História The Little Savior - Capítulo 9


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Categorias Shawn Mendes
Personagens Personagens Originais, Shawn Mendes
Visualizações 16
Palavras 985
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Mistério, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 9 - Coming Home


O caminho pra casa é lento. Não pela velocidade, pois ele estava mais rápido que quando viemos, mas pra mim parecia uma eternidade. Tento não me segurar nele. Mas o fato de não ter nada atrás para me apoiar não facilita. Então em certas curvas, e freiadas, sou obrigada a me apoiar nele.

Minha mente é invadida por vários pensamentos involuntários, meu problema sempre foi pensar demais, e eu sei disso. Mas não é algo que eu possa controlar. São tantos pensamentos, e passam tão rápidos pela minha mente, que eu mal consigo me concentrar em apenas um.

Aquele cara, amigo do Shawn, Luke. Ele era tão estranho. Mas o que mais me chamou a atenção foi como o Shawn ficou estranho na presença dele.

Qual será o trabalho dele, que não dá o privilégio de ter relacionamentos sérios, apenas casos de uma noite? Existe um trabalho que te proíbe de se comprometer? Que eu saiba só quem é padre mesmo. Mas esse trabalho não permite nenhum tipo de relação não é?

Meu Deus, porque eu estou pensando em padres? Shawn poderia levar jeito pra ser qualquer coisa nesse mundo, menos um padre.

Então, de repente, minha mente foca em Shawn, em um altar, usando batina, segurando uma hóstia na mão:

"Não vai comungar Boneca?" o Padre Shawn da minha mente pergunta.Dou risadas em silêncio. É incrível como eu consigo pensar em coisas tão "nada a ver" em um curto período de tempo.

Não conheço bem ele, eu sei. Mas tirando o fato dele ser tão misterioso as vezes, ele é tão fofo comigo, e me trata tão bem. Me faz rir. Um leve sorriso ameaça meus lábios.

Balanço a cabeça tentando me livrar desses pensamentos. Não posso deixar tudo isso me confundir, não vou ser mais uma na listinha dele. Como ele mesmo disse, é só amizade. Eu posso aceitar isso. Sem problema algum.

Levanto a viseira do capacete, e deixo que o vento alcance meu rosto. Fecho meus olhos, e deixo que ele leve todos esses pensamentos. Tanto os bons, quantos os ruins.

Quando finalmente chegamos a porta da minha casa, desço e entrego o capacete.

- Obrigada pelo passeio. - digo um pouco sem jeito.

- Você se ligou muito no que o idiota do Luke disse não é? - Ele retira o capacete e desliga a moto.

- Tinha como não "se ligar"? - repondo - Mas ele não disse nada demais. Nada que eu já não soubesse. - Dou de ombros.

-Como assim? O que quer dizer com isso?

-O fato de você não ser um cara que se compromete e tal, já da pra perceber, quer dizer, olha só pra você. O lance de casos de uma noite e tudo mais. Mas somos apenas amigos, então não faz diferença pra mim.

- Olha, não é bem assim. O Luke é um idiota, que só queria estragar nosso encontro.

- Não importa. Contando que você entenda que eu não sou esse tipo de garota. E que meu nome não vai estar em nenhuma listinha de peguetes sua. Por mim esta tudo bem.

- É  isso que você pensa? Que eu te chamei pra sair, porque quero te levar pra cama e colocar seu nome em uma lista?

- Eu não sei o que  pensar Shawn.

- Então te digo uma coisa, algo melhor pra você pensar. Eu não te chamei pra sair por isso. Te chamei porque desde aquele dia que te atropelei você basicamente não sai da minha cabeça. Sei que posso estar exagerando te contando isso assim, afinal a gente não se conhece tão bem. Mas o pouco que sei sobre você, me faz querer saber cada vez mais. Não posso te dizer que eu sou um santo, pois eu não sou, à muitas coisas em minha vida  que eu não me orgulho. Mas eu sei que não faria nada pra te magoar. - Ele faz uma pausa e respira fundo - Olha Boneca, eu nunca tive vontade de realmente conhecer alguém, saber seus gostos, seus filmes favoritos. Nisso Luke estava certo, tudo era só uma noite, só um caso sem importância pra mim. Mas com você é diferente. Eu quero saber mais, quero te conhecer. Se você me permitir fazer isso. - Ele diz tudo isso sem desviar seus olhos do meu.

Fico parada, sem reação, pois não fazia ideia de como reagir a tudo aquilo. Certamente eu esperava que ele dissesse qualquer coisa, qualquer coisa menos tudo isso.

Entao fico olhando pra ele, apenas digerido cada palavra que acabaram de sair da sua boca. Ele quer saber mais sobre mim? Me conhecer? Porque? Porque justo a mim? Saber o que? Sou aquela pessoa que a maioria chamaria de sem graça . Não faço nada de mais, não tenho nenhum talento oculto. Apenas estudo, e estudo. Tenho pouco amigos, quase nunca saio pra festas e essas coisa. Apenas um garota normal, estudando horrores para conseguir entrar em alguma faculdade boa.

Não estou me menosprezando nem nada, mas somos muito diferentes. Ele é o tipo de garoto que foi muito popular na escola, e mesmo depois de se formar ainda a pessoas que falam dele. Que conseguiu entrar na faculdade, mas desistiu. Que anda por ae nessa moto monstruosa, chamando a atenção de todos que passam.

Definitivamente não tínhamos nada em comum.

Mas eu também tinha essa vontade de saber mais, essa vontade de conhecê-lo melhor. E podemos ser diferentes sim, mas não posso negar a ele, e nem a mim, a chance  de conhecer melhor um ao outro.

- Tudo bem. - Digo suspirando

-O que? - Ele eleva o seu olhar até o meu.

- A gente pode passa um tempo junto, sei lá, pra se conhecer melhor.

- Claro, claro. Seria ótimo Boneca.

- Combinado. Tenho que ir agora.- Digo e dou um beijo em sua bochecha.

- Até mais Boneca.- Ele sorri

Assim que chego a porta, ouço a moto ser ligada. Viro a maçaneta, entro. Ele arranca e vai embora.

Fecho a porta atrás de mim. Pensando em onde tudo aquilo iria parar.



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