História The Man Next Door: Cole Sprouse - Livro 3 - Capítulo 13


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Categorias Cole Sprouse, Dylan Sprouse
Personagens Cole Sprouse, Dylan Sprouse, Personagens Originais
Tags Adulto, Amigos, Amor, Casal, Cole, Drama, Dylan, Fanfic, Mistério, Musica, Novela, Paixão, Revelaçoes, Romance, Sprouse
Visualizações 53
Palavras 1.999
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Literatura Feminina, Romance e Novela, Saga, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 13 - I Am Alive


As gotas do equipo caíam lentamente e devo ter contado algumas delas, me perdendo ao meio e recomeçando. Minha mão era pequena comparada a dele e eu a segurava, mesmo sabendo que ele não poderia fazer o mesmo, mas esperava que o fizesse a qualquer momento. Seu rosto parecia estar em paz e eu queria acreditar que estava apenas dormindo, mas a notícia de que talvez ele não acordasse mais me assombrava.

— Sabe, ontem eu tentei compor algumas músicas... — sussurrei ao observá-lo — você poderia ouvir quando acordasse. Talvez mamãe me deixe trazer o violão qualquer dia desses...

Não haveria respostas e aquilo me matava a cada segundo. Tudo o que eu conseguia ouvir era um choro vindo do corredor de fora, que parecia ser de uma criança. Pensei em como eu preferia mil vezes de que aquele choro fosse dele, do que estar aqui esperando tanto em seu silêncio. Levei sua mão ao meu peito e senti lágrimas irromperem em meu rosto.

— Nós poderíamos ir a algum concerto no fim de semana, se você quisesse — fungava a cada meia palavra. — Eu estou indo bem no trabalho, acho até que mereço um aumento — ri, mas não por achar realmente engraçado, mas por sentir o desespero me assolar e tentar fingir que estava bem.

Os médicos diziam que era bom falar algo, mesmo que ele não respondesse. Que lá no seu subconsciente talvez ele estivesse ouvindo e que provavelmente ao acordar, teria lembranças disso.

— Queria tanto que acordasse, pai... sinto tanto sua falta — solucei — é tudo tão triste aqui sem você.

Apertei sua mão com força eu meu peito e por frações de segundos, senti que ele havia movido os dedos. Antes que eu pudesse reagir a isso, minha visão foi tomada por uma luz branca, sons indistintos passaram pelos meus ouvidos e então meus olhos abriram, revelando um teto branco e liso. O local estava iluminado pela pouca luz do sol que formava desenhos finos nas paredes ao atravessar as venezianas das janelas. Talvez fosse fim de tarde e logo a noite cairia. Havia um monitor cardíaco de um lado e próximo a ele um equipo, mas diferente do que eu estava a contar as gotas minutos antes. Parei então para pensar que eu estava em um hospital e quem estava deitado na cama agora era eu. Apertei os olhos por um tempo para lembrar do meu corpo batendo contra a porta do carro, das luzes brancas, do mundo girando ao meu redor.

Minha mão estava sendo tocada como antes. Era um sonho, talvez. Eu não saberia distinguir naquele momento, mas eu sentia o toque gelado entre meus dedos. Acho que ambos estávamos com frio sobre o ar condicionado da sala. Baixei os olhos para ver de quem se tratava. Cabelos dourados e levemente misturado com tons escuros estavam sobre o meu braço, ele parecia deitado. Me perguntei se estava ali a muito tempo naquela posição, pois não parecia confortável. O corpo comprido do homem ali encheu meus olhos de felicidade e ao mesmo tempo de remorso. Movi meus dedos entre os deles e acho que estava dormindo, pois levou um tempo até que percebesse minha ação. Quando levantou a cabeça para me olhar, havia um ar esperançoso em seu rosto, mas suas feições estavam acabadas. Seus olhos tinham pequenas bolsas inchadas e seu nariz estava levemente avermelhado na ponta. Os cabelos eram sempre assanhados, mas naquele momento parecia complementar o mal estado daquele rosto. Acho que não esperava me ver acordada e por alguns segundos ficou boquiaberto, antes de ficar de pé e se inclinar sobre o meu corpo, de modo que pudesse levar suas mãos até o meu rosto.

Seu toque era suave e aninhei minha bochecha em uma delas, me deixando aproveitar daquele doce momento. Não houve vozes por um bom tempo. Nossos olhos já conversavam, mas eu podia ver a preocupação dentro dele, o medo. Seus dedos percorriam toda a extensão de minhas bochechas e seus olhos, meus lindos olhos verdes, acompanhavam cada movimento meu. Levei a mão que antes ele segurara até seu rosto e senti sua pele áspera. Ele então fechou os olhos lentamente e respirou fundo, tão fundo que parecia ter necessitado de meu toque para fazer aquilo. Quando os abriu, um vago sorriso fechado se esticou em seus lábios e então se inclinou mais um pouco para depositar um beijo desesperado em minha testa. Puxou a cadeira para perto, sentando e então ficou ali, me olhando, como se eu fosse quebrar a qualquer momento, enquanto segurava minhas mãos.

— Tudo bem? — Eu tinha a visão de que não estava nada bem com ele, mas foi o máximo que consegui pensar em perguntar naquele momento, para quebrar o silêncio que se alastrava entre nós.

— Bem agora. Por mil vezes, bem melhor agora — respondeu tristonho.

— Acho que sonhei com o meu pai... — murmurei.

Seus olhos saltaram levemente ao ouvir e pareceu querer saber mais sobre, pelo modo como me olhava tão atento.

— Era estranho, ele estava numa cama de hospital e eu estava onde você está agora. Era como se ele fosse eu e então eu acordei aqui... — ele balançou os olhos de um lado para o outro de forma engraçada, fingindo estar confuso. — Acho que de certa forma era uma lembrança...

Ele se obrigou a esboçar um sorriso e foi vago o suficiente para eu esquecer que havia o feito segundos depois.

— A quanto tempo está aqui? — Perguntei.

— Dois dias... — pareceu se arrepender em dizer.

— Estou dormindo a dois dias?

Ele assentiu levemente com a cabeça e franziu o cenho ao pensar no que iria falar.

— Eu não diria dormindo... mas acho que essa é a melhor forma que poderia dizer para alguém, sem que a machucasse — seus olhos desviaram dos meus e ele ficou a fitar nossas mãos juntas.

Eu estava em coma.

Cole era sempre irônico com suas palavras e por sorte eu as entendia. Pelo menos a maioria delas. Apertei os lábios em tristeza. Eu estivera em coma por dois dias e de repente estava ali de olhos abertos. Várias coisas percorreram em minha cabeça naquele momento. Estava tendo a consciência de que havia tido uma segunda chance na vida, talvez. Um misto de medo e felicidade se misturaram dentro de mim e eu quis sorrir, mas não conseguia. Não quando as expressões de Cole pareciam ficar mais tristes a cada segundo ali.

— Não está feliz por que acordei? — Perguntei e ele imediatamente olhou para mim, balançando a cabeça e franzindo as expressões em seu rosto, como se sentisse dor.

— É claro que estou feliz, Natalie... — suas expressões não me diziam o mesmo. — É só que...

Ele parecia não conseguir dizer o que realmente queria. Soltou minhas mãos e levou as suas até o rosto, esfregando-as ali, até passar pelos seus cabelos e as descer para apoiar em seus joelhos, começando a fitar o chão com os olhos. Então pensei no que me fizera sair de casa naquela noite, que até ali não havia aparecido em meus pensamentos. Enfiei a mão na blusa fina que usava para tocar minha barriga e ao alisa-la, pude sentir um pequeno volume em sua base, em formato de uma linha. Cole percebera o que fiz e olhou para a minha mão ali.

— Por que não me disse que estava grávida? — Disse, soando uma voz mais firme e voltando a fitar o chão.

— Eu... — senti meus olhos molharem e os fechei frenéticos pelo ardor que causara — eu... eu não sabia.

Ele me olhou confuso.

— Naquela noite... eu tinha acabado de descobrir — expliquei.

— O que aconteceu naquela noite, Natalie? — Perguntou.

— Leslie não lhe disse?

Ele se ajeitou na cadeira, deixando suas costas rígidas e coçou rapidamente a ponta do nariz ao pensar sobre.

— O que ela tem com isso?

Ela não disse a ele. Talvez não tivesse tido tempo.

— Ela ainda não havia voltado para o evento quando recebi uma ligação da Lola me dizendo que você tinha sofrido um acidente e que ela iria se encontrar comigo no hospital — disse ele e a lembrança da situação pareceu machucá-lo. — O que aconteceu?  O que você estava fazendo?

— Eu estava indo te ver.

— Por que? — Eu o deixava mais confuso a cada palavra. — Você disse que não iria ao evento...

— Leslie viu o exame de gravidez naquela noite e o pegou. Ela iria mostrar para você, então eu tinha que impedir — disse e sentia meu peito doer levemente. — Você tinha que saber de mim, não por ela e não da forma como imaginei que ela faria.

Cole fechou os olhos ao balançar a cabeça. Eram informações demais para ele. Ele soltou suas costas sobre a cadeira e olhou distraidamente sobre a sala. Provavelmente estivesse perdido como eu havia ficado quando descobri o resultado do exame.

— Por que não me pediu para ir até você no momento em que descobriu? — Perguntou de repente.

— Eu não estava preparada, não é algo fácil de se dizer... não quando deixei isso acontecer... — murmurei, pensando nas milhões de preocupações que passaram em minha cabeça.

— Só isso? — Detestava perceber o quanto Cole me conhecia e sabia quando eu não falava tudo o que realmente pensava.

— Não queria acabar com seu trabalho...

Ele levantou de uma vez da cadeira, batendo as mãos sobre os joelhos e foi até a janela, me dando as costas. Ficou ali por um bom tempo, o suficiente para eu conseguir chorar silenciosamente.

— Não se culpe... — disse por fim e virou lentamente. Seus olhos estavam vermelhos, talvez tivesse chorado em silêncio também.

— Como não poderia?

— Natalie, eu transei com você porque eu quis, põe isso na sua cabeça — sua voz levemente se alterou — eu sabia dos riscos, mas eu continuei mesmo assim, porque Deus sabe ou qualquer outra droga divina, o quanto você estava linda na minha frente naquela noite. Lola me falou que você sentiu culpada e não faz o mínimo sentido, porque nós fizemos isso juntos.

Apertei os lábios com força. Queria dizer várias coisas, mas não conseguia associar nada em minha cabeça.

— E você ainda continua a me tratar como a porra da santa Trindade e esquece que eu sou apenas um humano — suas mãos gesticulavam com violência, mas em nenhum momento ele me olhava nos olhos. Parecia não ter forças para tanto. — Tem ideia de como me sinto agora, sabendo que iria ser pai e de repente não serei mais? E não, isso não é um alívio, por mais que eu não esteja preparado, pelo contrário, é o sentimento de impotência mais forte que senti em toda minha vida — eu não o interrompi, queria deixa-lo falar até que se sentisse satisfeito. — Eu não estava lá por você e você me impediu de fazer isso, colocando o meu trabalho acima do que era importante para nós.

“Era importante para nós”, repeti em meus pensamentos.

Passei mais uma vez minha mão sobre a barriga para sentir o fino volume e então entendi que aquilo se tratava de uma sutura.

— Foi espontâneo... — murmurou ele e deixei minhas mãos caírem sobre a cama. — Por favor, para com isso... para de achar que tudo o que você fizer pode ser negativo para mim de alguma forma. Isso é frustrante, entende? Estar com alguém que se preocupa mais com o que vão pensar de mim do que com o que eu penso — ele começara a andar lentamente de um lado para o outro.

— Desculpa...

Suas mãos foram até a cabeça. Cole estava transtornado de várias formas naquele momento e eu não podia culpa-lo, ele tinha esse direito. Sua cabeça balançou de um lado para o outo ao pensar.

— Não podemos continuar assim se você não começar a pensar que talvez eu queira saber das coisas, antes de achar que pode me prejudicar — disse parando de lado e relaxando suas mãos no ar.

Seus olhos então procuraram pelos meus. Ele estava distante, mas ainda podia sentir a tristeza que emanava em seu rosto. Ele me observou cauteloso ao pensar no que iria dizer e antes que o fizesse, eu tentei adivinhar.

— Está terminando comigo?



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