História The Lonely Boy - Capítulo 6


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Drama, Romance
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Palavras 2.510
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Bishounen, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shounen
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Suicídio, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Olá leitores, como estão? Espero que bem.
Foi mal o atraso do capítulo :v
Espero que gostem, boa leitura, fiquem com a história!

Capítulo 6 - Plantio da Discórdia


O sol brilhava, o vento entrava pela janela refrescando o quarto enquanto os pássaros cantavam. Era um belo dia de domingo, tudo estava perfeito, exceto pelo fato de que acordei ouvindo gritos. Esfreguei bem os olhos e me assustei ao ver Alex sendo acordado a vassouradas:

-  Ai mãe! Não! - Ele gritou enquanto apanhava.

- Ei tia, calma! Por que toda essa violência? - Entrei na frente de Alex.

- Esse menino mentiu pra mim! - Bateu nele novamente.

- Ai mãe! Para! Isso dói! - Reclamou colocando os pés na frente da vassoura atrapalhando os golpes.

- Calma tia, vamos conversar!

- Conversar? - Ela olhou enfurecida e recolheu a vassoura, dando oportunidade para Alex se levantar e correr para o outro lado do quarto.

- Faz o seguinte tia, a gente desce, toma café da manhã e conversa, pode ser?

- Tomar café da manhã às três da tarde? - Cruzou os braços.

- Bem… Que tal um chazinho? - Sorri de canto. 

- Não demorem! - Bateu a porta do quarto. A senhora Sakagami estava realmente muito irritada.

- Cara, a gente tá ferrado!

- A gente? Esqueceu que a mãe é minha? Tô na merda!

Alex arrumou a cama enquanto eu usava o banheiro. Logo depois eu arrumei meu cabelo enquanto ele usava o banheiro, e comecei a lembrar de como nós nos conhecemos:

Flashback ON

        Estava chovendo muito e eu tinha acabado de me mudar. Como meu pai estava viajando a trabalho Miyukki me levou até a casa de sua melhor amiga, amiga de infância até, a senhora Sakagami. Ela é como uma irmã para Miyukki e mesmo eu não a considerando minha mãe, tenho o costume de chamar Sakagami de tia. Enfim, acabei conhecendo Alex e viramos melhores amigos, na verdade, ele é meu único amigo. Fiquei com um pouco de vergonha, admito, nunca fui bom em fazer amizade, mas Alex me mostrou que não precisava ter vergonha estando perto dele:

- Matthew, temos que ir agora. - Miyukki pegou em minha mão.

- Já? Mas nós acabamos de nos conhecer, nem conversamos direito. - Emburrei a cara. 

- Relaxa Matt, amigos verdadeiros estão presentes o tempo inteiro, mesmo que não fisicamente, estão no coração. - Tocou seu dedo indicador no meu peito, apontando o coração - Bem aqui. - Aprendi isso com Alex, amigos verdadeiros estão presentes o tempo inteiro, mesmo que não fisicamente.

Flashback OFF

- Ei Matt, vamos! Não quer deixar minha mãe esperando, quer? - Disse Alex me tirando de meus pensamentos.

- Vamos cara, com toda certeza não quero ver sua mãe ainda mais nervosa.

- Não queira mesmo! 

    Descemos até a cozinha, vagarosamente, sem muita extravagância. Miyukki estava sentada à mesa tomando café como faz geralmente, a senhora Sakagami estava encostada na pia de braços cruzados, quando nos viu, começou a bater o pé no chão:

- Mas que demora em!

- Va-Vamos  conve- Alex engoliu seco. - Conversar?

- Civilizadamente, claro -  Disse me sentando à mesa, Alex se sentou ao meu lado. A senhora Sakagami continuou em pé a nossa frente, do lado de Miyukki. - Onde está John? - Perguntei.

- To aqui maninho. - Respondeu entrando pela porta da cozinha com o cabelo bagunçado e muitas, mas muitas olheiras. 

- Tá acabado em mano! - ri.

- Um pouco. 

- Um pouco? As suas olheiras tem olheiras cara! 

- Acabei de levantar né idiota, esperava o quê? 

- Já podemos conversar agora? - Disse Sakagami, já impaciente.

- Tudo bem, quem começa? -  Perguntei.

- Vamos começar por nós duas aqui! - Respondeu Miyukki.

- Então comecem. - Murmurou John, se sentando e deitando a cabeça sobre a mesa.

- Vocês deram uma festa sem permissão, me embebedaram e me drogaram!

- E Alex me disse que iria sair com uma garota!

- E tudo isso planejado por você John! Seu irresponsável, imbecil! - Completou Miyukki.

- Eu dei a festa, não obriguei esses moleques de merda a participarem de nada! Irresponsável? Que tal falarmos do que você fez ontem a noite? - Olhou fixamente nos olhos dela. 

- Calma John… - Disse Alex.

- Você não se mete meu filho, se não vai sobrar pra você!

- Vocês me drogaram! - Bateu na mesa. 

- Você trai o pai a tempos e eu nunca reclamei! Então cala sua boca! - bateu na mesa ainda mais forte. 

- Espera.. Ela o quê? - Perguntei levantando da mesa. 

- Bem, é complicado… - Miyukki passou a mão no cabelo.

- Complicado? Sua vadia! - Alex me segurou pelo braço. 

- Bem, mas vamos ao que interessa, o Alex! - disse Sakagami. 

- Tia, a questão é a seguinte, John deu a festa mas eu quem chamei Alex. John não tem nada a ver com isso e só pra completar, eu e Alex não colocamos uma gota de álcool sequer na boca, John não deixou e não gostamos disso! Alex errou em mentir, mas todos nós aqui erramos. - Me sentei. 

- Desculpa mãe… - Se levantou e a abraçou. 

- Bem.. Tudo bem meu filho, era só isso que eu queria ouvir. - Respondeu acariciando o cabelo de seu filho. 

- Estou desculpado?

- Claro! Desculpado e de castigo!

- Droga…

- E sem reclamar!

- Foi mal, foi mal! 

- E Miyukki, John errou ao dar a festa sem permissão, porém, você ofendeu ele sem motivos. Eu já odiava você e, agora que sei sobre o que faz com o papai, você não vai ficar em pune. - Completei. 

- Está me ameaçando, Matthew?

- É o que você acha?

- É o que parece.

- Pois então tome cuidado. Além disso, você já deu festas enquanto o pai viajava e a gente nunca contou pra ele por causa das suas ameaças, nada mais justo não acha?

- Você não tem como provar nada que o John disse. - Riu, debochando. 

- Será? - Disse John abrindo a galeria do celular e entrando numa pasta somente com fotos de Miyukki com seus amantes, inclusive o garoto do beijo da noite anterior.

- Seus desgraçados!

- Meça suas palavras, seu casamento está em nossas mãos. - Disse me levantando.

- Vem Alex, vamos embora.

- Tá, mãe… Tchau Matt!

- Até mais cara...

 Depois de tudo isso, eu estava na sala e John sentou do meu lado

- Cara, saca só.

- O quê?

- Miyukki! - Gritou. Ela que estava limpando a cozinha, veio.

- O que foi?

- A casa está suja, limpe. 

- Como é que é?

- Você é surda? A casa tá suja, limpa essa merda.

- Mas a festa foi de vocês!

- Mas quem tá com o casamento em risco não somos nós. - Disse me levantando - Acho que vou andar de skate.

- Vou subir e dormir, e quando acordar, quero isso aqui bem limpo, entendeu?

- Entendi, eu faço o que você mandar. - Murmurou com voz de choro.

- Então limpe. - Cuspiu no chão e subiu para o quarto.

- Eu também vou nessa. - Saí com meu skate.

    Eu fui para a rua treinar um pouco, havia um bom tempo que não treinava por causa do braço. Mas somente andar na rua não era o suficiente para mim, fui até a pista, que milagrosamente estava vazia. Eu estava horrível, caia o tempo todo e não acertava uma.

- Se continuar assim vai acabar quebrando o braço de novo.

- Ham? - Olhei para trás. Uma garota, vestia um short jeans curto e um cropped branco decotado. Carregava um skate.

- Desculpe te assustar. - Caminhou até mim carregando seu skate. - É assim que se faz! - Jogou o skate no chão, subiu nele e pegou impulso, fez um Ollie e voltou para perto de mim. 

- Você é boa nisso. 

- É, tem gente que nasce pra ser. A propósito, eu sou Jay. - Estendeu a mão e eu a comprimentei. 

- Eu sou o - Fui cortado.

- Matthew. Eu sei quem você é.

- Sabe ?

- Sei. Eu estava na sua festa ontem.

- Ah, a festa do meu irmão.

- Tanto faz.

- Bem Jay, tenho que ir, a gente se vê por aí.

- Claro gatinho, a gente se esbarra. - Mordeu o lábio inferior, apenas ignorei e voltei para casa.

     John tomou um banho e colocou as roupas sujas na máquina.

- Vou até o Hiro gerenciar algumas coisas.

- Tá bom, John. - Eu entrei em casa e ele saiu. - Miyukki, que moleza, não terminou até agora? - Ela esfregava a parede da sala. 

- Não é moleza quando tem que limpar sozinha uma casa desse tamanho! - Estava chorando.

- Vai tomar banho, eu limpo essas paredes que faltam. 

- Tem certeza?

- Sim, vai logo, antes que eu me arrependa. 

- Arigato, Matthew-kun! - Enxugou as lágrimas e subiu para o banheiro enquanto eu terminava o serviço. Esfreguei a parede com a vassoura e sabão como ela estava fazendo, joguei água e puxei com o rodo. Sequei o chão com o pano e  quando acabei coloquei tudo lá fora na área de limpeza, perto da secadora de roupas.

-  Hey Matthew, esqueci a toalha, trás pra mim? - Gritou lá de cima. 

- Já tá abusando da minha bondade. - Murmurei, mas peguei a toalha.

    Cheguei ao quarto dela, abri a porta e entrei. Quanto mais me aproximava da porta do banheiro, mais gemidos eu ouvia. A porta estava entreaberta, vi Miyukki ajoelhada no chão, apertando seus seios com uma mão e se masturbando com a outra enquanto a água escorria pelo seu corpo. Claramente ela era uma linda mulher, muito jovem e tinha um corpo incrível. Parei de olhar pois já estava me excitando com aquela cena. Bati na porta e ela sem desligar o chuveiro, veio até mim e abriu a porta completamente me deixando ver todo seu corpo. Segurei a timidez e controlei a excitação, esticando o braço e entregando a toalha:

- Aqui está. - Disse meio envergonhado.

- Obrigado - Segurou em meu braço.

- Miyukki, pegue a toalha. 

- Sabe, talvez você tenha algo mais interessante a me dar do que a toalha. - Me puxou para dentro e trancou a porta.

- Miyukki?! - A empurrei, tentando abrir a porta. 

- Quieto Matthew. - disse me puxando e me sufocando no meio de seus peitos. 

- Para! Sua louca! - Dei um tapa na sua cara.

- Oh, a mamãe adora isso, bate mais. - Me pressionou na parede e me beijou. - Olha, o que temos aqui… - Desceu minha bermuda juntamente com minha cueca e pegou no meu membro ereto. - Vem pra mamãe, vem. - Abocanhou meu membro, assim, me chupando ajoelhada no chão do banheiro, totalmente nua. Puxei seu cabelo para tirar de dentro da boca mas só a forçou a chupar mais, me fazendo chegar no ápice, despejando tudo em sua boca.

- Sua desgraçada! - Empurrei ela no chão com força.

- Ai! Isso doeu! - Cuspiu o sêmen.

- Você é doente? - Me vesti. 

- Claro que não, olhe ali… - Apontou. 

- O quê é - fui cortado.

- Te peguei! - Riu. 

- Sério? Uma câmera?

- O que o seu papai vai pensar quando ver que o filhinho dele obrigou a madrasta fazer um boquete? 

- Isso não vai dar certo, o vídeo claramente vai mostrar você me obrigando, idiota. 

- Vídeo? Ah, você quis dizer as fotos de você segurando meu cabelo, me dando um tapa e me empurrando no chão? Ou esqueceu que dá pra congelar a imagem da câmera e tirar fotos? - Disse colocando o dedo na boca. 

- Você é realmente desprezível Miyukki! - Sai do banheiro e bati a porta do quarto.

    Deixei a água quente correr pelo meu corpo enquanto me ensaboava. Nunca antes me lavei com tanta convicção. Ao terminar, sai do banheiro, vesti meu pijama que estava com o cheiro de Lilian, desci para colocar as roupas na secadora e Miyukki estava na sala, de roupão e tomando café. Passei direto como se não tivesse a visto, fui em direção a lavanderia da casa, coloquei as roupas sujas e voltei, para subir para  o meu quarto.

- Sente aqui do meu lado. - Disse com uma falsa voz melosa. 

- Não. - subi alguns degraus.

- Seu pai vai adorar as fotos. - Ameaçou. 

- Desgraçada! - Sussurrei e  desci as escadas. Sentei do seu lado do sofá, não perdeu tempo, soltou a xícara e começou a me tocar.

- É maior que o do seu pai, sabia? - Chegou perto do meu ouvido. - Maior que o do Alex também. - Gargalhou. 

- Pra mim chega! - Me levantei e subi as escadas, já no último degrau ouvi a televisão - "Não sabemos ao certo o que aconteceu, mas parece que hackearam as contas bancárias dos principais políticos do Japão, uma curiosa ligação entre os políticos é que todos estão sob investigação de corrupção” - Será? John? - Pensei alto. 

- O que disse?

- Ah? Nada, eu não disse nada. - Fui para meu quarto e tranquei a porta. Peguei meu celular e li as mensagens, "Filho, correu tudo bem aqui no trabalho, os pacientes que vim olhar acabaram se recuperando mais rápido que o esperado. Amanhã na hora do almoço estarei em casa. Avise sua mãe." 

- Idiota, já disse que ela não é minha mãe. - Também havia uma de Lilian " Oi Matt, amei passar o fim de semana com você, pena que não foi possível passarmos o domingo junto. Obrigado por me fazer bem", um sorriso surgiu em meu rosto. - Ao menos isso para me distrair de toda essa merda. - Acabei dormindo, mas me levantei ao ouvir a porta do meu quarto  abrir e ouvi também uma voz rouca me chamando:

- Matt? Matt? 

- Essa voz...

- Matt...? 

- Eu nunca me esqueceria! Mas não poderia ser ela! - Abri os olhos e vi minha mãe encostada na porta ainda fechada, esfregue bem os olhos e ela havia sumido. Corri rapidamente até a porta trancada, e quando abri Jhon estava sentado no corredor, de frente pro meu quarto. - Jhon? Eu vi...

- A mamãe? - Se levantou. 

- Isso! Sim! Você também viu? - Sorri. 

- Pare de alucinar maninho. - Bateu na minha cabeça. 

- Mas eu - Fui cortado. 

-  Hoje é quinze de setembro. Faz sete anos, Matthew. 

- Já é dia quinze? - Uma lágrima escorreu.

- Sim, já é. - Me abraçou. - Vem, vou te colocar pra dormir, tudo vai ficar bem. - John me levou para dentro do quarto e me ajeitou na cama. 

- Mas eu ouvi, Jhon. Eu juro que vi e ouvi! 

- Claro que viu. - Apagou a luz. - Boa noite maninho.

- Boa noite, Jhon… E-Eu acho... - John saiu do quarto e fechou a porta. Passei o resto da noite pensando em tudo que aconteceu desde o suicídio da minha mãe até aqui, do quanto John mudou nos últimos meses e principalmente de como eu continuo um bebê chorão, sempre batendo na mesma tecla, um verdadeiro fracassado.


Notas Finais


Então é isso pessoal, obrigado por terem lido e espero que tenham gostado.
Caso tenha algum erro, me notifiquem para que eu possa corrigir!
Sugestões e críticas construtivas sempre serão muito bem aceitas.
Não esqueçam de comentar e favoritar para eu saber se vocês realmente gostaram ou não!
Lembre-se que um comentário/favorito faz muita diferença para quem escreve as fanfics.
Beijos e tchau!


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