1. Spirit Fanfics >
  2. The Lost Girl (Fanfic Eunwoo) (Astro) >
  3. Capítulo 6

História The Lost Girl (Fanfic Eunwoo) (Astro) - Capítulo 7


Escrita por:


Capítulo 7 - Capítulo 6


Fanfic / Fanfiction The Lost Girl (Fanfic Eunwoo) (Astro) - Capítulo 7 - Capítulo 6

— Foi você quem fez este jantar? - perguntei.

— Sim, senhorita. Estava a seu gosto? - seu rosto redondo ficou tenso.

— Madalena, você é um gênio da culinária! Estava tudo espetacular! Poderia ganhar um dinheirão abrindo um restaurante! - nunca comi nada mais saboroso na vida. Se bem que qualquer coisa era mais saborosa que a comida congelada que eu estava habituada.

Ela corou um pouco e, sorrindo, claramente embaraçada, me disse:

— É muita bondade sua senhorita. - deu aquela abaixadinha inclinando a cabeça e deixou a sala.

— A Senhora Madalena adora quando algum convidado elogia sua comida. Aposto que ela veio aqui apenas para saber se o jantar lhe agradou. - disse-me Elisa.

Fomos até a sala de jogos depois do jantar uma mesa redonda e antiga que, para a época era novinha, claro, com cartas de baralho e dominó espalhados sobre ela, foi ocupada pelos três. 

— Com licença senhor Cha. - O mordomo entra fazendo reverência. — O senhor Kim está aqui para vê-lo.

— Com licença senhoritas. Eunwoo se retira da sala.

Eunwoo...

Vou até a sala principal lá encontro meu amigo Yugyeom, olhando para os quadros na parede.

— Boa noite senhor Kim, o devo a sua visita tão inesperada.

— Pule essas formalidades senhor Cha, eu vim aqui tratar de um assunto que não poderia esperar.

— Tudo bem. - sento e cruzo as pernas e juntos as mãos na frente do rosto. — E que assunto séria esse?

— Meu pai me contou que tem uma moça desconhecida na sua casa. - me levanto quase em um pulo. Infelizmente Yugyeom é filho do senhor Kim que apareceu quando encontrei a senhorita S/n.

— Não é verdade.

— Meu querido amigo, você é um péssimo mentiroso. - ele pega em meu ombro.

— Tá bom, eu encontrei uma moça desamparada e a trouxe para a minha casa, mas ninguém deve ficar sabendo disso.

— Os outros podem ficar sabendo disso?

— Podem, mas pede o máximo de descrição.

— Tudo bem, eu posso ver essa moça?

— Não, não é hora de está na casa onde mora uma dama.

— Você é muito chato. Boa noite senhor Cha.

...

Eunwoo volta para a sala de jogos. Karina queria jogar, mas eu estava tão cansada que recusei. Esperei que um deles se retirasse primeiro dizendo que já estava tarde. Eunwoo já havia reclamado do cansaço. Eu não queria ser mal educada nem nada, mas como ninguém parecia querer dormir tão cedo, perguntei se eu poderia me retirar. Recebi os “boa noite” de todos e fui para o quarto.

Entretanto, alguns minutos depois voltei apressadamente para a sala, na esperança de que Eunwoo ainda estivesse por lá. E, graças aos Céus, ele ainda estava.

— Algum problema, senhorita S/m? Pensei que estivesse dormindo. - ele se levantou imediatamente e veio ao meu encontro. O rosto um pouco aflito.

— Estávamos agora mesmo falando de sua pessoa, senhorita S/m. - disse Karina.

— Eu estou indo dormir, Eunwoo - respondi a ele, ignorando Karina. Imaginei que debateriam sobre o assunto, que discutiriam sobre mim, mas pensei que não perguntar sobre o que falavam deixaria Karina mais frustrada do que acabar sendo grosseira com ela. — Mas eu queria tomar um banho primeiro. Este vestido é muito quente! Eu encontrei a banheira que você mencionou, o que eu não encontrei foi a água!

Ele sorriu, assim como eu sabia que faria. Não me senti ofendida por ele achar graça dos meus problemas. Se a situação fosse inversa, eu faria exatamente o mesmo.

— É preciso levar a água até lá, senhorita. — ele explicou, o rosto divertido.

— S/n. - o corrigi. — E onde eu pego?

— Pedirei aos criados para que preparem seu banho. Voltarei logo. - ele se curvou ligeiramente e saiu.

Fiquei ali, parada, admirando as duas moças, sentadas tão eretas e elegantes. Só podia ser por causa do espartilho. Não dava pra se afundar no sofá usando um, eu tinha certeza disso. Ouvi o tagarelar incessante de Karina. Ela não deu a menor chance para Winter expressar suas opiniões sobre as fitas dos chapéus.

Pouco depois, Eunwoo retornou dizendo que meu banho já estava sendo providenciado. Eu agradeci sua ajuda e me apressei em voltar para o quarto. Encontrei Madalena testando a temperatura da água. Ela me disse que arrumaria a abagunça pela manhã, já que eu parecia acabada e devia estar querendo cair na cama. Claro que ela não usou exatamente estas palavras, mas o significado foi mais ou menos esse.

Fechei a porta e entrei na banheira. Levei minha calcinha comigo. Eu só tinha uma. Apenas uma calcinha! Depois de me deleitar na água quente por alguns minutos, alcancei alguns objetos aos quais eu ainda não havia sido apresentada. Identifiquei o sabonete. Na verdade, o cheiro dele lembrava azeite de oliva, e a cor escura e lamacenta lembrava sabão em barra para lavar roupas. Apesar de sentir um leve ressecamento na pele, funcionou até que bem. Não molhei os cabelos. Já os tinha lavado pela manhã e não tinha certeza se o conteúdo do vidro âmbar sobre o pequeno aparador era mesmo xampu. Após uns dez minutos, a água começou a esfriar e fui obrigada a sair. Alcancei o pano bege e me sequei. Devia ser uma toalha, porque era bem grosso, áspero e duro. E, pra dizer a verdade, não secava muito bem.

Espremi minha calcinha entre as mãos, dei umas sacudidas e a pendurei no encosto de uma das cadeiras da mesa, na esperança que secasse até a manhã seguinte, e me vi frente a um dilema. Eu não tinha roupas para vestir. Pela primeira vez na vida, essa máxima era real! Meditei um pouco e concluí que dormir sem roupa alguma não era boa ideia naquela época medieval! Então, vesti minha regata sem sutiã e o shortinho de quadrilha. E não é que o shortinho era confortável?

Uma penteadeira ou ao menos se parecia com uma com uma bacia e um jarro prateado cheio de água chamou minha atenção. Imaginei que fosse o lavatório. Procurei pela pequena nécessaire que levava todos os dias para o escritório. Lá estava! Minha nécessaire com minha escova de dentes, meu creme dental, meu fio dental e um desodorante daqueles pequenininhos de viagem.

Após escovar meus dentes e dar uma arrumada na bagunça, me lembrei da caixinha do celular. Eu a peguei avidamente, à procura de alguma coisa no manual do usuário, só para me frustrar logo em seguida, O pequeno manual não tinha sequer uma Única letra impressa em suas centenas de páginas, todas estavam em branco. Fui pra cama exausta, não apenas por estar me recuperando de uma ressaca física, mas também começava a sentir os efeitos da ressaca mental.

Eu estava mesmo em 1830, no século dezenove, na casa de um cara estranhamente gentil, sem absolutamente nada que pudesse me ajudar a voltar para minha casa. Nada exceto a conversa ao telefone com a vendedora. Tentei repassar mentalmente toda a conversa, procurando por pistas, por alguma dica, qualquer coisa que pudesse me ajudar a voltar para casa. Você esta exatamente onde deveria estar, ela disse. Só que eu não deveria estar ali! Eu deveria estai no meu apartamento, cheio de coisas úteis como banheiro, xampu e toalhas macias. Por que eu deveria estar no século dezenove? Não me lembrava de nenhum fato ou acontecimento importante em 1830 que fizesse uma maluca enviar uma garota inocente para lá, apenas para procurar alguma coisa. Está na hora de começar a crer que existem mais coisas no universo além das que os seus olhos podem ver, sua voz ecoou em minha cabeça.Isso era meio verdade. Pelo menos até aquela manhã eu não acreditava nas baboseiras de magia ou destino ou sorte. Mas o que tinha de errado em se viver no mundo real? Nem todo mundo queria viver um faz de conta. Não mesmo! Não eu!

Conheço cada segredo de sua alma. Por isso precisei intervir. De fato, ela realmente parecia saber o que eu estava pensando, como na parte em que pensei que ela tivesse falado com a minha mãe e ela respondeu “não” antes mesmo que eu concluísse o pensamento. Mas se isso fosse verdade conhecer os segredos da minha alma, mesmo que isso fosse possível, como é que ser enviada para 1830 me ajudaria? Claro que eu era fascinada por romances dessa época, mas, como regra geral, toda garota era. “o que Jane pensaria?” virou até camiseta!

No entanto, gostar de um livro era muito diferente de querer viver a experiência pessoalmente. Imensamente diferente! Então, se meus romances, minha única ligação com o passado, minha resposta estaria aí? Os livros seriam minha resposta? Mas qual? Você não voltará até que encontre o que procura. Terá que completar sua jornada. Mas terá que ficar aí até que a complete. Você não está sozinha, acredite!

Certo! Encontrar o que eu procurava, mesmo que eu não tivesse a menor ideia do que fosse. Mas seja lá o que fosse essa coisa, sabia que ela seria a minha passagem de volta. E se o que eu procurava tinha alguma relação com livros, então...

Argh!

Eu não conseguia fazer a associação. Completar minha jornada seria encontrar o que procurava. Seria de muita ajuda se eu descobrisse exatamente o que procurar! Resolvi que tinha que começar por aí. Descobrindo o que seria a tal coisa. Uma parte resolvida! Entretanto, subitamente minha mente tomou outra direção. Você não está sozinha.

Eu não estava sozinha?

Eu... Não... Estou.. Sozinha...?

Eu não estou sozinha!!!

Ah! Meu Deus! Tinha mais alguém perdido ali! Mais alguém que aquela mulher maluca tinha resolvido ajudar. Tão perdido quanto eu estava! Então, como o clarão daquele maldito celular, minha cabeça se iluminou e juntei algumas coisas. Tinha mais alguém ali. Se eu encontrasse essa pessoa, talvez juntas pudéssemos descobrir alguma coisa, alguma pista ou engambelar aquela bruxa e sair daquela confusão mais depressa! Poderíamos voltar pra casa mais rápido!

Isso!!!

Eu precisava encontrar essa pessoa, descobrir quem ela era e o que sabia. Não seria tão difícil, contudo, se ele ou ela estivesse tendo as mesmas dificuldades que eu. Eu precisava encontrar a outra vítima e, assim que voltássemos para casa, eu denunciaria a vendedora-bruxa às autoridades por vodu. Ela não iria brincar com a vida de mais ninguém! Foi a última coisa que pensei antes de adormecer naquela cama dura, com as velas ainda acesas.

...

Coragem, S/m. Você já enfrentou coisas piores! Eu disse a mim mesma, parada em frente à casinha, me lembrando do banheiro químico que usei no último show de rock e, em vão, tentei me convencer de que a casinha não era tão ruim assim. Ela era um centro cirúrgico esterilizado comparada aos banheiros químicos. E eu não podia esperar mais, já estava no limite.

Juntei coragem e fechei a porta, amaldiçoando aquela vendedora macumbeira por não me mandar para algum lugar que pelo menos tivesse banheiros decentes. Porque ela tinha que ser uma bruxa, já que podia fazer uma garota ir para o século passado. Dois séculos passados, na verdade. Quando eu conseguisse voltar pra casa, precisaria de muita vodca pra me esquecer daquilo, pensei. E, sem dúvida alguma, jamais comeria alface outra vez na vida!

Ainda era cedo, talvez umas sete da manhã, mas a casa toda já estava de pé. Fui para a cozinha procurar por Eunwoo novamente ele tinha que comer, não tinha? Eu precisaria da ajuda dele. Mais uma vez. Encontrei Madalena com a barriga colada ao fogão de lenha, terminando de passar o café num coador de pano que se parecia muito com uma meia suja e encardida.

— Bom dia, senhorita. Gostaria de se juntar ao Senhor Cha e à senhorita Winter? Estou indo levar o café. - ela mexia com uma colher o líquido preto dentro da meia.

— Bom dia, Madalena. Eu estava mesmo procurando por ele, mas posso ajudá-la, se quiser. Quer que eu leve alguma coisa? - ofereci, querendo ser prestativa.

Ela pareceu ofendida com minha oferta.

— De forma alguma, senhorita. Isso não é trabalho para uma convidada do Senhor Cha. Meu Deus! A senhorita nem deveria estar aqui na cozinha!

Realmente ofendida!

— Tá bem. Entendi. Ninguém mexe na cozinha da Madalena. - brinquei, tentando acalmá-la.

Ela corou e ficou meio abobalhada.

— Não, senhorita. Não é isso. Mas os trabalhos da cozinha são tarefas dos criados. E a senhorita não é uma criada. - ela piscava rapidamente, seu rosto escarlate.

— Ah! Tudo bem, Madalena. Eu só estava brincando. Não se preocupe. Eu não sei nem fritar um ovo! - eu sobrevivia graças aos congelados e meu micro-ondas. — Eu vou até a sala então.

Fui até uma grande bacia parecida com um ofurô de madeira, só que um pouco menor e lavei minhas mãos. Passei a mão úmida no mesmo vestido que tinha usado no dia anterior pra alisar uns amassados, depois deslizei os dedos pelos cabelos e fui pra sala. Não que eu quisesse impressionar alguém, mas sabia que Karina estaria pronta para me analisar. E ela não perderia a oportunidade de me irritar.

— Bom dia. - saudei assim que entrei na sala.

— Bom dia, senhorita S/m. - disse Eunwoo, se levantando e fazendo uma reverência. — Como está hoje?

— Bem, obrigada. - olhei em volta e não encontrei as duas garotas. — Onde está sua irmã? Pensei que todos estivessem acordados.

—Ela e a senhorita Karina acabaram de sair. O Senhor e a Senhora Kim vieram buscá-las para a missa. - ele sorriu. — Hoje é domingo.

Ah! — até no meu tempo domingo era dia de ir à Igreja. Isso não mudoucom o passar dos anos.

— E você, não vai à igreja? - perguntei, imaginando se ele era pagão ou coisa assim. Se bem que não conhecia muitos homens que fossem à igreja sem serem arrastados por suas mulheres, namoradas, mães, casos ou coisa do tipo.

— É claro que vou, mas como a senhorita ainda estava dormindo, pensei que seria melhor ficar em casa hoje, para o caso de precisar de alguma coisa. - ele me fitou e um sorriso meio irônico apareceu em seus lábios. — Creio que ajudar os necessitados será mais bem visto perante os olhos de Deus do que ficar sentado em um banco por quase toda a manhã.

— Oh! Valeu. - eu disse, enquanto arrastava a cadeira para me sentar. No entanto, antes que eu pudesse fazê-lo, Eunwoo saiu rapidamente de seu assento para empurrar a minha cadeira.

— Obrigada. - falei meio sem jeito. Nunca ninguém tinha empurrado minha cadeira antes. Não de forma tão cortês e sem esperar pela gorjeta. 

Madalena entrou na sala com uma grande bandeja nas mãos, a colocou sobre a mesa e saiu sem dizer nada. A bandeja estava abarrotada: café, ovos cozidos, um bolo e algumas frutas. Pareceu ótimo pra mim.

— Mas foi bom você ter ficado. - eu disse, começando a me servir. — Preciso mesma da sua ajuda. Outra vez.

Eunwoo me observou

— Eu estava imaginando se... por acaso, você não encontrou mais alguém

como eu? - peguei um pedaço do bolo. Estava muito bom!

Suas sobrancelhas arquearam.

— Alguém como a senhorita? - repetiu confuso. — Não. Como eu disse ontem, nunca em toda minha vida encontrei alguém como você.

— Talvez saiba de alguém que encontrou, então? Deve ter uma cidade aqui perto. Talvez alguém que tenha os mesmos.., modos que eu. - tentei ser mais clara.

Ele sacudiu a cabeça antes que eu terminasse.

— Há uma vila há alguns quilômetros daqui, mas não vi ou ouvi nada sobre alguém... diferente como a senhorita.

— S/n! - corrigi. — Mas você esteve lá ultimamente? Pensei ter ouvido que você esteve fora nos últimos dias.

— Como já sabe, retornei apenas ontem. Não tive oportunidade de ir até a vila. - explicou delicadamente, então franziu cenho. — Mas por que pensa que alguém como a senhorita possa estar lá? Talvez eu tenha entendido mal, mas pensei que estivesse sozinha aqui. - seus olhos intensos observavam os meus.

— E estou! - me apressei em dizer, sentindo uma sensação estranha enquanto seus olhos prendiam os meus. — Veja só, Ian, eu vim pra cá sozinha.

Mas encontrei uma... Olha, uma mulher me mandou aqui. — tentei de novo. — Sem meu consentimento e essa pessoa disse algumas coisas... Pensei muito sobre o que ela me disse e acho que acabei encontrado uma pista. Ele me olhava de forma estranha. Pasmo ou incrédulo, sei lá.

—Alguém a sequestrou? Precisamos alertar os guardas...

— Não, não. — polícia envolvida nisso seria péssimo! —Não tipo sequestrar de verdade. É mais tipo um... exílio. Não precisa chamar a polícia. Eu nem sei o nome da pessoa que fez isso! Ele se recostou na cadeira. Seus olhos ainda nos meus. O pobre coitado tentava entender, eu podia ver isso, mas claramente não compreendia o que havia acontecido comigo.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...