História The Little Prince - Capítulo 17


Escrita por: ~

Postado
Categorias ASTRO
Personagens Eunwoo, Jinjin, MJ, Moonbin, Rocky, Sanha
Tags Astro, Astro Couples, Binwoo, Gay, Lemon, Otp, Relacionamentos Abusivos, Tretas, Triste, Yaoi
Visualizações 179
Palavras 2.194
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Festa, Ficção Adolescente, Hentai, Lemon, Romance e Novela, Shoujo-Ai, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


EU ESCREVI MTO NESSE COMEÇO DE FERIADO PQP
JA TO COM ESSE E OUTROS DOIS CAPS MAN
EU TO LOKA
E AINDA É QUINTA
DESCEU UMA INSPIRAÇÃO Q SÓ O Ó DO BOROGODÓ

BOA SORTE

Capítulo 17 - O que é um peido pra quem já ta cagado?


Fanfic / Fanfiction The Little Prince - Capítulo 17 - O que é um peido pra quem já ta cagado?

 

— Lee Dongmin

Sete anos atras...

 

Eu e o garoto estávamos na biblioteca, depois de decidirmos matar uma aula de inglês – que, no caso, era a última do dia.

Eu havia descoberto seu nome no dia anterior (Park Moonbin, com Moon como em literatura, mas também como em lua), e que ele era perdidamente apaixonado pelas artes de Salvador Dali. Ele lia um livro em inglês sobre o impacto da arte na humanidade, e eu escrevia uma nova narrativa em meu caderno, coisa essa que comecei a fazer há pouco tempo, então não estavam tão boas.

— Não sabia que você falava inglês — declarei, depois de um tempo lhe observando. Os cabelos castanhos quase pretos caíram desgrenhados pelo rosto, e o moletom sem marca estava em cima da camisa da escola. Já era inverno, por isso, eu estava de roupas grossas, mas ele não, vestia sempre o mesmo casaco.

— Eu me esforço — ele respondeu depois de um tempo, sem tirar os olhos do livro. — Minha mãe falava inglês, e francês também, então ela me ensinava algumas palavras quando eu era menor. Acabei criando gosto pela coisa.

— Eu faço aulas de inglês, mas ainda não consigo ler livros... você faz aulas de inglês?

— Não, eu aprendo em casa — respondeu. Eu abri meus olhos com certa surpresa, pois já sabia que ele era inteligente, apenas não tanto assim. — Digamos que aprender novas línguas são como válvulas de escape, assim como desenhar ou... escrever, é o que você faz, certo?

Olhei para meu caderno, depois levantei meu olhar para ele e concordei com a cabeça. Ele sorriu de lado e voltou a ler seu livro, mas eu continuei o observando.

Notei que seus olhos pequenos eram extremamente fofos, e que eles quase sumiam quando ele sorria. Notei que seus olhos forçavam à vista para enxergar, e que seus lábios finos eram involuntariamente mordidos ou hidratados pelo dono à todo segundo. O indicador da destra batucava a capa do livro em um movimento constante, e era o único som ali presente. Por incrível que pareça, o som de silêncio que existia entre nós dois não era desconfortável, muito pelo contrário, havia se tornado meu som favorito.

Escutamos o último sinal do dia bater, e sorrimos meio aliviados. Ele foi até o balcão da bibliotecária e emprestou o livro, o guardou na mochila e logo nós dois saímos do local, andando até o portão de entrada, onde o Senhor Yang já me esperava.

Olhei para Moon, antes de entrar no carro. — Você não quer uma carona? — perguntei, lembrando que nunca o via voltar de carro.

— Não precisa, vai sair muito da sua rota — ele respondeu, mas eu revirei os olhos e o peguei pela mão – me lembrando, felizmente, que seus pulsos estavam cicatrizando – e o puxei para dentro do carro enquanto ele discutia. — Você sabe que ser visto comigo vai aumentar sua taxa de bullying?

Então, sem pensar muito bem, soltei a melhor resposta que pude pensar: — O que é um peido pra quem já tá cagado, Moon?

Ele me encarou e começou a rir, tipo, rir muito mesmo. Geralmente eu só usava palavras corretas e não falava tanto palavrão, então quando ele escutou, quase começou a chorar de rir.

— Você é um idiota, Dongmin — respondeu, secando as lágrimas.

— Não sei como só descobriu agora. De toda forma, pra onde vamos?

— Tem uma escola de fundamental no distrito de Guryong, o nome é Hwanggeum Simjag, e eu supostamente deveria buscar meu irmão lá, antes de ir para a casa.

O distrito Guryong era conhecido por ser um dos mais pobres de Seul, e não carregava grandes construções, apenas algumas escolas básicas de fundamental, e mais zonas residenciais, e era conhecido por ter a maior das favelas de Seul. Admito que estranhei à principio, mas me lembrei que Moon era bolsista e foi como se as coisas se juntassem na minha mente. Avisei senhor Yang, que logo concordou e mudou nosso rumo.

— Não sabia que você tinha um irmão — declarei.

— Bem, ele é quatro anos mais novo, além de que, você descobriu meu nome ontem, como saberia que eu tenho um irmão?

— Verídico — respondi, rindo. — E depois, vai para aonde?

— Pra casa, e vou estudar, ajudar o Minhyuk com o dever de casa e pintar um pouco, se eu conseguir.

— Oh, você pinta?

Ele fez que sim com a cabeça. — Desde que eu era pequeno, se bem que só começou a ficar bom nos últimos meses.

— Posso ver algum quadro algum dia? — ele sorriu fazendo que sim. Olhei para seus pulsos, esperando ver ataduras novinhas e limpas, mas ele ainda estava com as que eu tinha feito no dia anterior, sujas de sangue e poeira.

— Você não cuidou disso direito?! — perguntei irritado, puxando seu braço e subindo a manga do moletom. Ele soltou um muxoxo de dor, e tentou puxar a destra de volta para si, mas eu não deixei.

— Minha família não pode saber que eu fiz isso, ou... eu sei lá só, eu só não consegui. Eu juro que arrumo isso depois.

O encarei com as sobrancelhas arqueadas. — Não. Você não vai limpar, e isso vai infeccionar. Você precisa mesmo ir para a sua casa depois de buscar seu irmão?

Ele respirou fundo. — Posso ligar pra minha tia e dizer que vou chegar mais tarde, mas eu realmente não vejo necessidade de...

— Não importa, você vai ligar agora e vai lá pra casa. Eu vou cuidar disso e te levo de volta para sua casa quando você precisar — ele respirou fundo e murmurou uma aceitação, pegando o celular extremamente pequeno, com a tela rachada e de uma marca bem antiga, ligando para seja lá quem fosse.

A mulher do outro lado da linha nem se importou com a notícia inesperada, e apenas concordou e logo desligou. Moonbin concordou com a cabeça, e depois de alguns bons minutos presos no trânsito, estávamos na frente de uma escola de ensino fundamental. O moreno desceu do carro e foi até o portão, voltando um pouco depois com um garoto baixinho, de cabelos bagunçados e alguns band-aids pelo rosto. A face da criança tinha algumas olheiras, o que eu achei estranho para alguém tão novo, mas apenas ignorei assim que vi seu rosto surpreso quando Moon apontou para esse carro.

Eles dois entraram, os olhos do mais novo brilharam enquanto ele olhava para os lados e passava as mãos no banco de couro.

— Moonie, o carro tem bancos de couro! — ele disse. O mais velho colocou a mochila no chão, e sorriu, afagando os cabelos do menor. — E tem um garoto lindo dentro dele! Moon, tem um garoto lindo dentro de um carro com bancos de couro, o que está acontecendo?

Eu ri. Não sabia mais como lidar com elogios desde o incidente, nem falar com desconhecidos, mas me senti meio confortável com o irmão de Moon, pois ele era como uma miniatura do outro.

— Modos, Minhyuk — ele pediu, fazendo o menino ficar vermelho.

— Desculpa...

— Tudo bem — eu disse, bagunçando seus cabelos. — Meu nome é Lee Dongmin, e o seu?

Ele sorriu aberto e animado. — Park Minhyuk!

O mais velho colocou o cinto de segurança, e colocou em seu irmão também, e depois de bastante tempo e faladeira do mais novo ao descobrir que passaria a tarde na minha casa, chegamos no nosso destino. 

Morávamos em um apartamento duplex em uma das zonas nobres de Seul. A cobertura do prédio possuía todo aquele cenário clichê em que todo garoto de 15 para 16 anos desejaria viver – e sim, isso incluía fliperama, pebolim, mesa para jogos de carta e sinuca, sem contar com um videogame de última geração, e aquela era apenas a zona de jogos do apartamento.

Moonbin já se sentiu meio desconfortável quando falei que vivia no tal prédio, que ele julgara como completamente condizente, mas seu queixo caiu quando entrou na minha sala de estar.

Era um lugar amplo, com sofás de cores claras como bege e branco, com algumas almofadas azuis em tom turquesa. Também haviam tapetes felpudos e um papel de parede que caía para o tom do dourado, como se fossem fios de ouro. Minha mãe sempre foi meio luxuosa, e isso pode ser claramente percebido pela decoração da casa. Mas fazer o que? Ela era arquiteta e designer de interiores afinal.

Minhyuk, por outro lado, arregalou os olhos e soltou seu pensamento em alto e bom som:

— Além de se parecer com um príncipe, mora em um palácio! — contemplou a paisagem interior e andou até a enorme janela de vidro que dava visão para toda a cidade. — Então é esse o conceito de "príncipe num cavalo branco" que as meninas tanto falam! Até eu quero um pra mim!

Eu ri do comentário, pensando que talvez o garoto já soubesse que gosta de garotos sem nunca nem ter experimentado nada. Moon o olhou com repreensão, mas eu apenas sorri e agradeci.

Disse para o menos que ele podia explorar a casa, e brincar com o que quisesse. Chamei também o filho mais novo do senhor Yang que morava com a gente, para que Minhyuk não ficasse sozinho.

Enquanto isso, subi para o segundo andar junto com o Moon, e o levei para o meu quarto.

Antes do incidente, meu quarto tinha varias dois minhas com muita gente. Amigos de intercâmbio, pessoas que eu conhecia em festas, amigos da escola, meu ex-namorado e até fotos minhas com os amigos dele, mas depois daquilo eu acabei rasgando todas as fotos que eu tinha, queimei algumas e joguei outras na privada. Apenas restaram as fotos com Jinwoo, e agora as capas de meus CDs favoritos estavam nos porta retratos, e algumas fotos que eu tirava de brincadeira na minha Polaroid estavam penduradas no varal do meu quarto. Além disso, tinha algumas luzes de natal brancas que iluminavam as paredes do meu quarto, e percorriam toda a estante de livros.

Minha escrivaninha tinha uma pequena máquina de escrever, já que eu joguei meu laptop fora, e um rádio com muitos discos ao lado, se eu queria ouvir algo novo, simplesmente comprava um álbum novo. Meus pais eram ricos mesmo, não é como se alguns wones a menos fossem fazer diferença.

Moon olhou para tudo com brilho nos olhos, e um pouco de medo, como se fosse intimidado por tamanho espaço.

Pedi para ele me esperar no meu quarto, e eu fui até o closet dos meus pais, mexendo no armário da minha mãe para encontrar o quite de primeiros socorros. Logo voltei para o meu cafofo e vi meu mais novo amigo jogado na minha cama de casal, afundado entre os travesseiros macios. Eu ri com a cena dele afundando cada vez mais e fui até meu armário. Peguei uma blusa preta de mangas cumpridas que ficava meio grande em mim, uma calça e uma cueca bóxer que ainda estava embalada na minha gaveta, e o chamei, indo até o banheiro.

Ele chegou, e eu pedi para que tirasse o moletom e a blusa, mas ele arregalou os olhos na hora.

— Não posso tirar só o moletom?

— Vai me dizer que você toma banho de roupa — ele ficou vermelho e negou com a cabeça.

— Não, não, mas eu não vou tomar banho com você! — disse, descendo da bancada e quase saindo pela porta, que eu acabei segurando com o pé.

— Não vou tomar banho com você, seu trouxa — respondi, rindo e o puxando de volta. — Eu vou te ensinar a enfaixar as ataduras para tomar banho sem molhar, só quero que tire a camiseta pra não molhar suas roupas, né?

Ele ficou mais vermelho e abaixou a cabeça, voltando a se sentar na bancada. Ele tirou o moletom e já levou consigo sua camisa da escola, jogando ambos para o lado e balançando os pés enquanto olhava para o lado.

Fiquei preso no corpo dele por um instante: abdômen curiosamente definido, ataduras rasgando e sujas, e o mais estranho, cicatrizes nas costas inteiras, algumas mais roxas e profundas, pareciam recentes, enquanto outras pareciam mais velhas. Sua nuca também tinha essas cicatrizes, mas não pareciam cortes, assim como não parecia um acidente. Também não era algo que alguém conseguiria ter feito por si mesmo era apenas...

Tão estranho.

Sem que eu percebesse, acabei meu aproximando dele, e encarando suas costas pelo espelho, passando minha mão de sua cintura até um hematoma que parecia recente. Ele soltou um murmúrio de dor, e só aí eu acordei e tirei minha mão dele.

— Como isso aconteceu?! — perguntei curioso, lhe olhando nos olhos.

Ele hesitou um pouco antes de responder, como se pensasse se iria mentir ou contar a verdade. — Eu caí da escada.

— Mentira. Não tem como alguém fazer isso caindo da escada. O que aconteceu Moon?!

Ele apenas bufou irritado. — Não é nada demais, Dongmin, me deixe em paz.

— Moon, suas costas estão quase em carne viva, como "não é nada demais"? — contestei, voltando a colocar as mãos nos hematomas, que percebi existirem nos braços também. Não sei exatamente o que aconteceu naquele momento, só sei que ele me empurrou com força e eu acabei caindo no chão e batendo a cabeça em alguma coisa.

Senti uma dor aguda na nuca, e tudo ficar meio turvo.

 

 


Notas Finais


ppse, esse ap;itul;o na vdd tinha ficado muito grande
então eu dividi em 2
o segundo sai segunda
hehehehehe

to com uma dor de cabeça do inferno, então não revisei agora, mas passei a semana inteira revisando

well, até o proximo cap;itulo

saranghaeeee


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