História The Man Next Door: Cole Sprouse - Livro 3 - Capítulo 8


Escrita por:

Postado
Categorias Cole Sprouse, Dylan Sprouse
Personagens Cole Sprouse, Dylan Sprouse, Personagens Originais
Tags Adulto, Amigos, Amor, Casal, Cole, Drama, Dylan, Fanfic, Mistério, Musica, Novela, Paixão, Revelaçoes, Romance, Sprouse
Visualizações 60
Palavras 1.872
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Romance e Novela, Saga, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá, pessoal!

Então, eu sumi, mas estou de volta!
Antes de começarem sua leitura, para a galera que lê essas notas, queria deixar algo importante aqui para vocês: deem muito amor as pessoas em sua família que sofram de alguma ansiedade, depressão, esquizofrenia, etc. Para essas pessoas é muito importante ter alguém ao seu lado.
Eu sumi por esses dias para estar com um amigo que recentemente foi diagnosticado com depressão e eu sei que não devo satisfação alguma para vocês, mas esse tema é algo que também falo nessa história e acho importante destacar.
Felizmente, meus problemas mentais tem melhorado desde que tive a ideia de escrever fanfics, porque ajuda a manter minha cabeça ocupada, quando eu poderia estar pensando em várias coisas ruins.
Então o feedback de vocês é algo que soma muito nisso, porque sinto que estou fazendo algo legal, mesmo que bobo, mas me faz bem.

Agradeço se leu até aqui e agora fiquem com o capítulo!

Capítulo 8 - I'm so Sorry


Seus cabelos já não eram mais tão escuros e só então reparei que ele havia encurtado um pouco. Talvez seja por isso que fiquei a olhá-lo voar na pista. Eu brincava com um dos fios caídos em sua testa com uma mão e seus olhos me assistiam confortáveis com os movimentos de meus dedos. Quando o pedido de batatas fritas e anéis de cebolas torradas chegaram em nossa mesa, eu virei para agradecer ao entendente e Cole continuou ali fazendo o seu trabalho de admirador. Ele não sorria, tampouco esboçava qualquer sentimento. Parecia me analisar, pensar, e eu não queria atrapalhá-lo. Nosso beijo na pista demorou mais do que devia e chegou num ponto em que uma pessoa nos interrompera gentilmente para que parássemos, nos deixando ligeiramente envergonhados. Então Cole teve a ideia de virmos comer algo, mas só eu fiz o pedido. Seu corpo estava relaxado sobre o banco longo e eu estava ao seu lado, perto o suficiente para sentir sua respiração em meu ombro, tanto que quando soltei seus cabelos para dar atenção ao meu lanche, pude senti-la profunda em minha pele, em sua frustração de eu parar o que estava fazendo.

— Não vai comer? — Perguntei, enchendo a mão com algumas batatinhas e enfiando na boca.

Ele apenas balançou a cabeça em negativa.

— Como foi o acampamento? — Quis saber.

— Bom — respondi e lembrei das inúmeras vezes em que quis ir embora de lá. — Foi meio estranho para mim, a princípio, mas depois acabei tendo que me enturmar.

— Lugar ruim?

— Não diria o lugar, mas a minha cabeça sim.

Ele esboçou um vago sorriso e se inclinou sobre a mesa, descansando suas mãos sobre ela.

— Andrew tentou me beijar — soltei e enchi a boca com mais um punhado de batatas.

Cole franziu o cenho e coçou a têmpora, desviando seu olhar do meu e virando para a frente ao cruzar os braços sobre a mesa. Aquilo pareceu incomodá-lo o suficiente para não conseguir me encarar.

— E você deixou? — Perguntou de repente.

— Teria mudado alguma coisa?

Ele bufou e se manteve em silêncio. Eu estava começando a querer cutuca-lo para pôr as cartas na mesa e ele entendeu. A verdade é que por mais que aquele beijo tenha sido o que tanto desejamos fazer, ainda havia perguntas a serem respondidas. Eu não queria cortar o clima e estragar aquela noite, mas precisava ter certeza de que os meus sentimentos não iriam mudar quando ambos fossemos para a casa após saber a verdade.

— Não, eu não deixei... — confessei. — Eu nunca faria isso com você.

— Eu também não — disse e parecia levemente irritado.

Analisei seu rosto de lado, suas expressões pareciam sentir dor, como se lutasse contra algo dentro de si. Ele respirou profundamente por um longo tempo e após isso, o silêncio nos tomou de forma que não nos dirigimos um ao outro até que eu terminasse a porção de batatas, enquanto ele mantinha sua atenção as pessoas que passavam em nossa volta.

— Eu só estava tentando ajudar a Lili, Nat — disse ele de repente, quebrando o vazio que começava a surgir entre nós e a pouca felicidade que havia dentro de mim se esvaio — ela estava passando por uma situação difícil mentalmente e eu só queria ajuda-la.

— Por que não dividiu isso comigo? — Murmurei.

— Porque tive medo do que eu poderia sentir por ela depois de muito tempo em que não nos víamos pessoalmente — retrucou, quase que sussurrando as últimas palavras e senti como se uma fina faca atravessasse o meu peito.

Uma dor começou a se aflorar em meu estômago. Lembrei que não havia tomado os meus analgésicos mais cedo e talvez aquela noite seria longa na frente de uma privada, vomitando tudo o que eu havia comido pelas últimas horas, me fazendo ponderar em comer os anéis de cebolas fritas que ainda estavam ali. O silêncio voltou e eu encarei o prato de porcelana a minha frente, onde antes estavam as batatas fritas, como se ele fosse fazer algo por mim naquele momento. Cole virou para mim, eu não havia o olhado, mas pude imaginar pelos seus movimentos e então senti sua respiração pesada do lado de meu rosto.

— Lembra quando me disse sobre sua ansiedade? — Balancei a cabeça em concordância e me sentindo levemente confusa por tal questionamento. — Quando pensei que seu quadro havia piorado por minha causa eu me senti muito mal... Lili pediu para que eu fosse vê-la e eu fui, porque se pudesse ajudá-la, nem que fosse um pouco, eu me sentiria feliz.

Cole pôs sua mão sobre a minha e eu quis tirá-la dali, mas ele a segurou firme.

— Eu só penso que se fiz tão mal para você, poderia repensar o meu conceito sobre como ajudar os outros quanto a isso e foi errado começar por Lili, mas isso me fez bem.

— Cole... — murmurei, mas não tinha ideia sobre o que iria falar e agradeci mentalmente por ele me interromper, ao mesmo tempo em que me arrependera.

— Parte de mim teve medo de encará-la de novo e quando nos encontramos naquele restaurante, eu me senti confuso, confesso..., mas quando eu vi você me dar as costas naquela cafeteria, Natalie... — eu detestava quando o ouvia me chamar pelo nome e não pelo meu apelido, ou simplesmente de “amor”. — Eu te daria certeza, com todas as letras, que aquilo me destruiu.

Balancei a cabeça, me obrigando a entender tudo aquilo, mas minha mente se retraía em aceitar aquelas explicações. Não fazia sentido e mesmo que fizesse, eu não queria. Havia outra pessoa e isso tornava tudo pior.

— A ideia era vê-la, ajudar no que eu pudesse e depois continuar a falar com ela por mensagens como já fazíamos — sua mão se tornou leve ao toque sobre a minha, parecia ter deixado sua força se esvair — então ela quis me ver de novo naquela manhã e dessa vez queria dizer que sentia minha falta.

Senti faltar ar em meu pulmão e involuntariamente virei meu rosto, me dando conta do quanto o dele estava perto. Seus olhos estavam marejados e haviam pequenos pontinhos vermelhos sobre suas bochechas. Ele me observava cauteloso, me fazendo pensar que estava preocupado sobre minha reação as suas últimas palavras.

— Você sente falta dela? — Minhas narinas ardiam e pressionei meus lábios, evitando que tremessem sobre minha vontade repentina de chorar.

— Se eu disser que não, estarei mentindo. — Retrucou e aquilo foi como um soco em meu estômago, que já não estava muito bem. — Nós vivemos muitas coisas, mas eu não lembro de nenhuma delas quanto estou com você.

— Ah, eu sou a porra de um stepe, então... — forcei uma risada e uma lágrima solitária caiu sobre minha bochecha, no que desviei de seu olhar para disfarçar.

— Não, Natalie — sua mão apertou a minha levemente e pude sentir súplica em sua voz — você não é a droga de um stepe, você é minha namorada.

— Até que olhe para ela e lembre dos bons momentos que tiveram juntos e que ainda podem ter — minhas palavras saíram rápidas e tive certeza ter atropelado alguma ao falar.

— Ou até ficarmos velhos como aquele casal na pista — disse e se afastou, voltando a se largar sobre o banco.

Deixei algumas lágrimas caírem, logo as limpando para que as pessoas que passavam não percebessem. Me incomodada como ele escolheu um local tão lotado para nossa reconciliação. A intenção era boa, mas uma hora teríamos que falar sobre o que nos levou até ali de verdade e haviam muitos olhos sobre nós. Já imaginava notícias sensacionalistas com fotos minhas as lágrimas. Me virei para encará-lo e paralisei ao ver que estava a limpar seu rosto também.

— Está chorando? — Meus olhos passaram sobre os seus lados, me certificando de que não havia ninguém nos filmando ou coisa do tipo. — Por que está chorando?

— Porque pela primeira vez eu não sei como contornar essa situação. — Sua voz soava embargada, ao mesmo tempo em que tentava ser firme em suas palavras. Ele cruzou os braços e fitou o chão a sua frente. — Eu sempre sei o que dizer, mas eu te machuquei e estou fazendo de novo em te confessar tudo isso, mas Natalie... — respirou fundo de forma descontrolada — me encontrar com Lili me deu certeza sobre o quanto nós éramos bons, mas estar com você, me faz ter certeza sobre o quanto somos melhores. E não é no sentido de comparação, mas no sentido de que nos pertencemos. — Seus olhos me encontraram, deixando uma lágrima cair. — Eu quero você. Só você. Eu quero nós.

— Como quer “nós” se ainda sente falta de outra? — Meus olhos arderam, me obrigando a fechá-los e mais lágrimas sucumbiam dali.

— Se não fosse a droga dessa mídia tratando tudo como se soubesse algo de verdade da minha vida, você não teria visto aquela foto e nós estaríamos bem.

— E você esconderia de mim que se encontrou com ela?

Ele voltou seu corpo abruptamente para perto do meu, levando suas mãos para o meu rosto, segurando-o.

— Eu ia te dizer, eu juro. — Seus grandes dedos passaram sobre minha bochecha, limpando o estrago que havia ali. Seus olhos estavam vermelhos e seu nariz adquirira a mesma tonalidade de forma mais discreta. — Eu não estava esperando aquele segundo encontro, assim como não esperava ver você ali. Eu só achei que as coisas haviam piorado para ela.

— Ela sabe sobre nós?

— Todos que conheço sabem, Natalie. — Seus olhos passaram sobre o ambiente ao meu redor. — E agora, neste momento, eu não ligo se essas pessoas também souberem.

Cole encostou nossas testas e me permiti chorar baixinho, enquanto ele escondia os lados de meu rosto sobre suas mãos.

— Por favor, me perdoa... — murmurou ele. — Não quero te perder. Eu não suportaria.

Analisei os fatos em minha cabeça: Cole talvez ainda tinha um coração quebrado que eu estava ajudando a concertar. Ele não mencionara sobre isso antes porque não julgou necessário, pois não achou que veria Lili tão cedo, mas aconteceu e isso mexeu com ele. Só que tudo isso pareceu acontecer para lhe dar certeza sobre os seus sentimentos por mim. Minha preocupação agora era sobre até quando isso poderia durar. Eu tive tudo ali na minha frente, mas as dúvidas pareciam se multiplicar mais e mais a cada vez que eu pensava sobre.

Meu estômago embrulhou forte em uma dor aguçada e deixei sair um gemido de minha boca, no que levei a mão até ela ao sentir refluxo de um vômito vindo a caminho. Levantei do banco em um pulo e Cole me olhou assustado. Tentei grunhir algo, mas nada saiu e tive medo que outra coisa o fizesse. Corri pelas mesas e ouvi Cole me chamar, mas não parei, indo direto para o banheiro feminino que havia ao lado do balcão de retirada dos patins. Havia duas mulheres na frente do espelho e ambas saltaram os ombros quando atravessei a porta abruptamente, fazendo ranger o barulho da mesma no chão. Entrei na segunda cabine, trancando a porta atrás de mim e mal havia aberto a tampa da privada e já começara a despejar ali toda a minha batata frita. Meu choro se juntou ao barulho de minha garganta. Gritinhos ecoaram do lado de fora da cabine, provavelmente das garotas.

— Desculpe, mas você não pode entrar aqui — disse uma delas.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...