História The Love Agreement - Capítulo 12


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Palavras 4.850
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Esporte, Famí­lia, Festa, Ficção Adolescente, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Mais um capítulo pra vocês!! Espero que gostem!! Comentem e favoritem, pois isso é muito importante para o desenvolvimento da história e, além de me deixar feliz e inventava, ainda me dá uma ideia sobre o que vocês estão achando da história!! Beijos com nutella e uma boa leitura!!

Capítulo 12 - Garota mimada!


Fanfic / Fanfiction The Love Agreement - Capítulo 12 - Garota mimada!

                      (Ian POV)

Eu simplesmente adoro aquele momento em que começamos a acordar, aquele momento em que ainda estamos desorientados e que não sabemos onde estamos por conta do sono, quando nossa mente começa à raciocinar. 

Mas, esta manhã há algo diferente. Meu corpo está mais quente do que o normal, e, um cheiro adocicado invade minhas narinas. Cereja, talvez? Não, morango. Definitivamente morango. Mas não é só isso que sinto, sinto também, algo pinicando meu queixo, algo macio e duro ao mesmo tempo. Uma cabeça? É, tem uma cabeça aninhada na curvatura do meu pescoço, e um braço fino envolve  meu corpo, uma perna quente está enganchada na minha coxa, e um seio macio descansando no lado esquerdo do meu peitoral. Abro meus olhos lentamente e olho para baixo, e encontro Nina aconchegada em mim. Estou deitado de costas na cama, com um dos meus braços em volta da mesma, segurando-a com força junto ao meu corpo. E isso não me admira o fato de os meus músculos estarem tão rígidos. E é aí que eu me pergunto. Será que nós dois passamos a noite inteira assim? Agarrados um no outro?

Lembro-me de estarmos em lados opostos da cama, bom, isso foi quando eu peguei no sono, estávamos tão distantes que eu cheguei a pensar que eu a encontraria no chão quando acordasse pela manhã. Mas agora? Bom, agora nós estamos emaranhados nos braços um do outro. E, isso é gostoso.

À medida que eu vou ficando mais desperto eu me martirizo pelo o que acabo de pensar. Desperto o suficiente para me martirizar o suficiente. É gostoso? Que merda foi essa? O que é que está acontecendo comigo? Dormir abraçadinho é coisa exclusivamente de namoradas!

E eu sou o tipo de pessoa que não possui namoradas!

Mas, eu também não a solto. E olha que eu estou completamente acordado agora. Desfrutando do calor do seu corpo e respirando o cheiro doce dela. Olho para a mesinha perto da cama e fito o horário no despertador, daqui à cinco minutos ele iria tocar. Eu sempre acordo antes do alarme, como se o meu corpo soubesse que já era hora de acordar, porém, ainda sim, eu sempre ligo o despertador por precaução. 

São sete horas da manhã, só tive quatro horas de sono, mas, eu me sinto estranhamente descansado. Completamente em paz. E eu não estou pronto para deixar esse sentimento ir embora ainda, então eu fico ali, deitado, com Nina em meus braços, sentindo meu coração se acalmar diante de sua respiração estável.

- Você está ereto? - Ouço a voz horrorizada de Nina cortar o silêncio sereno que se instalava no quarto. Ela se desagarra de mim e se senta em um sobressalto, mas, ela logo cai de volta no colchão. É isso aí, a srta.Piadista consegue se desequilibrar deitada, por que ainda está com a perna enganchada em minhas coxas. E sim, definitivamente tem algo acontecendo lá nos países baixos.

- Relaxa, Nina! - Digo com a voz sonolenta e grave - É só uma meia-bomba matinal - Digo fechando meus olhos por conta dos raios solares.

- Meia-bomba matinal? - Ela pergunta com sua voz transbordando incredulidade - Aí me Deus! Você é tão...- Ela começa e eu abro meus olhos e a encarando com a testa franzida.

- Homem? - Sugiro secamente - É, eu sou sim. Afinal, é isso o que acontece com os homens de manhã! Pura biologia, Dobrev! Acordamos eretos. Aliás, se isso te fizer se sentir melhor, eu não estou estou nem um pouco excitado por você, não estou com testão nenhum - Digo revirando meus olhos.

- Tudo bem, eu irei aceitar a sua justificativa biológica. Mas será que agora dá pra você me dizer o que deu em você, para me abraçar durante a noite? - Ela pergunta e eu a olho incrédulo.

- Eu não fiz nada! Até por que estava dormindo, até onde sei, você foi quem se arrastou para cima de mim! Estou no mesmo lugar em que estava quando fui dormir, você foi quem saiu lá da ponta para me agarrar! - Digo a acusando e suas bochechas coram.

- Jamais! Nem em sonhos! Meu inconsciente me conhece melhor do que isso! - Ela diz mais para si mesma do que para mim. 

- Ao que parece você está errada! - Digo rebatendo e ela trava seu maxilar. Nina coloca o dedo indicador em meu tórax e me olha determinada.

 - Jamais! - Ela repete e se levanta da cama em um pulo. Assim que ela se afasta, eu sinto uma sensação de perda. Já não estou mais quente e aconchegado, mas sim, frio e sozinho. Enquanto eu me sento na cama e espreguiço meus braços por cima da cabeça, seus olhos castanhos se fixam em meu peito nu, torcendo o nariz em desgosto - Eu não acredito que a minha cabeça estava deitada nessa coisa a noite toda! - Ela diz e eu reviro meus olhos.

- Meu tórax não é uma coisa! - Digo fazendo uma cara feia para ela - Outras mulheres parecem não ter o menor problema com ele - Digo e ela faz uma careta - Aliás! Eu sou muito cheiroso - Digo e ela me olha com tédio.

- Eu não sou “Outras mulheres” - Ela diz e eu não sou capaz de desmentir. E não, ela não é como outras mulheres. Por que, “outras mulheres” não me divertem tanto quanto Nina. De repente, eu me pergunto como foi que eu passei a vida inteira sem os comentários sarcásticos e resmungos irritados de Nina Dobrev - Pare de sorrir! - Nina exclama em exigência e eu a olho. Estou sorrindo? Nem percebi. Nina estreita os olhos enquanto pega sua bolsa no chão. Minha camiseta bate na metade de suas coxas, enfatizando o quanto ela é pequena - E você que não se atreva a contar para ninguém sobre isso! - Nina diz ameaçadoramente.

- Ué! Por que não? Isso só vai aumentar suas credibilidade nas ruas - Digo confuso e ela torce o nariz.

- Eu não quero ser mais uma de sua coleção de Maria-patins, e eu não quero que as pessoas pensem isso sobre mim. Você entendeu? - Ela pergunta e eu sorrio ainda mais diante do uso do termo. Gosto que esteja pegando o jargão do hóquei. Talvez, um dia desses, eu até mesmo consiga convencê-la a assistir a um jogo. Eu tenho a sensação de que ela iria vaiar bastante o outro time, o que é sempre uma vantagem em jogos em casa. Mas, conhecendo a peça, provavelmente ela vaiaria a gente, o que daria vantagem ao outro time. 

- Bom, se você realmente não quer que alguém pense isso sobre você, eu acho melhor tirar a minha blusa e se vestir depressa - Digo arqueando uma sobrancelha - A menos que você queira os amigos de time presenciando a sua caminhada da vergonha, e eles vão, pois temos treino em trinta minutos - Digo sorrindo de lado ao ver o pânico brilhar em seus olhos.

- Mas que merda! - Ela diz desesperada. E, eu preciso admitir, essa é a primeira vez que uma garota se preocupa em ser pega no meu quarto. No geral, elas saem daqui como se tivessem acabado de fisgar o Brad Pitt. 

Ouço Nina respirar fundo e eu a olho.

- A gente estudou. Assistiu tv. Eu fui pra casa tarde. Foi isso o que aconteceu, estamos entendidos? - Ela pergunta e eu preciso lutar contra o riso.

- Como quiser - Digo mordendo meu lábio inferior.

- Você que nem venha com essa de “A princesa prometida” para o meu lado não, ouviu? - Ela pergunta irritadiça.

- Nossa! Essa veio lá do fundo do baú, hein? - Digo e ela me olha furiosa, apontando o dedo na minha direção em seguida.

- Quando eu sair do banheiro, quero ver você vestido e pronto para sair. Você vai me deixar em casa antes de os seus amigos acordarem - Ela diz e eu reviro meus olhos.

- Em pensar que há um tempo atrás você preferiria cortar os seus pulso a pegar uma carona comigo - Digo soltando uma risada.

- Vai se foder - Ela diz empinando o nariz. Uma risada me escapa ao vê-la pisando duro em direção ao banheiro.

                    (Nina POV)

Eu estou funcionado com apenas quatro horas de sono! Por favor, alguém me mate. O lado bom, é que ninguém viu Ian me deixar na porta do alojamento hoje mais cedo, então, pelo menos a minha honra ainda está intacta.

Bufo de raiva. As aulas desta manhã parecem não ter fim! Tenho uma teoria seguida de um seminário sobre a história da música. E ambas exigem a minha atenção, porém, isso é a coisa mais difícil de se fazer quando eu mal consigo manter os meus olhos abertos. Eu já bebi três copos de café, mas, ao invés da cafeína me dar energia, ela está drenando os resquícios da que eu tinha.

Mas, depois de almoçar (Um pouco mais tarde do que o normal) em um dos refeitórios do campus, e ficar lá no fundo em uma mesa isolada, enquanto enviava vibrações de “Me deixem em paz”, pois eu estava cansada demais para conseguir manter uma conversa. A comida consegue me acordar um pouco. 

Saio do refeitório e ando pelo corredor do edifício de filosofia, com o meu tempo sobrando para a aula seguinte. Aproximo-me do auditório de ética e paro, num puta sobressalto. Ninguém menos que Crhis está caminhando pelo corredor largo, com as sobrancelhas escuras franzidas, enquanto digita algo em seu celular. E, mesmo eu tendo tomado banho e trocado de roupa no alojamento, eu me sinto uma completa idiota. Estou vestindo uma calça leggin preta, um moletom roxo escuro e botas de borracha vermelha. A previsão do tempo havia dito que hoje iria chover, o que não aconteceu até agora! Então, eu me sinto uma completa ridícula por ter escolhido esses sapatos. Crhis, por outro lado, é pura perfeição! A calça jeans abraça suas pernas compridas e musculosas, e o suéter preto se estica sobre os seus ombros de uma forma que me faz tremer na base.  

Meu coração bate mais forte à medida que eu me aproximo. Estou tentando decidir se eu digo um “Oi”, ou somente cumprimentá-lo com um aceno, mas ele resolve o dilema, falando primeiro.

- Olá - Ele diz e seus lábios se curvam em um pequeno sorriso - Belas galochas - Ele diz e eu suspiro.

- Ia chover - Digo me martirizando por ter calçado essa merda.

- Calma! Não foi sarcasmo. Eu gosto de galochas. Me fazem lembrar de casa - Ele diz e diante do meu olhar interrogatório, ele logo trata de explicar - Sou de Seattle - Ele diz.

- Ah, então foi de lá que você foi transferido? - Pergunto e ele acena em confirmação.

- Foi. E, vai por mim, se não estiver chovendo em Seattle, é por que aconteceu alguma coisa de errado. Botas de chuva são um item de sobrevivência quando se mora em Seattle - Ele diz enquanto guarda seu telefone no bolso - Então, o que foi que houve com você na quarta-feira? - Ele pergunta e eu franzo o cenho.

- Como assim? - Pergunto confusa.

- A festa. Eu procurei por você depois da sinuca, mas você já tinha ido embora - Ele diz e eu sinto minhas pernas fraquejarem. Ele procurou por mim? Puta merda!

- É, eu fui embora cedo - Respondo, torcendo para que o meu tom tenha saído casual - Eu tinha aula às nove no dia seguinte - Digo e ele suspira.

- Eu ouvi dizer que você foi embora com Ian Somerhalder - Ele diz deitando sua cabeça de lado. Engulo em seco, essa definitivamente me pegou de supresa. Eu não achei que alguém tivesse nos visto saindo juntos. Mas, é claro que eu estava enganada. Aparentemente, os boatos circulam mais rápido do que a velocidade da luz, na Briar.

- Ele me deu uma carona para casa - Digo dando de ombros.

- Ah. Eu não sabia que vocês dois eram amigos - Ele diz e eu abro um sorriso travesso nos lábios.

- Tem muita coisa sobre mim que você não sabe - Digo e puta merda! Eu realmente estou flertando com ele? Chris também sorri, meu coração dispara em meu peito. 

- Acho que você tem razão - Ele diz e faz uma pausa significativa - Talvez devêssemos mudar isso - Ele diz. Estou começando a acreditar na teoria de Ian, que se fazer de difícil realmente faz um pouco de sentido, quando se quer despertar a curiosidade de uma pessoa em relação à você. Chris parece curiosamente fixado no fato de eu ter ido embora da festa com Ian - E então...- Chris começa com os seus olhos brilhando alegres - O que você vai fazer depois da...- Ele não é permitido terminar de falar, pois uma voz me chama, desta forma, o interrompendo. 

- Dobrev! - A voz me chama e eu tenho de engolir um gemido exasperado de insatisfação pela interrupção, de quem mais? Ian, obviamente. Ele caminha em nossa direção, vejo que Chris fecha sua expressão ligeiramente, mas logo em seguida ele abre um sorriso e cumprimenta o sujeito indesejado com a cabeça. Ian está segurando dois copos de isopor, passando um pra mim em seguida, enquanto um sorriso se faz presente em seus lábios - Trouxe um café pra você. Achei que estivesse precisando - Ele diz e eu não posso deixar de notar o olhar estranho que Crhis lança em nossa direção. Ou o brilho de desagrado em seus olhos. Mas, eu aceito o copo com café de bom grado, abro a tampa do copo e sopro o líquido quente antes de dar um pequeno gole na bebida.

- Salvou minha vida - Digo e sorrio minimamente. Ian acena para Crhis e o cumprimenta. 

- Wood - Ele diz e os dois trocam um uma espécie de tapa viril, que não chega a ser um aperto de mãos, mas também não é bem um soco com os punhos.

- Somerhalder - Devolve Crhis  - Ouvi dizer que vocês destruiriam o St. Anthony. Uma bela vitória - Ele diz educado.

- Obrigado - Ian diz e solta uma risada - E eu ouvi dizer que vocês foram massacrados pelos Brown. Mas que merda hein - Ele diz e Crhis faz uma careta.

- E lá se vai a nossa temporada perfeita, né? - Crhis diz se lamentando e Ian dá de ombros.

- Vocês irão se recuperar - Ian diz sorrindo de lado - Maxwell tem um braço do outro mundo - Ele diz parecendo entediado de estar ali.

- Nem me fale - Ele diz e eu suspiro. Como acho que as conversas sobre esportes estão no mesmo nível de grau de chatice, das de política e jardinagem, eu dou um passo em direção à porta.

- Eu vou entrar. Muito obrigada pelo café, Ian - Digo por fim. Meus batimentos cardíacos continuam acelerados enquanto eu caminho pelo auditório. É engraçado, mas minha vida parece estar se movendo na velocidade na luz ultimamente. Antes da festa, o máximo de contato que eu tive com Crhis foi um aceno a míseros  três metros de distância. E Isso em dois meses. Agora, em menos de uma semana, tivemos duas conversas, e, a menos que eu esteja imaginado coisas, ele estava a preste a me chamar para sair, antes de Ian nos interromper.

Suspiro e sento-me na cadeira de sempre, ao lado de Kat. Que ao me ver, me cumprimenta com um sorriso.

- Olá! - Ela diz e eu sorrio.

- Olá, Kat - Digo abrindo a bolsa e pegando meu caderno e uma caneta - Como foi o seu fim de semana? - Pergunto e ela faz uma careta.

- Um verdadeiro inferno - Ela diz com a voz amarga - Tive uma prova de química bizarra hoje de manhã, virei a minha noite estudando - Ela diz e eu suspiro.

- E como você foi? - Pergunto a encarando.

- Ah! Foi moleza - Ela diz alegre, mas a alegria logo some de seu rosto - Agora, eu só preciso me sair melhor na segunda chamada de sexta-feira, e tudo vai ficar bem no mundo de novo - Ela diz mordendo o lábio inferior.

- Você recebeu meu e-mail, não recebeu? - Pergunto preocupada. Eu havia mandado uma cópia da minha prova pra ela no início da semana, mas Kat não chegou a me responder.

- Recebi sim. Desculpe-me por não ter escrito de volta, precisava me concentrar na prova de química. Estou pensando em dar uma olhada em suas respostas hoje à noite - Ela diz, apenas concordo com um aceno. E, de repente, uma sombra cai sobre nós. E quando me dou conta, Ian ocupa a cadeira ao meu lado.

- Dobrev, você tem uma caneta sobrando? - Ele pergunta. Vejo de relance que as sobrancelhas de Kat quase batem no teto, e ela em encara de uma forma que dá a entender que, durante os últimas três segundos, uma espécie de cavanhaque tivesse brotado no meu rosto. Mas, eu não a culpo. Nos sentamos uma ao lado da outra desde o início do semestre e, eu nunca lancei um olhar e muito menos troquei uma palavra com Ian Somerhalder. Kat não é a única que está fascinada por esta nova disposição de lugares, Chris também estava nos olhando, com uma expressão indecifrável no rosto - Dobrev, você tem uma caneta? - Ian pergunta novamente e eu me viro para o mesmo.

- Você veio para a aula sem material? Mas que surpresa! - Digo revirando meus olhos. Abro minha bolsa novamente e procuro uma caneta, em seguida a coloco em sua mão com brutalidade.

- Muito obrigado - Ele diz e me oferece o seu típico sorriso arrogante antes de abrir o seu caderno em uma página limpa. Em seguida, ele inclina-se para frente e dirige-se a Kat - Prazer, Ian - Ele diz com seu melhor sorriso de molha calcinha. Urgh! Nem sei se é esse o seu sorriso mas...Ah que se foda! Nem sei por que estou me preocupando com isso mesmo. Kat fita a mão estendida de Ian boquiaberta, e enfim, ela aperta.

- Prazer, Kat - Ela responde abismada.

Clarke chega logo em seguida, e, enquanto Ian volta sua atenção para o tablado, Kat me lança um olhar de “O que foi isso?”. Me inclino em sua direção e sussurro.

- Somos meio que amigos agora - Digo baixinho, mas não o suficiente.

- Eu ouvi isso - Ian diz se intrometendo - E não tem anda de ‘meio’ nessa história. Nós somos melhores amigos, Kat. Não deixe a Dobrev dizer o contrário - Ele diz e Kat solta um riso baixo, enquanto eu apenas suspiro.

(...) 

Depois que a aula acaba, eu estou morrendo de vontade de terminar a minha conversa com Chris, mas Ian tem outros planos. Em vez de me deixar ficar, ou melhor, de disparar em linha reta na direção do meu jogar de futebol americano preferido, Ian segura meu braço fortemente, não o bastante para me machucar, e me ajuda a levantar. Dou uma olhadinha na direção de Chris, que desce o corredor depressa, como se quisesse nos alcançar.

- Ignore o cara - Ian diz, com a sua voz quase inaudível ao me conduzir pela porta.

- Mas eu quero falar com ele - Reclamo e Ian revira os olhos - Eu tenho certeza de que ele iria me convidar para sair - Digo e ele me encara sério.

- Pare de agir que nem uma criança mimada Nikolina! - Ian diz tão seriamente que eu tenho de engolir em seco. Ele nunca me tratou desta forma, ou me chamou deste jeito. Ian não me olha, apenas segue em frente, com sua mão parecendo um torno de ferro em volta do me antebraço. Preciso correr para conseguir acompanhar seus passos largos.

- O que foi isso? - Exijo saber quando passamos pela porta.

- Você deveria ser inatingível! Se lembra? Está facilitando muito as coisas para ele! Pare de agir que nem uma desesperada por um garoto que só quer foder você! - Ele grita e eu me assusto. 

- Mas...Mas a questão toda era fazer com que ele me notasse! - Digo e Ian respira fundo - Bom, ele está me notando agora! Por que é que eu não posso parar de fazer joguinhos? - Pergunto com a raiva borbulhando dentro de mim.

- Você despertou o interesse dele - Ian diz se controlando. Okay. Talvez eu esteja sendo uma idiota com ele desde o início - Mas, se você quiser manter o interesse, precisa fazê-lo trabalhar nisso. Homens gostam de desafios. Mostre pra ele que você não é mais uma que quer apenas abrir as pernas ou tirar a calcinha pra ele - Ian diz enquanto caminhamos pela trilha de paralelepípedos em direção ao pátio. Eu quero argumentar, eu quero mesmo, mas ele tem razão - Segura a onda até a festa - Ele me aconselha.

- Está bem - Digo baixo - Me desculpe por agir estupidamente com você - Digo e Ian alisa minha bochecha.

- Está tudo bem - Ele diz e eu sorrio de lado.

- Sabe, eu vou ter que desmarcar a nossa aula de hoje. Estou exausta por conta da maratona de ontem e, se eu não dormir um pouco, vou ficar que nem um zumbi pelo resto da semana - Digo e Ian definitivamente não parece ficar feliz.

- Mas nós íamos começar a parte pesada hoje - Ele diz e eu suspiro. É verdade.

- Sabe o que a gente pode fazer? Eu irei enviar um e-mail com um exemplo de pergunta para você fazer uma redação, algo que a Clarke inventaria. Você tem duas horas para me escrever alguma coisa, e amanhã a gente repassa juntos. Assim, eu vou ter uma noção do que nós precisamos trabalhar - Digo e ele parece concordar.

- Certo - Ele aceita - Eu tenho treino de manhã e aula depois. Você poder ir lá em casa ao meio-dia? - Ele pergunta e eu concordo em um aceno.

- Claro. Mas eu tenho que ir embora às três por conta do meu ensaio - Digo e ele sorri.

- Legal. Vejo você amanhã, então - Ele diz e bagunça os meus cabelos como se eu fosse uma criança de cinco anos de idade e então, ele vai embora. Caminhado descontraído.

Meus lábios se curvam em um sorriso irônico ao vê-lo se afastar, o casaco do time de hóquei preto e prata se colando ao seu tórax ao andar em direção do vento. Não sou a única a observá-lo, várias mulheres também voltam a cabeça em sua direção, e eu quase posso ver suas calcinhas derretendo quando ele exibe seu sorriso canalha para todo mundo ver. 

(...)

Entro na sala de música, determinada a colocar fim na ideia ridícula de Zach de colocar um coral em nossa apresentação. Mas, quando eu entro na sala, eu não o vejo em lugar nenhum.

- Olá - Digo cumprimentando Jessy que está sentada frente ao piano estudando,  suas partituras. Ela ergue seu rosto, com um sorriso desconfortável estampado nos lábios.

- Ah, olá Nina. Zach não vem hoje - Ela diz e eu posso sentir a irritação se aflorando dentro de mim.

- Como assim ele não vem? - Pergunto soando mais ríspida do que pretendia.

- Ele me mandou uma mensagem agorinha. Está com enxaqueca - Ela diz e eu seguro minha vontade de gritar. Tudo bem, eu sei que entre uma grande parte dos nossos colegas de turma, entre eles Zach, saíram para beber na noite passada. Pois um deles me mandou uma mensagem me convidando para ir, quando eu estava assistindo Breaking Bad com Ian. E então, não é muito difícil de deduzir que Zach está com ressaca, e é por esta razão que ele não vem hoje - Mas ainda podemos ensaiar - Ela diz com um sorriso transparecendo em seus olhos - Pode ser bom ensaiar sem ter de parar para discutir de segundo em segundo - Ela diz e eu tenho vontade de jogá-la da janela.

- Essa ideia de coral é uma besteira! E você sabe que é! - A acuso e ela concorda com a cabeça.

- Eu sei - Ela admite.

- Então por que você não é capaz de me apoiar?! - Indago, completamente incapaz de conter o ressentimento.

- Eu...- Ela começa e engole em seco. Um rubor se faz presente em suas bochechas pálidas - Pode guardar um segredo? - Ela pergunta e eu suspiro. Mas que merda! Estou com medo de pensar em onde isso irá chegar.

- Claro...- Digo vagamente.

- Zach me convidou para sair - Ela diz e eu arqueio uma sobrancelha.

- Ah! - Tento não parecer supresa, mas é impossível esconder. Jessy é uma menina gentil e, sem dúvida, não é pouco atraente, mas também é o ultimo tipo de pessoa que eu considero ser com quem Zach ficaria. E, por mais que eu o deteste, Zach é muito bonito. Tem o tipo de rostinho bonito de capa de disco que, um dia, irá vender horrores, disso não há dúvida. E, olha , eu não estou dizendo que uma garota comum não possa ficar com um cara gostoso. Eu tenho certeza de que isso aconteça o tempo todo. Mas Zach é um sujeito pomposo e obcecado pela imagem. Alguém tão superficial, que nunca se deixaria ser flagrado ao lado de uma garota tão tímida quanto Jessy e, não importa o quão doce ela seja.

- Tudo bem - Ela acrescenta com uma risada fraca - Eu sei que você está supresa. Eu também fiquei. Ele me perguntou antes do ensaio naquele dia - Ela diz e suspira - Você sabe, o dia do coral - Ela diz. E, de repente todas as peças do quebra-cabeça se encaixaram. Eu sei exatamente o que Zach está tramando e tenho que fazer um esforço imenso para engolir a raiva que estou sentindo. Uma coisa é persuadir Jessy, a apoiá-la durante nossas brigas, e outra é dar falsas esperanças para a garota.

Mas, o que eu irei dizer à ela? “Ele só a convidou para sair para você apoiá-lo em todas as suas ideias malucas para a apresentação?” Eu me recuso a ser esse tipo de pessoa.

- E você quer sair com ele? - Pergunto abrindo meu sorriso mais educado e gentil. Suas bochechas ficam ainda mais vermelhas e ela faz que sim com a cabeça - Sério? - Indago ainda sem acreditar - Mas ele é uma diva! Você sabe disso, não sabe? - Pergunto contendo fazer uma careta.

- Eu sei - Ela diz suspirando - Mas isso é  só por que ele é apaixonado demais pela música - Ela diz parecendo envergonhada - Ele pode ser um cara bem legal quando quer - Ela diz isso de uma forma boa, como isso fosse uma grande qualidade. Mas, na minha cabeça, as pessoas deveriam ser boas por que são, e não como uma jogada calculada por parte delas. No entanto, eu também mantenho essa opinião para mim.

- E você tem medo de que, se discordar das ideias dele, Zach vai desmarcar o encontro? - Pergunto e ela estremece.

- Parece ainda mais idiota quando você fala assim - Ela diz e eu arqueio uma sobrancelha. De que forma ela quer que eu fale? - Eu só não quero criar caso, sabe? - Ela murmura, parecendo desconfortável. E, não! Eu não sei. Eu não sei mesmo.

- Jessy, é a sua música. E você não precisa conter suas opiniões somente para deixar Zach feliz. Se você odeia a ideia do coral tanto quanto eu, então diga a ele. Confia em mim, as pessoas gostam quando somos sinceros um com o outro - Digo convicta de minhas palavras. No entanto, no instante em que eu digo as palavras, eu sei que Jessica não é esse tipo de pessoa. É tímida, desajeitada e passa a maior parte do tempo se escondendo atrás de um piano, ou deitada em seu quarto no alojamento escrevendo canções de amor sobre meninos que não correspondem aos seus sentimentos.

Oh merda! De repente algo me ocorre. A nossa música é sobre Zach? Fico enojada pela ideia de que os versos emotivos que venho cantando há meses possam mesmo ser sobre um cara que eu detesto.

- Eu não odeio a ideia de um coral - Ela diz se esquivando - Também não amo, mas não acho que seja terrível - Ela diz e eu respiro fundo, tentando controlar minha decepção e raiva.

E, nesse momento, eu sei que sem sombra de dúvida que haverá a porra de um coral de três andares atrás de mim e de Zach no festival de inverno.

Continua?

 


Notas Finais


Capítulo não revisado, então me desculpem qualquer erro ortográfico.


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