1. Spirit Fanfics >
  2. The Love We Seed >
  3. O Elo Que Nunca Se Quebra

História The Love We Seed - Capítulo 7


Escrita por:


Notas do Autor


Olá, meus pãeszinhos de mel! Como vocês estão? Eu espero que bem, mas se não estiverem saiba que estou aqui para conversar e dar conselhos baseados em uma tecnobregas.
Pra esse capítulo eu escutei duas músicas.
Aquilo - Sillhouete (tema do Jeongguk, então é bom escutar para as cenas dele sozinho)
Kodaline - Brother (tema dos taekook, então, por favorzinho, escutem nas cenas deles)

Playlist: https://open.spotify.com/playlist/6X9jMZZEeHBBHkChy2nSA1?si=uV8S3s8MSKiTZnrcl3yeXQ

Boa leiturinha 💙

Capítulo 7 - O Elo Que Nunca Se Quebra


Fanfic / Fanfiction The Love We Seed - Capítulo 7 - O Elo Que Nunca Se Quebra

Jeongguk pensou que fosse ter um ataque cardíaco assim que tirou do envelope o resultado de seu exame de sangue. Estava grávido. Muito grávido. Céus, o que faria? Seus pais o matariam, até mesmo no sentindo literal da palavra.  

Estava perdido. Tudo o que tinha planejado iria por água a baixo e ele não poderia fazer nada sobre isso. Sua faculdade, seus inúmeros planos para o futuro. Pelo menos por alguns anos, isso teria de ser adiado.  

Vamos lá, Jeon! Você consegue! Jackson vai te ajudar a ter esse filho e vocês vão dar um jeito juntos.  

Naquele momento, ele apenas queria um colo. Um alguém, mas seu amigo estava internado e ele não tinha ninguém. Estava sozinho em uma cabine qualquer, em um banheiro qualquer, olhando para aquele teste enquanto tentava pensar em algo que não o deixasse ruir.  

Crescera a vida toda escutando sobre a benção da gravidez; em como uma criança trazia felicidade para uma alma e todas as magias da maternidade/paternidade. Mas por que ele se sentia triste e zangado? Deveria estar feliz, não deveria? 

O ômega respirou fundo uma última vez antes de guardar o exame em sua mochila e sair da clínica, iria até Jackson, afinal, ele era um dos pais e precisava saber. Jeongguk não estaria sozinho e tudo daria certo. Talvez com um alfa assumindo a criança a gravidez fosse pouco mais aceita por seu pai e mãe. Tudo daria certo. 

Quando Jeon saltou do ônibus, parando em frente ao condomínio onde o Wang morava, pediu para que o porteiro avisasse à Jackson que estava subindo e, assim que a porta da casa do alfa fora aberta e ele o puxou para dentro, o ômega fora prensado contra a parede enquanto recebia um beijo faminto.  

ㅡ Jack... Por favor, para... 

Wang o encarou de forma estranha. 

ㅡ Está tudo bem? 

Jeon negou. 

ㅡ Precisamos conversar, Jackson. Muito sério. 

Algo se revirou dentro de Jeongguk quando ele tocou a mão do alfa e o levou até o sofá. Estava apavorado. Tinha receio de tudo naquele momento e não sabia como lidar com aquilo; com todo aquele desespero que parecia apenas se alastrar por seu peito, corroendo-o. Entretanto, o que foi feito estava feito. Haviam se descuidado e agido de maneira irresponsável e, quando o ômega tomou os remédios, sabia que ainda era perigoso, mesmo que realmente não acreditasse que fosse engravidar. 

O olhar de Jackson para si era interrogativo e até mesmo preocupado e isso confortou um pouco seu peito, deixando-o respirar com mais calma. 

ㅡ Eu sei que isso vai te assustar, mas... Pelos deuses, como isso é difícil! ㅡ as lágrimas brotaram em seus olhos, logo rolando por sua face alva, o que fez com que o alfa segurasse seu rosto. 

ㅡ Ei, Gguk! O que aconteceu? Fizeram mal à você? ㅡ o mais novo negou. ㅡ Então o que aconteceu? 

Era hora, não podia mais esconder. 

ㅡ Eu estou grávido.  

As mãos que seguravam seus rosto rapidamente o soltaram, deixando a brisa gelada bater contra sua pele. Aquilo fez seu corpo estremecer, como um mau presságio. Naquele instante ele soube que algo ruim aconteceria. 

ㅡ Esse filho não é meu! ㅡ as palavras doeram em seu ouvido; Jeon estava paralisado, os olhos fixos nos lábios do Wang enquanto tentava processar suas palavras. Ele era virgem até pouco tempo, todas as suas primeiras, segundas e terceiras relações foram com Jackson e era difícil de engolir tudo o que estava ouvindo. Ser taxado de vadio e libertino por aquele qual confiou para tê-lo pela primeira vez. Mas Jackson também era aquilo. Saía com tantos ômegas e betas que era difícil contar nos dedos. Então, por que as palavras tinham um sentido tão ruim quando proferidas ao ômega? 

ㅡ Você vai tirar essa criança! 

ㅡ O quê?! ㅡ o ômega pareceu finalmente acordar e voltar à realidade. 

ㅡ Seu meus pais desconfiarem disso, eu perco tudo! Eu tenho uma vida pela frente e você não vai tirar isso de mim! 

ㅡ Jackson, você está se ouvindo? ㅡ Jeongguk ficou de pé, e mesmo coma voz embargada, deixou-se gritar. ㅡ Eu também tenho um futuro pela frente! Mas nós fizemos isso juntos, eu não fiz essa criança sozinho! 

 ㅡ E quem me garante que essa criança é minha? 

ㅡ Pelos deuses... Jackson! ㅡ mais lágrimas, ele já podia sentir o choro compulsivo vindo. ㅡ Nós não... 

ㅡ Nós? Não existe “nós”, Jeongguk. Vai embora. 

ㅡ O quê?! Não! Nós vamos contar para os seus pais e para os meus e... 

O tapa veio forte, machucando seu nariz e sua bochecha esquerda de uma só vez, levando-o ao chão.  

Jackson realmente o havia agredido? 

ㅡ Você vai embora e não vai contar a ninguém que estivemos juntos um dia, me ouviu? Eu não quero ter minha imagem associada à um ômega grávido sem um alfa. 

Não houve mais nenhuma palavra de nenhuma das partes; Jeongguk apenas se levantou, recolheu suas coisas e foi embora. Não chorou, não falou ou até mesmo respirou até que estivesse no lado de fora da casa, já andando pelas ruas daquele condomínio enquanto tentava digerir o que havia acabado de acontecer. Havia sido ingênuo ao pensar que Jackson estaria ao seu lado, havia sido ingênuo ao pensar que se entregar a ele tantas vezes fosse ser uma boa ideia. E agora, estava sozinho. Sem ninguém. 

Naquela noite, ele não foi para casa, apenas perguntou para sua mãe se poderia ficar na casa de Taehyung junto com Sunah, a resposta com certeza fora sim, então, já que tinha as chaves, ele apenas entrou e sentou-se no sofá, finalmente podendo chorar. 

Nunca pensou que sentiria tanto medo do mundo como estava sentindo agora, era aterrorizante e a ideia de abrir mão de tudo que planejou durante toda sua vida o deixava enjoado. Ou talvez fosse a gravidez, porque ele correu para o banheiro, vomitando tudo o que estava em seu estômago. 

Estava perdido. Completamente. Não tinha estrutura para criar uma criança e não se sentia seguro sobre o aborto, afinal, ele poderia ser preso se descobrissem. Então, não tinha opção há não ser levar a gravidez à diante. Sozinho. 

ㅡ Jeongguk? ㅡ a voz de Sunah surgiu em meio ao silêncio da casa. ㅡ Está se sentindo enjoado, querido?  

O adolescente apenas assentiu, aceitando a ajuda de sua ajumma para ficar de pé e ir até a pia do banheiro para lavar o rosto pálido.  

ㅡ Quer ir ao médico, querido? ㅡ negou. ㅡ Tudo bem... 

Sunah parecia triste, afinal, estavam na Coreia de férias e o fato de Tae precisar de uma cirurgia de redução pulmonar de emergência a deixou abalada.  

ㅡ Como ele está? ㅡ perguntou, tentando não chamara atenção para si.  

ㅡ Respirando sozinho e já acordado ㅡ ela sorriu. ㅡ Pediu para que fosse visitá-lo amanhã. Eu estava prestes a te ligar quando vi seus sapatos na porta. 

Jeon sorriu, assentindo, mas seu queixo tremeu quando a vontade de chorar voltou.  

ㅡ O que aconteceu, meu querido? 

ㅡ Não é nada, ajumma...  

A Kim decidiu não perguntar mais, deixando o mais novo à vontade para falar quando estivesse preparado. Ela também não perguntou o porquê dele não ter ido para casa, e nem o porquê de ter chorado a noite toda. Mas isso não a impediu de se preocupar. 

No dia seguinte, assim que Jeongguk saiu da escola, foi para o hospital Central visitar seu amigo. Sentia-se ansioso pois iria finalmente contar para alguém e, mesmo que Tae só tivesse 15 anos não entendesse tanto assim sobre gravidez e a vida fora de um hospital, Jeon tinha medo do que ele pensaria de si. Será que ele teria vergonha de tê-lo como amigo? Agora não tinha como voltar atrás, pois ali estava Tae, ainda grogue devido à alta dose de remédios que lhe davam para não sentir nenhuma dor. 

ㅡ Cooky... ㅡ o loirinho sussurrou, sorrindo e tentando sentar, mas a dor o parou. 

ㅡ Tata... ㅡ Jeongguk segurou a mão pequenininha, acariciando-a. ㅡ Como se sente? 

ㅡ Não sei... É estranho, eu tirei um pedaço do meu pulmão. ㅡ Taehyung riu. Sim. Riu como se aquilo fosse a coisa mais engraçada e isso fez seu amigo rir também, mostrando os dentinhos avantajados. ㅡ Eu deveria ganhar um apelido. Sei lá... Despulmonado? ㅡ dessa vez Jeon gargalhou. ㅡ ‘Tá rindo do que, dentuço? 

ㅡ De nada, senhor despulmonado. ㅡ o ômega mais velho então sentou-se a ponta da cama, observando a magreza, a palidez... Seu amigo estava mal e aquilo também o deixava mal. ㅡ Eu queria tanto ser um bom médico e ajudar a achar a cura para o que você tem...  

O Kim sorriu, acariciando o rosto. 

ㅡ Mas você vai ser médico, e um bom médico. A parte de me curar já é mais difícil.  

Jeon negou, sentindo as lágrimas voltando. 

ㅡ Não vai dar, Tae... ㅡ então o choro veio também e, dessa vez, o Kim fez todo o esforço que podia para ficar sentado, podendo segurar as mãos do amigo. ㅡ Eu estou grávido... 

De início, o mais novo ficou em choque, tentando entender se aquilo era real ou apenas uma ilusão da sua cabeça, mas então se deu conta que era real e percebeu o quão abalado seu amigo estava. Entendia o porquê. Mas não sabia como consolá-lo, não era bom com palavras e, a única coisa que seu coração o mandava fazer era abraçá-lo forte, o que não demorou para ser feito.  

ㅡ Eu te peguei, irmão... ㅡ sussurrou a frase que eles tanto conheciam. Era uma forma de dizerem um ao outro que sempre estariam ali.  

ㅡ Eu estou com tanto medo... O Jackson me mandou embora... Não vai assumir e... E meus pais vão me colocar para fora, eu tenho certeza... 

ㅡ Calma... Não sofra antes de saber o que realmente vai acontecer. Mas se acontecer, você tem a nossa casa. 

ㅡ Mas você volta para à Itália no final do mês... 

ㅡ Não tem problema, você fica lá... Eu te levaria para a Itália, mas meu appa não é tão legal.  

ㅡ Tae, você não precisa se preocupar com isso. É um problema meu, eu resolvo sozinho.  

O Kim bufou. 

ㅡ Mas que mania chata de carregar o mundo nas costas, Gguk! ㅡ brigou, se encolhendo ao mover-se um pouco mais bruscamente que o recomendado. ㅡ Você não está sozinho. Temos dois cérebros, dois corações e três pulmões e meio funcionando em conjunto aqui! Vai dar tudo certo! 

Naquele momento, mesmo que talvez por tempo limitado, Jeongguk sentiu-se acolhido e aceito, e ficou ainda melhor que Taehyung começou a conversar com sua barriga inexistente. Talvez nem tudo fosse tão péssimo como estava pensando. Mas então, o momento que tanto temia chegou, tinha contar para seus pais. E lá estavam eles, senta no sofá de casa, bem à sua frente. Sua mãe estava preocupada e seu pai parecia impaciente. 

Junghoo e Sunhee eram um casal complicado, juntos apenas por causa do filho pelo qual estavam trabalhando duro para ver bem no futuro. Sunhee era uma professora concursada, dava aula em uma faculdade prestígio e uma mãe amorosa. Junghoo era responsável pelo setor de uma empresa em Daegu. Ambos bem sucedidos e infelizes. Como uma família tradicional. 

ㅡ O que aconteceu, meu amor? ㅡ a ômega perguntou, claramente preocupada com a palidez e inquietude do filho, o que só serviu para desencadear mais uma crise de choro. Era normal estar tão sentimental logo no começo? 

ㅡ Eu tenho algo para contar aos senhores e... Eu peço perdão desde agora. Sinto muito por estar fazendo-lhes passar por isso, sinto muito por ter fracassado como filho. 

Os dois estreitaram o olhar, um era preocupado e outro confuso, então, sem enrolar e para não perder a coragem, Jeongguk respirou fundo e finalmente disse: ㅡ Eu estou grávido...  

ㅡ O QUÊ?! ㅡ as perguntas ecoaram em perfeita consonância, provocando um arrepio amedrontado no corpo trêmulo e o ômega pegou-se rezando para que tudo desse certo. 

Seu pai fora o primeiro a reagir, levantando-se do sofá enquanto bufava como um lobo em posição de ataque. Já sua mãe permaneceu em choque, olhando bem dentro de seus olhos. 

ㅡ Eu sinto muito... ㅡ murmurou mais uma vez, completamente envergonhado. 

ㅡ Quem é alfa? ㅡ Junghwa perguntou, sem olhar para o filho.  

Jeongguk então baixou a cabeça a negou. 

ㅡ Ele não irá assumir... 

A gola de sua camisa fora agarrada e o ômega se viu sendo suspenso pelo pai que o olhava tão irado que facilmente o mataria naquele momento.  

ㅡ VOCÊ ENLOUQUECEU? NOS FEZ PERDER TEMPO E DINHEIRO, APOSTAR EM VOCÊ PARA FAZER ISSO AGORA? EU PERDI DINHEIRO, MUITO DINHEIRO PARA QUE VOCÊ SE TORNASSE ALGUÉM MENOS DESPREZíVEL! E É ASSIM QUE VOCÊ ME RETRIBUI? 

ㅡ Appa... 

ㅡ JUNGHOO! SOLTE-O! 

Em questão de segundos o caos já havia tomado conta daquela sala; Jeongguk chorava, temendo o que podia acontecer enquanto seu pai lhe direcionava palavras tão baixas que ele nunca pensou que ouviria vindo dele. Já sua mãe gritava com o marido enquanto tentava fazê-lo, mas este usou a voz dominante, o que fez os ouvidos de ambos sangrarem quanto se encolhiam, retraídos. 

Jeongguk sentia-se sujo e nem sabia o porquê. Amaldiçoava à si, à Jackson e ao feto que agora residi em seu ventre. Nunca quis tanto voltar no tempo e desfazer tudo. Não queria um filho. Não queria nada daquilo. 

ㅡ Eu quero você fora da minha casa ㅡ o alfa murmurou entredentes e seu filho apenas assentiu enquanto essa solto. Havia ganhado um olho roxo e alguns hematomas pelo corpo, mas nem se lembrava de ter sido agredido, era como se sua alma houvesse deixado seu corpo por alguns minutos, privando-o de toda a dor que estava sentindo. 

O ômega não teve direito de pegar nem as próprias roupas ㅡ da forma que havia entrado em casa naquela manhã, estava saindo naquela tarde. Quando sua mãe ameaçou sair para ajudá-lo, seu pai iniciou uma discussão apenas dos dois e Jeongguk, ferido demais para continuar ali, apenas se foi, andando sem direção pelas ruas até finalmente chegar à casa de Tae. Estava destruído e só. Ou talvez não tão só assim... Havia um ser prestes a ganhar vida bem em sua barriga e, por mais que não quisesse aceitá-lo, havia decidido que iria levar a gravidez à diante, ele não queria um filho, mas alguém no mundo sim e aquela criança encontraria alguém disposto a lhe dar amor após o nascimento. Jeongguk iria se empenhar para garantir isso. 

Quando Taehyung teve alta e voltou para casa, Jeon teve a oportunidade de contar sobre a situação para Sunah, recebendo todo o apoio da ômega que disse que iria ajudá-lo com tudo que precisasse. E não mentiu. Todo mês ela e o filho mandavam uma quantia para que Jeongguk conseguisse manter a casa e não ter fome, mas isso não o impediu de arranjar um emprego. Ou melhor, alguns empregos. 

Havia noite em que ele lavava pratos em restaurantes ou servia mesas; até mesmo conseguira trabalhar no bar de uma casa de show às madrugadas dos finais de semana. Era exaustivo, pois o ômega ainda precisava estudar, era seu último ano e teria os exames para conseguir entrar para alguma faculdade. Ele não iria parar sua vida. Nem podia. Ainda mais agora que se sustentava. E, como num piscar de olhos, seus dezoito anos chegaram, junto aos 5 meses de gestação. Era um menino forte e um alfa. Mas com essa notícia, veio a preocupação. Ele precisava ter um alfa por perto durante a gravidez, o bebê precisava ter essa figura junto à ele, assim como o ômega, caso contrário, a gravidez poderia apresentar complicações. Mas como? Jeongguk não tinha ninguém além de Sunah e Taehyung que vinham vê-lo a cada três meses. Nem sua mãe ia vê-lo devido as ameaças de Junghoo.  

Jeongguk não teve escolha há não ser levar sozinho, entretanto, o pior aconteceu. Aos sete meses ele teve um sangramento intenso no meio da aula de Biologia e, apesar de muitos nas escola os julgarem, alguns alunos não mediram esforços para ajudá-lo.  

Ele sentiu medo. Muito medo. 

Não por si, mas pelo bebê. Não queria perdê-lo. Sim... Jeongguk não queria perder seu filho. Era seu filho, não era? Estava em sua barriga? Ele o havia aceitado, não é? Estava amando-o, não estava? 

Naquela noite que passou no hospital, ele chorou enquanto pedia perdão. Perdão por tê-lo rejeitado por tanto tempo. E prometeu que se cuidaria mais. Prometeu que o daria todo o amor do mundo e que eles ficariam juntos para sempre. 

Em uma tarde chuvosa durante o seu repouso, a campainha de casa tocou. Calmamente ele caminhou até a porta e a abriu, dando de cara com sua mãe. Ela chorou ao ver a barriga redondinha, pedindo perdão por tê-lo abandonado. Jeongguk aceitou, sentia falta da mãe e receber um abraço dela significou muito para si. Ele chorou também, dizendo o quão difícil estava sendo, pedindo para que ela não o abandonasse de novo porque ele não sabia se conseguiria. SunHee não entendeu o que ele quis na hora, mas quando foi explicada a gravidez de risco, apavorou-se, garantindo que ficaria ali para cuidar do filho, e em tempo integral agora que havia separado-se do pai de Jeongguk. Então, dois dias após Tae e Sunah voltarem à Coreia do Sul, durante o intervalo no colégio, Jeongguk sentiu suas calças molhadas, podendo jurar que havia urinado antes de conseguir chegar ao banheiro.  

O caminho para o hospital fora rápido e quando ele teve de escolher quem o acompanharia na sala, sem nem pensar, falou: 

ㅡ Taehyung. 

O lúpus lhe mandava mensagens todas as manhãs e noites, havia cedido parte de sua mesada e vinha fazendo viagens que eram arriscadas há nove meses. Era não só seu melhor amigo, mas sim seu irmão. E Jeongguk queria seu irmão consigo durante aquele momento assustador. 

O bebê nasceu com 3,300kg, 48 centímetros e pulmões fortes.  

Taehyung teve certeza que nunca chorou tanto em sua vida; seu afilhado era lindo. 

ㅡ Viu, Gguk! Ele é saudável! ㅡ o lúpus sussurrou, acariciando o rosto do amigo, que também sorria, mas estreitou as sobrancelhas ao perceber que Jeongguk estava ficando estranho. ㅡ Tem alguma coisa de errado com ele... 

O monitor apitou no mesmo instante que o ômega desmaiou e os médicos começaram a movimentação desesperadora.  

ㅡ Máscara de oxigênio! 

ㅡ 2 de epinefrina. 

ㅡ Tirem o garoto daqui!

Então, Taehyung viu-se fora da sala de cirurgia com as mãos trêmulas enquanto olhava para o vidro. Assistindo os médicos tentando salvar seu amigo.  

O corpo de Jeongguk saltava a cada choque que ele levava, a massagem cardíaca com certeza machucava seu peito. O Kim podia sentir mesmo de longe, chorando baixinho enquanto pedia mentalmente: “ㅡ Por favor, por favor, por favor, não o tire de mim!” 

Então, viu os sorrisos aliviados dos médicos e enfermeiros. 

ㅡ Ele está bem, apenas precisa descansar. 

Aquela frase fez tudo valer a pena. Tudo estava bem. Eles estavam vivos. 

Quando Jeon acordou, Taehyung estava bem ao seu lado, dormindo em um sofázinho. Mas ficou de pé assim que escutou o grunhido, indo até o melhor amigo e acariciando seus cabelos escuros. Ele estava visivelmente exausto. 

ㅡ Como se sente? ㅡ o Kim perguntou baixinho. 

ㅡ Parece que um caminhão passou por cima de mim... 

Riram. 

ㅡ Onde está o meu filhote? 

O lúpus olhou para um bercinho hospitalar que estava ao lado da maca, fazendo Jeon olhar e sorrir ao ver o pequeno bebê em roupinhas amarelas dormindo. O pegou com dificuldade, mas logo conseguiu acomodá-lo em seus braços em uma posição confortável.  

Ele era lindo. 

Tinha seu nariz e sua boca, assim como o tom de pele e olhos. Mas havia traços de Jackson nele, poucos, mas estavam ali. Entretanto, isso não o deixava triste. SunHyo era perfeito. 

SunHyo… SunHyo é um bom nome. 

ㅡ Oi, SunHyo… Eu sou o seu papai.  

Ambos ômegas sorriram.  

ㅡ E eu o seu titio ㅡ Taehyung sussurrou, acariciando umas das mãozinhas do neném que dormia tranquilamente com suas bochechas contra o peito de seu appa. ㅡ E você vai ser muito amado. Nós prometemos. 

Jeongguk olhou para o amigo, acariciando seu rosto enquanto agradecia com o olhar. Céus, como o amava. Queria aquele loiro despulmonado e desmiolado para sempre em sua vida.  

ㅡ Vamos fazer isso juntos? ㅡ Jeon perguntou. ㅡ Mesmo à distância? 

ㅡ Juntos sempre, Cooky. 

ㅡ Juntos sempre, Tata. 


Notas Finais


Cara, como eu amo esses dois!

Esse cap foi para vocês conhecerem um pouquinho do Gguk e do Tae juntos, é claro que vão ter mais lembranças com o decorrer dos capítulos, mas eu precisava escrever esse.

TEREMOS NOSSO TAEYOONSEOK JUNTOS NO PRÓXIMO CAPÍTULO!!!
PREPARADOS?

Não esqueça de deixar o seu favoritinho(⭐) e o seu comentário (💬), eles me ajudam e me incentivam demais a continuar.

Muitos beijinhos e até a próxima!!!

Amo vocês 💙 Espalhem amor pelo mundo 💙 E se cuidem durante essa quarentena, não saíam de casa e lavem bem as mãos, rosto e cabelo.💙

Ah, eu tenho twitter kkk Eu vou postar algumas coisinhas da fanfic lá e bem, a gente pode interagir melhor, caso queiram. tt: https://twitter.com/Lostlullabye_

Beijokas


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...