História The Man Next Door: Cole Sprouse - Livro 3 - Capítulo 11


Escrita por:

Postado
Categorias Cole Sprouse, Dylan Sprouse
Personagens Cole Sprouse, Dylan Sprouse, Personagens Originais
Tags Adulto, Amigos, Amor, Casal, Cole, Drama, Dylan, Fanfic, Mistério, Musica, Novela, Paixão, Revelaçoes, Romance, Sexo, Sprouse
Visualizações 49
Palavras 1.607
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Literatura Feminina, Romance e Novela, Saga, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 11 - The Great Result


Descansei minhas costas sobre a poltrona da sala de reuniões do estúdio, me sentindo inteiramente cansada. Era o primeiro dia de gravações das músicas para o musical e finalmente estávamos vendo aquilo acontecer, depois de dias compondo. Todos estavam muito eufóricos em ver suas músicas tornarem algo real nas vozes dos atores — que por sorte eram grandes cantores — e quando eles fizeram sua parte, nos deixando satisfeitos, resolvemos comemorar na sala de reuniões. Vicent encomendou alguns bolos e Dereck e Andrew providenciaram as bebidas. Eu mal havia sentido o cheiro de doce que exalou pela sala e logo o enjoou veio. Mirei a poltrona ao fundo para sentar, pois ficava longe o suficiente da mesa de bolos, mas o caminho até lá foi longo, no que tive que parar para cumprimentar e falar sobre o projeto com as pessoas ali. Agora, finalmente sentada, ficava a pensar sobre o que estava acontecendo comigo. Eu não poderia estar grávida, não devia. Pensei em ir ao meu novo psiquiatra, queria culpar qualquer outra coisa, menos a mim em ter sido mais responsável sobre isso. Cole confiou em mim e eu lhe dei certeza com todas as letras de que não havia motivos para se preocupar.

— Não vai comer nada? — Perguntou Helena, deslizando sobre a poltrona ao meu lado, me arrancando de meus pensamentos.

— Ah, não — passei a mão na barriga involuntariamente — não estou me sentindo muito bem.

— Cólica? Grávida? — Perguntou ela em um tom brincalhão, mas aquilo me assustou de repente, me fazendo arquear as sobrancelhas assim que ouvira a segunda palavra.

— Não — respondi de imediato e ela riu. — Devo ter comido e bebido demais na noite passada... Ação de graças, sabe como é — tentei tornar aquilo como uma conversa casual.

— Ah, claro — ela respondeu suficientemente convencida.

— Pessoal, gostaria de fazer um brinde aqui! — Gritou Vicent do outro lado da sala e nos levantamos, indo até a mesa. — Queria agradecer a todos que estão aqui, claro, por esse dia ter sido muito motivador e uma grande realização para todos nós. Mas eu gostaria de parabenizar minha equipe com quem trabalhei arduamente durante esses três meses: Andrew, Helena, Natalie e Dereck. Muito obrigado de verdade por acreditarem nesse projeto e darem um pouco de suas almas, de quem vocês são, para fazer isso dar certo — um sorriso se estendeu em seu rosto e gritinhos tímidos ecoaram pela sala.

Todos levantaram suas taças e eu apenas assenti sorridente. Vicent passou seus olhos pela sala e quando parou em mim, havia uma grande interrogação em seu rosto sobre eu não estar fazendo o mesmo que os outros e eu apenas passei a mão na barriga, lhe dizendo um silencioso “não estou muito bem”. Baixei a mão rapidamente, notando o quanto aquela ação tinha um sentindo do que eu estava tentando não pensar. Logo houve abraços e mais algumas pessoas quiseram fazer suas declarações sobre aquele dia.

Decidi ir embora mais cedo da confraternização, afinal não havia mais trabalho para fazer e quando saí para o corredor, indo em direção a porta de entrada, Andrew gritou pelo meu nome e veio correndo atrás de mim. Quando nos vimos pela primeira vez após o que acontecera no acampamento, ele agiu como se nada tivesse acontecido e eu peguei carona em sua ideia, afinal não queria lembrar do quão embaraçoso foi aquilo e nem lhe deixar triste, se caso isso o afetasse o suficiente para se sentir de tal forma. Eu ainda não sabia bem dos seus sentimentos por mim e na verdade não me importava, apenas gostava de ter sua companhia e nós trabalhávamos muito bem juntos.

— Ei, eu queria ter falado com você antes, mas aqueles jovens queriam arrancar minhas experiências — se gabou ao se aproximar, pondo uma mão tímida em meu ombro.

— Eles gostaram de você — falei e ele começou a acompanhar os meus passos lentos até as portas duplas — Eu vi você falando com eles, tipo um mentor ou coisa do tipo.

Ambos rimos.

— Então... na verdade, eu queria te agradecer por esses três meses — sua voz era doce e após falar, seus olhos desviaram dos meus em timidez.

— Foi meio difícil suportar você enfiando sintetizadores em tudo quanto é música no começo, mas tenho que admitir que fazemos uma bela dupla — apertei sua mão carinhosamente em meu ombro. — Obrigada.

Andrew esboçou um vago sorriso e então esticou a mão, abrindo uma das portas. Antes de passar por ela, envolvi meus braços em sua cintura e o abracei. Sinto que devia isso a ele. Naquela manhã, uma das músicas que compomos juntos fora escolhida para tocar no musical e isso nos encheu de orgulho.

— Eu irei visitar o set de filmagens na próxima semana e pensei se poderia ir comigo... — falou com uma voz abafada e me apertando em seu peito.

Quando nos separamos, olhei em seu rosto para encontrar quaisquer vestígios de que ele não estivesse me chamando com segundas intenções e ele logo percebeu.

— É só uma visita no set, ver como tudo ocorre, ser os caras por de trás das câmeras — explicou, imitando o enquadramento de câmeras com as mãos.

— Ok, eu aceito — disse, rindo de seu gesto.

Ele assentiu sem jeito e sai pela porta, indo em direção ao estacionamento. Quando entrei no carro, procurei pelo telefone celular na bolsa e então alguém bateu na janela, me fazendo pular no banco e virar abruptamente. Era Lola e ela logo bateu com uma caixa rosa no vidro, apontando com o dedo para que eu lesse o que havia ali e quando o fiz, abri a porta rapidamente.

— Guarda a droga dessa caixa, Lola! — Quase gritei, puxando a caixa de sua mão e jogando-a no banco de trás.

— Você não respondeu as minhas mensagens, tive que vir pessoalmente — resmungou ela. — Vai, passa para o outro banco, eu vou dirigir enquanto você lê como fazer esse negócio.

Tentei protestar, mas ela segurou na porta decidida, me jogando um olhar mortífero. Revirei os olhos, sabia que não adiantaria dizer nada e sai, dando a volta para sentar no outro banco. Quando ela deu a marcha, me estiquei até a caixa e a peguei em mãos. Era um teste de gravidez. Por todo o caminho eu a encarei, li e reli os rótulos, o papel com o modo de uso, notas e precauções. Quando achei que já havia lido o suficiente, deixei a caixa sobre o meu colo e fiquei a olhar sobre a janela, pensando antecipadamente em como seriam as coisas se aquilo que eu temia se confirmasse.

Quando chegamos em meu apartamento, as coisas não foram nada fáceis. Eu estava nervosa o suficiente para não conseguir fazer aquilo de imediato e por um bom tempo fiquei a andar de um lado para o outro. O medo me assolava a cada segundo. Lola foi paciente e ficou do lado de fora da porta me esperando e tentando me confortar, mas nada me acalmava. Tentei me convencer de que aquilo precisava ser feito e então pus em prática o que vira no rótulo da caixa, ainda achando que estava a fazer errado. Após os minutos dados para checar o resultado, peguei o objeto em mãos e deixei sair um gritinho trêmulo de minha boca ao ver o que havia ali, no que Lola ouviu e logo entrou no banheiro para ver o que havia acontecido. Ela se aproximou para olhar e quando se deu conta do porque eu estava paralisada, levou uma mão ao meu ombro, onde o alisou levemente.

— Natalie... — murmurou ela.

Não deixei que terminasse e soltei o teste em cima da pia, indo até a sala, levando minhas mãos à cabeça, começando a me sentir perdida. Lola correu para me acompanhar e ficou a me ver andar de um lado para o outro.

— Natalie, vai ficar tudo bem — começou ela a dizer de forma doce, mas não estava ajudando. — Não jogue a responsabilidade só em você...

— O quê, Lola? — Eu estava, sem razão alguma, irritada. — Eu o provoquei, ok? Eu simplesmente disse, “é, vamos fazer sexo sem preservativo porque eu quero e deixa que eu tomo conta disso”, mas aparentemente eu não tomei — estava quase gritando. — As drogas daquelas pílulas...

— O teste pode estar errado também, você mesmo não disse que sua menstruação estava descontrolada por conta dos analgésicos?

— Não está descontrolado... — murmurei, sentindo meus olhos arderem em um choro que logo viria.

— Então você está...

— Sim, eu estou a alguns meses atrasada... — lamentei, levando minhas mãos ao meu rosto e urrando abafada entre elas. Eu me odiava naquele momento. Precisava pensar seriamente agora. — Eu achei que fosse os remédios, mas eu estava tomando direitinho, desde aquele dia no clube em que passei mal pela última vez. E esses enjoos não são normais... — minhas lágrimas começaram a cair e minha voz embargada soava alta. — Eu não sinto os embrulhos, eu simplesmente fico enjoada e é toda vez que eu sinto cheiro de alguma comida em especifico. Eu não acredito que fui tão burra...

— Nat, calma...

— Não, eu não posso ficar calma, ok? Eu errei, Lola. Errei comigo e com Cole — falei e parecia começar a entrar em desespero.

— Para de se culpar tanto, ele enfiou a droga do pau dele em você porque quis também, — ela gritava — não é como se você tivesse obrigado ele a fazer isso. Vamos resolver isso juntos.

— E como espera que eu faça isso? Eu não estou preparada, eu não sei o que dizer, não sei como olhar em seu rosto e falar...

— “Eu estou grávida”? — Completou Lola e senti vontade de soca-la.

Antes que eu pudesse pensar ou dizer algo, alguém batera na porta do quarto e ambas saltamos os ombros assustadas.

“Cole”, pensei.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...