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História The Magic - Capítulo 10


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Notas do Autor


Desculpa mil vezes, mas aí está capitulo novo. Espero que gostem!

Capítulo 10 - Surpresa


Nos dias que se seguiram Kakashi e Sakura passaram boa parte do tempo juntos. Sakura tentava dosar isso para estar algum tempo também com a mãe, mas a mesma estava sempre bastante ocupada e fora de casa.

Kakashi mostrou a ela todas as músicas que gostava e tentou explicar a vida em termos númericos. Ela não entendia nada. Mas achava linda a empolgação dele. Também o ouvia falar sobre a mãe falecida e sobre a vivência com o pai. Conheceu todas as histórias sobre as coisas que ele e Guy aprontavam na infância.

No entanto, Sakura as vezes sentia falta do outro Kakashi que conhecia. O que a intimidava. Ali era ela quem intimidava. E ela não gostava de estar nesse papel. Parecia ser muita responsabilidade. O Kakashi que ela conhecia cheirava a sarcasmo. Aquele ali cheirava a inocência. Ela sabia que quando voltasse partiria o coração dele pelos próximos anos que viriam. Aquilo não era nada agradável, por mais que fosse perfeito agora estar deitada em seu peito sobre a grama sentindo seus dedos brincarem com os seus cabelos rosados.

Ela também passava muito tempo na casa dele, conversando com Sakumo. Na verdade não sabia da existência de Sakumo no futuro e tinha a impressão de que algo acontecera com ele. Então também fazia com que Kakashi curtisse mais a presença do pai. Sakumo rapidamente a adotou como da família. Estava feliz com uma presença feminina pela casa, há muito tempo os dois viviam naquele silêncio masculino.

Sakura não levava Kakashi para sua casa. Tinha medo que ele ouvisse algo muito pertubador lá e também tinha a impressão de que ele tinha algum medo de sua família. E era possível de se entender.

De qualquer maneira, o único assunto que não tocavam muito era o futuro. Ele sabia que ela iria embora em algum momento, mas talvez aquilo para ele fosse apenas alguma chateação, pois uma cidade vizinha não era lá o fim do mundo. Para ela, saber da verdade já era mais complicado. Mas tentava aproveitar aqueles momentos o máximo que podia. Afinal não sabia de fato se ele iria ceder a essa imensa doideira quando ela voltasse para seu tempo real. Ele teria direito de ter raiva e de não aceitar.

Já havia se passado três semanas nos anos 80, mas apenas aproximadamente um dia nos anos 2000. Kakashi acordou no tapete e olhou para cima onde Sakura ainda estava inconsciente. Queria estar lá quando ela acordasse ou se precisassem de ajuda para algo.

Naruto dormia ao seu lado e ele lhe empurrou para longe. Se sentia infantil tendo rivalidade com um garoto de 17 anos, mas não gostava nada mesmo de vê-lo ali. O loiro acordou resmungando.

- Mas que droga, sensei... O que ainda faz aqui?

- Eu quem te pergunto. Você devia estar cuidando da sua vida.

- Não sei se essa sua cabeça caduca te deixa perceber, mas é o que estou fazendo. Ela é minha amiga.

- Eu vou estar aqui por ela.

- Ah é? E onde você estava antes?

- Perto dela sem poder me aproximar por que tudo parecia insano demais e eu poderia ser preso?

- E em que parte entra a gostosona que você namora?

- Como sabe disso?

- Já vi você com ela e o diretor Asuma.

- Eu não acreditava totalmente nisso, ok? Você acreditava até ver com seus próprios olhos?

- Eu saberia reconhecer alguém que amei no passado.

- Ah me desculpe se eu tive dificuldade de entender que a garota que eu conheci com 17 anos, continua com 17 anos, 20 anos depois. Ainda mais sabendo que ela vem de uma família de pessoas conhecidas por serem completamente insanas.

- Você sabe que ela é filha de demônio? Vai lidar bem com isso?

Kakashi engasgou sem querer. Ninguém tinha contado sobre isso. Será que era possível piorar mais? Por que ele tinha que gostar de uma menina tão problemática?

- Cla...claro.

- Você está com medo não é?

- De onde você tirou isso? Não pode ser verdade.

Antes que Naruto pudesse responder, Tsunade passou pela porta com duas xícaras de café e entregou aos dois. Jiraya apareceu logo em seguida atrás dela, tomando um pouco também.

- É verdade, Kakashi. Ela quase matou Naruto há algumas horas atrás. Ela tem poderes que liberou agora e ainda não sabe controlar. Ela mandou Naruto se matar e ele tentou mesmo.

Kakashi riu porque achou que era brincadeira. Mas não era. Todo mundo estava sério demais. Ele pensou por alguns instantes que aquela garota ali não era a mesma que ele conheceu no passado, que teria muito o que descobrir sobre ela. E que talvez ela não viesse a gostar dele de verdade, nunca.

- Está com dúvida, Kakashi? Quer desistir? Posso trazer ela de volta agora e evitar isso.

- Não! - ele respondeu rapidamente. - Eu sinto algo toda vez que a vejo que não sei explicar. Só estou pensando que talvez nós não sejamos mais os mesmos e que isso pode não funcionar. E se ela não gostar de mim...

Tsunade caminhou até a cama de Sakura e desbloqueou o celular da menina usando a digital dela. Abriu o bloco de notas.

- Eu não deixaria ela ir se não tivesse certeza de que ela não sentia algo também. Sei que ela me mataria por ter invadido sua privacidade e que você não deveria ler isso em uma situação normal. Mas ela também não devia estar no passado, nem ter uma mãe satanista, etc. Desfrute.

Kakashi pegou o celular e quase o devolveu por ética. Mas estava curioso e desesperado demais. Era uma espécie de diário digital. Sakura contava que nunca tinha falado sobre ele com alguém, mas descrevia a seu desconforto perto dele. Ela também falava sobre os amigos e dúvidas sobre o futuro. Ele só leu o começo. Era o suficiente. Deixaria que ela lhe contasse o resto quando estivesse de volta.

Colocou o aparelho ao lado dela e tocou q sua mão. Sentiu que estava muito fria. Um arrepio percorreu sobre seu corpo. Tsunade notou sua preocupação.

- Fique calmo, o corpo dela não tem nenhuma necessidade fisiológica enquanto está assim.

- Só precisamos vigiar.

- Vigiar de quem?

Jiraya foi quem respondeu dessa vez.

- Achamos que o pai dela pode querer vir busca-la. Acreditamos que ele tenha alguma importância especial no inferno.

Kakashi não pôde evitar arregalar os olhos e sentir o coração bater mais forte. Naruto se sentiu irritado com a apreensão dele. Não achava que o outro fosse capaz de amar Sakura tanto quanto ele.

- Você faria algo se ela não tivesse ido? Teria ficado com ela? - Naruto perguntou.

- Se ela não tivesse ido todo o espaço-tempo teria sido mudado e eu não a conheceria. O destino tem dessas. A gente muda uma pequena chave de lugar e de repente nada mais existe.

Tsunade achou melhor explicar de vez o que tinha acontecido. Afinal pouparia Kakashi de muita dúvida e culpa. Era seu dever ser sincera.

- Não foi pouca coisa que mudaram Kakashi, alguém te matou em uma vida passada para te ter.

- Pelo visto não funcionou.

- Não funcionou pela inteligência de Shizune. Mas ela acha que sim.

- Como essa pessoa pode achar que sim?

- Ela é sua namorada... Nunca desconfiou sobre nada dela?

A verdade é que Kakashi não conhecia Anko tão bem. Era alguém para tapar o vazio e ele sabia disso. Não lhe dava tanta atenção quanto deveria, mas ainda assim ela não desistia, continuava ao seu lado.

- Não acho que Anko seja uma pessoa ruim.

- Ela é só uma bruxa milenar. Sabe o que é isso?

- Não faço ideia.

- Eu me tornei bruxa nessa encarnação, mas sua namorada é a mesma pessoa há séculos. Ela não nasceu nesse corpo. Ela se transportou para o corpo atual quando o antigo envelheceu.

- Isso é possível?

- Com muita magia pesada sim. Ela sacrifica almas. A alma que estava naquele corpo sequer teve chance de ir para algum lugar.

- Você está dizendo que ela me matou e ficou me acompanhando por aí? Até achar um corpo e se aproximar?

- Pelo que Shizune disse sim. Ela te matou porque sabia que você não teria alguém depois de Sakura e contou com a fato de que você iria esquecer ela em outra vida, assim como Sakura iria te esquecer. E vocês nasceriam com uma grande diferença de idade, o que manteria um longe do outro inevitavelmente. E ela se manteve consciente, basicamente não morrendo.

Kakashi pensou por alguns segundos. Seguiu sua intuição. Colocou a mão no bolso da calça e tirou a chave do carro, se levantando. Jiraya o segurou antes que passasse pela porta, mas foi Tsunade que falou algo:

- Kakashi ela é perigosa, e eu não posso sair daqui pra ir te proteger. Além disso, não sabemos se ela sabe quem é a Sakura.

- Ela gosta de mim, ela não vai fazer nada. Mas ela vai ouvir muita coisa. Preciso fazer algo ou vou enlouquecer.

Kakashi empurrou Jiraya e desceu as escadas. Jiraya não foi atrás. Estava mais preocupado em ajudar Tsunade com a neta. Também não acreditava que Anko faria algo a Kakashi.

O que ocorreu a seguir não era esperado por ninguém. Depois de dirigir rapidamente como um louco, tão acelerado quanto seus pensamentos, Kakashi desceu e foi até a porta da casa da namorada. Hesitou, pois viu que Asuma também estava sentado na sala com ela. No entanto, decidiu que pediria licença ao amigo e resolveria as coisas de uma vez.

Assim que Kakashi passou pela porta, ouviu a voz de Asuma dizer:

- Ora, ora, chegou quem faltava.

- Asuma eu preciso falar algo com Anko.

- Espere, Kakashi. Asuma também veio aqui pra dizer algo importante. Vamos ouvir primeiro.

- Prometo que vou ser rápido, Kakashi.

Kakashi respirou fundo e se sentou em uma poltrona perto de Anko. Asuma sorriu de um jeito que eles não estavam acostumados a ver. De um jeito que dava medo. Ele levantou a mão e prosseguiu.

- O que eu vim dizer é que ninguém se mete na vida da minha filha sua vagabunda.

Asuma, ou aquilo que ocuparia o corpo dele dali em diante, estralou os dedos e a cabeça de Anko explodiu. O sangue atingiu em cheio o rosto de Kakashi, também se espelhou pela janela e paredes. Kakashi sentiu o ar lhe faltar. Teve medo de morrer também. Asuma se levantou e foi até ele, passando o dedo pelo sangue em seu rosto e depois lambendo.

- Pronto, essa vadia não vai mais incomodar vocês.

- Quem você é?

- Seu sogro, e você sabe disso. Eu estava lá quando Anko fez a magia para separa-los. Na época prestei o serviço de bom grado, afinal ela era muito útil. Mas para o azar dela, nessa vida Sakura se tornou minha descendente. Eu não podia deixar isso baixo. Afinal, não quero ninguém incomodando meu bebê.

- O que pretende fazer com Sakura?

- O que todo pai faz... Mimar. Dar a ela todos os brinquedos que quiser. Se você quiser estar com ela, ou melhor se ela decidir que quer um homenzinho como você, esteja preparado pra descer ao inferno com ela. Temos muito o que fazer por lá.

- Já não tem demônios o suficiente?

- É verdade que ela não é minha primogênita, mas é minha primeira filha híbrida. Todo pai tem seu favorito por mais que não admita.

Kakashi passou a mão pelo rosto tirando o excesso de sangue sobre seus olhos. Queria fazer algo mas não tinha nenhuma força pra se levantar.

- Diga aquela velha que banca a fada sininho, que eu sei muito bem onde minha filha está e que irei busca-la no momento certo.

O outro apenas assentiu com a cabeça e viu Asuma desaparecer diante de deus olhos. O pesadelo de Kakashi estava apenas começando. Ele dera o imenso azar da polícia passar por ali exatamente naquele momento e prestar atenção nas cores da janela.


Notas Finais


Até o próximo pessoal :)


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