História The Match - Capítulo 11


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Categorias Eden Hazard, Kevin De Bruyne, Thibaut Courtois
Personagens Personagens Originais, Thibaut Courtois
Tags Eden Hazard, Kevin De Bruyne
Visualizações 179
Palavras 1.198
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 11 - Intrusa


Fanfic / Fanfiction The Match - Capítulo 11 - Intrusa

Thibaut estacionou seu Porsche preto em frente a uma casa cinza de dois andares e algumas árvores na frente. Não era um bairro de luxo, mas também não era tão periférico. Parecia um lugar bom para se viver. Apreciei, do bando do carona, a encrenca em que me meti.

-Pronta?-perguntou e olhei para ele. Seu semblante era preocupado comigo, mas sua mão apertava a minha, tentando transmitir alguma segurança.

-Não.-minha voz soou nervosa - Ninguém nessa casa quer me ver, Thibaut.

-Calma, você é relativamente mais alta que Marta e não está num pós parto. Os pais dela têm quase 60, você está em vantagem em relação a todos eles.-afirmou brincalhão e piscou.

-Que horror!-disse chocada ao me imaginar num embate físico com idosos e uma mulher no puerpério. Nao, isso não!

-Vamos!-afirmou e saiu do carro para abrir a porta para mim.

Segurei sua mão com força e fomos juntos, caminhando de mãos dadas pelo caminho de pedras que dava até a porta principal.

-Sr Courtois.-felizmente, uma empregada sorridente em um uniforme branco e cabelos pretos presos em coque que atendeu à campainha, ela parecia indiferente a mim, mas estava afetadíssima por Thibaut. Me aproximei mais dele e apertei mais a sua mão. Repare: EU ESTOU COM ELE.

Thibaut respondeu 'Olá' em espanhol, felizmente consegui entender algumas coisas. Ele perguntou onde estavam os pais de Marta, e ela respondeu que tinham saído. Ótimo, menos dois.

Ele me guiou pela escada branca que dava no segundo andar. Subi os degraus observando a casa com paredes marfins e muitos lustres. No corredor, a medida que nos aproximávamos do quarto que provavelmente era do bebê, senti os músculos do seu braço tensionarem. Ele também está nervoso, mas tentando se manter firme para que eu me sinta segura. Antes de bater na porta, puxei-o para um beijo rápido, mas que significava que, independente de tudo, estávamos juntos, e enfrentaríamos o que quer que fosse unidos.

'Entre', autorizou nossa entrada uma voz feminina em espanhol através da porta marfim com enfeite de carrinho de bebê azul.

Ele foi à frente e pôs o rosto através da porta, como se verificasse a situação interna do quarto e, então, me puxou para dentro do cômodo.

A voz feminina era a de uma babá. Parecia uma senhora de uns 50 e poucos anos, com jeito de avó e uniforme igual ao da empregada que nos recebeu.

O jeito com que Thibaut e a mulher se falavam dava a entender que se conheciam há um bom tempo, talvez ela tivesse sido a babá de Adriana.

-Marta está no banho e Adriana está aqui no quarto ao lado.-afirmou em inglês quando a mulher nos deixou sozinhos com o bebê - Vamos ter alguns minutos de paz sozinhos com esse garotão e depois vamos vê-la.-ele apontou feliz para o berço e nos aproximamos.

O berço era branco, combinava com as paredes azuis claro decorada com carrinhos. Dentro dele, havia um bebê com um pijama amarelo, um tufo de cabelos escuros e bochechas rechonchudas. Os olhos estavam arregalados, como se observasse o que ocorria no quarto. Parecia com Thibaut, principalmente quando as bochechas do pai estavam ressaltadas num sorriso.

-Lindo, não é?-perguntou enquete fazia carinho da cabeça do filho.

-Sim.-falei com voz de admiração e apreciei o bebê e o pai, tentando não idealizar nada, e falhando grandemente.

-Pegue-o.-incentivou com um sorriso.

-Não.-dei um passo para trás, nunca tive contato com um bebê tão de perto, nenhum parente e nada, apenas pacientes. Seria estranho.

-Ande, pegue.-incentivou novamente.-Ninguém melhor que você sabe cuidar de um bebê.

Ele falou e continuei estática. Ele então pegou o bebê em seus braços e foi em minha direção. Então ele fez como se fosse deixar o bebê comigo, fui recuando até bater na poltrona de amamentação branca atrás de mim. Não tive escolha e recebi o pequeno em meus braços.

-Olá, Nicolas- comprimentei-o com voz suave. Me familiarizei com o pequeno, o peso, o tamanho, o jeito que mais gostava de se aconchegar em meus braços. Ele fazia caretas típicas dos bebês e eu o acompanhava, resmungando como se conversássemos. Fiquei minando-o pelo quarto, absorta naquele ser minúsculo.

Enquanto eu andava pelo quarto, Thibaut nos observava tinha uma das mãos no queixo, como se refletisse sobre algo e chegasse a uma grande conclusão. Ele sorria, muito. Continuei mimando Nicolas pelo quarto, deixando para perguntar a Thibaut depois sobre o que ele pensava.

Então, houve um tumulto no quarto. Uma voz em espanhol gritava feroz enquanto olhava para mim. Reconheci a autora pelas fotos que vi anteriormente, era Marta.

Ela era uma mulher bonita. Estava num vestido branco estilo bata, cabelos castanhos longos e molhados, e olhos verdes. Era um pouco mais baixa que eu, me senti relativamente alta com meus 1,68 metros. A pele sem o bronzeado que via nas fotos era a única diferença significativa.

No pouco que entendia daquele espanhol carregado de raiva, ela perguntava quem era eu. Me senti acuada, tinha um bebê no braços e estava sem reação. Thibauut pulou em sua frente, ficando entre nós como se para me proteger.

Eles bateram boca e ela aparentava estar pouco preocupada com o bebê presente no recinto e na filha no quarto ao lado. Ela apontava pra mim e parecia me xingar das piores coisas. Quando ela tentou avançar sobre mim, Thibaut a segurou pelos braços, contendo-a.

Nicolas, com toda essa perturbação ao seu redor, começou a chorar. Tentei acalmá-lo, mas era difícil fazê-lo com sua mãe gritando histericamente em nossa direção.

A babá entrou apressadamente no ambiente e tomou-o de mim, levando-o para outro lugar. No meio da confusão, reparei nos retratos nas prateleiras brancas.  Fotos de Thibaut com Marta, da família que eles formavam. Em uma, estavam num ambiente natalino, luzes picantes ao fundo, ele estava num terno e Marta, num elegante vestido vermelho, que realçava sua barriga. Ele tinha, em um dos braços, Adriana num vestido vermelho rodado, e no outro, Marta, com sua outra mão protetoramente sobre a barriga. Todos sorriam para a foto em família. Em outra, estavam os dois num lugar parecido com um jardim, Marta usava um vestido branco, exaltando a barriga arredondada, e ele, uma camisa branca. Thibaut estava atrás dela e beijava o topo testa da mulher, enquanto envolvia a barriga dela com as duas mãos.

A gritaria e aquelas imagens eram demais pra mim, me sentia a pessoa errada no lugar errado. Deslocada, acuada, triste. Uma intrusa.

Eu o amava, muito. Mas, o pensamento de que ele logo voltaria para Marta não abandonava minha mente. Resolvi sair dalí, antes de chorar por algo sobre o qual não tinha controle algum.

-Te espero lá fora.-disse para ele, me esquivando de Marta, quando ela tentou me puxar pelos cabelos. Eu não a agrediria num estado desse. Ele a conteve antes que me atingisse.

-Você está bem?-perguntou gritando e eu, nada respondi, mais uma palavra e lágrimas descontroladas jorrariam de mim.

Saí correndo daquela casa, em direção à rua. Um velho homem regando seu jardim na casa da frente ficou me encarando. Resolvi ir embora, não iria chorar na frente de um estranho.

 Por sorte, um taxi passava bem na hora em que eu mais queria sair dalí. Entrei no carro, quase aos prantos, e pedi para que o taxista me levasse para o único lugar que conhecia pelo nome naquela cidade: o hotel onde estava hospedada.

 



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