História The Marriage Contract - Capítulo 5


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Categorias Bill Skarsgård, Catherine Zeta-Jones, Daisy Ridley, Dianna Agron
Personagens Bill Skarsgård, Daisy Ridley
Tags Bill Skarsgard, Daisyridley, Drama, London, Nyc, Romance
Visualizações 10
Palavras 1.869
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa leitura! ♥♥

Capítulo 5 - One - Jane


A Decision

NESTE INSTANTE, as palavras polidas e ditas com certa suavidade, junto do irrefutável sotaque inglês, me parecem as mais brutais.

     Eu sabia que aquele homem sentado com tanta classe no sofá da sala de estar da casa que papai havia comprado depois de anos trabalhando arduamente na STEEL & STEEL, possuía experiência com aquele tipo de assunto, e mesmo que não devesse, meu cérebro desconectou-se totalmente do que papai conversava com ele para me perguntar como aquele homem podia ostentar um sorriso fácil diante da gravidade do que sua oferta nos propunha.

     — Jane, por que não vai tomar uma água? — A voz de Jonathan tocou meus ouvidos, sua mão em meu ombro como que para me dizer silenciosamente que ele estava ali para mim.

     — Eu... Tudo bem, pai. Precisa de alguma coisa? — Pergunto, tentando segurar o choro, que eu sabia que a qualquer momento viria à tona.

     — Estou bem, obrigado. Vá e tome uma água. — Sua mão apertando a minha pelo segundo breve que seguiu foi o suficiente para as lágrimas grossas marcarem minhas bochechas.

     Foi bastante odioso constatar, ao olhar brevemente para o homem que nos observava em silêncio, que ele ostentava uma expressão de pena.

     Quando me levanto do sofá, o homem levanta-se junto, como um sinal de respeito. Eu não olho uma segunda vez para ele, preferindo, ao invés disso, correr para a cozinha, quase não podendo conter os ruídos do choro na garganta.

     Não era surpresa que a STEEL & STEEL estivesse num declínio sem pausas para a falência. Mas saber que a empresa que papai havia se matado para construir ao lado de mamãe, e que também lhe havia tomado a felicidade, estava prestes a ser vendida a preço de banana para um homem que poria para fora todos os que ainda permaneciam trabalhando para mantê-la em pé, era de doer o coração.

    Sendo a Gestora de recursos humanos da empresa, porque Rose e Jonathan me queriam trabalhando junto deles logo depois que eu havia me formado no ensino médio – e assim, durante dois anos, fiz o curso e então me tornei oficialmente uma Campbell nos negócios da família –, eu sabia que havia pessoas na empresa que dependiam totalmente daquele trabalho para sustentarem suas famílias. Faziam anos que Jonathan, além de pensar no próprio dinheiro, que tentava economizar com afinco, também se mantinha lutando por empatia aos empregados, mesmo depois do "acesso de realidade" de Rose e posteriormente o divorcio, que lhe deixou verdadeiramente num poço sem fim de infelicidade.

     O mundo dos negócios era um lugar cruel, eu tinha um exemplo disso bem aqui na minha sala de estar.

     — Senhorita Campbell? — O sotaque inglês acentuado soou pela cozinha, me fazendo fungar e tentar espantar as lágrimas esfregando a pele do meu rosto para limpar os vestígios.

     Chorar na frente deste homem estranho me fazia sentir ridícula.

     — O que faz aqui, senhor West?! Peço, por gentileza, que não comece um discurso para nos convencer do porque de vendermos a empresa para a corporativa! Já sei que esta é uma proposta irrecusável, e todo o resto desse discurso fajuto!

     Ele me encara com uma expressão séria no rosto, mas há um traço de surpresa pela minhas palavras. A cozinha ficaria completamente em silêncio no segundo seguinte, não fosse minha respiração desgovernada por ter praticamente cuspido toda a minha indignação.

     — Pelo contrário, senhorita Campbell. Vim propor um contrato mais... humano. — Ele pausou, apenas para adentrar totalmente o cômodo e encostar-se do outro lado da ilha da cozinha, oposto à mim. O perfume amadeirado adentrou minhas narinas com tudo. — Os dirigentes de grandes corporativas como a Pryce's Corporation não se importam como ficarão os que trabalham e dependem de uma pequena empresa como a Steel & Steel numa situação como esta, mas vendo, pela primeira vez de perto, tantas pessoas serem afetarem por conta disso, estou disposto a ajudar você e sua família.

     O rumo que aquela conversa estava tomando começava a me surpreender, e, mesmo que no fundo do âmago, a me deixar com esperanças também.

     — Essa é a oportunidade perfeita para se redimir diante de todos os erros que cometeu com os outros em nome do dinheiro, senhor West? —Não deixo de frear as palavras, a ironia cortante tomando conta da sentença.

     — Também, senhorita Campbell. — Não sei se o tom condescendente é verdadeiro ou não.

     — E como pretende ajudar os trabalhadores da S&S, senhor West? — Ele havia conseguido interesse da minha parte, e pude perceber tal fato quando os cantos da boca subiram, num sorriso sutil, e ele deu dois passos para o lado, e então contornou a ilha para ficar no mesmo lado que eu, como se quisesse aproximar-se de mim o suficiente para ficar à minha frente, talvez encarar meu rosto mais de perto e encontrar fraqueza.

     A aproximação me fez notar a luz da cozinha refletindo nos olhos castanhos escuros.

     — Como bem sabe, sou um mero peão na Pryce's Corporation. Qualquer alteração de contratos, a parte burocrática da corporação é quem fica com o papel de cuidar desta questão, e posso afirmar que o processo é propositalmente lento, e tempo é o que a empresa de sua família não possui. Pensando nisso, acredito que, caso a senhorita consiga uma conversa direta com o CEO da corporação, e, claro, caso ele se compadeça com sua história e queira realmente vê-la, a S&S pode ganhar bastante tempo até que todos os trabalhadores possam arranjar outros empregos, inclusive a senhorita e o senhor Campbell.

     Aquela proposta simples parecia boa demais para ser verdade, até mesmo para aquele homem, que se dizia disposto a ajudar.

     — O que exatamente deseja com tudo isso? O senhor não conhece nem á mim ou à meu pai, e eu bem sei que homens de negócio, principalmente os que fazem parte de grandes corporações como o senhor, estão sempre pretendendo alguma coisa maior do que simplesmente boa intenção. Então, senhor West, me diga, qual o verdadeiro motivo dessa nova alternativa que esta nos dando?

     Papai havia construído uma empresa de sucesso, e mesmo que não fosse tão grandiosa, dois anos trabalhando com ele, mesmo que no setor de relações humanas, fora o suficiente para constatar de perto toda a verdade de que grandes homens de negócio não possuem coração e, portanto, nenhuma empatia para com os outros. Então eu tinha certeza absoluta aquele homem vestido em roupas e sapatos de grife estava pensando muito além do que apenas na ideia de "ajudar uma família que estava prestes a ficar sem nada". Mas à essa altura, meu cérebro desgastado não conseguia pensar em nada tão bom como uma justificativa.

     — Senhor West! — A terceira voz na sala nos fez desviar os olhos um do outro para a porta, simultaneamente.

     Papai estava com o rosto contorcido numa careta de irritação, parado no umbral da porta.

     — Peço que remarquemos esta reunião em outra hora, longe da minha casa, onde o senhor não possa importunar minha filha, senhor West! Agora gostaria que o senhor saísse da minha casa! — Papai continuou, irritado com a intromissão do homem, que não aparentava ter mais do que vinte e oito anos.

     West me olhou por um longo segundo, os olhos negros silenciosamento me dizendo que ainda podíamos ter assuntos á tratar se eu quisesse, e, antes de seguir Jonathan pela sala de estar, que insistiu que ele o acompanhasse até a saída, estendeu a mão para apertar a minha formalmente, e, como se não quisesse que papai visse, depositou sutilmente um cartão branco com seu nome na frente, que possuía, em um formato itálico e em negrito, o nome IAN WEST. Atrás do cartão, havia um único número e um endereço de uma rua em Nova York.

     Ainda um pouco atônita com toda a conversa, guardo discretamente o cartão no bolso do terno que havia escolhido vestir para aquela reunião, e na ausência de papai, começo a preparar chá para nós dois. Eu sabia que chá conseguia acalmá-lo, e calma era algo importante naquele instante.

     — Sinto muito por isso, querida. Ele insistiu o suficiente para me fazer ceder essa tarde para uma conversa. — Jonathan exclama, adentrando novamente a cozinha.

     Desaba num dos bancos da ilha com uma expressão derrotada no rosto, e um sentimento de tristeza e impotência me afligem o peito por vê-lo assim.

     — Pai, tenho certeza que as coisas poderão ser resolvidas, e nós poderemos ter mais tempo para pensar no que fazer. —  Tento encorajá-lo, mesmo que a esperança esteja escassa em meu peito.

     — Fico feliz que tenha escolhido permanecer comigo. Acho que, à essa altura, eu desmoronaria sem seu apoio, Florzinha!

     Deposito a xícara com o chá fumegante sobre o balcão para abracá-lo com força.

     Eu sabia que com o decorrer dos anos, papai havia ficado mais frágil, principalmente depois do divórcio. Apesar do casamento deles ter acabado anos antes de os dois pensarem em assinar papéis para uma separação oficial, eu tinha certeza que papai ainda amava mamãe, e que ele apenas havia esquecido-se deste fato para cuidar dos negócios que lhe tinham consumido.

     — Sinto que errei com as pessoas na empresa, com você e principalmente com sua mãe, Florzinha. — Ele continua o desabafo, as lágrimas à essa altura escorrendo para as bochechas vermelhas sem qualquer tipo de timidez.

     Faziam anos que não entravamos propriamente naquele assunto. Jonathan havia entregado-se à bastante tempo àquela mania de desistência. Eu sabia disso porque também possuía essa terrível mania. Talvez, desistir das coisas que amávamos era a marca registrada dos Campbell, e aquilo era algo realmente vergonhoso para se ter como "marca".

     — Pai, por que nunca foi atrás da mamãe quando ela nos deixou? Ou quando retornou? Mesmo com todas as mudanças? — Pergunto, depois de tantos anos com essa dúvida.

     Ele fica em silêncio por um instante, para aproximar a xícara e sorver o chá quente com cuidado. Suspira profundamente antes de começar a falar.

     — Porque fui covarde, Florzinha! Simples assim! Quando era mais jovem, até mesmo mais jovem do que você, costumava pensar que sua mãe permaneceria ao meu lado para sempre. E talvez tenha sido esse o meu erro: o de não valorizar as pessoas que amava. — Há uma pausa, enquanto ele fita as próprias mãos descansando sobre o balcão da ilha. Permaneço em completo silêncio, aproveitando o bastante daquele raro momento de conversa. — Às vezes, somos tão egoístas que nos esquecemos de olhar para o lado e observar, com atenção verdadeira, se as pessoas que nos amam estão bem. Não tive esse zelo com sua mãe, e a perdi para um garoto quase trinta anos mais jovem, mais bonito e completamente imbecil!

     A indignação em sua voz é quase palpável, mas rio plenamente ao ouví-lo falar com desgosto sobre o novo namorado de mamãe.

     Papai, surpreendemente ri junto comigo, e mesmo que ao nosso redor as coisas estivessem desmoronando com bastante presa, decidi que as coisas deveriam, pelo menos, ruir de forma mais amena, e eu me esforçaria o máximo possível para ajudar papai naquele momento, inclusive ter uma conversa com o CEO da Pryce's Corporation, se fosse preciso. 


Notas Finais


Um aviso: a fanfic vai se desenvolver lentamente, então terão muitos capítulos que muita gente provavelmente não gosta!

Mas obrigada à quem está lendo!

Por favoor, comentem e me deixem saber o que estão achando!

XOXO, Jess.


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