História The Man Next Door: Cole Sprouse - Livro 3 - Capítulo 12


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Categorias Cole Sprouse, Dylan Sprouse
Personagens Cole Sprouse, Dylan Sprouse, Personagens Originais
Tags Adulto, Amigos, Amor, Casal, Cole, Drama, Dylan, Fanfic, Mistério, Musica, Novela, Paixão, Revelaçoes, Romance, Sexo, Sprouse
Visualizações 42
Palavras 1.949
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Literatura Feminina, Romance e Novela, Saga, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 12 - Pain


— É o Cole — sussurrei.

— Ele disse que viria?

— Não... — pensei em meu celular, do qual não havia mexido desde que saíra do estacionamento do estúdio — quer dizer, eu não sei.

Ela franziu o nariz e correu até a porta, olhando através do olho mágico. Suas expressões pareciam confusas e quando virou para mim, levou a mão até a maçaneta, no que dei pequenos passos para trás, no receio de ver aquela porta abrir.

— É a Leslie — disse ela por fim.

— Leslie? — Corri até a bolsa que havia deixado em cima do sofá e tentei encontrar meu celular ali. Funguei o quanto pude e limpei as lágrimas em meu rosto. — Abre — pedi.

Lola respirou fundo e pôs um grande sorriso no rosto e eu tentei fazer o mesmo para disfarçar que há alguns segundos atrás estávamos discutindo e eu segurara a vontade de bater nela. No celular, haviam muitas mensagens de Cole e antes que pudesse lê-las, Lola abriu a porta e Leslie apareceu com um largo sorriso de boca fechada. Usava um vestido preto muito elegante e apertado ao corpo, e seus cabelos estavam presos em um longo rabo de cavalo ao topo da cabeça. Ela sempre se produzia demais para os eventos, mesmo quando era algo bobo e certa vez teria sido confundida com a namorada de Cole. Provavelmente deve ter amado os seus segundos de fama, mas não pela fama e sim por ter sido algo de Cole na forma como sempre quis, mesmo que não fosse de verdade. Ela entrou segurando em sua pequena bolsa a tira colo, dando um silencioso “olá” para Lola e vindo em minha direção.

— Aconteceu alguma coisa? — Perguntei, ridiculamente preocupada.

— Aconteceu você não estar arrumada ainda, — ela levou as mãos a cintura ao falar e ficou a me olhar perplexa — Cole me disse que te avisou que eu viria te buscar.

— Me buscar...? — Levei rapidamente minha visão para o celular e nas mensagens de Cole ele me pedia para ir a um evento naquela noite com ele e que Leslie viria me buscar. Aparentemente ele já estava lá e queria que eu fosse o encontrar. Haviam outras em que ele dizia o quanto estava entediado e que vira um ator que eu gostava muito ali, que havia bebido uma vodca de maçã e detestado, que viu uma mulher muito malvestida e achou que fosse eu — adicionando uma selfie sua com a mulher ao fundo, sem que ela percebesse. Babaca. Numa última, ele me dizia o quanto preferia estar comigo comendo alguma coisa gordurosa no bar de Jay e que isso era tudo o que faria feliz naquele momento. Suspirei e deixei um sorriso nervoso sair de meus lábios. — Agora que estou vendo, não tive tempo para olhar as mensagens.

— Então... vamos? — Perguntou ela.

Ponderei em responder e ela levantou uma sobrancelha. Pensei em milhões de desculpas e tinha que usar uma delas, afinal eu tinha algo para resolver naquele momento. Não conseguiria vestir algo bonito e ficar ao lado de Cole como se nada estivesse acontecendo comigo. Ele perceberia que eu não estava normal. Ele sempre percebe.

— Leslie, eu não posso ir — falei.

— Ele me disse que você tinha prometido a ele.

E realmente prometi. Cole estava indo a muitos eventos ultimamente e nosso namoro para a mídia já não era mais segredo a algum tempo, mas eu não o acompanhei por conta do trabalho que estava tendo no estúdio. Nossos horários nunca eram compatíveis e em uma das noites em que passamos juntos no bar de Jay, lhe prometi que iria para o primeiro evento que surgisse quando terminasse a temporada de composições.

— Eu sei, mas não posso... — pensa Natalie, pensa. — Eu nem tenho uma roupa específica — era minha melhor desculpa? — Não tenho como alugar algo a essa hora...

— Na verdade você nunca tem — debochou ela, deixando um risinho sair de sua boca e logo mordeu os lábios ao desviar seu olhar do meu, se sentindo desconcertada.

— As brincadeiras sobre como eu me visto mal eu posso aceitar de Cole, mas não de você, ok? — Repreendi.

— Tanto faz — desconversou ela — Afinal, o que tem para fazer de tão importante essa noite?

Olhei para Lola sobre os ombros de Leslie e ela mexia a cabeça de cima para baixo. Gesticulou algumas coisas com as mãos e eu tentei entender ao franzir a testa, o que fez Leslie olhar para trás e Lola parar abruptamente o que estava fazendo, para abrir um sorriso falso no rosto.

— Ok, eu entendi. Então pode dizer a ele que você não vai porque não quer, pois provavelmente ele vai me encher o saco e dizer que eu não quis te esperar ou nem sequer apareci aqui — disse ela, voltando sua atenção para mim e cruzando os braços.

— Do que é o evento mesmo? — Perguntei, enquanto escrevia uma mensagem para Cole, tentando iniciar uma conversa casual. Até ali, meu coração disparava em nervosismo e estava quase impossível disfarçar.

— Da Vogue, ele fez algumas fotos para a capa do mês — disse ela distraída ao olhar os esmaltes em suas unhas.

— De novo?

— Ele é um talento, você sabe — respondeu em um tom malicioso e por alguns segundos, me perguntei se Leslie já havia ido para a cama com Cole. Balancei a cabeça tentando me livrar da visão que estava a imaginar dos dois e ela sorriu de forma irritante. — Posso usar o seu banheiro?

— Claro — respondi com desdém, terminando de enviar a mensagem para Cole.

Quando Leslie se afastou, Lola correu até mim e me segurou pelo braço, me puxando para perto da porta do quarto.

— Você devia ir, poderia aproveitar a oportunidade para conversar com ele — sussurrou.

— Lola, é uma festa, eu não posso simplesmente chegar lá dando essa notícia para ele, tem fotógrafos, câmera, tudo ao redor — falei, arregalando os olhos.

— Quero dizer, depois disso.

— Que ótima forma de terminar uma noite...

— Foda-se como a noite será terminada, você precisa falar logo sobre isso com ele.

— Eu preciso é ir ver um médico... enquanto isso não acontecer, não há como fazer muito, afinal esse exame pode estar errado — olhei para a porta que dava para o banheiro, me certificando de que Leslie não estivesse vindo.

Lola tentou dizer algo mais, mas apenas bufou ao pensar sobre. Passos se aproximaram e viramos rapidamente.

— Bom, estou voltando para a festa, se tiver que mudar de ideia, é agora — disse Leslie aparecendo de volta a sala e indo em direção a porta de entrada com pressa.

Lola me beliscou fortemente no braço e apertei os lábios ao sentir a fina dor em minha pele. Lancei-a um olhar mortífero e ela se afastou, no que logo forcei um sorriso para olhar pra Leslie.

— Não, eu não irei, já avisei a ele de qualquer forma — respondi.

Ela assentiu com desdém e abriu a porta, logo saindo. Olhei para Lola ao enrijecer o maxilar e então o meu celular vibrou. Ela soltou um gritinho e saiu correndo para o banheiro. Eu a ignorei para a olhar a mensagem que Cole havia mandado, perguntando se havia acontecido algo e porque eu não queria estar com a sua ilustre —palavras dele — presença naquela noite. Quando escrevi a frase “precisamos conversar”, ponderando o dedo sobre a tecla de “enviar”, Lola voltou assustada para a sala, empunhando a caixa do exame em mãos.

— Ela levou o exame — disse.

— O quê? — Perguntei sem entender e então lembrei que havia deixado em cima da pia do banheiro.

Minhas expressões tornaram-se em desespero em questões de segundos. Não imaginava porque alguém poderia roubar um exame de gravidez de alguém, mas Leslie tinha um bom motivo para isso: Cole. Ela aceitava o nosso relacionamento por obrigação e porque enfim tinha que ser profissional, mas isso seria um bom motivo para gerar uma briga entre nós, então eu sabia de suas intenções. Já mandara o quadro para mim como se Cole estivesse dando um fim ao que tínhamos, imagino o que faria com esse exame quando o mostrasse.

— Lola... — eu estava estática — eu preciso ver Cole... ele precisa saber isso de mim, eu preciso ir... — corri até minha bolsa pondo o celular dentro e passei por Lola, indo em direção a porta de entrada.

— Calma, eu vou com você — disse ela, me segurando pela mão, mas a puxei firme ignorando sua ação.

— Não, preciso fazer isso sozinha — falei decidida.

Lola ainda tentou protestar ao dizer que eu precisava de apoio naquele momento, mas eu continuei a ignorar e desci em poucos minutos para o estacionamento. Quando dei a marcha no carro, respirei trêmula ao pensar no que poderia acontecer se Leslie contasse a verdade para Cole. Até ali eu tenho continuado a pisar em ovos, tentando não esconder nada dele, tentando ser a namorada exemplar que ele merecia ter. Não porque ele me pedia, mas porque me via na obrigação de ser bem vista ao seu lado, temendo manchar o seu nome. Eu havia conhecido o seu lado humano, mas ainda não conseguia dividir do seu lado “famoso”. Cole estava em um momento muito bom, o seriado que participava estava fazendo sucesso e o seu trabalho como fotografo crescia mais e mais. Uma gravidez agora poderia atrapalhar tudo e eu não queria que ele pensasse que isso foi proposital, não queria ser responsável por ele ter que se sentir responsável também com isso. Obviamente nós fizemos isso juntos, mas eu sentia todo o peso sobre meus ombros por ter o provocado. Eu pensava em mim também, que mal começara a ter a carreira musical alavancada e já seria mãe. Mãe de um filho que não planejei. Minha cabeça doía. Meu celular vibrou na bolsa e ao desviar o rosto da direção do carro para pegá-lo, em frações de segundos, senti o lado do meu corpo bater com força sobre a porta e minha cabeça ir em direção ao painel.

Tudo escureceu.

— CALMA, PESSOAL, CALMA! SE AFASTEM, POR GENTILEZA! ELA PRECISA RESPIRAR, CALMA... — gritou uma voz, quando senti minha consciência fraca voltar.

Abri as pálpebras lentamente e luzes vermelhas e azuis circulavam ao meu redor, atravessando minha visão e isso os fazia arder. Um homem surgiu a minha frente com uma máscara cirúrgica em seu rosto, ele me observava e de repente enfiou uma luz branca em cada um dos meus olhos, os puxando com força com os dedos para abri-los. Minha cabeça pendeu levemente para um lado quando me soltou e percebi que estava no chão.

Tudo escureceu novamente.

Estava em movimento, provavelmente em cima de uma maca e o mundo parecia girar ao meu redor. Minha respiração falhava profundamente ao ponto de doer os meus ossos. Senti um liquido grosso cair sobre minha testa e ao passar a mão ali, pude ver sangue em meus dedos. Eu não sentira parte do meu corpo e os olhos que me cercavam não eram conhecidos. Queria gritar e quando luzes brancas invadiram minha visão, eu realmente o fiz, perguntando onde eu estava. Ouvi uma voz gritar o meu nome e aquela voz eu conhecia muito bem. As pessoas ali então se afastaram sobre os protestos de duas mãos e então ele apareceu. Seus lindos olhos verdes estavam vermelhos e lágrimas caíam sobre suas bochechas. Suas mãos tocaram o meu rosto e podia sentir os dedos deslizarem junto ao meu sangue. Ele disse o meu nome por algumas vezes, balbuciou coisas, até que ficou mudo lentamente e meus olhos teimaram em se fechar. Seu rosto foi tomado em desespero e pensei sobre como nunca havia o visto daquela forma. Sabia que estava perdendo os sentidos e tentei lutar, mas ele estava ali finalmente me dando uma última lembrança e eu poderia então deixar o meu corpo dormir.

Mesmo sentindo que não iria mais acordar.



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