1. Spirit Fanfics >
  2. The Love Consequences - Fillie >
  3. Reconciliação

História The Love Consequences - Fillie - Capítulo 10


Escrita por:


Notas do Autor


yeah! voltei com mais um capítulo pra vocês. espero que gostem e boa leitura, amores!

Capítulo 10 - Reconciliação



A conversa entre Finn e Millie havia durado mais do que o esperado, aquele era o segundo momento em que os dois não trocavam farpas e apenas uma conversa boa e amigável.

Os dois nem chegaram a discutir os locais que iriam visitar para o trabalho, apenas falaram sobre respectivos assunto que tinham incomuns, como seus problemas familiares, músicas e outros assuntos de colégio. Sem perceber os dois estavam próximos a casa de Millie.

— pare aqui! – diz millie colocando o braço na frente o garoto.

— mas millie sua casa é ali embaixo e nós estamos na esquina da rua. — diz Wolfhard confuso.

— esse é horário que a minha chega do colégio com a Ava, então se ela me ver saindo do seu carro ela vai ter o terceiro filho ali mesmo. – os dois se encararam e começaram a rir. não era uma risada forçada ou algo do tipo, era algo natural que havia feito aquilo entre os dois.

— a gente só ficou falando e nem discutimos os lugares para visitar – diz Wolfhard após parar a crise de riso.

— nossa é verdade, se quiser podemos falar agora. – diz a menina. — separei alguns lugares tipo a ribanceira de nortonville, quase ninguém vai lá.

— eu nunca fui nessa ribanceira, mas conheço outros lugares por aqui. 

— já era de se esperar o wolfhard nunca ter ido ali né. – a garota zomba dele. — enfim, quais são seus lugares?.

— a floresta mipthe – millie revira os olhos. sabia a que tal floresta tinha fama com os adolescentes.

— é pra lá que você leva as garotas? – perguntou ironicamente.

— não, millie. Você cismou com isso de lugares pra levar as garotas né?

— você melhor do que ninguém sabe a fama que a floresta mipthe ou melhor floresta da perdição tem fama. – a garota cruza os braços.

— eu nunca mais vi adolescentes lá dentro, e tem um lugar lá dentro que eu costumava ir quando menor com o Nick, acho que ninguém conhece. – Brown encara Wolfhard um pouco suspeita com aquilo que ele havia dito. — o que foi? eu nem sempre fui esse filho da puta que você conhece.

— discordo, mas enfim podemos então ir nesses dois lugares e se tivermos mais ideias a gente anda por aí e olhamos as coisas. — disse millie. — agora eu preciso ir embora antes que alguém me veja aqui dentro.

— tudo bem, até que você não é tão chata quanto eu imaginava. – millie o encara incrédula. Ela sabia melhor que ele não deixaria o clima tão agradável sem soltar uma piadinha.

— e você não é tão babaca, ah não! esqueci que você é babaca ainda. – wolfhard apenas rir dela enquanto saía do carro.

— sabe o que é? eu não nasci pra ser o bonzinho e nem o mocinho, por isso eu virei esse babaca filha da puta que você ama. – Millie apenas rir ajeitando a mochila no ombro.

— vai sonhando que eu te amo garoto, vai sonhando. tchau, wolfhard – diz a menina rindo

— tchau, brown.

E foi assim que os dois se desepediram, Wolfhard seguiu seu caminho com seu carro enquanto millie apenas caminhou até a sua casa próximo a esquina.

— até que não foi tão ruim... – millie diz para si mesma com um sorriso no rosto.

[...]

Por conta da manhã triste que noah estava tendo, o menino decidiu inventar uma falsa dor para o diretor que acreditou e o liberou para casa. Ao chegar em casa suas mães notaram um comportamento estranho em Noah, afinal o menino não era daquele jeito.

— noah, meu filho.. você está bem? – perguntou analice.

— eu estou bem mãe, só um pouco cansado mas ja fico bem de novo. – o menino da um sorriso singelo para a mãe.

— tudo bem meu amor, qualquer coisa pode nos chamar. – diz a sarah o olhando subindo a escada.

— obrigada, mães.

Schnapp apenas subiu em silêncio, ele não queria conversar com ninguém só queria ficar deitado e esquecer dos acontecimentos de hoje e assim ele ficou, deitado esquecendo qualquer coisa que havia causado esse baixo humor nele.

Algumas horas mais tarde, grazer cansado daquela angústia decidiu que precisava acabar com aquilo o mais rápido possível. Ele gostava de noah, gostava da amizade de noah e nao queria perder algo que ele estava construindo.

— a onde vai, garoto? – perguntou sr. grazer

— vou encontrar uma amigo, pai. – disse o jovem. — avise a mamãe quando chegar.

— tudo bem, não volte muito tarde. – jack apenas assentiu com a cabeça e saiu da casa onde morava.

Por não ter habilitação e nem carro, o garoto optou por ir de bicicleta. Ele lembrava meramente onde era a casa de noah, afinal havia acompanhado ele para casa na manhã de sábado. 

Em alguns instantes o menino estava na porta da casa amarela, uma casa bastante familiar, daquelas que parece ter saído de um conto de família feliz. Jack largou a bike perto das escadas da entrada e caminhou até a porta branca com detalhes escuros, com medo de não estar ninguém em casa o garoto bateu na porta e logo foi atendido por uma mulher de cabelos curtos e olhos esverdeados. Pensou imediatamente em quem noah havia puxado a genética.

— oh! boa tarde, o que deseja querido? — perguntou a voz suave de sarah.

— bem, é aqui que mora Noah Schnapp? – grazer pergunta receoso da resposta.

— ele mora aqui sim, quer falar com ele? 

— eu gostaria sim de falar com ele. — diz Jack tranquilizado em saber que não havia errado a casa.

— entre, por favor — diz sarah dando espaço para o baixinho entrar na casa. — vou pedir para minha esposa te acompanhar até o quarto dele, querido, aguarde só um segundo. – grazer apenas assente com a cabeça e enquanto a matriarca sai do local onde estava.

Jack se encontrava com dúvidas afinal noah nunca havia mencionado que tinha duas mães na sua criação e começou a pensará se aquilo era uma vergonha para ele ou algo do tipo.

— prazer, Analice Schnapp. – a mulher com um pouco de semelhança com a outra havia chego no local onde se encontrava grazer.

— prazer, Jack Dylan Grazer – diz o garoto apertando a mão estendida pela mulher.

— então jack, não havia escutado de você. Você e noah são amigos? – perguntou a mulher enquanto o guiava para o andar de cima.

— para falar a verdade, estamos começando uma amizade bem legal últimamente e espero que continue. – o garoto sussurrou a última parte baixo para que a mulher em sua frente não escutasse.

– fico feliz por noah estar fazendo amizade com outras pessoas, ele sempre foi um menino muito fechado. Apenas com sadie e millie que ele sempre foi mais amigo. – jack apenas da um sorriso singelo para mulher. — bem, querido é aquela porta ali só bater que ele deixa você entrar. qualquer coisa pode nos chamar lá embaixo.

— obrigada, sra. schnapp.

— de nada, pode me chamar de analice. – jack sorrir novamente para mulher. — vou indo, faça o que lhe disse. – o garoto assente com a cabeça enquanto Analice desce as escadas da casa.

Ali naquele momento Jack juntava o seu último fio de coragem para conversar com o garoto que precisava de uma desculpa. Então foi contando até três que jack deu três toques na porta de madeira branca do quarto de schnapp.

— mãe, eu ja disse que não preciso de nada. – a voz do garoto soou abafada por conta da porta fechada.

— é, dessa vez não é suas mães. – diz dylan abrindo a porta com cuidado e a fechando logo em seguida.

— Jack?! o que faz aqui? — perguntou noah se sentando na cama e retirando os fone de ouvido.

— eu vim te pedir desculpas pelo o que aconteceu mais cedo, sério eu não tinha que ter feito aquilo, eu pisei na bola com você.

— tudo bem jack... eu ja me acostumei com isso. — noah deu os ombros.

— pois não deveria, aquilo que eles fazem é nojento e eu me sinto péssimo por rir de uma coisa daquelas. – o garoto diz se sentando em uma cadeira de rodinhas próxima a cama.

— sabe, quando as pessoas descobrem o que você é, tem duas opções, uma é te aceitar que é a mais convincente e a outra é te odiar por não ser igual a eles. Isso dói pra caralho, grazer. Minhas mães sempre tiveram medo de sair na rua e alguém espancar elas por elas serem um casal lésbico. eu sinto medo de andar na rua todo dia, eu me sinto mal por não conseguir fazer amigos meninos no colégio por causa da minha orientação sexual, você foi o primeiro que eu consegui fazer amizade depois de anos.

Jack podia perceber o quão era dolorido para noah ter que lidar com o preoconceito das pessoas em cima dele. De alguma forma Jack se sentiu mal por isso e não queria se afasta de noah por causa de sua orientação sexual.

— noah, eu sinto muito de verdade. você é um garoto incrível e as pessoas estão perdendo a oportunidade de fazer uma amizade foda com você. Eu te prometo que a minha amizade você terá, não será por causa de sua orientação que eu deixarei de me afastar de você. – noah sorriu para jack. aquele era um sorriso puro e sincero do menino, ele gostava de jack mas sabia que não teria do jeito que ele imaginava, mas pelo menos tendo sua amizade ele ficaria feliz.

— obrigada jack, de verdade. eu me sinto feliz em saber que posso contar com você. — diz o menino

— eu posso te fazer uma pergunta? – noah apenas assentiu com a cabeça. — como descobriu que era gay?

— bem, acho que todos nós temos dúvida de quem nós somos. Crescemos com opinão de que somos aquilo que somos por que a sociedade é, mas depois de um tempo você percebe que não é assim. — grazer prestava atenção atentamente em casa palavra de noah. — quando eu era criança e meu pai ainda morava comigo, eu não gostava dos programas que ele queria fazer comigo, eu gostava dos programas com a minha mãe. Ele tentava de tudo mas nunca conseguiu mudar minha cabeça, talvez ele soubesse desde criança o que eu era mas nunca aceitou de verdade. — noah respirou fundo ao lembrar de tudo que havia passado com o pai quando criança. — quando eu fui pro primeiro ano do ensino médio, eu me via totalmente atraído por rapazes e não por mulheres, como era antigamente. Nessa época minha mãe já há alguns junto de analice e eu ja considerava ela como minha mãe. Enfim, eu soube que realmente era gay quando várias dúvidas circulavam a minha mente e ai depois de muito tempo eu tive certeza.

— uau... foi difícil pra você descobrir isso no momento? — perguntou o garoto.

— sim, bastante. Até por que eu não aguentava mais tanta dúvida na minha mente, mas depois que eu descobri fiquei feliz mas com medo da sociedade.

— nossa sociedade é um lixo mesmo né

— nem me fale, aos poucos o amor vence e as pessoas aceitam que qualquer forma de amar válida. — grazer apenas sorriu para ele.

Os dois haviam passado a tarde conversando e nem perceberam a noção do tempo, ambos gostavam daquilo, ambos estavam felizes com a boa conversa que levavam e nem notaram a questão de tempo. Momentos como aquele noah guardaria na sua mente e em seu coração, mas é claro que em seu coração ficaria em segredo até por um tempo.


continua...



Notas Finais


comentem tudinho o que acharam desse capítulo, amanhã voltarei com mais para vocês!! beijinhos e se cuidem, amores <<3


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...