História The lights are still shining - Capítulo 36


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Categorias Guns N' Roses, Slash
Personagens Axl Rose, Duff Mckagan, Izzy Stradlin, Personagens Originais, Slash, Steven Adler
Tags 80s, Amor, Axl Rose, Banda, Drama, Duff Mckagan, Guns N' Roses, Hard Rock, Hot, Izzy Stradlin, Los Angeles, Rock N' Roll, Romance, Sadomasoquismo, Slash, Steven Adler
Visualizações 149
Palavras 5.030
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Hentai, Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


AE CARALHO, to aqui e nem demorei
Não vou falar muita coisa porque vcs tem que ver com os próprios olhos
Não deixem de me falar o que vocês estão achando
Muito obrigada pelos comentários e favs, amo vcs ✨
Agora, já sabem, a música é na playlist que a nic fez, o link ta nas notas finais, segue lá
Se você não tem Spotify qualquer música animada e sensual vai servir, de The Weeknd a Zeppelin 📍
A gente ta entrando numa fase da fic que olha... socorro mesmo
Perdoem os erros, não editei
Vejo vocês no final 💓

Capítulo 36 - The Lights ar... É o preço que você paga


Fanfic / Fanfiction The lights are still shining - Capítulo 36 - The Lights ar... É o preço que você paga

Se você a quiser você vai sangrar, mas é o preço que você paga. E você é uma garota muito sexy que é muito difícil de satisfazer. Você pode experimentar as luzes brilhantes mas não vai chegar lá de graça

Point of View: Mila

Ele nem teve tempo de discutir, Adriana o puxou colocando-o sentado e em um piscar de olhos já se ajoelhava diante de seus pés. Ela abriu os botões de sua calça enquanto recebia seus dedos na boca, chupava e mordia, Axl sorria sacana.

Me aproximei e me ajoelhei assim como Smith diante dele, ela abriu espaço para mim e eu aproveitei. Ele olhou-me como se duvidasse, surpreso, negando com a cabeça enquanto prendia a língua no canto da bochecha. Passei a mão em sua coxa direita, mordendo o canto do lábio. Ele levou a cabeça para trás se rendendo ao tesão, como se assim reconhecesse que estava explodindo de desejo e vontade, o sorriso sacana nos lábios não o deixava jamais.

Suas duas mãos tocaram a minha cabeça e a de Adriana, passando a mão em nossos cabelos, olhando como se seu ego todo estivesse presente no ato, ardiloso, sagaz. Queria guiar nós duas a fazer o que o volume em sua calça aberta já indicava querer. Seu rosto mirava algo imaginário atrás de nós mas os olhos nos observava de cima. Ele me olhou diferente, eu passei a língua sutilmente pela boca, não para provocar mas espontaneamente. Algo me dizia que isso não era o que nós dois queríamos para uma nova primeira vez, apesar disso, o jeito de Axl lidar com o que estava acontecendo e os seus movimentos não eram de quem fosse evitar e eu também não me incomodava, aliás, assim ficava mais claro para nós dois que era apenas um jogo e que não havia qualquer hipótese de algo a mais.

Eu sorri. Ele sorriu. Seus dedos acariciaram meu rosto descendo as minhas bochechas e chegaram até os meus lábios. Eu olhei para o lado, ele fazia o mesmo com Adriana, ela chupava com vontade passando a língua por toda a extensão, simulando o que pretendia fazer e ele afastava os próprios lábios demonstrando que queria ganhar. Eu peguei sua mão e estiquei na minha frente chamando a sua atenção, mordi seu dedo indicador enquanto o fitava sem pausas, Axl apertou meu queixo e minhas bochechas pressionando os lábios um ao outro, gerando um biquinho na minha boca. Os dedos fortes não poupavam o que tinham e me faziam sentir dor, mais, sua expressão mostrava que esse era o seu objetivo. Soltei meu rosto o tirando para trás e voltei a segurar sua mão na minha frente, tirei um dos anéis de pedra e coloquei na minha própria mão, estiquei-a na frente dos olhos e então recebi o olhar admirado do ruivo que sorriu com fascinação e diversão. Logo fiz com os outros e então tinha quatro anéis do Sr. Rose nos meus dedos.

Levantei rapidamente em um salto e me coloquei sentada em seu colo, com as duas pernas para o mesmo lado e escorando as costas em um de seus braços, sentindo embaixo de mim aquilo que despertava a minha curiosidade e me deixava inquieta.

—Adriana, pega uma das bandanas, por favor.

Axl me olhou confuso mas levou uma das mãos para segurar minhas pernas e me ter no colo como deveria. Envolvi seu pescoço e agora sim estava em seus braços por completo.

—Deveriam ser diamantes no lugar de prata. — murmurei sorrindo e passando os dedos com seus anéis por seu rosto.

—Você não tá com seus playboys não, criança.

Adriana me alcançou a bandana, rapidamente cobri os olhos verdes de Axl.

—Pense bem no que vai fazer. — ele sussurrou no meu ouvido.

—Tem algo que é proibido, Axl?

—Por enquanto não, você é iniciante.

Aquilo me fez arder. Eu saí imediatamente de seu colo e olhei para Adriana como quem dizia que os jogos tinham iniciado. Bebi mais alguns goles de uísque e vi tudo girar ainda mais. Ótimo. É hora de jogar!

Adriana novamente no chão beijou seu abdômen de baixo para cima fazendo Axl morder os lábios e segurar sua cabeça com as mãos. Como ele sabia quem era quem se estava vendado? Eu me abaixei me aproximando do seu ouvido pela parte traseira da cadeira e suspirei fazendo-o levar rapidamente uma das mãos até a minha cabeça como se desejasse adivinhar quem estava brincando. Adriana não fazia por menos, ameaçava de segundo em segundo fazer o sexo oral que Axl tanto queria. Eu gargalhei, Smith também, tudo para que ele se desconcertasse.

—Vadias... 

—Você acha que eu sou? — cochichei em seu ouvido.

—Mila... — Axl levou a mão no meu pescoço apertando a minha garganta e o meu queixo, puxando com força meu rosto para baixo, para ficar cada vez mais próxima dele. Devia ser ruim sentir que estava perdendo o jogo.

Me soltei de sua mão gargalhando levada, podia sentir sua irritação passar para mim através de ondas imaginárias, seu corpo estava tão quente que poderia pegar fogo e o tom alaranjado de seus cabelos faziam tudo parecer mais real. Ainda na parte traseira da cadeira eu mordi seu pescoço, forte, chupando levemente. Ele gemeu, baixinho, a voz grave. Foi quando percebi que Adriana ameaçava beijar a glande de seu membro. Eu mesma me arrepiei. Fechei os olhos e me concentrei apenas nas mordidas e em afastar sua mão que tentava me tocar. Entre uma espiada e outra eu via a outra mão de Axl cheia de anéis e pulseiras acariciando o rosto da stripper enquanto ela apenas brincava com suas sensações. Axl parecia se entregar de corpo e alma às garotas com quem ficava.

Eu levantei Adriana pela mão, não precisei dizer nenhuma palavra para que ela entendesse que agora eu quem estava no comando e Axl não deveria saber.

A música me fazia dançar. Eu rebolei. Ele não enxergava mas tentava entender o que acontecia com a ponta dos dedos e eu o ajudei, trouxe suas mãos até a minha bunda, a minha cintura, minhas coxas. Meu quadril mexia em sua frente, de costas. Ele tentava subir minha camiseta, tocar minha pele, ágil e esperto. Eu virei de frente, ele continuou, segurou-me com as duas mãos e me ajudou a embalar, seus dedos caminharam até os botões da minha calça, eu sorri. Ele sabia quem era ou transaria com qualquer uma de nós e estava apenas seguindo o que o corpo pedia? Ele abriu o primeiro botão. Um arrepio subiu minhas pernas e esquentou a parte interna das minhas coxas, eu me senti molhar. A visão era tão excitante quanto o toque. Axl, vendado pela própria bandana vermelha, na minha frente, sem camiseta e com a calça aberta mostrando o volume em sua cueca. Eu senti tanta vontade de apenas deixar que ele tirasse minha calça ali mesmo, eu senti-me arder com a possibilidade, imaginando ele me deixando nua. Mas e se ele achasse que era Adriana? E se ele não se importasse quem fosse? Negativo. Afastei suas mãos dos botões. Ele quase que de imediato agarrou minha coxa e me puxou com toda força me colocando sentada em seu colo, com as duas pernas ao redor de sua cintura, sobre seu membro e encostada em seu abdômen. Vários gomos se estendiam por ele, eu toquei, foi inevitável, era firme, robusto. Passei a ponta dos dedos de cima para baixo, o piercing no mamilo dava um charme absurdo e a pele lisinha me fazia querer morar ali. Enquanto eu tentava admirar tudo e agradecia mentalmente por ele estar vendado para que não visse meu encanto, meu lábios abertos fascinados e os meus olhos sem piscar, ele apertava minha nuca e puxava meu cabelo. Não tinha dúvidas de que nós dois éramos muito diferentes. Axl querendo controlar e estar por cima e eu aproveitando cada segundo em seu colo como se tivesse de tirar ensinamentos, em contrapartida, não podia demonstrar para que eu não perdesse o jogo e olha que ironia, eu estava achando o jogo chato porque só queria morder sua boca.

Eu rebolei levemente em cima de seu colo. Axl puxou meus cabelos forçando minha nuca para trás. Tudo estava me enchendo, eu já estava trêmula, quente, o calor subia pelas minhas pernas e descia o meu pescoço se encontrando em um só lugar. A força que ele fazia ao me puxar me fazia abrir a boca e lançar uma expressão de dor, os dedos enrolaram nos meus fios de cabelos e apertaram minha nuca, a temperatura de seus dedos mostrava que o calor presente entre nós também o afetava. Ó meu Deus. Soltei meu corpo para frente largando a cabeça em seu peito, passando minha língua e eu podia jurar que o gosto era como sorvete, cremoso, só que quente e suado.

—Minha garota veneno... — ele sussurrou. Eu não me surpreendi porque no fundo torcia mesmo para que ele soubesse que era eu. —Suas mãos, seus cabelos, sua boca em mim... É inconfundível.

Ele me afastou de seu peito puxando meus cabelos, fazendo-me soltar um leve gemido doloroso. Axl puxou a bandana para cima liberando a visão. Eu tentei impedir mas não pude.

—Ei! Você quebrou a regra do jogo. — exclamei.

—Quebrei? Por favor, me diz que nesse seu jogo o castigo é um beijo dessa sua boca.

Eu puxei a bandana novamente para frente de seus olhos e então uma onda me avassalou completamente. Êxtase. Um segundo como se eu morresse mesmo em seu colo, na sua frente, eu me senti um mero grão de areia, como se nós dois estivéssemos em qualquer outro lugar que não no chão, no mundo. Quem eu era eu já nem conseguia pensar, o que eu fazia já não passava pela minha cabeça, nada importava senão suas mãos em mim e a sua respiração batendo no meu rosto. Quem éramos, afinal? William e Melanie, Axl e Mila, dois imbecis, dois pervertidos? Eu não conseguia raciocinar e parecia mesmo não querer. O que importava identidades, tempo, lugar ou o jeito quando o meu coração acelerado parecia querer saltar para fora, mais, o que mais importava se minha vontade fervia, se eu queria explodir em pedaços num beijo seu?

Eu levei o dedo indicador em seu lábio pedindo para que ele não falasse, não fizesse nada além de receber o que eu tinha para dar. Axl imediatamente tirou as mãos de mim e colocou para baixo me deixando livre, eu sabia que isso era especial já que ele pedia sempre por controle, se me deixava comandar pelo menos por um minutinho era porque realmente queria e isso me motivou. Eu olhei ao redor, o quarto escuro, a sacada iluminada, o cheiro de álcool, Adriana cheirando uma linha, a música alta bobeando a minha cabeça com a ajuda da bebida e a venda vermelha chamativa na frente dos olhos mais bonitos que esse mundo podia ver. Droga! Para. Respira. Ele é Axl, o maior idiota que esse mundo já viu. Beijá-lo? Sem chance. Eu fechei os olhos e suspirei alto demais, arfei, procurando mentalmente por um motivo, algo que me fizesse desistir. Senti seus dedos no meu rosto, acariciou minha bochecha, apertou meu maxilar como se procurasse no escuro a minha boca. Eu comecei a estranhar quando ele subiu até chegar nos meus olhos, ele alisou, recebendo o carinho dos meus cílios que piscavam.

—Estava de olhinhos fechados... Está com medo. — Ouvi apreensiva e apenas suspirei, minha voz não saía. —Olhos tão lindos não merecem ficar fechados, a não ser por uma bandana ou uma venda. — Axl sorriu manhoso afastando todas as coisas ruins que eu ainda sentia. —Anda, criança, faz o que você quer fazer.

Eu estava hesitando tanto que nem me reconhecia mas o motivo era válido. Seus lábios sonsos e manhosos derramavam ego e amor, eu podia jurar que eles pediam silenciosamente para que eu me aproximasse, queriam me molhar na mesma luxúria. Eu levei espontaneamente os dedos ao seu rosto, não conseguia acariciar ou alisar mas investigava. Me senti tão brega, agi como se nunca tivesse visto, em todos os momentos desejava querer mostrar ao ruivo como era forte e quando enfim tenho a oportunidade perfeita me encontro observando e admirando cada traço de seu rosto como se fosse ingênua. Na adolescência eu sonhava ter a oportunidade de tocar Jagger dessa forma, acho que todas as meninas sonhavam com isso, descobrir se era real aquilo que só aparecia nas fotografias, e agora, na frente da minha própria estrela do rock eu fazia o mesmo, mas não podia julgar, oito anos foram como se eu esquecesse suas singularidades e aspectos, tocando assim eu só confirmava o quão excêntrico ele era e eu tinha vontade de mergulhar em sua estranheza, estava fazendo o que qualquer fã gostaria de fazer.

Foi como se as estrelas começassem a cair dentro do quarto, uma loucura acontecia ao meu redor. A música chegou no ponto mais alto, em seu ápice, momento que faria meu coração acelerar em qualquer situação e tendo ele na minha frente então o efeito foi muito maior.

—Eu tô vendo tudo brilhar... Eu tô alucinando?

Ele riu baixinho liberando ar que tocou meu rosto e me fez bambear.

—Não, minha doce criança. The. Lights. Are. Still. Shining.

Meu coração fez um nó dentro do peito, me senti tão viva que podia flutuar. Droga alguma substituía essa sensação. Eu podia morrer ali mesmo.

—As luzes ainda estão brilhando... — ele completou.

Finalmente! Tudo acabou por explodir em nossas bocas coladas. Na escuridão dos olhos eu podia jurar que girávamos sem parar, navegando pelo universo, viajando através de todas aquelas luzes que ele falava. Embora eu já soubesse que não eram de graça, eu me entreguei, por mais caro que fosse o preço a pagar, o beijo estava valendo a pena. Gelado, os lábios mais gelados que eu já tinha tocado. Ele umedeceu os meus bem devagar como se tivesse que seguir as etapas do beijo de forma correta. Eu entrei em uma situação comum mas com ele senti minhas bochechas esquentarem e corarem. Ele não me tocava mas me deixava solta para que eu fizesse o que desejava. Ele beijava com paciência, eu queria ter toda a sua calma e controle mas eram apenas alguns segundos, alguns minutos, um simples momento que eu não conseguia me conter, a pressa podia ser inimiga da perfeição mas parecia ser a única forma de saciar a vontade que eu sentia. Eu sabia que tudo iria acabar rapidamente e eu não queria que isso acontecesse. Eu sentia minha própria respiração desgovernada, ofegante e suspirando mais do que deveria, eu estava em êxtase, senti meu corpo todo vibrar e logo adormecer fazendo com que eu não sentisse nem mesmo a roupa sobre mim, minha pele fervia.

Axl por sua vez beijava de forma doce, pacienciosa, elegante, como se eu pudesse sentir o gosto do autocontrole e da segurança, podia ser inseguro para algumas coisas mas essa não era uma, sabia o que fazia, ele não escondia e eu também não precisava fingir que Axl era um insinuador. Podia ouvir sua voz dizendo dentro da minha cabeça como em nossas rodas de conversa "A prática leva a perfeição" e agora vendo como seu beijo era gostoso eu tentava imaginar o quanto ele já tinha praticado. Eu levei as mãos em seus braços puxando-os para mim, queria ver os desenhos, sendo a cruz ou a bonita garota me segurando. Eu simplesmente não aguentava, me aproximei ainda mais fazendo sua cabeça deitar na encosta da cadeira e coloquei as duas mãos na lateral de seu rosto. A vontade me consumia e me fazia querer consumi-lo.

—O que você pensa que está fazendo? — ele perguntou afastando-se alguns centímetros da minha boca, abrindo o sorriso mais sacana que, eu juro, já tinha visto em toda a minha vida.

Eu não sabia sobre o que ele falava e não pretendia parar. Aproximei-me colocando meus lábios nos seus de novo, levando minha mão ao seu queixo.

—Hmm. — Ele se afastou novamente puxando dessa vez minhas mãos para trás de minhas costas, segurando meus pulsos colados um ao outro enquanto eu suspirava com os lábios grudados no canto de sua boca. —Para que a pressa?

A bandana em seus olhos servia como proteção para que eu não sentisse os raios de presunção me intimidando, eu pensei que isso seria o suficiente, me enganei, mesmo não podendo me acertar com os lumes, Axl estava ganhando o jogo, o sorriso maroto deixava claro. Eu me afastei o olhando de forma intrigada mesmo sabendo que ele não estava enxergando.

—O que você tá falando?

—Você é boa, tem malandragem, joga o jogo, leva o jeito, quer se dar bem… Tira onda com os coroas, com os playboys e acaba fechando com... — Ele abriu os braços mostrando seu próprio corpo com um sorriso tão provocante que eu apenas senti vontade de morder seus lábios. —Você mete o louco, Srta. Mackenzie... — Ele sussurrou. —Mas você tem muito o que aprender.

Ele tirou a bandana e me acertou de cheio com toda a pretensão. Por que Axl fazia isso? Não podia aceitar eu estar por cima nesse jogo?

—Ei Adriana, vamos ensinar algumas coisinhas para a Srta. Roberts.

Os dois sorriram, eu me senti um verdadeiro peixe fora d'água, não entendi o que pretendiam apesar de imaginar que vindo de Axl não era coisa boa. Eu saí de seu colo porque já não era mais confortável, ele levantou-se logo não tirando os olhos de mim por nenhum segundo, Axl levou as mãos nos meus cabelos, mexendo na minha franja, posicionando certinho em cima da minha testa. Adriana aumentou o som de uma maneira que nada mais era audível e uma pressão atingiu minha cabeça. Axl me empurrou para trás fazendo-me colar o corpo na parede ao lado da porta trancada. Inércia, esse era o meu estado no momento e ele era o único que podia me controlar. Axl respirou ao pé do meu ouvido pressionando o corpo contra mim, mexendo a cintura e o abdômen ao ritmo da música, deixando-me na pontinha dos pés.

—Que palhaçada é essa?! — esbravejei e senti o biquinho patético na boca.

Ele riu. Maldito!

—Eu falei que você ia acabar se complicando. Eu só tenho uma pergunta, seguindo o meu protocolo, você aceita?

—Aceitar o que? Você acha que vou fazer algo com você, Axl? Se liga.

—Você não vai fazer nada, quem vai fazer sou eu.

Nesse exato momento seus dedos iniciaram um passeio pela minha coxa, subindo e descendo por cima da minha calça. Sua boca mordeu minha orelha, ele arfou, descendo meu pescoço e me apertando contra a parede.

—Deixa eu te mostrar?

Eu queria tanto dizer sim mas o orgulho me preenchia inteiramente.

—Eu… Hm. Eu…

O quê? Que merda ele fez? Axl aproveitou minha boca aberta para colocar algo sobre a minha língua e então já com meus lábios fechados tudo começava a se desfazer. Ó meu Deus. Eu sabia o que era. O que estava passando por sua cabeça?

—Você está maluco? — exclamei. O sorriso que surgiu em seus lábios começou a de repente ficar tão... Difícil. O cantos dos meus olhos brincavam, meu coração acelerou e minha pele adormeceu, eu não estava mais no chão. —Você não queria que eu usasse essas coisas e agora... Você... — Minha voz saiu tão calma e doce que seus olhos verdes brilharam. Eu não tinha controle, todo o meu corpo parecia estar dormindo.

—E eu não quero que você use. Mas agora você está comigo e eu sei o que é melhor para você.

Um apagão. O quarto estranho. O tempo saltando conforme as batidas do meu coração. Um filme lento onde eu só acordava quando encontrava seus olhos.

—Isso é golpe baixo, Axl, muito baixo... — sussurrei, sem forças.

—Não, não é. É só uma forma de melhorar ainda mais as sensações.

—Do que você tá falando?

—Disso.

Axl abaixou a cabeça rapidamente e colou os lábios gelados no meu antebraço, subindo lentamente, arrepios dos mais diversos me tomaram, quentes, frios, um misto de sentimentos e prazeres inexplicáveis em apenas um toque. Tudo parou. Minha pele estava tão sensível que o contato com qualquer superfície me fazia delirar. Quando eu percebi Axl já se aproximava do meu ouvido. Eu só faltei cair. Ele mordeu minha orelha, suspirando ali mesmo na dose certa para me fazer aceitar qualquer coisa.

—Pode nos dar uma breve licença, Adriana? A menina vai ficar muito tímida.

Eu deveria agradecer? Tudo escureceu. Dentro do apagão da minha cabeça eu começava a cair na real sobre o que realmente acontecia. Eu perdi, e Axl estava brincando comigo. Era a melhor sensação já me dada na vida mas saber que se tratava de um jogo onde eu estava perdendo me fazia entrar em uma briga interna que por sua vez foi encerrada assim que sua boca sorriu.

Uma bandana? Ó meu Deus, meus olhos não. Era agoniante só imaginar não enxergar tudo que ele faria, mas eu não conseguia fazer nada, meu único guia eram os seus olhos. Ele se aproximou, parecia em câmera lenta para mim, travando e pulando, quando eu percebi suas mãos buscavam os meus braços. O que? Ele uniu meus pulsos um ao outro em sua frente, me puxou, enrolou a bandana vermelha no início dos meus braços e fez um nó que eu nem conseguia imaginar como seria desfeito.

—Pode me explicar o que você pensa que vai fazer?

—Nada demais, só quero que você se acostume com isso.

Axl levantou minhas mãos acima da cabeça segurando-as na parede e me fitou sério, impassível, nenhum vestígio de tesão ou hesitação, estava certo, sem piscar, ardendo meus olhos como pimenta. Os botões da minha calça começaram a serem abertos, um por um, lentamente, ele puxou minhas calças para baixo. Axl nem sequer olhou, não tirou os olhos dos meus. Merda de controle! Seus dedos tocaram o interior das minhas coxas, apertando com o polegar a parte externa. Eu caí com a cabeça para baixo, sem força no pescoço e com tanto calor capaz de me fazer suar. Ele rapidamente soltou minha perna pegando meu queixo e colocando minha cabeça novamente onde segundo seus olhos ela deveria ficar.

—Olha para mim, dentro dos meus olhos, se quiser ter o que eu posso dar. Estamos entendidos?

Eu ri, gargalhei baixinho. Tudo me soava tão estranho. Ele me olhou enfadado e zangado, nada de novidade, Axl sempre fazia isso, mas por algum motivo parei de rir imediatamente.

Ele me virou de costas ainda segurando minhas mãos no alto da parede. Me pareceu como um castigo, tinha dessas coisas, não tinha? Bem, eu realmente tinha muito que aprender sobre isso. Jesus Cristo! Eu grunhi, merda, eu fiz mesmo, não tive como evitar quando senti sua boca no meu dorso, as mãos abriram um espaço entre os meus cabelos e ele beijou minha pele molhando-a e me fazendo, eu juro, enfraquecer as pernas. Sua boca úmida na minha pele me arrepiou e me fez imaginar nos olhos fechados o que estava acontecendo atrás de mim. Eu queria tanto olhar. O fiz.

Axl pegou meu queixo com uma das mãos virando para a parede, seus dedos apertaram meus lábios e adentraram minha boca com ousadia.

—Tudo bem, Srta. Roberts?

Eu não respondi. Como poderia concordar se o orgulho ainda estava muito presente?

Ele se aproximou do meu ouvido.

—Não precisa ficar tímida.

—Eu não estou tímida!

Ele me virou rapidamente para frente e soltou minhas mãos que estavam no alto relaxando a dor.

—Eu preciso que você aceite para podermos iniciar os jogos, é assim que funciona. Você confia em mim para te deixar assim ou não?

—Você me agonia.

Ele riu. Eu sabia que não era a primeira a ficar tentada com suas propostas e o irônico era lembrar que Axl me avisou que eu acabaria por ser o brinquedinho e no final das contas ele estava certo. Minha cabeça zumbia tanto quanto a guitarra solava na música, quanto mais eu pensava que o efeito diminuía mais sinais apareciam ao longo do meu corpo e eu já começava a sentir, além da fraqueza constante, uma carência como se eu precisasse de carinho e também quisesse oferecer.

—Eu aceitei jogar, não aceitei? Só acho injusto que eu esteja assim enquanto você faz o que quer. Desse jeito a vitória já é sua.

Ele riu, debochado.

—Acho que você não entendeu. Você já perdeu, Mila. Você poderá ter a luzes brilhantes, mas não é de graça e o preço você começa a pagar agora. — Ele desfez o nó nos meus pulsos. —Mas tudo bem. Você é iniciante, tem seus direitos.

Iniciante? Meu corpo ardeu. Eu não era ingênua como ele me fazia parecer. Eu não pude dizer nada, Axl imediatamente ajoelhou-se na minha frente percorrendo com os dedos todo o comprimento das minhas pernas. Eu fechei os olhos mordendo a boca inevitavelmente. Axl baixou um pouquinho da lateral da minha calcinha na cintura, pouco abaixo do osso do quadril onde o bumbum começava. Oh merda! Sua língua desenhava prazer em mim, mexendo tão delicadamente que eu até questionava mentalmente como ele aprendera tudo isso.

—Você quer que eu tire o resto da sua calcinha, não quer? — Ele levou os dedos na bordinha como se fosse puxar mas apenas ameaçou. —Quer que eu te chupe, eu sei.

Eu deixei minha cabeça pender para trás evitando olhar o rosto pretensioso do ruivo. A risada dele me fez ter vontade de sumir dali mas a sensação de poder receber tudo dele era ainda maior.

—Droga! Se você sabe que eu quero por que não continua?

Merda! Uma idiota, patética.

—Porque esse é o jogo. Eu posso te fazer gozar apenas assim.

Senti minhas bochechas pegarem fogo, minhas pernas quase falharam e esse foi mais um motivo para encostar minha cabeça na parede e não olhar para o sorriso metido.

—Não precisa ficar vermelha.

Eu queria dizer que eu nunca ficava vermelha mas isso só pioraria as coisas, pois ficaria claro que eu só ficava tímida por sua causa e de seu maldito olhar manhoso.

Axl beijou meu quadril com esperteza, tão gostoso que eu podia cair, era simplesmente inexplicável. A língua era mesmo como um canivete. Eu olhava para baixo vez que outra para observar o que ele fazia e acabava viajando na espera por ele chegar no meio das minhas pernas. Ele levantou, olhou no fundo dos meus olhos e sorriu como quem zombava.

—Você me permite fazer uma coisa? — perguntou.

—Oi? Deixar você fazer uma coisa para me olhar dissimulado como está fazendo agora? Eu acho que sim.

Ele abriu um sorriso. Eu fechei os olhos, estava sem controle.

Ele lentamente se aproximou da minha calcinha e tocou a superfície com os dedos. Oh droga! Foi como se todo o tesão resolvesse se espalhar por cada centímetro do meu corpo, esquentando-me. Ele empurrou levemente para o lado liberando espaço para que os dedos a sentissem de fato. Grunhi, gemi baixinho, escorando a cabeça em seu ombro. Não durou muito tempo. Axl afastou os dedos e sorriu impertinente.

—Sentir que você está tão molhadinha me deu uma ótima ideia. Olha para mim, garota. — Ele apertou meu queixo fazendo-me fixar o olhar ao seu. —Pode, por gentileza, tirar sua calcinha para mim?

—Eu? Tirar?

—Agora…

—Mas…

Eu parei de falar quando ele levou minha mão até o tecido e me olhou de um jeito capaz de virar minha cabeça. Puxei para baixo, involuntariamente, eu passei a calcinha pela minha bunda, dos joelhos em diante ele me ajudou mas sem tirar os olhos de mim.

—Muito bem, Srta. Mackenzie. Agora lhe dê prazer.

—Do que você está falando?

Ele pegou minha mão e calmamente foi retirando seus anéis que eu havia pego, colocando dentro da minha blusa, gelado.

—Você está tímida de novo.

—Eu não sou tímida!

—Então vai, usa os dedos e faça o que você quer fazer.

Era como um desafio. Axl jogava e jogava muito, sabia o que fazer, o que dizer, como me deixar tentada e sem jeito. Infernos! Ele se aproximou do meu ouvido.

—Feche seus olhinhos, criança, e vai.

Eu passei o dedo devagar, foi como se meu corpo agradecesse e começasse a pedir ainda mais. Ter Axl me olhando tão provocante me fazia imaginar todas as possibilidades e eu esquentava só de pensar, seu olhar, entretanto, demonstrava controle e apenas isso. Fechei os olhinhos para não ter que ver.

—Você é tão linda obediente.

Eu mordi o lábio totalmente perdida em prazer.

—Eu vou te ajudar.

Axl levou os dedos até os meus e sem hesitar colocou para dentro de mim. Como se o pedacinho que faltava agora me completasse. Gemi, gemi sem dúvidas ou insegurança, por mais que minha mente avisasse o quão idiota ele era, meu corpo, pelo menos no momento só desejava mais. Seria apenas uma noite, apenas por essa noite e eu já estava na pontinha dos pés recebendo seu toque ágil. Deixei minha cabeça cair em seu ombro e mordi como uma forma de expressar sem som cada sensação que me tomava. Fui além. O envolvi com meus braços, algo em mim queria isso, abracei, na ponta do pé, gemendo próximo ao seu ouvido.

—Eu não deixei você fazer isso. — me advertiu.

O soltei para evitar entrar no assunto e coloquei as mãos ao lado do corpo na parede, escorando o pescoço no material. Ele sorriu.

Quando eu pensei que nada poderia ficar melhor, Axl fez um movimento que me fez subir, querendo tirar os pés do chão o que era impossível já que não tinha nada para me apoiar. Grunhi, mordi os próprios lábios e arfei. Por Deus, a habilidade me fazia enrubescer as bochechas. Inexplicável, um absurdo. Fechei os olhos perdida em tudo aquilo. Quando os abri tudo girava, eu não deveria ficar de olhos fechados caso não quisesse tontear. Tentei manter as pálpebras abertas. Suspirei, estava ofegante. O maldito homem cujo sobrenome era o mesmo cheiro que eu estava sentindo na minha boca por morder seu pescoço, não tirava os olhos de mim. Venéfico tanto quanto sabia que eu era. Cínico. Presunçoso. Sexy. Eu preferia mesmo ficar de olhos fechados. Eu sentia que algo se aproximava. Bastou que me penetrasse um pouco mais com os dedos para que eu perdesse a força nas pernas e caísse agarrando seus ombros e tocando sua bochecha.

—Olha para mim, Mel.

Eu tentei.

—Eu estou tão… Tonta.

O abracei, seu sorriso demonstrou o quão bem ele se sentia e logo eu percebi a besteira que tinha feito, embora prazerosa. Eu não conseguia mais raciocinar e nem tinha forças para isso. Axl me levou até a cama e a última coisa que enxerguei foi a luz na sacada antes de me perder na escuridão dos olhos.


Notas Finais


Playlist: https://open.spotify.com/user/2256rbrvutnny2bbzqaioqmby/playlist/5GydsSjDuFEWERnJmIisPB?si=m90sXqiAQoiZqH6HTizOQg

AAAAAAA vai ter gente comemorando, gente puta comigo, gente ainda raciocinando
Então usem os comentários p colocar tudo isso p foraaa 💓

Gostaram? Contem tudinho <3


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