mas quando eu virava para olha-lo ele virava o rosto. Ele estava me evitando? Se sim, porquê?

Sam estacionou o carro perto da tenda, saímos do carro e Sam correu para ajudar Dean para caminhar.

— Eu sei me virar. - Dean falou afastando as mãos de Sam de perto de si. Eu por teimosia já tinha tirado o gesso da minha perna, então peguei no braço de Dean ajudando ele a caminhar. Ele me olhou sério.

— Fica quietinho. - falei.

— Pensei que iriamos ver um médico. - Dean falou ranzinza.

— Eu disse "um especialista" esse cara parece ser sério. - falei.

— Não acredito que vocês me trouxeram para ver um cara curar pessoas numa tenda.

— O homem é uma fraude! – um cara gritava para as pessoas em frente a tenda até que os policiais o pegaram para o tirar de lá.

— Esse não é do rebanho. – Dean falou enquanto andávamos em direção a tenda.

— Quando as pessoas veem algo que não podem explicar, há controvérsias. - Sam.

— Ah fala sério Sam? Um curandeiro!

— Talvez seja hora de ter um pouco de fé, Dean. - Falei.

— Sabe no que tenho fé? Realidade!

— Como pode ser tão cético depois de tudo o que vemos todos os dias. - Sam.

— Exato, vemos porque são reais.

— Se pode acreditar no mal por que não acreditar no bem? – disse tentando convence-lo.

— Porque sei o que o mal fez com gente boa. – Paramos de caminhar e Dean nos encarou.

— Os caminhos de Deus são misteriosos. – uma mulher loira muito bonita parou ao meu lado sorrindo para nós.

— Talvez seja. – Dean deu sorriso de galante de novela e eu revirei os olhos largando o apoio que estava dando a ele esse tempo todo e cruzei os braços. – Mas é melhor mudar de assunto.

— É, é melhor.- ela disse.

— Sou o Dean, esse é o Sam e a Natália. – demos as mãos em cumprimento.

— Oi, sou Layla. Escuta, se não tem fé então por que você está aqui?

— Bom, parece que eles têm fé por mim. – Dean respondeu.

— Vamos Layla, já vai começar. – uma senhora muito parecida com Layla apareceu e elas entraram.

— Aposto que os caminhos dela são misteriosos. – Dean deu um sorriso travesso dando sentidos a frase fazendo Sam rir e eu bufei.

Entramos na tenda e Dean observou o local vendo as várias câmeras.

— É, amor, paz e segurança. – fez piada novamente, até no caminho da morte ele não para.

Dean foi se sentar em um dos últimos bancos longe do altar, mas eu e Sam vimos bancos de sobra na frente bem perto do altar, puxamos Dean para sentar lá, mesmo sem vontade ele foi obrigado a ir. Um homem de óculos escuros, sendo ajudado por uma mulher a subir no altar, ele obviamente era deficiente visual. Ele começou a falar.

— Todas as manhãs, minha esposa, Sue Ann, me lê as notícias. Nunca parecem boas, não é? Parece que há sempre alguém cometendo algum ato imoral e indescritível. Mas eu digo a você, Deus está assistindo. Deus recompensa o bem e pune os corruptos. Quem faz a cura aqui, amigos? O Senhor que me guia na escolha de quem curar, ajudando-me a ver o coração das pessoas. – falou LeGrange.

— Direto nas carteiras. – Dean falou

— É o que acha meu jovem? – o homem perguntou, Dean ficou imóvel pelo homem ter ouvido o que ele disse. Eu me segurei para não rir porque realmente foi engraçado.

— Perdão. – Dean

— Não, tudo bem. Cuidado ao que fala perto de um homem cego, meu ouvido é muito bom. – todos riram e Dean ficou envergonhado.

— Qual o seu nome filho? – o curandeiro perguntou.

— Dean.

— Dean, eu quero que suba aqui. – eu senti esperança dentro de mim crescer a cada segundo. Todos aplaudiram mas Dean continuou sentado.

— Não precisa, obrigado. - Dean

— O que? Não! – eu e Sam dissemos para Dean.

— Você quer ser curado, não quer? - LeGrange.

— Eu quero, mas pode escolher outra pessoa. – todos ficaram incentivando Dean a ir mas ele se recusava.

— Eu não escolhi você Dean. Foi o Senhor.

— Vai logo Dean. – Sam.

Dean finalmente se levantou e andou até o altar com todos aplaudindo.

— Está ponto? – o curandeiro perguntou.

— Com todo o respeito, eu não sou crente, sabe?

— Mas vai ser filho. Vamos orar.

O curandeiro levantou as mãos para cima e tudo ficou em silêncio, as pessoas fecharam os olhos orando. O curandeiro colocou uma das mãos na cabeça de Dean, e ele caiu de joelhos e depois desmaiou.

— Dean! – eu e Sam corremos até ele e chamamos por ele. Ele abriu os olhos e eu pude ver naqueles verdes que ele estava bem, parecia que a vida tinha voltado e o brilho em seus olhos voltado novamente.

[...]

Levamos Dean ao médico para fazer exames e ver se estava tudo certo com o coração dele. Estávamos esperando a médica voltar com os resultados.

— Você está bem mesmo? – Sam perguntou.

— Eu estou legal, Sam. – Dean falou olhando para o nada.

— Bom, de acordo com os exames o seu coração não tem nenhum problema, e nem nunca teve. Não que um homem da sua idade devesse ter problema cardíaco. O estranho é que acontece. – disse a doutora quando entrou na sala.

— Como assim, acontece? – Dean perguntou.

— Hoje de manhã um jovem como você, vinte e sete anos, atleta, de repente infartou. – explicou.

— Obrigado Doutora. - Ela saiu da sala e Dean nos olhou significativo. – Isso é estranho.

— Deve ser coincidência, os corações das pessoas param o tempo todo. – Falei.

— Não sei não. - Dean.

— Por que duvidar? Por que não aceita que foi curado e seguimos em frente? – Sam.

— Porque eu não consigo me livrar dessa sensação! – Dean se levantou da cadeira.

— Que sensação? – Eu e Sam perguntamos.

— Quando eu fui curado senti algo errado, senti frio e por um segundo eu vi alguém, um cara velho. Eu to dizendo cara, era um espírito. – Falou colocando o casaco.

— Dean, se tivesse alguma coisa lá eu também teria visto. Eu estou vendo muita coisa ultimamente. – Sam.

— Desculpa vidente maravilha mas vão precisar ter fé agora. Eu caço a tempo suficiente já, para saber a sensação.

— Tá bom Dean, o que você pretende fazer? – eu perguntei.

— Sam vai saber sobre o cara do ataque cardíaco. Eu e você vamos falar com o LeGrange.

— Tudo bem. – concordamos.

[...]

— Eu me sinto ótimo, só estou tentando entender o que aconteceu. – Dean falou, ele estava sentado ao meu lado no sofá, o curandeiro LeGrange sentado na poltrona na nossa frente e sua mulher nos servia um chá.

— Um milagre é o que aconteceu. Milagres sempre acontecem perto do Roy. – A mulher dele respondeu se sentando na outra poltrona.

— Quando começaram, os milagres? - Dean.

— Um dia eu acordei cego, os médicos disseram que eu tinha câncer, disseram que eu tinha talvez um mês. Nós rezamos por um milagre, eu estava fraco então pedi para Sue Ann continuar a rezar, então eu entrei em coma, os médicos disseram que eu não iria acordar, mas acordei. E não tinha mais câncer. Se não fossem os olhos, ninguém teria acreditado nisso.

— E aí começou a curar as pessoas. – falei.

— Venho logo depois. Deus me abençoou de várias maneiras.

— E o seu rebanho cresceu grandemente, e isso é só o começo. - a mulher disse feliz.

— Posso perguntar mais uma coisa? - Dean.

— Claro que pode.

— Por que eu? Com tantos doentes, por que me salvou?

— Como eu disse antes, o Senhor me guia, eu olhei o seu coração e você se destacou.

— O que viu no meu coração?

— Um jovem bom, com um propósito muito importante para fazer.

Quando estávamos saindo da casa do curandeiro acabamos nos encontrando com Layla e a mulher que estava com ela que eu acho que é a mãe dela. Conversamos um pouco e descobrimos que Layla tem um tumor no cérebro que é inoperável, fiquei com pena pois gostei dela, ela parece ser uma pessoa muito boa e gentil. Entramos no carro e fomos para o hotel.

— O que descobriu? – Dean perguntou ao chegar no quarto e ver Sam no notebook.

— Me desculpe.

— Pelo que?

— Marshall Hall morreu às 4:17. - Sam disse cabisbaixo, sabia que Dean ficaria irritado com isso.

— Na mesma hora em que fui curado.

— Sim, eu fiz uma lista de todas as pessoas que Roy curou, seis o ano passado. Eu chequei os óbitos locais, a cada pessoa curada teve uma morte, no mesmo dia, na mesma hora.

— E a pessoa morria com os mesmos sintomas que as pessoas que eram curadas. – eu comentei.

— Exato. De alguma forma LeGrande está trocando uma vida por outra. - Sam.

— Então Marshall Hall morreu para me salvar? – Dean tinha um olhar de culpa.

— Dean, o cara teria provavelmente morrido de qualquer maneira e outra pessoa teria sido curado. – Eu disse.

— Vocês nunca deveriam ter me trazido aqui! - falou irritado.

— A gente só estava querendo salvar você. – Sam falou.

— Sam, o cara morreu por minha causa.

— Só que nós não sabíamos. Estávamos desesperados. – Eu falei.

— Só que eu não entendo é como ele faz isso. Trocar uma vida por outra. – Sam.

— Ou talvez não seja ele que faz, alguma coisa está fazendo por ele. - Dean.

— O que você quer dizer? – Sam.

— O cara que eu vi, eu no fundo sabia mas não queria acreditar.

— Do que está falando? – perguntei.

— Há apenas uma coisa que pode dar e tirar um vida assim, estamos lidando com um ceifeiro.

— Ok, mas a questão é, como Roy está controlando esta coisa? – eu perguntei.

— Uma cruz. – Sam disse começando a procurar em um livro. – Tinha uma cruz no altar, eu sabia que já tinha visto em algum lugar. Aqui. – eu fui ao seu lado e olhei o desenho da cruz.

— Um tarô, faz sentido. Era do início da era cristã, padres usavam para fazer magia escura. – Eu expliquei.

— Então Roy está usando magia para prender o ceifeiro e fazer o que ele quiser. É como colocar coleira em um cachorro. – Dean.

— E como paramos Roy? – Sam.

— Você sabe. – Dean nos encarou.

— O que? Não podemos matar o Roy, Dean. – Eu falei.

— O cara ta brincando de Deus, escolhendo quem vive e quem morre. Ele é um verdadeiro monstro.

— Não, nós não vamos matar um humano! – eu protestei.

— Se não podemos matar o Roy não podemos matar a morte, alguma ideia gênio? – Dean foi cínico.

— É claro que eu tenho. Se Roy está usando um feitiço para prender o ceifeiro deve ter um livro para isso, nós descobrimos e arranjamos um jeito de desfazer.

Fomos para a tenda, nos dividimos. Dean foi para o culto para tentar impedir a próxima cura e eu e Sam fomos na casa de Roy para procurar o livro e desfazer o feitiço. Eu e Sam vimos Roy e a esposa saírem da casa e fomos para a janela da varanda e abrimos para entrarmos. Procuramos em vários lugares até que achamos uma sala que estava trancada, encontramos um livro que tinha o desenho da cruz, o feitiço que ele usava para controlar o ceifeiro e tinha reportagens de jornais e fotos das pessoas que morreram para curar outras, até que vimos a foto de um cara que ainda não tinha morrido.

— Ei, esse não é o cara que protesta contra o Roy na frente da tenda? - eu perguntei a Sam.

— Ele é o próximo! - Sam.

Ligamos para o Dean para avisar a ele e fomos atrás do cara, estávamos no estacionamento até que ouvimos gritos de socorro, vimos ele olhando para o nada, todo apavorado.

— Onde ele está? – Sam perguntou para o homem que se chamava David.

— Ali! – ele apontava para a nossa frente mas eu e nem Sam vimos nada. Nós corremos com o David para longe o mais rápido possível.

Dean nos ligou e disse que conseguiu parar o Roy mas nesse mesmo momento David começou a gritar e ver o ceifeiro, ele caiu no chão e seus olhos ficaram brancos e começou a ficar gelado. Dean desligou o telefone e depois de alguns segundos David começou a se acalmar e seus olhos voltaram a ser castanhos, o ceifeiro desapareceu.

Nos encontramos na frente da tenda e ouvimos que Roy iria fazer uma sessão particular para curar Layla, já que o culto foi interrompido. Dean descobriu que quem controla o ceifeiro é Sue Anne a esposa de Roy, e o pobre homem não faz nem ideia do que a mulher faz.

— Achamos esse livro, tem todo o feitiço que ela faz para prender o ceifeiro. Ela teve que fazer um altar com sangue e tudo mais, é muito diabólico para uma mulher de pastor. – eu falei entregando o livro para Dean.

— Ela estava com medo, desesperada. Roy teve câncer então ela usou isso para salvá-lo, mas ela não parou mais, usando isso para matar pessoas e manter o ceifeiro longe de Roy. – Dean falou.

— Ela está enganando a morte. – Sam falou.

— Temos que desfazer o encanto, mas como? – Eu perguntei me sentando ao lado de Dean na cama.

— A cruz, Sue Anne tem uma pouco menor que usa no pescoço, quando ela parou de usá-la o ceifeiro foi embora. – Dean disse.

— Mas ainda tem o altar. – Sam lembrou.

— Que tal os dois. – Eu falei e logo bolamos um plano.

Chegamos na casa do Roy e o carro de Layla já estava lá, eu fiquei com pena pois Layla não será curada. Dean e Sam distraíram os policiais que estavam na frente da casa de Roy para que eu entrasse pelo porão onde encontrei o altar que Sue Anne fez e achei um retrato com uma foto de Dean e com um xis vermelho em cima do rosto dele. A vaca vai mandar o ceifeiro atrás dele.

— Eu dei a vida para o Dean e posso tira-la. – Sue Anne apareceu atrás de mim e eu encarei ela com toda minha fúria.

— Hoje não! – Eu derrubei o altar com as velas, flores e sangue no chão com toda a minha raiva. Ela correu para fora do porão e me trancou lá dentro.

— Natália, você não vê! Deus me premiou para curar os justos e punir os maus. E Dean é mau, Layla merece viver.

— Cala a boca Sue Anne! Você não sabe o que está fazendo! Pare já com isso!

Ela foi embora e eu encontrei outra saída do porão. Cheguei a tempo de ver Sam destruir o colar e Sue Anne começou a ver o ceifeiro e caiu morta no chão. Saímos de lá antes que nos vissem perto do corpo. Estávamos no quarto de hotel e Layla apareceu lá. Sam me puxou para fora do quarto para deixar os dois sozinhos, ele me disse que ligou para ela porque viu que Dean estava precisando falar com ela. Eu entendi, então eu e Sam fomos no final do corredor onde tinha uma máquina de refrigerante.

— Lia, posso te fazer uma pergunta? – me olhou meio sem graça.

— Talvez, o que foi? – estranhei.

— Bom, qualquer um que olha para você e o Dean consegue enxergar que tem uma química entre vocês, sabe, uma conexão.

— Isso é paranoia da sua cabeça, essas coisas sobrenaturais estão afetando o seu cérebro! – eu ri pegando o refrigerante que saiu da máquina.

— É sério Lia. Ele sente algo por você mas não admite porque é um burro. Rolou alguma coisa entre vocês?

Fiquei encarando o Sammy por um tempo. Eu escondo um sentimento por Dean a um tempo, mas não posso falar para ele. Somos amigos a anos, ele não vê desse jeito.

— Não rolou nada, você sabe como somos. É como gato e cachorro, um briga eterna.

— Mas Lia...

— Sam, se continuar com esse pensamento eu raspo seu cabelo.

Eu olhei para ele ameaçadora, ele riu e me puxou para um abraço.



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