História The Man Next Door: Cole Sprouse - Livro 3 - Capítulo 9


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Categorias Cole Sprouse, Dylan Sprouse
Personagens Cole Sprouse, Dylan Sprouse, Personagens Originais
Tags Adulto, Amigos, Amor, Casal, Cole, Drama, Dylan, Fanfic, Mistério, Musica, Novela, Paixão, Revelaçoes, Romance, Sexo, Sprouse
Visualizações 63
Palavras 2.333
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Literatura Feminina, Romance e Novela, Saga, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 9 - Forgiveness and Thanks


— Perdão, mas a minha namorada está passando mal, eu preciso saber como ela está — a voz rouca me surpreendeu.

Houve silêncio e o barulho do meu vômito ecoou.

— Ela está aqui — disse outra voz diferente da primeira garota.

— Denise! — Repreendeu a primeira garota.

— A menina está passando mal e ele é namorado dela, ora.

Peguei um punhado de papel higiênico que havia ali do lado e passei sobre minha boca, após deixar tudo sair. O mal cheiro daquilo tomou a cabine e por alguns segundos continuei a ter ânsia. Dei descarga e continuei a limpar os lábios, enquanto ainda chorava descontroladamente. Baixei a tampa da privada, sentando ali e passos pesados se aproximaram. Pude ver os seus longos sapatos aparecerem por baixo da porta e ele tentou abri-la.

— Nat, está tudo bem? — Perguntou Cole e sua voz parecia calma, beirando a carinhosa.

Eu queria responder, mas só conseguia chorar e no fundo não sabia ao certo. Cole foi sincero comigo em cada palavra e era isso o que eu queria, mas agora me via ali não suportando a verdade. E ainda havia aquela maldita dor que tentava segurar com a mão em minha barriga, mesmo sabendo que não resolveria em nada. Seus sapatos abaixo da porta viraram de lado e imaginei que fosse falar com as mulheres, mas não ouvi nada além de seus saltos altos fazendo barulho e se distanciando de repente. Provavelmente ele as pediu para saírem ou elas fizeram de bom grado ao perceber a situação.

— Natalie, eu preciso que você saia daí eu não posso ficar aqui dentro — disse e seus sapatos voltaram em direção a cabine.

— Me espere lá fora — falei com dificuldade.

— Não, eu vou sair com você.

— Eu não vou demorar.

— Ok, estarei aqui — insistiu.

Seus sapatos viraram novamente contra a porta e então ela fez um leve barulho ao ser pressionada, no que entendi que ele havia encostado suas costas nela. Ele estava determinado a ficar ali, mesmo que alguma mulher pudesse entrar a qualquer momento e vê-lo. Isso poderia gerar coisas ruins e eu não queria isso para ele, mas não sabia como encará-lo.

— Se um dia você perceber que não sente mais nada por mim e que na verdade ainda gosta dela — comecei — você seria sincero em me dizer no momento em que isso acontecesse?

— Sim, eu seria — respondeu ele em prontidão. — Seria impossível, dado os meus sentimentos, mas se acontecesse, eu não guardaria de você. Não depois do que isso me custou...

— Não force, não tente fazer isso dar certo para suprir a falta que ela te faz.

— Não é como se eu usasse você para esquecê-la. — Ele inspirou profundamente, deixando a respiração sair em alto e bom som. — Quando eu vi você naquele bar, eu sabia que tinha me apaixonado, só não havia me dado conta ainda.

Apertei os olhos com força. Lembrei daquele dia, lembrei do momento em que ele atravessara a porta da entrada do bar, de como mexeu nos cabelos, de como me cumprimentou e de como nos olhamos. Deixei sair um sorriso despreocupado de minha boca e funguei, passando as mãos em minhas bochechas e tirando qualquer resquício de choro que havia ali.

— O que quero dizer é que foi real desde aquele dia — completou ele. — Eu não tinha certeza se havia algo guardado dentro de mim até ver ela.

— Eu não me importo que se encontre com ela de novo, eu só quero que me avise quando isso acontecer.

— Não vai acontecer tão cedo...

— Ela precisa de você.

— E eu de você.

Lentamente, levei minhas mãos a fechadura da porta e a destranquei, fazendo soar um clique. A porta fez barulho ao soltar a pressão das costas de Cole e ele rapidamente abriu-a, me revelando para ele, sentada na tampa da privada com as mãos sobre os joelhos, totalmente destruída visualmente. Ele se aproximou, puxou rapidamente as pernas da calça para cima e se agachou a minha frente, pegando em minhas mãos. Seus olhos tristes me olhavam enquanto eu fungava e os fitava.

— Eu te amo, Natalie — disse e deixei os ombros caírem em rendição. — Não duvide disso. Nunca. O que quer que eu tenha sentido por outra pessoa, acredite, você está limpando de mim e me enchendo de você — sussurrou. — Me perdoa?

Assenti com a cabeça, evitando proferir qualquer palavra pois sabia que iria chorar mais e não havia motivos para isso naquele momento. Ele estava me confortando.

— Eu não quero te ver assim, eu não quero ser a causa disso... — seus olhos preocupados passaram sobre o meu corpo e voltaram ao meu rosto. — Se eu te machucar de novo, eu provavelmente não estarei ciente das minhas faculdades mentais, te dando permissão de me matar pessoalmente.

Seu humor estava voltando ao normal e eu sei que ele queria me fazer esquecer tudo, queria virar a página o mais rápido possível para que eu me sentisse bem. Esbocei um vago sorriso torto e ele riu rapidamente. Nossas mãos então se entrelaçaram e ele ficou de pé, me puxando para fazer o mesmo e me abraçando. Apertei meus braços em sua volta, pressionando meu rosto em seu peito e me dando o prazer de tê-lo perto de mim, da forma como desejei desde que o vira no muro com aquele urso. Seu corpo se moveu e ele fechou a porta da cabine atrás de nós, trancando-a e se encostando ali, nos dando tempo para aproveitarmos cada segundo daquele momento. Seus braços me apertaram forte e senti seus lábios em meus cabelos, onde depositou beijos repetitivos entre eles.

Após um bom tempo, saí da cabine, indo limpar meu rosto na pia e Cole ficou trancado até que eu o avisasse que havia terminado, pois queria evitar que alguém entrasse e nos visse juntos ali. Dei batidinhas na porta e segui até a saída, me certificando de que não havia ninguém vindo e então saímos. Ele disparou a minha frente, segurando em minha mão e nos levando de volta para a mesa, até que o puxei levemente para parar.

— Cole, eu quero ir para casa — falei.

— Eu sei, só estava indo pegar o nosso filho — disse e me senti confusa — Acha mesmo que eu iria deixar você aqui do jeito que está? Já volto. — Ele soltou nossas mãos e andou em passos largos até a mesa em que estávamos antes, pegando o grande urso que eu esquecera de estar ali em outra cadeira.

— Esse é o nosso filho? — Perguntei quando ele voltou, elevando uma sobrancelha e ele riu.

Durante o caminho para casa, encostei minha cabeça no banco do carro e fechei meus olhos. Tive medo de sentir vontade de vomitar de novo, mas não aconteceu, o que me deu espaço e tempo para pensar. Cole quis respeitar o meu momento e não falou comigo durante a viajem. Eu não estava tão bem com tudo aquilo. Entendi seus motivos e o perdoara, mas as coisas ainda eram frescas em minha cabeça e levaria algum tempo até que tudo voltasse ao normal. Talvez fosse efeito da falta de remédios. Admirava a sua tentativa de repensar seus conceitos e ser alguém melhor, mas o medo de perde-lo de repente me assombrava. Eu não podia apagar o que ele vivera com Lili, mas faria o meu possível para que não lembrasse.

— Quando iremos ver seus amigos? — Perguntei quando entramos no elevador e ele me abraçou, me pressionando na parede.

— Quando eu tiver tempo... — suspirou. — Vou andar ocupado esses dias.

— Gravações?

— Também e alguns eventos... — respirou fundo.

Naquela noite ele não poderia ficar comigo, mas esperou até que eu caísse no sono para sair. Quando acordei no outro dia, minha cabeça latejava e após tomar o analgésico, seguido de um bom banho quente, me senti melhor. Fui até a cozinha preparar algo para comer e havia uma pequena caixa em cima do balcão, acompanhado de um bilhete que eu o peguei para ler.

“Não sinta minha falta”

Acho que isso era o nosso “eu te amo”.

 

 

 

O vento estava forte naquele dia e eu segurava firme a grande tigela de mousse de limão nas mãos, enquanto tentava ver o endereço correto em um papel em minha mão livre. Fazia frio e meu cachecol bateu no papel, o fazendo voar.

— Não brinca! — Gritei, correndo atrás dele.

Quando cheguei na esquina da rua, quase me bati a um grupo de pessoas que me olharam assustados.

— Ai está você! — Gritou Cole sorrindo, apontando os dedos para mim como quem tivera me pegado no flagra. — Por que não me ligou?

— Queria tentar encontrar por conta própria — falei, esboçando um sorriso para as pessoas que estavam logo atrás. — Vieram todos me buscar?

— Ah, pessoal — ele virou para o bando — essa é a Natalie, Natalie esse é o pessoal. — Sim, queria te intimidar.

Revirei os olhos.

— Bela apresentação... — resmunguei, dando a tigela para ele segurar e indo em direção a cada um para cumprimenta-los.

Era dia de ação de graças e Cole resolveu que seria a melhor data para que eu pudesse conhecer seus amigos, após muitos dias em que mal nos vimos por conta do seu trabalho. Até ali, nossos encontros eram rápidos e ele estava sempre muito cansado. Em uma das noites, quando mal havia chegado em meu quarto e o deixei deitado em minha cama, fui pegar sorvete na geladeira e ao voltar, ele já havia caído no sono. Por outras noites eu o visitei em seu apartamento e lá tivemos os nossos momentos mais quentes. Cole quase sempre tinha fome pelo meu corpo e acredito que o único lugar que escapou naquela cobertura fora o quarto de Dylan. Aos poucos a lembrança de que Lili ainda existia em seus pensamentos se dissiparam de minha cabeça e deixei tranquilizar minhas preocupações quanto a isso. Ele andava provando ao máximo o quanto eu era importante para ele, mesmo que estivesse tão atribulado do trabalho, sempre arranjava um tempo para mim e eu não podia continuar a duvidar dele quando já havia feito tanto por mim antes.

Todos ali pareciam ser boas pessoas e aparentemente sabiam mais de mim do que eu mesmo. Quando começamos a nos dirigir até a casa de um deles, Cole envolveu um braço sobre os meus ombros e me apertou em seu peito, beijando minha testa.

— Senti sua falta — disse.

— Achei que não era para sentir — falei irônica.

Ele riu e olhou para a tigela.

— O que trouxe para mim?

— Uma tentativa de mousse de limão, mas não é para você, é para os seus amigos — respirei fundo me sentindo levemente nervosa — é o meu convite de amizade, espero que eles gostem.

— Relaxa, eles vão gostar de você — disse e formou um bico em seus lábios ao pensar. — Como eles podem não gostar de algo que amo?

Revirei os olhos.

— Você é excêntrico, costuma gostar de coisas estranhas...

— Ainda bem que sabe que é estranha — retrucou.

Bati em sua costela com o cotovelo e ele soltou um gritinho, seguido de uma risada. Não demorou muito para chegarmos na casa e quando entramos na cozinha, me senti pequena com tantos pratos bonitos feitos ali, quando eu havia preparado apenas uma pobre tigela de mousse de limão. Logo Dylan apareceu acompanhado de Lola, trazendo um galão de vinho que foi aclamado aos gritos para ser aberto, dando início a grande quantidade de copos sendo enchidos. Aos poucos tentei me enturmar com todos e estava indo muito bem. Cole tinha amigos que basicamente gostavam de muitas coisas das quais nós também apreciávamos, tornando mais fácil os assuntos entre nós. Eu estava conhecendo mais de sua vida, de como ele era com os amigos. Eu ainda tinha sua visão de “o cara famoso” e isso talvez não conseguiria apagar de meus pensamentos, me deixando sempre um peso ao pensar em tudo antes de fazer algo com ele e eu sei o quanto aquilo o incomodava. Mas enquanto estava ali, conhecendo pessoas que o vira desde pequeno, eu me sentia mais intima, mais dentro de seu passado e via o quanto ele era humano afinal.

Mais tarde, todos se juntaram na cozinha e alguns disseram algumas palavras sobre aquele dia ou o que quer que seus corações precisassem dizer naquele momento. Cole dissera que se sentia agradecido por eu estar ali e por estar vivendo aquele momento ao lado daquelas pessoas. Eu não ia falar nada, mas insistiram, Cole mais que todos.

— Ok, ok... — falei por fim, indo ao meio de todos. — Eu estou agradecida por estar aqui também, por conhece-los e por me sentir amada pelo homem que escolhi amar. — Ele sorriu, baixando seus olhos em timidez e todos soltaram gritinhos. — Eu sei que o conheço a algum tempo, mas vocês o conhecem a muito mais do que eu, então ouvir e ver vocês juntos, faz com que eu me sinta mais intima dele do que o normal — Dylan o cutucou para que ele me olhasse e seus olhos pareciam sorrir quando vieram até mim. — Agradeço por estar me dando a oportunidade de participar de algo tão especial para vocês — corri meus olhos sobre os outros ali e todos estampavam sorrisos felizes em seus rostos.

Minha barriga roncava e finalmente iriamos atacar os pratos suculentos que haviam na mesa. Quando as tampas das panelas começaram a ser retiradas, algum cheiro que não conseguia identificar começou a me incomodar, de modo que parecia me deixar enjoada. Cole tinha ficado de fazer um prato para mim e eu fiquei esperando próximo a mesa, então senti ânsia e levei a mão a boca. Quando ele apareceu com o prato a minha frente, perguntei entre os dedos onde ficava o banheiro e corri para lá. Ao chegar no banheiro, demorei um pouco para vomitar, mas acabou saindo. Minha barriga não havia embrulhado como de costume, a ânsia apenas veio. Cole abriu a porta do banheiro, enfiando sua cabeça ali e me vendo ajoelhada ao chão.

— O que houve? — Entrou lentamente e olhou para a privada, ao que estiquei a mão para dar descarga. — Não tomou seus remédios?

Eu havia tomado.

— Não.



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