História The light of my darkness - Capítulo 20


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Categorias League Of Legends
Personagens Ahri, Akali, Personagens Originais, Shen, Syndra, Zed
Tags Drama, League Of Legends, Romance, Syndra, Zed, Zed X Syndra
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Palavras 2.113
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shounen, Slash, Sobrenatural, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hoooooi! Começamos, hoje, com o novo arco da fic! É, teremos um capítulo inicial recheadinho de referências, e nem precisa ser entendedor para entender (ke?)
Enfim, para não dar mais spoilers, vamos direto para a história!

Boa leitura! ^^

Capítulo 20 - Direções opostas


 

Dois dias depois, na fortaleza celestial...

 

 

Syndra e Zed tomavam um pouco de chá na parte de fora do templo, aproveitando o lindo dia ensolarado. A maga encarava Zed de forma suspeita e atenta, enquanto este último conseguia apenas sentir-se constrangido diante de tal situação.

— Você realmente vai ficar me olhando toda hora? — perguntou, levando a xícara de chá à boca. Procurando fugir da situação desconfortável, desviou os olhares para a paisagem, com seu rosto corado.

— Depois de todo esse tempo tendo que virar na direção contrária apenas para você comer sem seu rosto ser visto, sei que minha ação é justa. — Mostrou a língua, soltando um riso abafado.

— Venceu. — admitiu, sorrindo para Syndra. Não conseguia negar diante de uma leveza tão pura que a garota expressava.

— Sim. — Abriu mais um sincero sorriso.

Ficaram em silêncio por um tempo, olhando a vista de cima da ilha como costumavam, tomando um gole de chá por vez.

— Syndra! — gritou o outro, pondo um fim ao silêncio. Seu susto fizera com que derramasse o líquido na grama e acidentalmente quebrasse a xícara, deixando a dona da propriedade com raiva.

— O que foi?! — perguntou, espantada. Foi sua primeira reação, mas ao perceber o estrago do amigo, recompôs-se. — Você vai pagar por isso... — murmurou, séria.

— É hoje: o dia do combate! — lembrou-se animado, ignorando que teria que pagar pela peça.

— Que combate? Você está louco? — gritou, franzindo o cenho.

— Aquele do folheto... ou eu não te mostrei? — Deu um tapa em seu próprio rosto, xingando-se mentalmente por esquecer algo que julgava ser importantíssimo para a Soberana.

— É, aparentemente você não me mostrou.

— Lembra quando a gente foi pela primeira vez lá na vila e tinha uma garota entregando uns panfletos? — Zed começou, recebendo um aceno de Syndra com a cabeça como resposta. — Era sobre a competição.

— Ah, aquela idiota... — murmurou, ranzinza.

— Você nem ao menos falou com ela!

— É, mas você me deixou falando sozinha para conversar com ela, o que a torna uma idiota. — resmungou, fazendo bico. Terminou de tomar o chá em um só gole, irritada.

“Ciumenta”  — pensou Zed, corando sem perceber.

— Ei, por que está envergonhado? — Syndra analisou o ninja atentamente, desconfiando de sua mudança de comportamento repentina.

— Não estou envergonhado! É só calor! — gritou, desviando o olhar.

— Enfim... o que tem esse combate? — Voltou ao assunto inicial, sabendo que se continuasse com esse jogo de palavras, acabaria por cair em uma situação desagradável.

— É um torneio básico. São duas fases no total. Na primeira fase nós combateremos solo, enquanto a segunda será em duplas. — explicou, olhando o panfleto para ver se não havia esquecido de nenhum detalhe. — Os vencedores ganham muita grana...

— Quanto exatamente? — indagou colocando a mão sob o queixo, pensativa. Não se preocupava em demonstrar interesse, já que ela e Zed compartilhavam do mesmo desejo.

— 200 moedas de prata. — respondeu, mostrando a folha para a amiga.

— Interessante. — Pegou o panfleto das mãos do garoto. — Seremos uma dupla então? — perguntou, levantando-se da grama em um pulo animado. Estendeu sua mão direita para o amigo, ainda sentado no solo.

— Pensei que já fôssemos. — Sorriu para Syndra, segurando sua mão com a dela.

 

***

 

No caminho da vila, Syndra e Zed andavam a cavalo, porém dessa vez sem uma corrida infantil. Queriam conversar durante o trajeto.

— Sempre soube que você cederia às minhas capas... — murmurou Syndra, sorrindo de forma convencida. Sentia-se satisfeita ao observar que Zed usava uma capa parecida com a dela na intenção de cobrir seu rosto, já que ele estava sem sua máscara.

— Só estou usando porque você tinha essa sobrando e, quem sabe, podemos encontrar alguém do governo, considerando que é uma competição bem fiscalizada.

— Isso é financiado pelo governo? — perguntou, tomando sua cabeça lateralmente, sinalizando confusão. Sempre soube que Ionia era um lugar de paz, e tal objetivo contradizia completamente com os ideais da região. Não sabia o motivo de estarem fazendo isso, simplesmente não se encaixava.

— Sim. De acordo com o panfleto, eles procuram novos recrutas para o exército. — explicou, e depois disso tudo pareceu claro na mente de Syndra. — Então nada de falar que seu nome é Syndra. Inventa um nome.

— Ionia só me conhece por minhas magias negras. Você já é mais conhecido tanto pelas técnicas das sombras quanto por sua capacidade corpo-a-corpo.

— Ah, você tem razão. Então não precisa mudar seu nome, apenas eu... — Deu um longo suspiro, pensativo.

— Você vai colocar o que?

— Sei lá, Kusho. — murmurou, um pouco desconfortável. Era o primeiro nome que viera à sua mente.

— Nome interessante. — Sorriu, logo começando a cavalgar mais depressa.

***

 

Depois de longos minutos, chegaram à tão esperada vila. Mais uma vez havia um tumulto de gente, principalmente em um enorme portão que levava a um campo onde seria a competição. Não chegava a ser a capital ioniana, mas era um número quase dobrado do que costumavam presenciar.

Algumas casas estavam cheias de panfletos colados e faixas propaganda amarradas. Parece que todos da vila estavam ansiosos para a competição. Alguns estavam apenas querendo assisti-la, mas outros participar.

— Estou começando a achar que somos iniciantes perto deles. — confessou Syndra, observando as enormes espadas, cutelos, machados e qualquer outro tipo de arma que os competidores carregavam consigo. Também fitava os olhares sinistros por parte da maioria das pessoas, ameaçando umas as outras antes mesmo das batalhas começarem.

— Não se preocupe, eles estão inseguros. Vamos apenas focar nos inimigos que iremos batalhar.

— Certo. — assentiu, entrando pelo enorme portão junto à sua dupla.

Naquele enorme campo havia as áreas de combate principais e algumas arquibancadas sujas. Estava ainda mais barulhento considerando as pessoas procurando por duplas, já que vieram para os torneios desacompanhados. “Duplas, por favor!”, “Preciso de um suporte, urgente!” e outros tipos de chamamentos podiam ser ouvidos em alto e bom som.

— Está vendo essas pessoas gritando, Syndra?

— Sim. O que têm elas? — Observou-as, procurando uma característica a qual o ninja queria diferenciar.

— Já ganhamos deles. — falou calmamente, acompanhando os lentos passos de Syndra em direção à arena principal.

— E como sabe disso?

— Eles não têm uma conexão com a dupla “instantânea” deles. Não adianta nada conhecer uma pessoa agora e decidir fazer uma parceria com ela. Nenhum dos dois saberá as técnicas de combate do companheiro tão cedo... Duvido que ganhem assim.

— Bom ponto de vista. Parece que você já veio a muitos torneios desse tipo. — Abriu um sorriso, esperançosa.

— Não muito, mas é interessante observar cada um dos concorrentes. — falou, agarrando firmemente a mão de Syndra, guiando-a para o balcão principal, onde ficava a lista de inscrições para as lutas.

— Seus nomes, principal arma ou modo de combate. Sejam diretos.— pediu um homem do outro lado da mesa, com feição ranzinza e desagradável.

— Eu sou Kusho e ela é Syndra. Vamos lutar sem armas.— Seguindo as ordens, Zed foi direto. Após as assinaturas terem sido feitas, guiou Syndra novamente para as arquibancadas.

— Ei, o que pensa que está fazendo? — perguntou, estranhando a categoria de luta: se ela tinha conhecimentos mágicos, por que não os usaria?

— Não posso falar que você é uma maga negra. Podem desconfiar que você é a Soberana Sombria. — sussurrou.

— Mas meus ataques não são tão bons sem as esferas negras, você sabe.

— É exatamente por isso que eu lhe treinei há dois dias atrás, idiota! E eu sei que você vai se dar bem lá no campo, garota!

— T-Tem certeza? — Syndra mordiscou o lábio em nervosismo, desviando seu olhar de Zed.

— Sim, eu confio em você. — Sorriu, apoiando sua mão sobre o ombro da garota, em sinal de apoio.

 

***

 

Ambos sentaram-se na arquibancada junto às outras pessoas, olhando atentamente o único homem no meio da arena de lutas, que esperava o silêncio de todos para começar a falar.

Após todos entenderem o recado, o homem começou:

— Obrigado a todos por comparecerem na nossa primeira edição de duelos da vila. Como sabem, estamos procurando por novatos que querem se juntar ao exército ioniano... — anunciava, fazendo a maga dormir no ombro de Zed de tanto tédio, sem nem ao menos o discurso ter começado.

Assim, ordens foram impostas, dúvidas foram sanadas e discursos proclamados nos longos 40 minutos de falação. E, finalmente, depois de todo esse tempo, Zed cutucou a amiga, fazendo-a acordar.

— Ele vai falar sobre as regras agora, acorde. — sussurrou no ouvido dela.

— As batalhas serão divididas por peso, gênero e estilo de combate. Magos vão para os primeiro e segundo campos, atiradores para os terceiro e quarto campos, assassinos para os quinto e sexto campos e lutadores para os sétimo e oitavos campos. — disse, fazendo com que Syndra e Zed se entreolhassem. — Atenção: homens vão para os primeiro, terceiro, quinto e sétimo campos. Já as mulheres para os segundo, quarto, sexto e oitavo campos.

— Boa sorte, Syndra. — falou Zed, um pouco cabisbaixo ao saber que teria que deixá-la. Levantou-se da cadeira, indo em direção à escada da direita.

— Boa sorte também, idiota! Vou ganhar isso fácil! — Sorriu, vitoriosa, tentando não deixar a insegurança transparecer. Também direcionava-se à escada oposta, em direção ao oitavo campo.

— Sei...

Assim, Zed e Syndra seguiram em direções opostas pela primeira vez, sem saber o que lhes aguardava.

 

***

 

Zed esperava ser chamado no local de esperava, enquanto pensava em Syndra. Olhou pela décima vez o campo das mulheres, não conseguindo reconhecê-la novamente, nem nas batalhas e nem nos bancos de espera.

— Kusho e Haru, compareçam ao campo principal. — anunciou o juiz com um tom animado.

Zed direcionava-se à arena em passos calmos e uma mente limpa, até que uma voz masculina, grossa e distante, foi reconhecida, embora não soubesse, ao certo, quem era o portador da misteriosa voz:

— Kusho... que coincidência. — Soltou um riso discreto, quase inaudível.

O ninja, assustado, procurava o homem no meio da multidão, com um pouco de desespero. Sem sucesso, apenas voltou a andar em direção ao campo, pensando, dessa vez, naquela misteriosa frase.

“Kusho... será que aquela pessoa o conhece?” — pensava, levemente preocupado e perdido em suas memórias passadas.

 

***

 

Enquanto isso, Syndra esperava seu nome ser chamado. Assim, observava os combates femininos, procurando os pontos fracos das rivais. Eram todas muito boas, o que a fazia sentir-se ainda mais insegura. Todas tinham uma garra para lutar e um espírito forte que a maga sabia que não possuía.

As ameaças das garotas combinavam perfeitamente com sua técnica de luta. Elas sabiam o que faziam. E sabiam o que falavam.

Ao mesmo tempo, Syndra olhava discretamente para o outro lado do campo, vendo se Zed já estava lutando, para assim torcer por ele.

— Você não parece muito confortável. — Uma voz feminina balbuciou calmamente para Syndra, que, por sua vez, ficou assustada.

— É um ambiente novo para mim. — respondeu em mesmo tom, fitando atentamente a moça, por baixo de seu capuz. Uma linda garota de, mais ou menos, mesma idade que Syndra. As características que mais chamaram atenção da Soberana foram os longos cabelos castanhos e os profundos olhos intensos.

Retirando a atenção do rosto da garota, Syndra percebeu de imediato que ela não era uma competidora, já que trajava uma espécie de kimono, com um broche de Ionia e um outro desconhecido.

— Não deixe que os outros percebam sua fraqueza: um segredo das batalhas. — respondeu, sorrindo.

— Você não vai competir, não é? — perguntou Syndra, tentando ser discreta nas palavras.

— É, eu sou uma ninja da Ordem Kinkou. Vim apenas para supervisionar o evento. — disse, mostrando o broche que Syndra não reconhecera. — É um broche da ordem.

— Parece ser divertido. — mentiu. Nunca ouvira falar da ordem, mas só de saber que lutava em prol do governo, já desistia. Olhou novamente para o campo onde Zed batalharia, à procura do mesmo.

— Lute por ele. — A desconhecida sorriu, surpreendendo Syndra. Como ela sabia o que se passava pela mente da maga nesse exato momento?

— O-O que?

— Não sei para quem você está olhando, mas parece ser importante. Então lute por essa pessoa. Sabe, o supervisor de lá é alguém que eu me importo bastante. — Syndra pôde ver as bochechas dela corando. — É da Ordem Kinkou também, e toda vez que vou lutar penso nele. É algo que eu quero proteger, então imagino que você também queira proteger a pessoa que tanto observa.

— Ahm... — Estava sem reação.

 — É, acho que falei demais. A gente se vê por aí...? — Queria saber o nome da Soberana.

— Syndra. — Sorriu, mostrando uma verdadeira simpatia. — E você seria?

— Tachibana e Syndra, compareçam agora no campo feminino de lutadores. — anunciou um juiz, interrompendo a fala da outra garota.

Por mais que Syndra não tivesse conseguido ouvir o nome da supervisora, guardou com carinho suas palavras:

“Lutar por ele porque ele é importante... É como se ela tivesse lido meus sentimentos...”, pensava Syndra, perguntando a si mesma se esses sentimentos seriam recíprocos.

 


Notas Finais


Formem suas teorias nos comentários, adorarei ouvir (e responder xD) kkkkk
Ah, e se possível, comentem sobre o que acharam! Anima meu cori <3
Espero que tenham gostado, porque eu adorei escrever essa bagaça TuT

Próximo capítulo - 17/11 - Sexta-feira!!


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