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História The Little Baby - Capítulo 1


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Notas do Autor


Hello quarenteners, como vocês estão? protegidos? já lavaram as mãos e passaram álcool em gel? Espero que sim.
Para alegrar a noite de sábado dessa quarentena maluca, vim trazer mais uma one pra vocês, dessa vez de um momento que eu imagino que tenha sido importante na vida dos dois, nesses dezenove anos ocultos.
Vamos ver se consigo postar, sábado que vem, o primeiro capítulo da nova fic que estou escrevendo, mas não criem expectativas. Se não rolar, eu trago mais uma one.

Espero que gostem, comentem aqui pra gente conversar :D
Beijinhos de luz e se cuidem!

Capítulo 1 - Capítulo Único


10 a.m.

Era a primeira vez que Hermione se atrasara para algo em toda a sua vida.

Nem mesmo em seu casamento, onde as noivas costumam se atrasar isso fora feito. Ela chegou pontualmente as sete horas de uma noite de primavera, sem nenhuma surpresa para os seus amigos e familiares que sabiam como ela era extremamente organizada e tinha as regras como base de sua personalidade.

Mas, algo estava acontecendo e ela não sabia o que exatamente. Tudo o que fizera na noite anterior, foi chegar do trabalho, fazer o jantar e sentar-se na sua sala de estar com um bom livro, para esperar Ron, que sempre aparecia duas horas depois dela, uma vez que possuíam horários diferentes no ministério.

Dessa vez, entretanto, Hermione não conseguira esperá-lo e recebê-lo com um beijo caloroso. Ela pegou no sono antes que seu marido chegasse, na poltrona da sala, e só havia acordado às dez do dia seguinte, em sua cama e meia hora atrasada para ir ao trabalho. E Ronald nem mesmo a acordara ou não se lembrava.

Levantou-se depressa, tomou um banho rápido e, colocando as roupas enquanto se encaminhava para a cozinha, sentiu o cheiro de waffles e o mais estranho aconteceu. Seu estomago embrulhou de imediato. E tudo o que dera tempo de fazer, fora correr o mais rápido possível em direção do banheiro e vomitar toda a sua alma, uma vez que não havia comido nada na noite anterior.

5 p.m.

Se tudo de estranho que tivesse acontecido com ela tivesse se resumido ao periodo da manhã, o atraso e o enjôo/vômito, Hermione teria seguido sua vida, sem se preocupar com nada, achando que essas questões fossem consequencias de muito estresse no trabalho. Afinal, devido a última lei que estava trabalhando, seu trabalho a cobrava ainda mais esforços com reuniões, superiores e papeis e mais papeis.   Além disso, o enjoo bem que poderia ter sido por não ter comido nada, certo?

Mas, no final do dia, ao sair de seu escritório no ministério, tudo o que viu foi seu mundo girando lentamente e todas as coisas em sua volta escurecendo de uma vez. Quando se deu conta, estava acordando, algum tempo depois, no sofá de canto da sala de Harry, com o mesmo, sua secretaria e Ron com caras assustadas a olhando.

− Tudo bem... Ela acordou. – Harry fora o primeiro a se pronunciar

− Mione, você esta bem? − Ron perguntou, com as orelhas vermelhas e os olhos vidrados em qualquer comportamento que ela pudesse ter.

− Ahm... Sim, estou. Foi só um mal estar por não ter comido direito. Nada demais. − Respondeu, se levantando depressa e caminhando até a porta da sala de seu amigo que permanecia parado, ao lado de Lucy, sem saber o que falar.

− Hermione... Tem certeza que... − Começou Ron, a seguindo de perto, como se se preparando para que ela caísse novamente.

− Tenho. − Respondeu prontamente, respirando profundamente em seguida − Eu tenho. Não se preocupe certo? É serio. Eu vou pra casa e te espero. − Afirmou, olhando nos olhos do marido e sorrindo ternamente.

Harry e Lucy permaneciam calados no fim da sala e Ron, se virando rapidamente para o amigo, como se lhe perguntasse algo, e recebendo um aceno de cabeça do melhor amigo, apenas disse.

− Até parece que vou lhe deixar ir pra casa sozinha. Acabou de desmaiar. Eu e Harry já terminamos aqui mesmo. Vamos pra casa, farei uma sopa pra você enquanto você toma um banho.

6 p.m.

Ao chegarem em casa, por mais que Hermione quisesse ajudar no jantar e passar esse tempo com Ron, tomando um vinho e conversando sobre coisas amenas, como faziam aos fins de semana, não tinha forças para mais nada a não ser tirar a roupa pesada de inverno e sentar-se em sua banheira com a água bem quente.

Parando pra pensar sobre todos os fatos naquela situação, algo parecia não estar bem. Prestando atenção, as coisas estranhas não estavam acontecendo somente naquele dia em especifico, elas vinham acontecendo durante toda a semana. Havia tido leves mal-estares durante os dias, dores de cabeça fortíssimas durante a noite e seu corpo parecia ter inchado, de repente. Agora, o sono muito longo, o enjoo matinal, o vômito e o desmaio ao fim do dia, incluíam a lista mental que fizera.

De acordo com todos os sintomas que enumerara, a primeira hipótese que tinha era que estava ficando gripada. Entretanto, seu nariz não estava escorrendo, sua garganta não estava inchada e ela não espirrara nenhuma vez sequer. Além do mais, a gripe não explicaria o desmaio que tivera naquela tarde. Sua segunda ideia, fora que poderia estar com algum tipo de doença. Mas que doença poderia ser? havia feito todos os exames recentemente e os resultados eram todos excelentes. Descartando as duas supostas explicações, pensou que poderia ser o fato de estar de TPM, o que também não explicaria o desmaio e, fazendo as contas...

Pensando sobre isso, uma quarta ideia lhe veio a cabeça e os sintomas se encaixavam tão claramente e tão obviamente que  se perguntou em que mundo estava para não ter percebido isso antes. Quase escorregou da banheira, devido ao susto repentino, quando chegou ao diagnostico:

Estava grávida.

E depois de algum tempo de imensa felicidade e de um sorrido que mal podia conter, ficou tensa. Como contaria a Ron? Tinha que ser o mais rápido possível, disso ela sabia, mas nunca se imaginou contando algo do tipo. Jamais se imaginou nem mesmo casada. Sempre pensou que viveria sozinha, como gostavam de dizer na escola trouxa, e agora estava prestes a ter um filho com a pessoa que mais amava.  A tensão logo passou, dando lugar, novamente, a felicidade da nova descoberta e as lagrimas ao imaginar o quanto Ron ficaria feliz.

Não sabia como, nem em que momento, mas envolta em todos os pensamentos sobre como contar a noticia e sobre bebês, acabou adormecendo na banheira mesmo, só acordando quando Ron lhe chamara para o jantar.

7 p.m.

− Hermione? ... Mione? Acorda amor. − Chamou Ron, sentado na borda da banheira.

− Oi – respondeu em um sussurro.

− Vamos comer, anda. Essa água deve estar gelada. Está mais tempo ai do que os legumes estão na água da sopa. − indagou, rindo.

− Já vou... − respondeu, manhosa, com um riso leve − Só mais um minutinho.

− Amor... Estou começando a ficar preocupado com você. Quer ir à medibruxa? está com febre? − perguntou, colocando a mão em sua cabeça, como Molly Weasley sempre fizera com ele.

− Não. Estou bem Ron... Só estou muito cansada. O trabalho tem sido muito puxado pra mim, você sabe...

− Eu sei, mas mesmo assim nunca te vi dessa maneira. Vamos... você precisa descansar e se alimentar direito. E precisa dar um jeito com relação ao seu trabalho. Isso está passando da normalidade. Não vou suportar te ver desmaiando a todo instante e ficando doente e...

Hermione percebera que seu marido estava começando a ficar nervoso e super angustiado. O conhecia bem e sabia que quando isso acontecia, ele costumava ficar recluso e introvertido sem querer compartilhar nada e fazendo com que a relação dos dois esfriasse até que ele resolvesse o problema. Por isso, antes que ele surtasse, como das outras vezes, resolveu que aquele era o melhor momento para lhe contar.

− Ron? − Chamou, o cortando de seu discurso sem fim.

− Hm? − respondeu, confuso

− Eu amo você.

− Eu também amo você, mione. − respondeu em um suspiro − Vou colocar a sopa em uma tigela pra você. Levante-se e ponha uma roupa seca, tudo bem? − concluiu, começando a se levantar.

− Eu estou grávida. – disse, simplesmente, o segurando pela mão e o impedindo de sair.

− Você... − começou, com as orelhas já vermelhas como um pimentão.

− Eu estou grávida. Nós vamos ter um bebê. − respondeu, entendendo a pergunta que Ron iria fazer.

– Isso é serio? – perguntou sorrindo e entrelaçando os seus dedos nos da esposa.

− Sério.

− Pelas barbas de Merlin... Eu vou ser pai? − Perguntou, como que para acreditar em tudo aquilo e olhando para um ponto fixo no banheiro. − Eu te amo. Eu te amo muito mesmo. − disse, voltando o olhar, cheio de lágrimas, para Hermione.

− Eu também, meu amor. − respondeu, acompanhando-o no choro, por um instante.

− Eu vou fazer você comer dois pratos de sopa agora mesmo. – mudou de assunto, fazendo-a rir.

− E eu vou fazer você ler livros sobre bebes. E eu estou falando a verdade. Amanhã vamos até a floreios e borrões e...

 

Mas ele não deixou que ela completasse. Apenas calou-a com um beijo, pois naquele momento Ron e Hermione eram as pessoas mais felizes, do mundo inteiro, bruxo ou trouxa.



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