1. Spirit Fanfics >
  2. The Lost Oracles >
  3. Capítulo I

História The Lost Oracles - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Olá a todos! Bem vindos a esta nova história!

Antes, alguns avisos:
01. Essa é uma fanfic de obras do Rick Riordan, então grande parte dos personagens são dele, não meus. Porém, também há personagens originais.

02. A fanfic se passa após HDO, e os eventos de TOA nunca aconteceram.

03. Parte da temática de TOA será usada como base para a história, porém com muitas mudanças para se encaixar ao que criei.

05. Caso não saibam: plágio é crime. Acho que ninguém aqui quer ver o sol nascer quadrado.

06. Fanfic de narrador-onisciente. Ou seja: terceira pessoa, que sabe todos os acontecimentos e pensamentos dos personagens, não apenas observa as ações.
P.S: até tentei fazer algo parecido com HDO nos primeiros capítulos, mas deu um pouco errado e bloqueou minhas ideias, então vamos ver a visão geral de todo mundo mesmo e segue o baile.

Espero que gostem!
Boa leitura 😘

Capítulo 1 - Capítulo I


CAPÍTULO I

Sequestro de maquiagem, o festival e o amigo-crush de Thomas Choi

__________________

Ally se arrependeu amargamente de não ter ficado em casa assistindo Netflix com um balde de pipoca e seu querido pijama cor de rosa.

Em primeiro lugar: ela teve um sonho muito estranho em que seu coordenador virava um monstro. Na verdade, ela andava tendo muitos sonhos estranhos ultimamente, porém seu avô sempre lhe dizia que eram apenas isso, sonhos, ou melhor dizendo, pesadelos.

Uma bela ironia, considerando seu sobrenome.

Segundo: tinha a estranha sensação de que algo ruim aconteceria, e seus instintos nunca falharam. Deveria ter confiado mais neles antes de sair de casa.

Era o dia do festival de artes da Fallen Hall Academy, uma escola em Stamford, onde ela estudava. Cada turma preparou algo relacionado a algum tipo de arte. Pintura, fotografia, música, dança, teatro, artesanato, cinema; de tudo um pouco. A turma de Ally ficou com teatro.

Ela preferiu ficar na organização e ajudar com o roteiro ou figurinos, não se sentia bem em atuar. A peça escolhida foi uma composta por eles baseada na história do Narciso, o homem que se apaixonou por ele mesmo. Caso a turma de seu irmão fizesse essa peça, Ally achava o papel do protagonista perfeito para ele.

Sério, ele se encaixava perfeitamente!

Na manhã daquele dia, não teria aulas, então treinou Taekwondo com seu avô.

E apesar de velho, ele lutava muito bem.

Vovô Max prezava, e muito, pela segurança de seus netos. Por isso, ensinou-lhes algumas artes marciais para se defenderem do perigo. Como um veterano de guerra, ele entendia muito bem de lutas e perigo a cada passo que der.

Ally era tão bem treinada que se considerava uma verdadeira Natasha Romanoff australiana, e seu irmão poderia ser tipo um Clint Barton, mas sem o arco e flecha — eles são fãs de carteirinha de Marvel, aliás. Seu avô era bem rígido no quesito treinamento. Queria que eles sempre estivessem preparados, pois dizia que o mundo poderia ser bastante perigoso quando quisesse, principalmente ali nos Estados Unidos. Ele agia como um belo general treinando seus recrutas.

Haviam chegado da Austrália há pouco menos de um ano. Ally estava se adaptando bem ao novo país. Depois de 17 anos, era estranho estar num lugar tão diferente, porém sentia como se tivesse vivido grande parte da sua vida ali — o que também considerava estranho. Era tudo bastante familiar, embora sinta que tenha algo estranho ali.

Alex, o caçula, ficou bastante cismado por seu avô ter se recusado a comprar uma casa em Nova York ou na Califórnia. Queria muito se esbaldar nas lojas de NY com a irmã ou tomar um solzinho na Baía de São Francisco ou em Los Angeles. Fingiu não se adaptar bem, mas acabou se acostumando com Stamford.

Eles concordavam que toda aquela mudança era estranha e o avô estava um pouco diferente, mas tentaram ignorar.

Não demoraram a fazer amigos e criar uma rotina. Tudo ia melhor do que o esperado.

— É a minha vez de usar o banheiro, pirralho! Está há duas horas aí dentro! — Ally exclamou enquanto batia na porta com força e escutava o irmão cantar como se fosse o novo Justin Bieber. Ela precisava se arrumar para ir ao festival e estava à espera do caçula resolver sair do banheiro.

Ela ouviu a tranca e viu o garoto colocar a cabeleira loira encharcada para fora com uma expressão séria. Encarou os olhos azuis com as mãos na cintura e as sobrancelhas arqueadas.

— E aí? A princesa já terminou?

— Eu preciso de tempo para preparar minha bela pessoa e ficar incrível, e sem secador fica difícil. Então, não! — o garoto de 12 anos respondeu e tentou fechar a porta, porém a irmã a empurrou e forçou a abrir. Ele bufou e tentou empurrá-la para fora. — Ainda não terminei!

— Termine no quarto. Depois eu te ajudo a deixar seu cabelo incrível como sempre. Sai!

O garoto fez biquinho e saiu pela outra porta, a qual dava acesso ao seu quarto. O banheiro ficava entre os quartos dos irmãos e possuía acesso pelos dois, como um atalho entre os cômodos.

Dividirem o banheiro gerava briga desde o primeiro dia na casa.

Ally não demorou muito em seu banho. Enquanto se arrumava, conversava com seu melhor amigo pelo Skype no notebook que ganhara do avô de aniversário.

— Nós podemos ir naquela lanchonete depois com seu crush comprometido. O que acha, Tom? — perguntou ao sair do closet, olhando-se no espelho e não ouvindo resposta.  — Tom?

A garota virou-se e revirou os olhos ao ver o amigo cochilando. Caminhou até o computador, parando em frente a Webcam, coçando a garganta e preparando-se para soltar sua voz:

— THOMAS! — gritou.

O garoto acordou assustado, caindo da cadeira onde estava sentado. Alguns segundos depois, somente aparecia a cabeça dele, com os cabelos castanhos completamente bagunçados e uma careta de dor estampada no rosto. Ele bocejou, então olhando para a amiga, que o encarava seriamente.

Ally odiava ser ignorada daquela forma.

— Desculpa, Ally. Não tenho culpa se você demorou um ano para vestir uma roupa.

— Não exagere.

— E eu passei a noite inteira ajudando minha turma, não consegui dormir muito. Vou beber dois copos de café no caminho.

— Leva um pra mim. — Ally pediu.

— Nunca vi alguém tão viciada em cafeína — disse Thomas — Já estou indo. Não demore muito, te vejo lá. — Ele olhou para o relógio em seu pulso.

— Até lá. E lembre-se: com bastante açúcar!

Ally desligou o notebook após encerrar a vídeo chamada e terminou de se arrumar. Vestia um vestido preto sem mangas com um cinto prateado na cintura junto a sua querida jaqueta de couro vermelha, meias arrastão e suas botas de cano curto e salto, da cor preta. Os longos cabelos escuros foram penteados e adornados por uma faixa branca.

Enquanto se maquiava, ela viu o irmão mais novo sentado em sua cama com escova de cabelo e pente nas mãos. Um leve sorriso escapou por entre seus lábios ao que se virava e sentava ao lado dele na cama, pegando os objetos. O garoto exibiu um sorriso e colocou-se de joelhos no chão, de costas para a irmã, após pegar o secador e ligar na tomada.

Ally começou a secar e pentear os cabelos loiros, como gostava de fazer desde que o irmão era pequeno. Eram apenas eles e seu avô desde a morte do pai, já que o resto da família vivia afastada, então se via na missão de cuidar de seu irmãozinho. Não importava o quanto ficassem se implicando às vezes e ele a irritasse, eram irmãos e se amavam — mas não admitiriam em voz alta nem sob pressão.

— Obrigado, Ally! — Alex agradeceu quando ela terminou de arrumar seus cabelos e correu de volta para o quarto.

Ela o observou, rindo baixinho.

Após terminar de se arrumar, Ally recebeu uma mensagem de Tom dizendo que havia acabado de comprar seu expresso de caramelo com canela e enviou uma foto do copo. Ele pediu de volta os 5 dólares que pagou pelo café dela e mais 5 pelo "frete". A garota apenas riu.

Seu avô aguardava na sala de estar para levá-los até o festival. O homem de cabelos grisalhos, apesar da idade, era forte como uma porta e possuía a perfeita postura de um general aposentado. As tatuagens certamente eram o que mais chamavam atenção e também o que seus netos mais gostavam. Maxwell Nightmare ainda possuía seu espírito jovem dentro de si que brilhava por seus olhos verdes.

O melhor passatempo do final de semana era sair em família para se divertir, e o Senhor Nightmare fazia de tudo para ver um sorriso no rostinho dos netos. O dia que os três andaram de tirolesa em um parque fora certamente inesquecível, junto do passeio de barco e de quando acamparam em um parque.

Os irmãos Nightmare tinham certeza que todos adorariam ter um avô tão enérgico como o deles. Maxwell tinha seu lado sério e autoritário, mas também sabia se divertir de vez em quando. Sempre dizia: "Aproveitem a vida e cada dia como se fosse o último, pois ele pode realmente ser".

Talvez essa frase possa parecer um tanto pessimista por um lado. Pensar que a qualquer dia você pode morrer...bem, preferiam ignorar essa parte e apenas aproveitar cada dia mesmo.

E sabendo que o homem viveu dias terríveis de quase morte em guerras, Alex e Ally não julgavam o avô por querer que eles sempre mantenham em mente que o mundo é perigoso e qualquer dia pode ser o último, então é melhor aproveitar enquanto pode.

— Alex, vamos logo! — Ally chamou pelo irmão no último degrau das escadas.

Silêncio absoluto.

— ALEXANDER NIGHTMARE, VOCÊ TEM CINCO MINUTOS PARA DESCER, E ESPERO QUE ESTEJA PRONTO!

— Já estou pronto! — o garoto respondeu alto e desceu as escadas. Dois degraus antes do fim, ele deu um salto para o chão e uma voltinha, segurando sua jaqueta nova no corpo. — Estou um gato, né Vovô?

Maxwell riu enquanto olhava para o neto e assentia com a cabeça.

— Abaixa esse ego, pirralho.

— Eu sei que estou arrasando na jaqueta nova de grife que o Tio Harry mandou para mim de presente — gabou-se o loirinho.

Por baixo da jaqueta cara, Alex vestia uma blusa listrada azul e branca com um calça preta e all stars brancos. Com o cabelo arrumado, parecia um galã mirim de romance adolescente.

— Está parecendo o papai.

— Obrigado.

Alex sorriu e aproximou-se do avô. Ally revirou os olhos e riu, conseguindo lembrar-se de como o pai também era bastante vaidoso, assim como o garoto.

— Você roubou meu brilho labial de novo? — Notou ao ver os lábios do irmão brilhando.

— Ei! Não posso chegar ao festival com a boca seca!

— Vovô!

— Acalme-se, Allyssa. Não faz mal dividir um pouco da sua maquiagem com seu irmão, hm? — disse o mais velho da casa. — Mas na próxima vez, Alex, peça a sua irmã.

— Tudo bem, vovô. — O garoto sorriu vitorioso.

Ally bufou e cruzou os braços.

— Vamos antes que se atrasem — Maxwell apressou-os.

Os irmãos seguiram para o carro discutindo sobre o sequestro de maquiagem, enquanto o mais velho apenas mantinha um sorriso divertido no rosto observando a briga.

***

Eles chegaram atrasados, e Ally levou uma bela bronca de seus colegas.

Ao menos ela tinha seu cafezinho para beber enquanto aturava sua turma e ajudava nos preparativos finais para a peça.

Ally maquiou as garotas que interpretariam as ninfas loucas e apaixonadas, perfeitas para o papel. Todas elas babavam pelo garoto que interpretaria o Narciso e não tinham dificuldade alguma de atuarem como ninfas apaixonadas. Um típico galã de filme adolescente americano, claro que elas o adoravam.

O dito cujo uma vez tentou paquerar Ally. Recebeu um belo de um fora pela primeira vez na vida. Ela adorou apreciar a expressão de choque do garoto, enquanto Alex se acabava de rir num canto.

O caçula Nightmare estava no momento bastante entretido arrumando os pincéis de maquiagem e produtos que a irmã usava nos atores, enquanto fofocava com as garotas. Todas elas o acham incrivelmente fofo, e ele adora aquela atenção.

Familiares e amigos poderiam comparecer ao evento, porém o avô deles estaria bastante ocupado pelo resto do dia, então não pôde ficar na escola com eles.

Allyssa ainda tinha a sensação de que algo ruim aguardava naquele dia desde cedo e tentava não pensar nisso. Tentou afastar essa sensação junto a lembrança de seus pesadelos e focar em se divertir o máximo possível naquele festival.

— Não falta muito para a peça. Qualquer coisa, falar como nosso querido representante de turma. Vou dar uma olhada nos projetos das outras turmas.

— Você é a mais velha aqui, deveria ser a responsável por tudo — disse o representante. Um carinha baixinho e muito metido.

— Eu tenho dezoito anos, não setenta! E você é o representante por um motivo. Stultus vale!

Ally segurou o ombro do irmão e seguiu para fora do camarim improvisado em uma das salas de aula perto do ginásio. Encontrou Tom contendo uma risada na saída.

— Você acabou de xingar o Hank em latim?

— Ele se gaba de que fala muitos idiomas, mas latim não é um deles. Nem deve saber o que falei — retrucou Ally — Apenas falei tchau.

— Você disse: "Tchau, idiota" — Alex corrigiu a irmã.

— Vovô que nos ensinou a dar tchau assim.

Allyssa apenas deu de ombros e os três seguiram andando pela escola para aproveitar o festival. Conversavam sobre coisas aleatórias e o que fariam depois dali. A sugestão de irem comer pareceu ser bem aceita, principalmente porque Tom chamaria seu colega de classe/crush não correspondido e comprometido.

Por falar no interesse platônico do segundo mais novo ali, logo o avistaram. Thomas apoiou-se nos armários, admirando o garoto em suas costumeiras roupas pretas que ele acreditava ser seu charme. Já havia confessado a amiga e ela nunca o deixava em paz sobre partir para outra, pois aquele ali já namorava. Ele já havia superado aquilo, mas não podia negar o quanto achava aquele garoto muito bonito. E eles eram amigos também, então era bastante próximo dele.

— Tão perfeito — choramingou Tom. — Ele fica incrível de jaqueta de couro.

— Não sei o que você viu demais no di Angelo. Aquele cara dá medo! — Alex disse encarando o dito cujo sem nenhuma discrição.

— Você é novo demais para entender. O namorado dele é muito sortudo.

— E você um azarado — Ally comentou e o amigo apenas concordou com a cabeça e choramingou.

— Mas nós ainda somos grandes amigos. — A garota ponderou sobre aquilo. Era melhor que nada. — E se o namorado dele for tão bonito quanto ele diz, não vou me sentir tão mal porque é capaz de me apaixonar por ele também.

— Verdade. — A garota riu.

— E o primo dele também é lindo. Já viu aquele garoto? A genética dessa família é de deuses!

Ally tentou puxar da memória, mas não se recordava de conhecer nenhum parente do amigo-crush de Tom. Não era próxima de Nico di Angelo, se trocaram três palavras foi muito. Ele sempre ficou mais próximo de Thomas por estarem na mesma turma. Ela estava no último ano. Seu irmão ainda era fundamental, então ficava a maior parte do tempo em outro setor do colégio — pois a instituição abrigava tanto ensino médio quanto fundamental, porém os dividiam em setores diferentes no enorme campus.

O máximo que sabia sobre aquele garoto é que tinha um namorado que estudava em outra escola e gostava de poucas companhias; e que é italiano, mas chegou aos Estados Unidos quando criança e falava inglês perfeitamente bem, sem sotaque algum — diferente de Ally e Alex, que possuíam um forte sotaque australiano. Todas essas informações foram fornecidas por Tom, que conversava todos os dias com o garoto e conseguiu se aproximar mais dele e, provavelmente, ser seu único amigo naquela escola.

— Mal conheço ele, vou saber quem é o primo?

— Até você ficou babando nele naquela campeonato de natação!

— O enteado do irmão da Sra. Blofis que competiu com nosso time de natação nos últimos jogos interescolares — explicou Alex. Como ele conseguiu aquela informação, Ally não lembrava.

O garoto estava sempre atento às informações e fofocas que rondavam pela escola. Sabia mais da vida de todo mundo que as próprias pessoas.

— Ah, lembrei. Gael ainda não aceita ter perdido o primeiro lugar para ele. — Lembrou-se de seu amigo, colega de laboratório nas aulas de biologia, capitão do time de natação da Fallen Hall. Ele reclamava constantemente sobre sua derrota para o sobrinho postiço da professora de História, sem entender como foi possível, após os jogos. — Nunca vi alguém nadar tão rápido. Ele e o Nico são primos? Qual era o nome mesmo?

— Percy. Nico me disse que seu pai é irmão mais velho do pai dele. A garota que veio com ele e ficou torcendo na arquibancada era a namorada.

— Aquele cara é legal. Ele me viu competir e bater o recorde na categoria júnior e disse que eu nadava muito bem.

— Vovô gasta uma fortuna com aquele clube para você usar a piscina para treinar. Era bom você saber nadar bem mesmo! — Ally retrucou para o irmão.

Alex parecia um peixinho. Não saía da água das praias australianas ou de uma piscina quando via uma. Gostava tanto de nadar quanto de cantar no chuveiro. Amava uma praia também. A irmã já precisou salvá-lo de muitas criaturinhas "adoráveis" que poderiam matar o garoto com um único toque nos mares da Austrália.

Ally e o avô surfavam na praia quase todo final de semana. Alex ainda estava aprendendo quando se mudaram.

Seu avô sempre os incentivou a praticar esportes para aumentar a resistência física. Ally possuía troféus e medalhas de campeonatos de Taekwondo e tiro ao alvo, e Alex pela equipe júnior de natação. E ambos arrasam no tênis.

Adivinha quem se gabava mais por seus prêmios? Se a resposta foi o caçula, acertou em cheio!

— Eu vou lá ver o que Nico está conversando com o Sr. Hedge. Vejo vocês no ginásio na hora da peça. — Tom afastou-se assim que disse tais palavras, acenando para o garoto de roupas negras.

— Eu dizia que seu gosto era estranho por causa da sua ex-namorada, mas o Tom se supera.

— Alex! — Ally repreendeu o irmão — Você tem que aprender a parar de opinar sobre os interesses amorosos alheios e julgar as pessoas desse jeito sem nem conhecê-las direito.

— Não, obrigado. — O garoto sorriu cínico — E eu gostava daquele surfista que você namorou no último verão na Austrália. E também daquela nossa vizinha que você beijou no jogo de...

— Quem tem que gostar sou eu, não você. Às vezes nem parece que só tem 12 anos.

— Vou fazer treze mês que vem!

— Cala a boca e vamos dar uma olhada na exposição de fotos do primeiro ano, velhinho.

— A idosa aqui é você.

Ally deu um tapa fraco na nuca do irmão, que resmungou e fez um biquinho ao que acariciava o local. Seguiram para a sala ver a tal exposição.

Os dois irmãos passearam pela escola observando o que todas as turmas fizeram e então se dirigiram para o ginásio. As líderes de torcida faziam uma apresentação preparada especialmente para aquele dia.

A garota sobressaltou de susto quando seu melhor amigo chegou de repente. Ela estava distraída demais observando a apresentação das líderes de torcida, quando ouviu a voz de Thomas em seu ouvido. Ele riu alto ao vê-la tão assustada.

Ally deu um tapa no ombro do amigo, que apenas ria.

— Cansou de se iludir pelo Nico?

— Ele foi ligar para o namorado e ver se ele vinha. E meus sentimentos já estão superados, apenas lamento por um garoto tão bonito não estar solteiro. Já estou de olho no filho do diretor — Tom disse tranquilamente — A beleza veio toda da mãe, certeza.

Ally revirou os olhos e riu, voltando a atenção para a apresentação. Pôde ver também seu professor de educação física, Sr. Hedge, supervisionando a todos, sempre com o seu taco de golfe inseparável na mão e o boné na cabeça. Ele era baixinho e gorducho como um bebê, aparentava ter uns 40 anos, no máximo.

— Sr. Hedge, os pequenos ficam na frente! — Alex disse alto

— Quem disse isso? — o homem se virou levemente irritado, balançando o taco — Foi você, Alexander?!

— Sei de nada, Professor — ele disse, fazendo-se de inocente — E não me chame de Alexander!

— Você é realmente um pesadelo. Não sei porque fui ouvir o meu irmão e passar por isso!

— Se fôssemos fazer a peça da Branca de Neve, ele seria perfeito para o papel de zangado. — Tom comentou baixinho, rindo com os dois irmãos.

— Será que o irmão dele é mal-humorado assim, também? — Ally questionou para os outros dois.

Eles deram de ombros.

Tudo estava indo muito bem até agora. Foi a partir daí, então, que tudo começou a dar errado.

Ally assistia a peça da sua turma, junto de Thomas e Alexander. A atenção dela, por um momento, foi para Nico di Angelo, que conversava com o Hedge a uns 10 metros e olhou "discretamente" para eles. Ela era uma pessoa observadora e atenta, e não era a primeira vez que notava o garoto olhar para eles, como se estivesse os analisando a distância ou vigiando. Sempre tinha uma sensação estranha quando estava próxima a ele, o que aconteceu com certa frequência nos últimos tempos graças a Tom.

— Pensei que essa peça seria mais emocionante — Tom disse, bocejando. — Está me dando sono.

— É a história de um cara que se apaixonou por ele mesmo. Muito emocionante — Ally comentou, rindo — Alex seria perfeito para o papel.

Tom começou a rir, tentando conter-se para não atrapalhar a atenção dos outros à sua volta. Ally estranhou não ouvir seu irmão dizer uma palavra sequer sobre seu comentário, ou sobre a peça em si, o que era estranho. Ele nunca perdia a oportunidade de abrir a boca. Ela olhou para o assento ao lado, constatando que ele não estava ali. Começou imediatamente a correr os olhos por todo o local a procura de Alex, porém não viu sinal algum dele.

— Tom, o Alex sumiu!

— Ele só deve ter ido ao banheiro, calma. — Thomas tentou acalmar a amiga.

— Ele sabe que não pode ir a lugar nenhum sem me avisar. Vem comigo!

A garota se levantou e puxou o amigo consigo, partindo em busca do irmão.

Ele não estava no banheiro, não estava em nenhuma sala, nem no ginásio. Simplesmente evaporou. Uma hora estava ao lado dela e no outro… Poof! Sumiu!

Alex era um garoto morto, pensou Ally. Ela mesma o mataria quando encontrasse. Porém, ainda assim, estava ficando preocupada. Desde a morte do pai, seu cuidado e preocupação com o caçula aumentou apesar das brigas. Seu avô também era bastante protetor, tanto consigo quanto com o garoto. Ele dizia constantemente para nunca se afastarem muito um do outro — por isso os matriculou na mesma escola. Alex sempre precisava estar por perto, onde estaria em segurança. Perdê-lo de vista estava fora de questão!

Ally tinha certeza que seu avô a mataria se não encontrasse seu irmão ou ele voltasse para casa com um arranhão por um descuido seu. O Senhor Nightmare sabia ser severo quando queria.

— Alex! — Ela chamou — Alex!

— Alex! — agora era Tom quem chamava, olhando para todos os lados — Onde ele se meteu?

— Estão procurando algo?

Ally e Tom viraram-se imediatamente, assustados.

— O-olá, Senhor Parker — ela cumprimentou o coordenador.

— Allyssa Nightmare e Thomas Choi, não deveriam estar assistindo a peça?

— E-estamos procurando meu irmão, senhor — explicou — O perdemos de vista.

— Alexander Nightmare? Posso ajudá-los a encontrá-lo.

Agora sim, Allyssa sentia que as coisas ficariam muito ruins.


Notas Finais


Olá, meus amores!

Espero que tenham gostado do primeiro capítulo dessa bela história. É uma ideia que tenho em mente há muito tempo e finalmente resolvi colocar em prática e voltar a escrever sobre esse universo que eu tanto amo.

Esse foi o nosso início. Como será daqui para frente?

Me digam se estão gostando e o que acharam, okay? Tenho muitos planos para essa fanfic e estou fazendo tudo com um grande carinho 🥺
E o feedback de vocês é bastante importante!

Em breve retornarei com o próximo capítulo.

Até a próxima!
Beijinhos divinos,
Bye bye 😘👋


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...