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História The marauders - Capítulo 51


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Notas do Autor


guess who’s back
Esse cap é mais voltado ao remus
Bjs

Capítulo 51 - Capítulo 51- Para sempre e mais um dia.


Faltavam três noites até a lua cheia.


Os garotos não precisavam nem verificar o calendário pois o estado de Remus entregava tudo: seu semblante estava cansado com olheiras profundas, seu rosto estava pálido e a quase todo momento ele passava a mão no rosto tentando limpar o suor que descia por suas têmporas e seu humor variava entre o stress e a ansiedade.


Pobre garoto.


Rose notou tal comportamento de seu amado, ele já havia notado que as vezes Remus se comportava de maneira questionável, mas ela gostava de pensar que esse era o seu charme, porém o repetino afastamento entre ambos à preocupou. 


Será se ele estava se encontrando com outra pessoa ? — ela pensava



Mas o garoto não era o único afetado, Petter agia de modo estranho, aparentava estar mais pensativo do que jamais foi, Sirius e o restante da turma perceberam mas decidiram não comentar, sabiam que se Petter precisasse deles, ele poderia contar, não seria necessário pressiona-lo.


Quanto à James, o garoto andava sempre com um sorriso no rosto, e seu motivo não era ninguém menos que Evans.


— James.— falou Sirius bufando enquanto largava a caneta sobre a mesinha da sala comunal e massageava as têmporas.— Se você falar mais um “A” sobre seu projeto de DCAT com a Lily, eu juro que vou te matar.


James revirou os olhos enquanto mostrava à língua para o amigo.


— Quanta maturidade..— comentou Mary com um ar risonho enquanto observava os garotos. Ambos apenas viraram os olhos e resmungaram algo que Mary não conseguiu entender, o que lhe causou uma risada baixa.


— Eu adoraria passar mais tempo com vocês, porém não vai dá.— Falou Mary fingindo estar ressentida com aquilo enquanto guardava suas anotações de porções no bolso do seu casaco.


— E posso saber por que a senhorita não pode ?.— Perguntou Sirius enquanto observava a garota se levantar.


— Oras, porque eu não quero.— Respondeu como se fosse óbvio.— Vejo vocês no jantar.— Despediu-se com um selinho em seu namorado e um pescotapa em seu caro amigo.


A verdade era que Mary iria à procura de Remus, estava tão preocupada com seu irmão que não conseguia nem expressar o quanto, doía em sua alma ver o irmão daquele jeito. Se ela pelo menos pudesse fazer algo...





Biblioteca.


Foi para onde Mary seguiu o caminho, sabia que nessa época o irmão preferia ficar sozinho, então nada melhor que um lugar na qual não haveria ninguém para perturba-lo — foi o que ela pensou.


Quando Mary chegou a biblioteca encontrou o lugar em completo silêncio, bem, já era de se esperar, mas o lugar aparentava estar vazio, o que causou um súbito arrepio na loira, sem razão alguma ela sentiu um medo subir em sua entranhas.


Mary teve que respirar fundo três vezes antes de tomar coragem e ir procurar seu irmão pelo lugar frio, vazio e mal iluminado. O único som era a de sua própria respiração e de seus passos leves e relutantes. 


As mesas estavam vazias.


Mary sentiu um alívio por poder sair logo daquele lugar mas logo o medo voltou quando viu uma sombra passar entre as prateleiras de livros. Sua imaginação tomou conta de si, imaginou ser algum sonserino tentando assusta-la, e se fosse Bellatrix ?


Mary amaldiçoou sua imaginação fértil e agarrou sua varinha que estava guardada em sua bota. 


Oras, ela era uma grifinoria! Coragem era sua principal característica.


A garota avançou entre as prateleiras silenciosamente, olhou para a direção na qual o vulto havia passado mas não havia nada lá.


— Droga, droga, droga!— Murmurou a garota enquanto tentava manter as mãos firmes.


Mary sem se importar com sua dignidade e com o medo tomando conta de seu corpo, correu na direção oposta desesperadamente, seus pés agiam por si só, sentiu a adrenalina percorrer em suas veias, o que logo foi substituído por dor pois seu desespero não só atiçou sua covardia mas também sua falta de senso de espaço, o que causou nela esbarrando em uma prateleira e indo em direção ao chão, dando de cara com os pés de alguém que estavam do outro lado da prateleira, sua primeira ação foi agarra-los no que causou um grito fino da outra parte.


May se levantou rapidamente com a varinhas em mãos e correu em direção a onde estava a outra pessoa que também pensou no mesmo, logo dando de cara com o oponente com a varinha apontada para si.


— Você quer me matar de susto?— Gritou Mary enquanto colocava a mão sobre o coração acelerado.


— Eu que o diga!— Retrucou Remus ofegante se reencostando na prateleira.— Por que carambas você agarrou meu pé! Isso não é coisa que se faça.


— Se esconder também não é!— Devolveu a garota fazendo o irmão desviar o olhar envergonhado.


— Desculpe — Sussurrou o garoto.


— Tudo bem, só vim te procurar para verificar se estava tudo bem.


— Sim, eu to otimo, pode ir.— Respondeu o garoto guardando a varinha em seu bolso e pegando um livro qualquer e caminhando em direção a uma mesa.


Mary revirou os olhos e seguiu o irmão, logo se sentando de frente para ele.


— O que que há ?.


Remus não respondeu, seus olhos estavam pregados no livro mas Mary sabia que ele não estava lendo, só estava a evitando. Percebendo o olhar afiado da irmã, ele soube que ela não iria sair dali até que ele a contasse.


— Rose — Respondeu fechando o livro e encarando a irmã que possuía uma feição curiosa.— Esses últimos dias ela vem me perseguindo, eu sei que não é por mal-


— Ela só está preocupada — Interrompeu.— Assim como todos nós.


— Eu sei — Suspirou. — Eu sei. Mas eu só quero ficar sozinho. Tudo isso me perturba, já basta todos vocês me olharem com tanto pesar, eu não aguentaria ver minha namorada assim também!


Mary engoliu em seco antes de responder:

— Não estamos com pena de você.


— Então porque está me encarando com um olhar tão melancólico? — Questionou cruzando os braços sobre a mesa.— Por que estão todos me tratando como se eu fosse de porcelana, como se fosse quebrar a qualquer momento ?


— Porque eu sou sua irmã, Remus, e todos nós nos preocupamos com você..— Respondeu colocando a mão sobre a do garoto.— Só não esqueça que você não precisa passar por isso sozinho, você tem a mim, os garotos e Rose. Principalmente Rose.


O garoto encarava-a com um olhar vazio, ela esperou ele respondê-la com alguma desculpa e sair correndo daquele lugar mas tudo o que ela ouviu foi um soluço esganiçado vindo da parte do garoto, que logo tratou te esconder o rosto com as mãos enquanto chorava desesperadamente.


Mary voou de sua cadeira até o irmão e o abraçou com toda a força possível.


— Eu não aguento mais..— Choramingou o garoto enquanto afundava seu rosto na curvatura do pescoço da irmã — Doí.— Soluçou enquanto repetia inúmeras vezes.— Eu não quero mais ser esses monstro.


— Você não é um-


— Você sabe que eu sou! — Interrompeu Remus.— Eu to com medo, toda vez que essa época chega eu sinto que é a última, eu sempre sinto que eu não sobreviverei a próxima...


— Mas você sobrevive — Lembrou Mary enquanto acariciava os cabelos escuros do irmão.


— Eu preferia que não — Confessou.— Eu não aguento mais ser assim. Não aguento mais machucar vocês, preocupar vocês..— A esse ponto Mary não segurava mais as lágrimas— e se um dia eu piorar ? Se eu atacar e...acabar matando vocês-


— Você nunca faria isso.


— Nós não sabemos.





E Remus chorou.


Chorou.


E chorou até que suas lágrimas se esgotassem e parte de sua angústia se fosse.


— Eu tenho medo de contar à Rose e ela parar de gostar de mim..— Confessou enquanto se afastava da irmã.


— Você sabe que isso não vai acontecer, certo?— Falou a garota rouca enquanto passava a mão pelo rosto de seu irmão.— Ela gosta de você, pra valer.


Remus apenas respirou fundo como resposta, era uma grande sorte ainda estarem sozinhos naquela biblioteca, provavelmente todos deveriam estar jantando a essa hora.


— O que você vai fazer? —  Perguntou Mary enquanto se levantava e passava a mão pelas suas roupas em uma tentativa falha de desamassa-las.


— O que é certo.— Deu de ombros.


Mary deu um pequeno sorriso esticando a mão em direção ao outro, que nem pensou antes de agarra-la e ser puxado para um abraço.


— Eu te amo, Remmy — Falou a garota enquanto o abraçava fortemente.— Eu vou te amar até o fim dos meus dias e até depois disso, sempre vou estar aqui com você, mesmo que eu me enjoe de sua cara, eu vou estar aqui.


Remus sorriu abobalhado com a declaração da irmã, mas devolveu a intensidade do abraço.


— Eu também sempre vou estar aqui.— Respondeu se separando da irmã com um sorriso em seu rosto, que foi capaz de tirar todo o peso que a garota sentia.— E eu vou te amar para sempre e mais um dia.


— Para sempre e mais um dia.— Concordou a garota agarrando a mão do irmão e o levando para fora daquela biblioteca.— É melhor irmos se ainda quiser comer, você sabe que Petter e James podem se comportar como animais famintos quando querem— Remus riu de sua brincadeira e a deixou levar.





E aquela promessa seguiu ambos até seus últimos momento vivos. Uma promessa entre irmãos que tinha de tudo para durar por uma vida inteira, capaz de trazer paz e esperanças em momentos sombrios e medo em momentos de aflição. 


Remus e Mary Lupin se amavam mais que qualquer coisa.





••••••••••••••••••••••••••••••


O jantar havia sido silencioso por parte do garoto de olhos âmbar, foi reconfortante para Remus assistir seus amigos se divertindo entre si, ver James, Lilian e Rose rindo de alguma baboseira que Luke havia falado, enquanto Petter levava broncas de Celeste por falar de boca aberta, e Mary e Sirius que mantinham uma conversa baixa e cheia de sorrisos e risadinhas apaixonadas entre si.


Cenas como aquela faziam Remus pensar que a vida não havia sido tão injusta como pensava, ele podia ter tudo sem nem mesmo perceber, ele era feliz, pelo menos foi isso o que ele pensou até sentir um olhar pesar sobre si, seu olhar automaticamente foi para Rose que o encarava com um olhar triste.


Nesse momento, Remus lembrou quem realmente era e que ele tinha muito a perder.




•••••••••••••••••••••••••••••




— Acho que nós precisamos conversar.— Falou Remus enquanto puxava levemente a manga do casaco de Rose 


O jantar já havia terminado e todos já estavam em seus devidos dormitórios, com exceção do casal que se encontrava na sala comunal.


— Acho que precisamos.— Concordou Rose sentando no sofá e indicando para que o outro fizesse o mesmo.


Ela o encarava esperançosa, o que quebrou ainda mais o coração do garoto, de repente ele havia esquecido como falar, ele sentiu sua garganta seca e sua língua inchar.


— R-Rose.— Começou o garoto desviando o olhar e passando a encarar suas mãos que se mexiam descontrolavelmente sobre seu colo.


— Estou ouvindo.— Falou a garota colocando a mão sobre a dele.— Leve o tempo que quiser.


Remus sentiu o canto de seus lábios levantarem um pouco, era impressionante o quão calma a metaformaga estava, ou aparentava.


Rose sentia que seu coração pudesse sair do peito a qualquer momento, mas não queria demonstrar e tornar as coisas mais difíceis.


— Rose — Começou o garoto levantando o olhar até a garota, ela mordia seus lábios, uma mania na qual ele achava bastante atraente. 


Não, ele não podia fazer isso. Não com ela.


— Rose, acho que devíamos dar um tempo


Notas Finais


oi, quanto tempo.

enfim, o ensino médio pode ser bastante complicado é trabalhoso, mas aqui estou eu

Desculpe por demorar tanto.

comentem pls

referência à awae


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