História The Little Killer - O Filho De Jeff The Killer - Capítulo 18


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Categorias Jeff The Killer, Slender (Slender Man)
Personagens Jeff, Personagens Originais
Tags Abandono, Constrangimento, Culpa, Família, Filho, Paternidade
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Palavras 2.368
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Luta, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Canibalismo, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Gente, perdão pela demora! Mas eu realmente estava sem criatividade alguma! E é melhor escrever uma coisa boa que demore, do que um lixo que vem todo dia.
Bem, hoje veio finamente a criatividade e aqui está o prometido hahah Boa leitura!

Capítulo 18 - Até logo, pequeno Johnny.


Fanfic / Fanfiction The Little Killer - O Filho De Jeff The Killer - Capítulo 18 - Até logo, pequeno Johnny.

_ “I walk through the valley of the shadow of death. And I fear no evil because I'm blind to it all. And my mind and my gun they comfort me..” - Murmuro melancólico alguns versos de uma canção que tocava por algum motivo no andar debaixo. Shawn James nunca me pareceu tão deprimente como agora…

Após sair enfurecido da sala do doutor e me trancar aqui dentro, ouvi apenas gritos e passos apressados em direção a ala médica, porém apenas isso, os sons cessaram após um tempo e mais nada foi ouvido durante o dia. Pareciam ter saído da casa. Nenhum grito ou risada, absolutamente nada.

Bom… Até agora.

Bato meus dedos na madeira fria, acompanhando o ritmo da música.

Ela me remete à época em que estava no orfanato e ouvia boas músicas em um velho toca discos que tinha. Um luxo para falar a verdade. Mas que agora não faz nenhum sentido.

Que coisa, pareço uma velha falando.

Levanto-me do chão imundo, sentindo minha bunda dormente por ter ficado na mesma posição por horas.

Não tenho mais nada aqui. Meu esconderijo foi descoberto e minha farsa também...

_ Bom… Hora de cair fora.

Abro a porta que pela primeira vez não faz barulho algum e ando lentamente pelo corredor escuro, ouvindo o som tão agradável aos meus ouvidos ficar mais evidente.

_ “Said I walk beside the still waters and they restore my soul. But I can't walk on the path of the right because I'm wrong…” - Fecho os olhos apreciando as letras tão absurdamente bonitas escaparem de minha boca.

_ Vejo que se lembra dela. - Não preciso abrir os olhos para me dar conta de quem é a voz que reverbera em minha mente.

_ Voltou Slender? Aproveitou bem suas férias em Las Vegas? - Olho para o esguio que se encontrava sentado em uma poltrona com seu comprido dedo num rádio, parando a música.

_*Suspiro* Precisei sair às pressas… Não previ que toda essa catástrofe aconteceria. - Murmura voltando sua cabeça para meu peito ainda desnudo com o curativo.

_ Não havia como afinal… - Digo sentindo uma tonteira me assolar, fazendo-me cambalear para trás.

_ Tem se alimentado direito garoto? - Diz se aproximando vagarosamente.

_ Na verdade não… Aposto que o que me manteve vivo nesses últimos dias foi o soro que estava tomando. - Respondo ouvindo minha barriga roncar vergonhosamente. Até nessas horas eu tenho que passar mico.

_ Venha - Me chama até a cozinha, na qual o sigo prontamente.

Sento-me na bancada mesmo, enquanto observava de um jeito cômico Slender perambular por aquela cozinha imunda em busca de algo.

_ Como sabia que eu gostava daquela música? - Questiono-o um pouco curioso.

_ Sempre lhe observei desde que descobri seu paradeiro. Você sempre foi um garoto com gostos bem diferentes. - Confirmo com a cabeça meio nostálgico.

_ Slender… Porquê nunca disse a ninguém que eu estava vivo? Porquê guardou esse segredo por tanto tempo?. - Mudo de assunto encarando-o um pouco ressentido, observando Slender vasculhar as gavetas de cor esverdeadas em busca de algo.

_ Não nego que preferi lhe manter longe de todos. Acreditava que você de alguma forma iria enfraquecer os assassinos. Fazê-los amolecerem ao ponto de se tornarem inofensivos. - Murmura de maneira irritantemente calma, enquanto eu afundava em certa frustração. - E com o sequestro de Zalgo achei que seria a hora certa de te dizer adeus… Por isso lhe tratei tão mal em sua chegada na mansão. Não queria que os outros lhe vissem e voltassem a ser como eram. - Engulo em seco pelas palavras ferinas de Slender - Mas agora vejo que estava errado… - O encaro surpreso. - Você os fortalecia de alguma forma e sua ausência trouxe o inegável caos e estranheza… E agora sua volta os desestabilizou completamente. Você era muito importante para todos, e eu não quis acreditar nisso. - Me atira um pacote de biscoitos de sal.

_ Isso não vai ser mais um problema… - Aperto o pacote em minhas mãos. - Estou prestes a partir.

_ Realmente não ouve nada do que digo… Garoto estúpido. - Nega com sua cabeça. - E para onde pretende ir?

Suspiro desgostoso encarando a embalagem meio desgastada do pacote.

_ Eu não sei. Talvez voltar para o orfanato ou viver na rua por um tempo… - Olho para sua “face”. - Só não quero mais ficar aqui.

_ Sabe que irão atrás de você, não é? Agora que lhe encontraram não o deixarão mais partir.

_ Eles não me impedirão - Desço da bancada decidido. - Ao menos me verão partir.

_ Então sugiro que vá logo. -Encara pela pequena janela da cozinha o portão de entrada da mansão. - Eles logo voltam da caçada noturna. E não ficarão nem um pouco felizes ao notar que você fugiu.

_ Não tentará me impedir? - O encaro surpreso.

_ Eu? Claro que não… - Solta uma pequena risada. - Sou apenas um coadjuvante dessa instigante trama meu caro Johnny. - Entorta sua cabeça para o lado, me “encarando”.

_ Certo… - Murmuro confuso pela fala do mais velho. - Até nunca mais Slenderman - Digo abrindo a grande porta da mansão, enquanto ouvia a grave voz do mais alto reverberar.

_ Até logo, pequeno Johnny.

Olho por uma última vez para o grande homem de terno e aperto meus lábios nervoso.

Finalmente vou sair dessa casa que me trouxe tanta agonia e sentimentos ruins.

Saio porta afora sentindo o vento gelado da noite fria de agosto castigar o meu rosto e corro devagar mata adentro, observando cauteloso todas as sombras que se formavam por entre os galhos das árvores. 

Eles não vão me achar. Não mais. Vou ir o mais longe que posso desse lugar infeliz e esquecer tudo o que aconteceu aqui.

Mas se bem que… Eu poderia vestido uma camisa antes.


×××


Mas que droga! Nunca pensei que a floresta fosse tão traiçoeira. Já é o terceiro galho que leva um pedacinho da minha calça. Devo estar parecendo um mendigo à essas horas

Suspiro fundo me afogando na imensidão escurecida da floresta, enquanto olhava de relance para as altas árvores.

Que idiota eu sou, eles devem estar nessa hora me olhando desses galhos, rindo da minha cara.

Mas eu não posso desistir, tenho que encontrar uma estrada que me leve à cidade.

Subo numa grande pedra com dificuldade, apertando fortemente o curativo em minha costela.

_ Vamos… uma luz, um farol. Qualquer coisa! - Aperto meus olhos e avisto bem ao longe uma pequena luz amarelada que logo some de minha visão.

Um carro!

Não acredito nessa minha sorte...

Desço da pedra eufórico, esquecendo por um segundo de minha dor e ando à passos largos em direção a luminosidade.

No entanto, o barulho de galhos quebrando atrás de uma moita me faz parar.

_ Slender, é você? - Pergunto baixo.

Sem resposta. Recomeço a caminhar um pouco mais cauteloso, até que o farfalhar de folhas das árvores ao meu redor se torna exagerado, me dando a certeza de estar sendo perseguido.

Tropeço em meus próprios pés, olhando para os lados atordoado, e corro como nunca corri antes, sentindo as pontadas constantes em minhas costelas, mas que não me fazem parar sequer por um segundo.

O farfalhar de folhas me acompanha, deixando-me mais angustiado ainda. Até que vejo de longe à minha esquerda alguns vultos escurecidos correrem pelos galhos, iluminados vagamente pela luz do luar.

Engasgo com o susto e aperto mais ainda meu passo, percebendo um pouco distante luzes cegantes de faróis enfileirados um atrás do outro.

Carros… Estou perto de um congestionamento!

Sorrio quase chorando e corro cambaleante pelo cansaço até a estrada que ficava a poucos metros de distância, mas para meu terror escuto vários passos pesados ressoarem atrás de mim.

Eu não posso voltar para lá. Eu não quero morrer!

Ignorando completamente o machucado em minha costela, saio de trás dos arbustos, assustando alguns homens que estavam dentro de seus carros e atiro-me desesperado em direção à estrada. Mas antes mesmo de chegar a chocar-me contra o asfalto duro, sinto mãos fortes taparem minha boca e agarrarem minha cintura, puxando-me na mesma hora para dentro da floresta e me dando a visão privilegiada da face confusa dos homens que recomeçavam a dirigir seus automóveis, ignorando completamente as lágrimas que saiam dos meus olhos e que caiam na mão do meu perseguidor que tinha um cheiro tão familiar para mim.

Sou engolido novamente pela escuridão da floresta, vendo as luzes dos carros se distanciarem cada vez mais, e um choro angustiante começar a escapar da minha boca.

Sim, estou chorando feito uma criancinha. 

Choro por ter tido o desprazer de topar com Slenderman naquele dia, choro por ter perdido a chance de escapar, choro por toda a minha vida desgraçada.

Sinto a mão que segurava minha boca ir também para minha cintura, fazendo com que meus soluços vergonhosos ecoassem pela floresta.

_ M-Me solta! - Gaguejo entre soluços, batendo bem fracamente em sua mão por causa do choro, percebendo seus braços fortes cobertos pelo moletom branco rodearem minha cintura descoberta pela falta da minha camisa, apertando-me mais forte contra si, fazendo-me sentir os músculos de seu peitoral em minhas costas.

_ Shh… - Sinto seu nariz se enterrar entre os fios dos meus cabelos, aspirando-os lentamente. - Não vai escapar novamente de mim. - Diz com a voz grave, parecendo até um pouco irritado.

Meu choro se intensifica mais ainda se possível, sentindo raiva e mágoa preencher todo meu ser, enquanto o assassino andava lentamente de volta para a casa, comigo debulhado em lágrimas em seus braços.

Noto de esguelha os vultos que me perseguiam pularem por entre as árvores se aproximando um pouco, permitindo-me ver Toby nas árvores acima, Eyeless à minha direita, Masky e Hoodie um pouco mais atrás e Liu correndo, enquanto me encarava à esquerda.

Todos eles me seguiam como um ratinho num labirinto, me pegaram sem nenhum esforço. E agora eu estou aqui, me humilhando pra eles.

Solto sem querer o pacote de biscoitos velhos que nem notei que ainda estava segurando no chão, voltando minha cabeça para trás, olhando para o pacote meio desesperado de fome. Mesmo não querendo demonstrar coisa alguma para esse brutamontes que me carregava.

_ Está com fome? - Não respondo sua pergunta idiota. É claro que sim! Apenas viro minha cabeça para o lado com um bico emburrado.

 Jeffrey para de andar, volta para trás e pega o maldito pacote, o abrindo com a boca e com apenas um braço me segurando, enquanto sua outra mão pegava um biscoito e levava até meus lábios

O que esse cretino quer com isso?

Mesmo com meu orgulho me matando por dentro, minha fome é mais forte, aposto que se me oferecessem lama agora eu comeria.

Abro minha boca e mordo o biscoito de sua mão, sentindo o gosto saboroso preencher meu paladar e o pesar terrível do meu orgulho massacrado tomar conta de mim.

Como eu odeio esse cara...

Vejo de relance um sorrisinho contente escapar da boca cortada dele, que me faz querer me jogar de cabeça numa pedra pra esquecer toda essa humilhação.


xxx


Andamos, quer dizer, Jeffrey andou por mais alguns minutos em direção à casa. O pacote de biscoitos já se encontrava vazio e minha barriga bem cheia.

Eu já havia parado de chorar faz um tempo, mas continuava muito enfezado, me perguntando o porquê dele não me soltar de maneira alguma. Até que sinto um vento frio percorrer minha barriga nua e algumas gotículas geladas caírem em minha testa.

Parece que vai vir uma baita chuva.

O mais alto apressa o passo, mas não adianta de nada. Uma forte chuva inicia de repente, fazendo com que minha visão ficasse embaçada.

Olho para as árvores me surpreendendo ao não encontrar mais nenhum assassino saltando por entre os galhos.

Para onde foram?

Jeffrey pragueja irritado, dando um impulso sobre humano e pulando em cima de um galho de árvore de folhas bem grandes, evitando que muita chuva caísse sobre nós.

Seus braços se afrouxam um pouco ao meu redor, finalmente me liberando. Suspiro contente, me afastando o máximo que pude daquele ser repudiante, olhando temeroso disfarçadamente para a altura em que estávamos. Sim, tenho medo de altura. Me julguem.

_ Não se afaste tanto. - Ouço sua voz abafada pelo som da chuva e a ignoro, indo para a parte mais fina e distante do galho que não tinha tanta proteção das folhas, me molhando mais ainda.

Bem, eu não ligo.

Ouço seu suspiro irritado e logo em seguida o barulho de um isqueiro sendo aberto. A fumaça de cigarro atinge meu nariz, mas não me incomoda. Na verdade me faz sentir aquecido e um pouco nostálgico de certa forma.

Francamente... Saudades do cheiro de cigarro desse imbecil?

O que tinha nesses biscoitos?

O frio novamente bate em meu peito descoberto e tremo, pensando que talvez ficar na chuva não tenha sido assim uma ideia tão boa.

Pra falar a verdade as minhas ideias nunca são.

Vencido pelo frio volto para a base do galho, ficando bem relutantemente um pouco próximo aos pés de Jeffrey e me encolho, tentando espantar o maldito frio.

Não sinto tanto frio assim desde que me colocaram num freezer congelante no manicômio uma vez. Fazer o quê? Pintar aquelas paredes feias com sangue de pombo me pareceu uma boa ideia na hora.

Escuto uma movimentação vinda do assassi, mas não olho. A última coisa que eu quero é olhar pra cara dele. No entanto, me surpreendo ao notar um tecido quentinho e com aquele cheiro tão característico que eu odeio gostar tanto de Jeffrey passar pelo meu pescoço.

Olho para cima meio chocado com sua atitude, dando de cara com seu dorso nu encostado preguiçosamente na árvore como se não sentisse frio, enquanto tragava aquele cigarro.

_ O que foi? - Pergunta assim que nota meu olhar para cima de si.

_ Não quero isso. - Murmuro entredentes, abaixando meu olhar. - Não preciso da sua ajuda. - Começo a tirar a camisa do meu pescoço.

_ Não estou pedindo. - Traga novamente o cigarro, soltando a fumaça vagarosamente pelo nariz. - Estou mandando. Vista-se agora.

Aperto meus lábios num bico irritado e cerro meus punhos. Como ele ousa me dar ordens assim?

No entanto, mesmo puto da vida o medo do seu olhar repreendedor dirigido à mim me faz novamente engolir meu orgulho e aceitar sua ordem.

Como esse… esse… arrhgg! Pode me dar ordens assim? Ele não tem a merda do direito!

Bufo enraivecido e cruzo os braços, ouvindo sua risada debochada soar por entre o barulho da chuva, enquanto sentia o quentinho que estava seu corpo ser passado para mim.


Notas Finais


Hoje me bateu uma criatividade do nada, o que resultou nesse capítulo aqui hahah Eu não sei como ficou, na minha opinião. Realmente... Não sei se ficou bom ou ruim... Por favor, me digam vocês o que acharam?


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