História The List - Capítulo 2


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Suga
Tags Amor, Colegial, Família, Hoseok!centric, Imagine Bts, Imagine Jhope, Romance, Shortfic
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Palavras 2.865
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção Adolescente, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa leitura!

Capítulo 2 - Make a Friend


Summer Hayes

A vida é uma caixinha de surpresas, mas nem sempre surpresas são boas. Quando descobrimos a leucemia de Celine, tentamos nos convencer de que haveria alguma solução divina para que tudo se resolvesse, mas 2 anos depois ela se foi e tudo o que havia me restado era uma família fragmentada e uma carta que eu me recusava a abrir mesmo depois de 4 meses que ela se fora. Minha irmã havia partido um dia após minhas férias de verão terem começado, como se ela estivesse esperando por um momento em que não fosse me atrapalhar muito para fazer isso, mas nossa mãe se negou a aceitar a decisão dela de morrer com dignidade. Celine não queria mais agulhas, comprimidos, quimioterapia, ela queria descansar e eu também não entendia muito bem o porquê de aos 15 anos ela ter desistido de viver, mas tirando um resfriado ou outro, eu era saudável e só via um médico uma vez ao ano, enquanto ela entrava e saía de hospitais e precisava de remédios fortes para fazer a dor cessar. De alguma forma bem estranha, ao mesmo tempo que eu sentia como se um pedaço de mim tivesse sido arrancado brutalmente do meu peito, me senti aliviada quando soube que não havia mais dor, sangue, vômitos, ou qualquer outra coisa feia que vinha com sua doença. Celine estava em paz, mesmo que eu estivesse em cacos, isso era o suficiente para eu tentar continuar meus dias com um pouco mais de esforço do que antes.

Olhei para o pequeno envelope amarelado em minha mão, um pouco manchado de lágrimas já secas e amassado, mas ainda lacrado e com a caligrafia delicada de Celine na parte traseira que dizia: Para o motivo pelo qual eu vivi. Segurei a vontade de chorar mais uma vez ao ler aquilo e enfiei a carta não lida dentro de um caderno meu novamente, fechei a porta do meu armário e segui em direção a minha próxima aula, como se não bastasse ter de ir à escola, eu precisava aprender sobre como todos os americanos que viveram antes de mim contribuíram para o país maravilhoso em que eu vivia, história deveria ser opcional.

— Hayes! – Alguém gritou assim que coloquei meus pés para dentro da sala ainda quase vazia.

Olhei para trás e demorei um pouco para perceber que quem estava gritando meu nome era uma garota que costumava assistir as aulas de filosofia sentada do meu lado. Franzi a testa tentando entender o que ela queria comigo, quando a mesma se aproximou segurando meu celular em mãos e com um sorriso amarelo no rosto.

— Você esqueceu na sala quando a aula acabou. – Disse me entregando o aparelho.

— Obrigada, Carter. – Agradeci enfiando o mesmo no bolso da minha calça.

— Está tudo bem? – Perguntou de repente e eu voltei a franzir o cenho com sua pergunta.

Nos últimos meses eu fui questionada muitas vezes por várias pessoas diferentes com essa mesma pergunta, mas eu não sabia respondê-la. Era como se todos tivessem se tornado meus amigos da noite para o dia e quisessem saber como eu me sentia, fisicamente eu estava em ótimo estado, emocionalmente eu estava tomando calmantes para conseguir dormir à noite, qual era a resposta para isso? Mais ou menos? Viva, diferente da minha irmã que havia morrido meses antes? O fato era que ninguém tinha intimidade o suficiente comigo, mas estavam todos muito compadecidos com a minha história triste.

— Bem, eu acho. – Respondi e passei a língua entre os lábios encarando o chão.

— Qualquer coisa você pode sentar comigo no intervalo, eu percebi que tem ficado bastante sozinha. – Sorriu.

Apenas forcei um sorriso e assenti de forma positiva com a cabeça, ela fez um pequeno gesto com a mão antes de ir embora para sua próxima aula. Antes eu ficava com Celine sempre, mesmo dois anos mais nova que eu, nossos intervalos eram juntos e ficava sempre checando se estava tudo bem com ela entre uma aula e outra, mas depois eu estava sozinha na selva que era o ensino médio e parecia que seria obrigatório ter interação com as outras pessoas da minha turma, porque senão eles pensariam que eu poderia cometer suicídio a qualquer momento. Assim que voltei as aulas, além de ter uma foto da minha irmã colada no mural, uma semana depois em que todos me olharam com cara de tristeza e estavam muito comovidos com a minha dor, começaram a fazer campanhas contra o suicídio, porque aparentemente meu luto significava estar depressiva também, então comecei a me obrigar a trocar algumas palavras com poucas pessoas vez ou outra. Carter era uma dessas pessoas, a garota era legal, mas eu não queria uma amiga no momento, porque isso não preencheria o espaço da falta que Celine fazia.

Sentei-me em uma das carteiras que ficavam ao lado da janela, coloquei meu material sobre a mesa e joguei minha mochila no chão ao meu lado. Enquanto o professor não entrava comecei a rabiscar alguns versos de poesias que gostava na parte de trás do meu caderno. No período em que eu fazia isso duas garotas se sentaram atrás de mim e iniciaram uma conversa irritante sobre as fofocas que rondavam a escola.

— Você ouviu? Disseram que o menino novo foi expulso da antiga escola dele. – Uma delas cochichou e depois soltou uma risadinha nasalada.

— Que menino novo? – A outra perguntou interessada na fofoca.

— Dois garotos começaram essa semana na escola, um deles foi expulso da antiga escola, mas eu não sei qual. – Havia um quê de mistério na voz dela e suspirei chocada com o quanto as pessoas se metiam uma na vida das outras naquela escola.

— Bom dia, alunos. – O professor entrou na sala interrompendo a conversa das duas e metade dos alunos que continuavam pelo lado de fora também.

Dois tempos ouvindo sobre como os índios foram dizimados, mas estava tudo certo, porque anos depois nos tornamos uma nação livre. Tudo o que eu precisava era voltar para minha casa e afundar no meu colchão até que ele me engolisse viva, mas isso não seria possível, porque colchões não engoliam pessoas e eu ainda teria mais quatro tempos de aula depois do intervalo. Enfiei meus livros dentro do meu armário novamente e continuei com meu caderno acompanhado de uma caneta para que eu continuasse a rabiscar mais algumas folhas enquanto todos se divertiam muito a minha volta.

Caminhei lentamente pelos corredores quase vazios até que alguém muito apressado esbarrou em mim e meus objetos foram ao chão enquanto meu ombro dava uma leve latejada pelo impacto. Me abaixei para pegar meu caderno e mais algumas folhas soltas que voaram de dentro do mesmo, xinguei mentalmente quem havia feito aquilo, mas então um par de tênis pretos parou bem a minha frente e eu ergui meu olhar para ver quem era o cego que atropelava pessoas que caminhavam preguiçosamente.

— Acho que isso é seu. – Um menino segurava a carta que minha irmã havia deixado para mim e rapidamente me levantei puxando aquilo de suas mãos como se o mesmo tivesse aberto e lido sem meu consentimento. — Me desculpa, eu não vi você enquanto saia da sala. – Ele deu um sorriso sem graça, fazendo com que seus olhos puxados ficassem um pouco menores do que já eram e eu podia sentir que minhas bochechas estavam coradas de raiva.

— Da próxima vez olha por onde anda. – Disse enfiando minha carta dentro do caderno novamente e o pressionando contra meu corpo, como se estivesse protegendo Celine.

— Hmm... Eu realmente sinto muito, e-eu.... Desculpe. – Repetiu parecendo ainda mais constrangido depois da minha reação raivosa e eu percebi o quão dramática estava sendo somente por ele ter tocado numa carta que nem ao menos  tinha tido coragem de ler para saber do que se tratava.

— Desculpe, eu também deveria ter prestado atenção. – Suspirei relaxando um pouco meus braços em volta do caderno.

— Parece importante para você, deveria ler logo de uma vez. – Falou apontando para o meu caderno e se referindo a minha carta.

Arregalei os olhos me sentindo atordoada com o que ele havia acabado de dizer. Provavelmente ele percebeu que o envelope continuava lacrado, mas o papel do mesmo já estava mais do que surrado, porém isso não dava direito a ele de dizer quando eu deveria ou não ler algo que era meu. Como se já não bastasse o número de pessoas comovidas com a minha situação, um desconhecido surgiu para dizer o que eu deveria fazer enquanto a enfrentava.

— Desculpe, acho melhor eu ir. – Disse quando percebeu que eu respirava um pouco mais pesado que antes.

Ele não esperou pela minha resposta, simplesmente se virou e seguiu até o fim do corredor antes de virar em direção ao refeitório. Eu permaneci ali parada, segurando meu caderno e querendo que as pessoas parassem de se meter em algo que elas não entendiam. Se eu abrisse aquela carta, seria como dar o adeus final a Celine, eu não teria mais nada dela e eu saberia suas últimas palavras para mim, ainda não me sentia preparada para isso, talvez nunca me sentisse.

Respirei fundo antes de seguir meu caminho até o refeitório, passei por entre as pessoas olhando para chão e segui até à mesa na qual eu vinha me sentando no último mês, no canto mais afastado possível. Abri meu caderno e como se fosse um holofote ligado bem na frente do meu rosto, a carta estava lá, era como se a mesma tivesse vida própria e naquele momento, mais do que nunca, estava implorando para que eu a lesse. Em um movimento praticamente involuntário abri o envelope e tirei de dentro três papéis dobrados no formato de um retângulo, cada um deles tinha algo escrito na parte de cima, o primeiro dizia “carta 1”, o segundo “carta 2” e o último, diferente dos dois primeiros primeiros que eram brancos, possuía uma tonalidade rosa bebê e o desenho de algumas flores em sua borda, nesse estava escrito “lista”.

Minha respiração estava pesada enquanto eu encarava os três pedacinhos de papéis a minha minha frente. Talvez se eu lesse cada um deles ali no meio do refeitório, não caísse no choro por todo mundo estar reparando em mim. Bati com a ponta dos dedos na mesa algumas vezes devido à minha ansiedade, mordi os lábios até sentir gosto de sangue e então resolvi que já era hora de ler o que estava escrito ali, eu estando pronta ou não, Celine havia deixado aquilo para mim por algum motivo e se eu não descobrisse seria a mesma coisa que ter a esquecido dentro do meu caderno, de onde eu não tirava aquela carta. 

Desdobrei o papel que dizia “carta 1” e reconheci de cara a caligrafia de Celine, algo delicado e desleixado, como quem escrevia com preguiça, mas ainda assim tinha certo cuidado com o que estava fazendo. Eu estava sempre rabiscando alguma coisa, já ela odiava escrever até mesmo o próprio nome, nós duas sempre fomos muito diferentes uma da outra e isso era nítido para qualquer um a nossa volta. Summer Hayes era a irmã tímida, reservada e responsável, enquanto Celine era energia e irradiava luz por onde passava, eu costumava dizer que ela era o sol do meu verão e nossos nomes estavam trocados, mas ela sempre me olhava com lindos olhos castanhos brilhantes e dizia “você é calor, Sun”. 

Passei meus olhos do início ao fim do papel e comecei a ler tomando um fôlego só, meu plano de não chorar no meio das pessoas falhou assim que terminei o primeiro parágrafo da carta. Como se eu tivesse sido abençoada ao menos naquele momento, ninguém ousou se sentar ao meu lado para perguntar o que estava acontecendo, era apenas eu, minha carta e minhas lágrimas acompanhadas de pequenos soluços involuntários. Meu coração parecia ter sido amassado na palma de mão de alguém, mas ainda tinha uma pequena parte de mim se sentindo liberta com as poucas palavras que minha irmã havia deixado para mim. Não foi possível dar um último abraço nela, porque não sabia que ela partiria, porém Celine sabia, de alguma forma ela sempre soube e não avisou pois precisava fazer aquilo sem que todos estivessem de luto antes da hora. 

Assim que terminei de ler, eu já estava num misto de lágrimas, soluços e algumas risadas pelas coisas que ela havia escrito. Já estava quase na hora do intervalo acabar, porém assim como ela havia pedido, eu abri o papel em que estava escrito “lista” em cima e li alguma das coisas absurdas que possuíam nele. Eram realmente coisas fúteis, que eu também pensava em fazer antes de começar o ensino médio e dar de cara com a realidade nada interessante que era passar pelo mesmo, mas eu faria o possível para fazer cada uma delas da melhor maneira possível. 

Recolhi minhas coisas assim que o sinal tocou, porém em vez de ir para minha próxima aula, me direcionei para o banheiro feminino e permaneci durante um tempo inteiro, pois precisava me recompor. Lavei meu rosto e reli mais algumas vezes a carta enquanto estava trancada em uma das cabines. O papel tinha cheiro do perfume que ela gostava de usar e no final tinha uma mancha de gordura, provavelmente porque ela escreveu aquilo comendo alguma besteira. Diferente do que pensei, ao ver o conteúdo daquele envelope, eu me senti como se Celine estivesse mais próxima e não ainda mais distante, era como se pudesse ouvir a risada dele ao me pedir para fazer tal coisa. 

Assisti meus últimos tempos de aula com o pensamento um pouco longe, mesmo que me sentindo renovada depois de meses. Quando o sinal bateu, indicando a hora de ir embora, fui até meu armário e joguei algumas coisas lá dentro além de pegar outras para fazer atividades de casa, então me direcionei para saída no meio de uma multidão de alunos ansiosos para chegar em casa ou fazer qualquer coisa mais prazerosa que ficar trancado dentro de uma escola por quase metade de um dia inteiro. Meus olhos avistaram o mesmo menino que havia esbarrado em mim mais cedo e senti a necessidade de falar com ele, porém naquele momento ele estava acompanhado e minha vergonha me impedia de bastantes coisas na minha vida. Forcei meus pés irem até ele e desviei de alguns adolescentes correndo antes de parar perto do mesmo que me olhou confuso parando de falar com o garoto de cabelos negros a sua frente.

— Hm… Eu acho que te devo desculpas por ter sido… Acho que um pouco… Seria louca? – Mordi os lábios e segurei a alça da minha mochila como garantia de que eu não iria morrer somente por falar com alguém.

— Cara, já arrumou confusão com uma garota? – O menino que estava com ele perguntou e eu soltei uma pequena risada nasalada.

— Cala boca. – O encarou severo por alguns segundos antes de virar para mim com um sorriso simpático nos lábios. — Tudo bem, eu acho que devo prestar um pouco mais de atenção por onde eu ando… Não é isso? – Questionou com um tom de divertimento na voz e eu sorri.

— Sim, seria ótimo se você não atropelasse mais ninguém pelos corredores. – Disse rindo e ele fez mesmo ajeitando seu cabelo descolorido. 

— Hoseok, Jung Hoseok. – Estendeu a mão para que eu apertasse. 

— Summer Hayes. – Sorri retribuindo o cumprimento. — Então vocês são os alunos novos? – Perguntei encarando o outro menino que me observava curioso.

Hoseok apenas balançou a cabeça de forma positiva.

— Qual de vocês foi expulso? – Apontei para os dois com tom de brincadeira e eles se olharam trocando um sorriso cúmplice.

— Prazer, Min Yoongi. – O moreno estendeu a mão para mim e eu a apertei. — Eu matei alguém e vim parar aqui nesse inferno. – Disse e eu o encarei com o cenho franzido.

— Não liga para o que ele diz, ele só encheu a cara de alguém de soco. – Jung explicou e eu dei de ombros.

— Acho melhor tomar conta dele então, porque por aqui ele vai querer socar bastante gente. – Disse semicerrando os olhos ao lembrar de uma pequena lista de pessoas que eu desejaria socar. 

— Tarde demais, já fiz uma lista. – Min Yoongi falou e eu soltei uma risada. 

— Amanhã eu posso te passar uma lista de quem realmente merecesse ser socado nessa escola. – Olhei em volta anotando alguns nomes mentalmente.

— Adorei a ideia. – Sorriu. 

— Bom, eu tenho que ir. – Me preparei para me enfiar no meio das pessoas que ainda saiam da escola. — Ah… Obrigada pelo conselho, eu segui ele. – Disse antes de ir embora encarando Hoseok que levou a mão a testa em sinal de continência e sorriu.

Acenei para os dois e antes de chegar ao lado de fora puxei o papel escrito “lista” na parte de cima do bolso de trás da minha calça e tirei uma caneta de dentro da mochila. Risquei o primeiro item. 

Fazer um amigo: Irmãs são ótimas para dividir todos os seus segredos e desejos, porém, às vezes, você precisa que um desconhecido te dê conselhos sem estar emocionalmente envolvido, afinal você precisa contar as besteiras que faz para alguém que não possa usar isso contra você nos jantares em família. 


Notas Finais


Hello, tudo bem com vcs?
Eu iria postar na sexta, mas deixei pra segunda só para tentar melhorar o dia de vocês um pouquinho... E porque me pediram! Kkkkkkk'

Me perdoem qualquer coisa ridícula que estiver na estrutura do texto, por motivos de eu estar postando pelo celular, pois sigo sem um computador.

Yoongi encrenqueiro? Varemos!
Próximo capítulo teremos mais um pouco de Hoseok sendo um bolinho com a Summer e ela estará um pouco menos... digamos que, bipolar. Kkkkkk'

Espero que tenham gostado.
Muito obrigada pelos comentários e favoritos do capítulo passado.
Um beijo, Purple.


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