História The Man Next Door: Cole Sprouse - Livro 3 - Capítulo 14


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Categorias Cole Sprouse, Dylan Sprouse
Personagens Cole Sprouse, Dylan Sprouse, Personagens Originais
Tags Adulto, Amigos, Amor, Casal, Cole, Drama, Dylan, Fanfic, Mistério, Musica, Novela, Paixão, Revelaçoes, Romance, Sprouse
Visualizações 74
Palavras 2.131
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Romance e Novela, Saga, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 14 - A Lovely Man


— Acha que sou masoquista o suficiente para isso? Depois dos dois dias que fiquei a te esperar? — Ele respirou fundo e veio até mim, sentando na cadeira novamente, mas não me tocou e me senti mal com isso. — Eu só preciso que você me olhe mais nos olhos, Natalie, assim como olha para os seus amigos e vê eles como os seus amigos. Se preferir, me olhe apenas como o seu namorado, mas não me olhe como um cara famoso ou o que quer que pense de mim sobre a vida profissional que levo. Eu não preciso da sua preocupação quanto a isso, eu não pedi por ela desde que começamos a ficar juntos e não é agora que vou mudar de ideia.

Sua mão veio tímida até a minha e senti-me finalmente confortável com aquilo.

— Eu prezo muito pela minha privacidade, você sabe... — sua voz estava voltando ao normal— mas se algo afeta você, que de alguma forma pode me afetar, não pense no quanto isso irá me prejudicar, pense em como nós — apertou minha mão carinhosamente — poderemos resolver isso juntos.

Assenti levemente com a cabeça e sei que ele sabia que aquilo não era lhe dar certeza de que eu faria, mas que ao menos eu tentaria. Ele ficou a acariciar minha mão e naquele curto tempo eu pensei em como sempre temi a fama de Cole, me deixando diminuir diante dele, porque tinha medo de arruinar qualquer coisa que ele havia conquistado até ali com tanto esforço. Tentei pensar nos momentos em que eu o via como uma pessoa comum que ele era para os seus amigos e para mim. Lembrei de quando os nossos celulares haviam descarregados juntos em um fim de semana e tivemos que voltar de metrô para casa e que durante todo o caminho, conversamos sobre as versões fajutas de jogos de videogame. Lembrei de nossos beijos escondidos nos vestuários das lojas de roupas que fomos juntos. Lembrei de me passar o telefone de surpresa, quando estava falando com sua mãe e da felicidade em seu rosto ao me ver conversar com ela por um bom tempo. Do jantar em que derrubamos uma grande garrafa de vinho no chão e tivemos que pagar uma fortuna, dividindo de nosso dinheiro. Lembrei que em todos esses momentos nós havíamos sido tratados como pessoas quaisquer. Que mesmo quando reconheciam ele na rua, pareciam apenas colegas com quem ele não falava a muito tempo.

Cole tinha razão e eu não poderia continuar agindo daquela forma, como uma guarda-costas que ele nunca pediu. Isso custou um filho que poderíamos ter

— Cole... — murmurei.

— Hm? — Ele estava distraído, entrelaçando nossos dedos.

— O que faríamos se eu ainda estivesse grávida?

— Iriamos esperar os nove meses e daríamos o nome de algum deus da mitologia nórdica para ele — disse de forma doce. — E cuidaríamos dele, claro... bom, pelo menos tentaríamos.

Dessa vez me deixei sorrir e ele riu brevemente.

Mal havíamos percebido que a noite caíra e logo uma enfermeira veio até a sala para fazer a troca do meu soro. Ela gentilmente falou o que haviam feito comigo durante o tempo em que estive em coma: eu sofri uma fratura na cabeça, o que acabou gerando o coma, mas não era nada de vida ou morte. A preocupação era quando eu iria acordar e ela estava feliz por não ter demorado muito. Aparentemente, mesmo que eu não tivesse sofrido o acidente, eu teria perdido o bebê, pois estava tomando os analgésicos para a minha ansiedade e isso estava afetando a gravidez. No momento em que ouvi ela falar sobre isso, senti um peso cair sobre meus ombros e logo Cole apertou suas mãos sobre as minhas, me fazendo lembrar de que ele estava ali e que eu não precisava suportar tudo sozinha.

— Acredito que agora não irá me acompanhar nos cafés, já que ela acordou — disse ela para Cole e ele riu timidamente. — Ele estava usando da minha amizade para saber mais sobre o seu estado — sussurrou, pondo as mãos na boca, como quem contara um segredo.

Ri pelo seu gesto e olhei de relance para Cole que baixara sua visão levemente envergonhado.

— Bom, mais tarde eu volto para trocar o soro novamente. Você vai precisar ficar por mais uns dias, agora que acordou é importante que possamos dar início aos exames cerebrais, saber se você ficou com algum trauma. Você parece estar bem, mas as vezes as doenças se escondem dentro de nós — explicou ela. — Você perdeu muito sangue também, então é bom que fique de total repouso, ok? — Ela virou para Cole, levantando as sobrancelhas e ambos rimos.

Agradeci confortada pela hospitalidade que estava tendo e quando ela saiu da sala, brinquei com Cole em chama-lo de galanteador e que ele provavelmente já estava me traindo com ela. Ele riu e ironicamente disse que isso estaria fora de cogitação, pois provavelmente tentaria me trazer de volta a vida com algum tipo de ritual satânico, me fazendo gargalhar e perceber aos poucos que estávamos bem naquele momento. Dizer que não me sentia mal com o que acontecera, era mentir para mim mesmo. Mas eu estava viva apesar de tudo e as coisas poderiam ter sido bem piores.

— Cole, no que eu bati? — Perguntei ao lembrar do baque que senti.

— Na verdade você foi batida — respondeu e ao perceber a confusão em meu rosto, continuou — seu carro foi atingido por outro... por um motorista embriagado.

— Ele está bem?

— Sua capacidade de se preocupar com coisas fúteis é maravilhosa — disse sarcástico.

— Ele também é humano.

— Ah, agora você pode distinguir isso? — Perguntou irônico e lentamente desviou seus olhos dos meus, parecendo se arrepender do que dissera. — Não vai saber por mim o estado daquele homem — falou decidido. — Pergunte a Lola, mas eu nunca a direi. Não me sinto bem em falar de alguém que poderia ter tirado você de mim de forma tão irresponsável.

Eu tinha uma ideia do quanto o meu acidente o afetou pela sua aparência, mas ouvir aquelas palavras me doeram o peito. Cole não era um cara de chorar e da primeira vez que o vira fazer isso, foi quando tivemos aquele mal-entendido com sua ex e ele achou que poderia me perder. Então o imaginei perto daquela cama pelo tempo em que fiquei em coma, deixando suas lágrimas caírem, porque talvez eu não voltaria mais para ele.

Quando ficou mais tarde, ele saiu para comer algo, trazendo também para mim na volta e ele insistiu em me dar a comida na boca, mesmo eu achando que não precisava e aquilo nos rendeu algumas risadas, quando ele melou meus lábios e bochechas propositalmente com a comida. Ligamos a TV para assistir um filme de terror qualquer que passava naquela noite e após se certificar de que não haveria ninguém lá fora que pudesse vir ao quarto, ele deitou ao meu lado na pequena cama, deixando seu braço abaixo de minha cabeça. Sentir seu cheiro tão perto me fez mais viva do que ter aberto os meus olhos mais cedo. A intenção não era abraça-lo, mas eu o fiz, enterrando meu rosto em seu pescoço, de forma tão intensa que me pus a chorar e Cole se sentiu perdido com o que estava acontecendo, mas me apertou em seus braços pois entendera que era aquilo o que eu queria. O arrependimento por ter me precipitado atoa consequentemente me levou até aquele estado e isso me doía, mas ao mesmo tempo me sentia feliz em estar em seus braços e ambos esses sentimentos lutavam dentro de mim.

Eu chorei por um bom tempo, enquanto ele acariciava meus cabelos. Me senti uma criança que havia perdido seu brinquedo favorito naquele momento e não lembro quando, mas acabei caindo no sono. Provavelmente era efeito do soro. Quando acordei, Cole não estava mais ali, mas havia alguém que poderia se igualar a ele, que ao ver eu me mexer na cama, se levantou para me encher de beijos delicados pelo rosto e levou minhas mãos ao seu peito, cheio de felicidade.

— Noah!

— Como você está, minha pequena? — Sua doce voz era literalmente música para os meus ouvidos, de forma que me sentia relaxada. — Você me assustou. A mim e ao senhor Smith. Vim correndo quando Cole me ligou...

— Onde ele está?

— Disse que iria em casa trocar de roupas e resolver alguns assuntos pendentes — respondeu. — Espero que esteja feliz com o substituto aqui, pois soube que ele não deixou esse hospital por um segundo.

— É claro que estou feliz — levei minha mão ao seu rosto, aninhando-o. — Senti tanto sua falta.

— Eu senti a sua e quero saber o que aconteceu, Nat. Tudo. — Suas feições se tornaram preocupadas e então me ajeitei na cama para sentar e começar a lhe contar.

Após lhe dizer que ele quase foi tio, Noah ficou boquiaberto por um bom tempo e pareceu querer chorar quando lhe disse que havia perdido o bebê. Ele tentou me consolar e por fim disse que eu devia ser grata por ter Cole naquele momento, que apesar de tudo, parecia querer que as coisas continuassem a dar certo entre nós. Obviamente ele me deu um sermão por vê-lo como alguém acima de mim, quando na verdade eu estava acima dele em todos os quesitos, segundo ele. Pusemos muitos assuntos em dia naquela manhã e então a porta do quarto abriu, me dando esperanças de ser Cole, mas só quem apareceu, acabando com toda a minha felicidade naquele momento, foi Leslie.

 

 

 

 

Ficamos em silêncio por um longo tempo. Noah havia ido esperar lá fora ao meu pedido, mesmo se recusando, pois não queria me deixar sozinha com Leslie. Ela sentou na cadeira ao meu lado e até ali não havia trocado uma palavra comigo. Ela mexia em algumas mexas no cabelo loiro e olhava para o ambiente distraída. Eu não daria a primeira palavra, mas não sabia até onde ela iria e não imaginava que ela realmente pretendia dizer algo.

— Cole te mandou até aqui? — Perguntei ao quebrar o silêncio e ela saltou levemente os ombros ao me ouvir, levando sua visão para mim.

— Ele bem que gostaria, mas não... — disse ela com sua voz irritante e cínica — vim por conta própria.

Arqueei as sobrancelhas em me perguntar porque ela viria por conta própria, quando não tem nada a dever para mim, visto que não fez o que achei que iria fazer.

— Ele me demitiu — soltou ela. — Você pode se sentir feliz com isso, se quiser.

— É, eu poderia, mas não sou desse tipo — falei, me sentindo ofendida por suas palavras.

— Tanto faz... — bufou. — Eu só queria dizer que eu não seria capaz de fazer isso, ok? Eu peguei o exame e joguei fora quando me dei conta do que iria causar e provavelmente as coisas cairiam para mim depois e veja só? Caíram de qualquer forma.

— Veio me culpar então por isso?

Ela se demorou em responder, talvez estivesse pensando no que dizer e então pigarreou de forma exagerada.

— Quando você foi embora na primeira vez eu realmente achei que teríamos chance.

— É, ele me disse que você tentou beijá-lo uma vez...

Ela revirou os olhos, logo me interrompendo.

— Porque eu o levei para uma boate, queria ajudar ele a tentar te esquecer e nós estávamos nos dando bem, nós rimos a noite toda e eu achei que isso era um bom sinal para tentar algo, então... — ela ficou estática olhando para algum ponto da sala e pensei em como estava imaginado o momento do qual descrevera. — Então ele disse que eu estava sendo muito equivocada, pois ele te amava. Você ainda não sabia disso, mas ele te amava — riu sem humor. — Lembro de cada uma dessas palavras, nitidamente.

Eu não sabia o que dizer. Ela estava se machucando ao lembrar disso naquele momento e eu não entendia ao certo porque, não via onde queria chegar.

— Conheço Cole a 5 anos e ele nunca me deu bola, então porque daria agora se descobrisse que a namorada dele escondia uma gravidez? No que isso me ajudaria? — Questionou e parecia conversar com si mesmo. Ela ficou de pé então e agora tentou me olhar nos olhos. — Eu vim pedir desculpas. Se não fosse pela minha ação, você ainda estaria bem e talvez eu ainda tivesse o meu trabalho — disse irônica. — Espero que possa me desculpa — não havia tanta certeza em seu tom se era realmente isso o que queria.

Assenti rapidamente com a cabeça, esperando me livrar daquela situação e agradeci mentalmente por aquilo ser o suficiente para ela e logo ela ir até a porta. Quando a abriu, Noah logo se enfiou na sala, vindo em minha direção e olhando-a sobre os ombros, franzindo o nariz para ela. Aos meus olhos, pareciam dois cachorros prestes a iniciar uma briga e deixei uma rápida risada fugir.



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