História The Little Prince - Capítulo 23


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Categorias ASTRO
Personagens Eunwoo, Jinjin, MJ, Moonbin, Rocky, Sanha
Tags Astro, Astro Couples, Binwoo, Gay, Lemon, Otp, Relacionamentos Abusivos, Tretas, Triste, Yaoi
Visualizações 125
Palavras 1.581
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Festa, Ficção Adolescente, Hentai, Lemon, Romance e Novela, Shoujo-Ai, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 23 - Os impasses e a insônia que atormenta Park Minhyuk


Fanfic / Fanfiction The Little Prince - Capítulo 23 - Os impasses e a insônia que atormenta Park Minhyuk


— Park MinHyuk

 

O dia já amanhecia do lado de fora da janela.

Meus olhos estavam cansados, e um par de olheiras acinzentadas provavelmente formavam bolsas debaixo deles, porém, não consegui prega-los à noite toda.

Eu estava sentado na cama de MJ, usando uma calça de pijama xadrez que ele afirma ter trazido de Harvard quando visitou a faculdade, e sem camisa, olhando para fora enquanto encolhia minhas pernas e as abraçava.

Ele estava deitado ao meu lado, de bruços, com os braços sob a bochecha, e as cobertas até a cintura. Suas costas eram revestidas com o tecido branco de sua camiseta, e seus olhos estavam fechados de um jeito sereno, com os cabelos esparramados pelo travesseiro branco.

Ele tentou passar a noite em claro comigo, conversava para não dormir, tentou até tomar uma caneca de café à contragosto, já que preferia bebidas doces, mas nada daquilo adiantou. Ele acabou dormindo no meio de uma conversa aleatória, e me deixou falando sozinho, mas eu perdoei, não é como se eu fosse me queixar, ele não tinha a obrigação de aguentar minha insônia.

Além disso, ele ficava fofo dormindo.

Nós não demoramos pra chegar em sua casa depois que saímos do hospital. Nos trocamos, comemos alguma coisa e subimos para seu quarto. Ele pegou um livro e começou a ler em voz alta, sempre comentando comigo sobre algo que acontecia, para que eu me mantivesse distraído.

No entanto, mesmo o tendo comigo ali, minha mente sempre voltava uns anos, quando eu ainda estava no fundamental.

Eu me lembro de sempre encontrar meu irmão desmaiado na própria cama. Seus braços carregavam riscos vermelhos e, na época que conhecera Dongmin, enfaixados; ele sempre reclamava de dor, e haviam dias que eu escutava seus gritos de desespero enquanto golpes eram proferidos em seu corpo na cozinha. Depois, ele chegava no quarto, sorridente, tirava o travesseiro de cima do meu rosto, me dava um beijo na testa e dizia “boa noite”, como se minha mente tivesse me pregado peças.

Ele colocava os discos de vinil do Elvis Presley e dos Beatles enquanto estudava, dizia que ajudava-o a se concentrar. Ele gostava de dançar, e sempre me ensinava algum passo que aprendera vendo garotos dançarem na rua, foi mais ou menos nessa época que eu peguei gosto pela coisa.

Quando tínhamos tempo livre, ele me levava para uma loja de instrumentos musicais de um amigo da nossa mãe, se sentava no piano e cantava alguma música pra mim, sorrindo como se seu mundo se iluminasse com tal ato. Sua voz sempre foi bonita, e ele disse que havia puxado isso da mamãe. Gostaria de tê-la conhecido, mas não tocava no assunto, não desde que levei um tapa na cara por fazê-lo.

Moonbin pintava quadros estranhos, mas eu nunca soube aonde eles iam parar. Depois de um tempo, fui descobrir que esse era o seu “ganha pão”, junto com uma ou outra apresentação de rua. Ele sempre foi muito talentoso e me ajudava com os deveres de casa, já que eu não conseguia ler muito bem.

Eu demorei bastante para aprender a ler e a falar, bem mais do que uma criança normal, por isso eu era um motivo de risada entre os garotos do fundamental. Além desse fato, eu sou órfão, então sempre acabava sendo zoado em eventos familiares, já que o único que comparecia era o Moonbin. Ele era atencioso, não perdia uma apresentação sequer. Me lembro até hoje do orgulho nos seus olhos de quando apresentei pela primeira vez com uma escola pública de dança.

Moon era como uma mãe, um pai e um irmão. Ele fazia os três papéis sendo apenas um. Ele cozinhava, arrumava, trabalhava e me apoiava em tudo o que eu precisasse. Ele era quem me dava presentes, quem me ensinava o que pais devem ensinar, quem me levava e me buscava na escola quase todos os dias.

Minha tia era legal também, mesmo que fosse bem quieta e submissa ao esposo. Ela era irmã da minha mãe, e sempre me contava histórias sobre sua infância quando íamos ao mercado juntos.

Eu me lembrei do ano novo, quando acordei no quarto de hóspedes do apartamento do Dongmin, extremamente perdido, e encontrei ele e meu irmão dormindo juntos.

Eu nunca chorava na frente de ninguém, só do meu irmão uma ou outra vez, então seria contra a minha política chorar na frente de MyungJun. Porém, foi só ele fechar os olhos e dar um sinal de dormência, que as lágrimas se soltaram dos meus olhos, descendo sobre a minha face.

Me lembrei de outras vezes que meu irmão quase morreu. Me lembrei do cansaço da sua carga horária, e me lembrei como seus sorrisos se abriam quando falava de seu único amigo. Naqueles tempos, pensava que Dongmin era um príncipe.

Um pequeno príncipe que, com seu coração de ouro, sentiu-se tocado pela decadência de um mero plebeu – que seria meu irmão.

Moon riria se soubesse que eu ainda pensava nisso de vez em quando, mas era a verdade. Ele nos comprava o que precisávamos, pagava as consultas e remédios do meu irmão, e estava sempre bem vestido. Mesmo assim, só falava comigo, com Jinwoo e com meu irmão; era como se seu organismo tivesse uma negação à estranhos. Só depois descobri que esse era um dos estágios mais altos da timidez – não aquele problema fofo que todos dizem ter, mas algo grave, que o impedia de comer em público, usar o banheiro público ou transportes públicos, qualquer lugar com muita gente se tornava seu pior pesadelo.

Quando ele se sentia desconfortável, cutucava a perna do meu irmão por baixo da mesa e batia três vezes na superfície com seu indicador. Esse era o sinal do desconforto, a deixa para saírem do lugar pelo bem da sanidade do príncipe. Ele só era usado em momentos de desespero, por isso fiquei feliz quando eles não o utilizaram quando conheceram Sanha.

O moreno foi meu primeiro amigo da minha idade. Foi a primeira vez que encontrei alguém que se interessava em conversar comigo sem conhecer meu nome – os outros eram todos interesseiros, apenas queriam caronas no Cadillac do JinJin, ou roupas se grife que me viam usar por conta do Dongmin. As meninas então, só saíam comigo para dar em cima do meu irmão, que nunca correspondeu os sentimentos de nenhuma delas.

Depois de Sanha, veio MyungJun. Eu não acho que preciso dizer que não ia com a cara dele – rico, de nariz empinado, não falava com ninguém e muito menos olhava nos olhos. Sua voz mostrava autoridade, como se sentisse superior por ser alguns anos mais velho. Aquilo me irritava de um jeito inigualável.

Depois do incidente da festa, percebi que ele não era uma pessoa assim tão ruim, então começamos a nos dar bem.

Descobri que ele tinha medo de falar com outras pessoas, por isso era sempre quieto e respondia de forma rígida. Não é que ele andasse de nariz empinado, ele era avoado e baixinho, então estava sempre olhando para cima, para conversar com os outros e olhar o céu. Não era como se ele fosse ignorante, ele apenas não tinha amigos pois seu pai nunca deu a chance.

Eu percebi que ele era um garoto muito mais complexo do que eu imaginava, e sua complexidade e todo o seu ar misterioso de quem apenas lê livros me fascinava cada vez mais. Eu tinha muita curiosidade sobre ele, mas nunca admitiria em voz alta.

Agora, olhava para seu rosto sereno, e percebia como seus cabelos ficavam dourados sob a luz do amanhecer. Seus cílios longos brilhavam e as marcas que deixei em seu pescoço me fizeram sorrir. Eu estava me tornando possessivo, era só questão de tempo para ele desistir de mim, que nem todos os outros.

— Minhyuk? — ele murmurou, abrindo os olhos devagar, me encarando com um sorriso. — Você está bem?

Eu sorri de volta e coloquei minha canhota sobre seus cabelos. — Estou ótimo.

Ele me encarou por um instante. — Está mentindo, né? Não conseguiu dormir?

Fiz que não com a cabeça e voltei a olhar pela janela, ainda embolando meus dedos em seus fios. — É mais normal do que você imagina.

Depois de alguns segundos sentindo seus olhos castanhos curiosos encarando minha nuca, senti suas mãos tocarem a minha, a puxando para baixo, até que tivesse um contato com os lábios alheios. Ele beijou as costas da minha mão, e começou a seguir os selinhos de carinho pelo meu antebraço, se sentando na cama, me fazendo encara-lo. Ele subiu a trilha até meu ombro nu, e depois pelo meu pescoço, minha bochecha e deu um selinho macio em meus lábios. Eu sorri com o contato, enquanto ele colocava as palmas das mãos em minhas bochechas.

— Você fica bem melhor sorrindo — declarou, quando acabou de me beijar. — Seu irmão vai ficar bem, e logo vocês vão voltar pra casa, e nós vamos apresentar nossa música e tudo vai ser incrível, certo?

Sorri novamente, como se parte do vazio que normalmente me atinge fosse embora, e deslizei a mão pelo seu rosto, dando-lhe um selar demorado, depois sei um beijinho em sua testa e o abracei. — Obrigado, Junnie — murmurei, fechando meus olhos e sentindo seu cheiro de morango, um tanto curioso para um jovem de 23 anos, mas que era bem reconfortante.

Eu não sei quando aconteceu, apenas sei que acabei pegando no sono ali mesmo, escutando os batimentos meio acelerados do seu coração, mas que nem se aproximavam dos meus.

 

 


Notas Finais


Gente, um AVISO aqui, por favor, leiam


Certo, acho que vocês já sabem o quanto eu amo essa fanfic -- aqueles que comentam então, já têm certeza -- e, bem, eu tenho passado por um momento meio dificil e não, eu não pretendo desistir dessa fic, acalmem-se, mas eu queria muito
muito mesmo
agradecer a todos vocês que aparecem, favoritam e comentam
de verdade
eu estou, realmente, muito estressada com o colégio e com outros pontos que não interessam no momento, e tipo, eu chorei em todos os últimos dias por diversos fatores, mas eu sempre encontro meu aconchego nesse site, e nos comentários de vocês...
o fato é que: esse estresse contínuo sempre faz com que meu cérebro fique incapacitado de escrever de maneira descente, tanto que os últimos capítulos que eu tenho postado já estavam todos escritos previamente, e só tem mais um pronto, e apenas idealizações dos próximos
de toda forma, eu sempre encontro meu colo nos comentarios da Anne, da Binwoonly, da KimSayajin, da LucyLevydesu, da virginiaotaku, e de todos vocês leitores novos que comentam (Minxtozaki, cibeleomma, unicorniobiebie, minhocafeliz...), mesmo que seja uma única linha, ou um breve "continua!"
muito obrigada, mesmo, vocês mal sabem o quanto me ajudam sem nem me conhecerem, e no quanto ler essas linhas durante os últimos dias tem me dado força para continuar ^^
Acho que, no fim, eu amo essa história por me achar dentro dos personagens, principalmente no Moonbin, e ver o quanto vocês torcem por ele meio que me faz muito feliz, como se vocês estivessem torcendo por mim também...
no fim, eu só queria agradecer e pedir que, mesmo que os próximos capítulos demorem pra sair, não desistam de mim, okay?

Kissus de paçoca
e até o próximo capítulo <3


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