1. Spirit Fanfics >
  2. The Masquerade >
  3. The Masquerade

História The Masquerade - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


- desculpe por qualquer erro ortográfico;
- desfrute bem da história 💕

Capítulo 1 - The Masquerade


- Eu, um homem lindo, perfeito, fiel e inteligente! Dono de uma grande riqueza e... – um de meus parceiros do calabouço acaba me interrompendo.


- Mas... como você veio parar aqui? – ele retrucou.

- Bem... longa história. – suspirei – um amor proibido que floresceu em um momento errado.

- Oh! Conte-me mais, por favor. – ele se sentou no chão, ansioso pela história.

- Bem... tudo começou quando eu encontrei ele em um momento em que mais precisava...

°°°

  Eu, um homem que acabou de perder sua pequena cabana, perder a mãe para a peste, irmã acabou de ser queimada na fogueira por ser acusada de cometer bruxaria... a minha vida está cada vez pior. Eu apenas não aguentava mais, mas, pra ser sincero, não podia ficar pior... certo...? Bem, era isso o que eu pensava. Por estes fatos, acabei me entregando ao crime ainda muito novo, isso acabou piorando tudo. Mas eu nunca roubei “seriamente”, pois, apenas roubei comida para não passar fome. Com pouco tempo, comecei a conseguir e dever para o senhor Dae-Joong, apenas um dos maiores criminosos de Taeyanggwa-Dal. Eu tinha que pagar as minhas dívidas.

  Com a chegada da noite, eu tinha que me esconder em algum lugar. A chegada dos 4 cavaleiros da realeza me causava calafrios. Bem, criminoso com pessoas da guarda não dá certo. Ao ouvir os sinos da Meia-Noite, corri de meu “esconderijo”, indo fazer o meu “trabalho”. Eu estava aflito, pois, é como eu disse, eu apenas roubava comidas para não passar fome, ou seja, era a minha primeira vez tentando roubar algo que não fosse alimento.

  Por não saber muito bem como, com que objeto e a quem roubar, apenas respirei fundo e abordei a primeira pessoa que eu vi, um feirante. Eu nunca fui tão burro na minha vida.

- Você aí! – criei a coragem do além para falar.

- O que queres, homem? – ele virou, ficando de frente pra mim.

- Me dê tudo o que você tem de ouro! – apertei os punhos, tentando ameaçar ele de alguma forma idiota.

- Se eu não lhe der, vai fazer o quê?

- Eu... Eu irei usar de minha força física!

- Você está brincando? – ele riu, se aproximou de minha pessoa e apenas deu um soco em meu estômago. – idiota.

  Vi ele sair enquanto tentava recuperar o ar. Eu, um idiota, zero de força, sem nenhuma arma em mãos, sem um tom de voz amedrontador, com nenhuma experiência, inseguro e com medo do que minha “vítima” poderia fazer contra mim. Eu realmente achei que iria conseguir fazer isso?

  Horas depois de minha falha, estava escondido em um local mais isolado. Ficava envergonhado cada vez que lembrava daquele momento. A hora de me encontrar com o senhor D. Joong se aproximava cada vez mais, me deixando nervoso, ansioso e com medo. Ah céus, como eu poderia sair dessa ocasião? Não poderia me esconder pelo reino, ele iria me achar alguma hora. Não podia correr, ele iria vir atrás de mim. Eu não poderia fugir do reino, iria morrer de algum modo. Fome, desidratação, ataques de animais de todos os tipos que lá vivem, ou seja, viver é uma coisa que eu não iria conseguir.

  A hora de encontrar ele chegou, eu sentia que meu coração iria pular pela boca. Bem, se ele mesmo não arrancasse com suas próprias mãos. Tudo piorou quando vi os seus... como posso dizer? Acompanhantes? Bem, tudo piorou quando vi os seus acompanhantes se aproximarem. Eu realmente não sabia como agir ou falar com eles sem ter medo de levar um soco no meio de minha face.

- Como vão, senhores? – sorria, nervoso.

- Você já sabe para o que viemos fazer. Vamos, entregue logo o as moedas de outro. – um deles falou sério, me causando um medo estremo.

- Acredita que s-sumiu tudo do nada??? Eu não sei nem como explicar... heh...

- Por que não tenta explicar para o D. Joong? – eles se aproximaram, me puxando pelo braço.

- Meninos, não precisamos disso, certo? Nos conhecemos faz tanto tempo... e se o Joong não soubesse disso? Poderia ficar ente a gente! Vocês falam que não me encontraram e, assim, ganho mais tempo para conseguir as moedas!! Ainda posso dividir com vocês! O que acham?

- Apenas cale a boca, Haeng! – ele deu um tapa forte em minha cabeça.

  Apenas me calei, aceitando o meu futuro. Sabia que o D. Joong iria me matar alguma hora. A morte era certa.

  Ao chegar no local, comecei a suar frio, coração acelerou, e o... você sabe... trancou. Eu nunca senti tanto medo na minha vida. Adoraria simplesmente DESMAIAR para pelo menos escapar daquilo por alguns minutos, ou eles enfiavam a faca no meu peito ali mesmo.

- Aqui ele, senhor. – eles me jogaram no chão, me fazendo cair em seus pés.

- Ótimo trabalho. Onde estão as minhas moedas, Haeng? – ele me puxou pela gola de minha camisa, me fazendo tremer.

- P-Posso explicar...

- Explique-se! – ele gritou, me empurrando na cadeira.

- Bem... n-não consegui ele... er... o homem acabou me s-socando...

- SOCANDO?! Que vergonha de você, Haeng! Não acredito que te ofereci moedas e ainda ofereci abrigo! Mas, bem, isso é problema seu.

- Como eu poderia pagá-lo?

- Bem, lhe darei mais uma chance. Com essa chance você poderia pagar todas as suas dívidas comigo. – ele riu.

- Qual, senhor?!

- Me traga a coroa do reino.

- Senhor?! É impossível!

- Para a sua pessoa... não duvido muito. Olha, terá o baile de máscaras da família real, aniversário de Wang. Eu poderia ajudar você no caso do convite e de uma roupa meio descente. Você entra, vai até a sala da coroa e pega a coroa.

- Mas... ela não estaria na cabeça do rei? – fiquei confuso.

- Bem, eu estou falando da coroa do reino. Uma que fica guardada para passar de geração em geração. Exemplo: quando um príncipe se torna rei, ele é “abençoado” com essa coroa.

- Não faz o menor sentido.

- Concordo. Mas, então, aceita ou não?

- Aceito...

°°°

- Então... você simplesmente aceitou?

- Claro! Acha mesmo que iria dar errado!?

- Bem... você está no calabouço, então...

- Não interrompa a minha história com essas suas perguntas!

°°°

  Quando saí de sua cabana, comecei a andar pelo reino tentando saber como que minha pessoa, Song Haeng, iria conseguir roubar a coroa do reino. Eu não consegui roubar um simples feirante, imagine a coroa do reino! Eu não saberia nem como respirar lá dentro, imagine roubar! E não era um simples roubo, era a COROA REAL. Não sabia realmente como roubar ela... espera... eu não sei nem como entrar no palácio.

  Me sentei um pouco no chão, vendo o sol nascer. Trazendo a luz para o reino, excluindo a escuridão por algumas horas. As janelas das pequenas casas estavam abrindo, os feirantes estavam levando suas especiarias para suas barracas. Horas depois, vi os cavaleiros passarem por mim, montados em seus cavalos, cumprimentando os moradores do reino. Um deles desceu do cavalo, puxando um pergaminho.

- Queridos súditos de Taeyanggwa-Dal, na noite de amanhã haverá o Baile de Máscaras em comemoração ao aniversário de seu rei. Use a sua melhores roupa e a sua melhor máscara. Será pela parte das 19:00 horas. O rei agradece a presença de todos. – ele fechou o pergaminho, dando um leve sorriso. Subiu no cavalo, indo para suas expedições.

  Como o Joong já sabia da festa? Bem, não vou questionar muito. Eu teria de fazer o plano e, para ter certeza de que daria certo, falar com o Joong, já que ele sabe melhor dessas coisas. Mas como eu iria fazer o plano? Nem eu mesmo sei. Não podia procurar ajuda, pois, não queria me sentir mais burro do que já era.

  Horas depois, estava sentado na grama, em baixo de uma árvore, pensando.
“Ok, mas como eu vou conseguir roubar a coroa? Eu não posso simplesmente pegar e sair correndo... será que não mesmo?”

  Já era noite, esperei até o som do sino da Meia-Noite ecoar pelo reino. Quando escutei, fui até a cabana de Joong, andando rapidamente. Ao chegar, bati na porta, nervoso.

- O que queres, Haeng? – ele falou, abrindo a porta.

- Senhor Dae Joong, é sobre as vestimentas... – entrei, esperando ele falar algo.

- Bem, roubamos aquele terno e aquela máscara. – ele apontou para as mesmas que estavam em cima da mesa.

- Mas, se o dono aparecer...?

- Esse problema será totalmente seu, caro Haeng. – ele riu – espero que saiba lidar com essa possível ocasião. Sei que será difícil, pois será você no momento, mas milagres acontecem. Mas, bem, depende de qual entidade você acredita.

- Certo, Dae Joong.

- SENHOR Dae Joong.

- Certo, senhor Dae Joong. – sorri, nervoso.

- Espero que não tenha mais erros como esse, Haeng.

- Certo, senhor.

  Saí de sua cabana, levando a vestimenta dentro de algumas trouxas de pano. Estava meio nervoso... vai que o homem me acha e tenta me matar! E se for o homem que eu tentei assaltar ontem pela noite? Bem... espero que não seja.

  Eu já tinha as vestes, não precisava dos convites, mas... o plano... é um assunto bem delicado. Acho que eu poderia simplesmente entrar e roubar, pois, quando entrasse, eu iria conhecer a morte bem mais rápido. Provavelmente eu apenas poderia entrar, pegar a coroa, esconder dentro de uma bolsa e sair correndo. Perfeito.

  O dia passou e a noite chegou novamente. Eu estava deveras nervoso. Fui rapidamente para a cabana de Joong novamente.

- Senhor, Dae Joong...? – bati na porta, pegando as trouxas de pano.

- Entre, Haeng.

- Senhor, eu poderia me trocar aqui? Bem, não posso me trocar na rua.

- Claro, apenas seja rápido. Já viu como é o príncipe? Só para ter certeza de uma dúvida minha.

- Hm... nunca vi seu rosto em todos os meus 23 anos.

- Eu já sabia que você era burro, mas cego é novidade.

- Poderia me mostrar algo sobre ele?

- Bem, eu tenho uma cópia da pintura real. Pode ir olhar. – ele apontou para a parede de seu quarto.

- Certo...? – fui em seu quarto, aproveitando para me trocar lá. Ao olhar para a cópia, o coração chegou a errar as batidas. Seus olhos castanhos, sua pele morena, as ondas de seu cabelo cacheado... tudo tão perfeito. Era como um anjo que veio para a Terra, roubando o meu coração.

- Haeng? – ele me chamou da sala.

- Sim? – terminei de me vestir, saindo do quarto.

- Viu como ele é? O que achou?

- Achei ele... – eu não podia falar a verdade, demonstrar que eu estava o achando perfeitamente perfeito, que eu estava demonstrando sentimento voltado ao lado do amor – normal.

- Ah... eu estava enganado, então.

- Enganado?

- Sim. Mas, apenas vá logo para o baile. Já está na hora, criança.

- Bem, já vou indo, senhor. A coroa estará em suas mãos quando voltar.

- Espero que sim, caso não queira conhecer a morte tão cedo.

  Saí correndo de sua cabana, colocando a máscara. Estava mais nervoso do que antes e, agora, com medo. Ou eu era morto pelos guardas, pelo próprio rei ou pelo Joong. Tem como isso ficar pior?

  Cheguei no castelo, suando frio ao ver os guardas me olharem estranho. Entrei, vendo todos tomando vinho, saboreando as comidas e dançando. Bem, eu poderia passar pelo salão, me escondendo entre os casais que estavam dançando, iria sorrateiramente até a sala da coroa, pegaria ela e sairia correndo de lá. Fácil... bem, nem tanto.

  Passaram alguns minutos, até que tomei coragem de agir. Mas, como eu tenho essa sorte maravilhosa, acabei olhando para aqueles olhos castanhos, me perdendo no brilho deles. As curvas de seu sorriso... me deixava tão perdido... mas, saí desse transe, ótimo de se sentir, quando seus grandes olhos focaram em minha pessoa. Minhas pernas perderam as forças, meu coração batia mais forte e mais rápido, um frio tomou conta de meu estômago, mas nada disso me incomodava. Ele sorriu para mim, se aproximando.

- Oh! Seja bem-vindo, senhor. – ele sorria, sendo simpático.

- Obrigado... você também. – sorria, nervoso – quero dizer, o castelo é seu, não tem como você ser novo nele. Bem, tem... mas, é difícil e... é melhor eu me calar.

- Está tudo bem. – ele ria da situação, me fazendo derreter de amor. Eu estava, novamente, perdido nas curvas de seu sorriso.

- M-Mas, no que eu poderia lhe ajudar, príncipe?

- Bem, gostaria de me acompanhar em uma dança? A maioria dos homens são adultos com mais de 30 anos... e, você aparenta ser bem divertido. – ele sorriu.

- Claro! – o acompanhei até o salão de dança.

- Como se chamas?

- Me chamo... C-Choi Hyuk, vossa realeza.

- Bonito nome, Hyuck. E, me chame apenas de Wang. O que fazes da vida, Hyuk?

- Bem... e-eu cuido de animais que s-são maltratados!

- Oh! Isso é fofo e... bondoso.

  Eu estava adorando conversar com Wang, mas acabei por lembrar da coroa. Pensei em alguma desculpa, apenas parando de dançar, dizendo que iria ao banheiro. Ele disse que me esperaria no terraço do castelo para conversarmos um pouco mais. Me partia o coração saber que eu nunca mais iria poder ver aquele sorriso... aquele doce sorriso dócil, angelical... que me levava à loucura, me fazendo perder a noção da realidade...

  Suspirei, entrando devagar na sala, tentando fazer o mínimo de barulho. Eu ouvi passos rápidos pelo corredor, mas resolvi ignorar. Conseguia ouvir uma voz irritada chamar pelos guardas. Eu tinha de ser mais rápido. Quando consegui tirar a coroa de dentro da caixa de vidro, ouvi aquela voz doce, acompanhada de uma voz feminina, chamar pelo meu nome.

- Senhor, é ele.

- H-Hyuk...? O que fazes aqui? – ele olhou para a coroa que estava em minhas mãos, me olhando com um certo medo nos olhos – Por que você está com a coroa em mãos!?

- W-Wang, é por questão de viver...

- Eu... eu não esperava isso de você...

  Eu apenas congelei, vendo a mulher que estava ao seu lado indo chamar os guardas. Como eu queria apenas não ter feito isso... eu não conseguia olhar a sua face, apenas corri. Deixei a máscara cair, ouvindo seus soluços abafados. Lágrimas escorriam lentamente pelo meu rosto, mas, ao chegar no final do corredor, vi a morte se aproximar. “Guardas, é ele!”, a voz feminina se mesclou com a de um homem. Vi os guardas virem dos dois lados, tremendo, mas correndo como se não houvesse amanhã. Mas... realmente podia não haver.

  Pulei a sacada, caindo em um arbusto de rosas, sentindo seus espinhos me perfurarem por inteiro. Gritei de dor, me levantando com dificuldade extrema. Mas, antes de conseguir recuperar a noção, senti uma mão me puxar pela bolsa.

- Não faça isso, meu jovem. Para o seu próprio bem. Escute esse velho homem.

  Eu desisti, apenas esperando sentado. Eu poderia morrer, mas, pelo menos, não iria morrer fazendo esse ato tão cruel. Eu apenas queria poder ver o seu doce sorriso, ouvir sua voz angelical... apenas ver seu rosto... apenas... apenas mais uma vez. Não iria fugir de minha penalidade, não iria fugir de minha realidade, de meu futuro... não mais.

  O idoso sorriu, apenas falando: “não se preocupe, fez uma boa escolha”. Eu apenas senti o frio subir por minha coluna, me entregando aos guardas. Apenas desejava, do fundo de meu coração, ver o seu rosto uma última vez. Eles me levaram, e eu apenas consegui ver uma pequena parte de seu rosto, me olhando de longe. Chegando no calabouço, me trancaram lá. Para não receber a morte como visita, escolhi contar tudo.

- P-Por favor, eu fiz isso para não morrer!... p-podemos fazer um acordo?! Eu sei onde fica a cabana de Dae Joong... eu poderia dizer sua localização...

- Fale e escape da morte – ele me olhou sério – vejo que, pelo seu jeito de ser, você nunca faria isso sozinho.

  Contei tudo para ele, por precaução, ele me trancou. No dia seguinte, apenas vi Joong passar, junto de seus capangas, para a jaula ao lado da minha. O guarda veio até a minha, apenas sorrindo.

- Em forma de agradecimento, seu tempo aqui irá diminuir. O que você fez foi grave, então não vai ser muito. Você irá passar mais 4 anos aqui.

- É melhor do que a morte.

  O tempo de Joong estava chegando ao fim. Escutava suas palavras de ódio contra mim, mas, pra falar a verdade, não sentia mais medo dele. Agora é só esperar.

°°°

- Mas... e o príncipe!?

- Bem... Eu apenas espero que ele não sinta ódio de mim...

- Continua apaixonado por ele?

- Bem... sentimentos não morrem com facilidade. Sinto que não poderei ver mais seu belo sorriso, mas, ele sempre estará guardado em minha mente.

- E... faz quanto tempo que você está aqui?

- Sairei hoje. Estou feliz, não posso negar, mas... não conseguirei encarar ninguém. Ainda tem esse sentimento me matando por dentro... mas... é tão doce...

- Será que ele lhe ama?

- Bem, eu não sei. Apenas sei que fui roubar a coroa, pra não morrer, mas ele que me roubou. Roubou o meu coração. Não estou reclamando... Apenas me perguntando: “será que o verei novamente?”

- Haeng? Você não vem? – Sua voz doce ecoou pelas paredes, me fazendo sentir o mesmo que antes.

I wanted the crown, but I won the heart.

Notas Finais


· obrigada por ler 💕


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...