História The Midnight Rose - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias TWICE
Personagens Sana, Tzuyu
Tags Satzu
Visualizações 37
Palavras 1.964
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Mistério, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Homossexualidade, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 1 - My Heart Belongs to You


Fanfic / Fanfiction The Midnight Rose - Capítulo 1 - My Heart Belongs to You

1811 - Império Austríaco

Tudo está normal hoje em Viena, o que me deixa em um tédio absoluto, nada de interessantes acontece aqui. Queria estar passeando pelos jardins em volta do castelo, porém minha mãe, a rainha, me obrigou a ficar hoje no meu quarto para eu provar o vestido do casamento.

Meu pai deu minha mão ao herdeiro do trono prussiano por causa da herança e da propriedade do reino vizinho. O pior de tudo é que aquele príncipe é um chato, só vive falando de politica, economia e bla, bla, bla. Entediante.

Já vesti trezentos vestidos e nenhum deles me agradava, pelo motivo de eu não querer casamento nenhum. Eu já tentei convencer meu pai pra desistir dessa união entre mim e o príncipe prussianos de todas as maneiras, porém nenhuma delas surtia efeito algum no rei austríaco.

Enquanto eu estava sentada na minha cama escutando minha mãe dizer como se comportar quando chegar o dia do casamento, uma revolução se instalava por toda a Europa, e claro, todos os reis que governavam no continente tinham medo desse movimento se tornar maior e chegarem nos seus reinos tirando o trono deles. Quando esse dia chegar eu irei assistir na primeira fileira os imperadores serem destronados, nunca fui com a cara de nenhum que meus pais me apresentaram. Suas atitudes apenas enfurecia o povo, principalmente os artesões e o resto que é da classe baixa, eles sustentavam todo aquele governo e como pagamento, os impostos aumentavam. O dinheiro que chegava nas mãos do reis servia apenas para seus luxos: festas, roupas chiques, um novo palácio, etc.

Quando todo mundo saiu do meu quarto eu troquei de roupa, vesti um vestido simples e tirei tiara de diamantes. Tentei ficar o mais simples possível pra conseguir passear pela cidade sem ser reconhecida. Sai pela porta dos fundos e fui em direção a saída do palácio, lá dentro era bonito, porém do outro lado era mais ainda mesmo com tanta simplicidade.

Fiquei um bom tempo passeando pelo campo de margaridas que tinha aos redores do reino até que ouço gritos e sons altos de tambores. Quando olhei no horizonte demorei um pouco pra reconhecer quem era, ate que vi que não se tratava dele, mas sim deles.

A revolução estava finalmente chegando ao império Austríaco...

1813 - Império Prussiano

Rainha: Sana, entre logo no palácio! - Ouvi os gritos da minha mãe porém nem me deu o trabalho de entendar suas palavras, eu estava totalmente admirada por aquele reino. Tudo era bonito, tinha flores e fontes espalhadas por todo o lugar. As pessoas viviam com um sorriso no rosto, ao contrário dos outros países europeus, a Prússia era a que estava melhor comparado aos outros reinos.

O reino da Áustria lutou contra um bom tempo contra os revolucionistas que vinham, e pra piorar ainda tinha a guerra contra a França que ameaçava inavdir nossas terras, e quando isso finalmente aconteceu todos os nobres e os reis vieram se refugir na Prússia. Nós vamos ficar por um tempo aqui até que as coisas fiquem calmas e voltem aos seus devidos lugares.

Quando chegamos já fomos diretos aos nossos quartos que já estavam reservados para descansar já que depois iria ter uma celebração pela união entre mim e o herdeiro do trono prussiano, o casamento só iria acontecer algumas semanas depois, porém todo mundo quis comemorar esse evento. Eu tive que aguentar várias pessoas dizendo que nós iríamos viver uma linda história de amor, e escutei também alguns nobres dizendo várias qualidades do príncipe, das quais ele não possuía , eu convivi um tempo com ele e sei muito bem que ele não e todas essas coisas que os outros dizem.

Pedi licença a todo mundo na mesa dizendo que precisava tomar um pouco de ar puro, e quando tive a permissão para sair daquele local em me direcionei aos jardins reais, os mais bonitos, pelo menos era o que todo mundo dizia e eu tenho que concordar. Me sentei num banco em frente á um lago e logo uma garotinha se sentou ao meu lado, conversei bastante com ela e fiquei sabendo que tinha uma lenda naquele reino na qual todo mundo acreditava. Segundo a pequena, toda dia a meia-noite é possível ver uma garota rodando pela cidade com um véu no seu rosto e quando está perto do astro-rei aparecer ela sempre desaparece, ninguém tem provas concretas de que ela existe porém várias pessoa relataram suas aparições no reino. Achei isso bastante interessante, voltei pro meu quarto pensando realmente se essa garota existia ou se era apenas fruto da imaginação de alguma pessoa. Apaguei a vela ao lado da cama e virei pro lado da janela aonde pude ver a Lua junto com as estrelas iluminar toda a escuridão que habitava dentro de mim.

No meio da noite eu acordo com uma voz de alguém cantando, eu poderia voltar a dormir porém minha curiosidade é maior. Me levanto da cama e acendo um candelabro com três velas. Saio pelo jardim e sigo a voz que preenchia todo aquele lugar. Quando me dou conta eu já estou fora do palácio real, mas eu já estou aqui e não vai ser agora que eu vou desistir.

Entro na floresta até que encontro um muro iluminadado apenas pela Lua já que as velas que estavam comigo foram apagadas pelo vento frio da noite. Abro o portão a minha frente e dou de cara com um jardim, muito acabado, as plantas e flores ali já estavam todas mortas, tinha um chafariz no meio do lugar porém nem água tinha nele, a única coisa que tinha se salvado ali era uma rosa vermelha igual ao sangue, a única coisa que a protegia dos animais eram seus 4 espinhos que se mantinham firmes e fortes prontos para qualquer perigo. Acho uma redoma de vidro e a pego botando com todo cuidado em cima da rosa. Sai daquele local com um ideia em mente, amanhã mesmo eu irei voltar pra cuidar desse local. Eu estava saindo da floresta até que percebo que no final nem soube quem estava cantando nos jardins reais.

Dia após dia, e eu reservava pelo menos umas 4 horas do meu dia para cuidar daquele jardim. Aquele lugar depois de alguns cuidados estava totalmente divino, só faltava um pouco de água para as plantas e eu então sai do local e fui pegar água em um lago que tinha perto. Quando voltei ao jardim vi um pessoa ajoelhada em frente a rosa vermelha, já se passava da meia-noite e eu precisava terminar de arrumar tudo ali pra voltar pro palácio. Eu chamei a moça umas duas vezes porém a mesma parecia não me escutar. Me ajoelhei ao lado dela e percebi que suas íris castanhas se mantiam fixas na rosa.

Garota: Essa rosa é muito bonita... - Ela olhou pra mim e eu assenti com um sorriso. - Sabe, o nome da dona dessa jardim era Tzuyu. Ela sempre cuidou desse local até que um dia... puf! Ela desapareceu do mapa.

Achei estranho todo aquela conversa, mas não questionei apenas fiquei calada.

Conversei por um bastante tempo com a garota e assim foi, eu semore perguntava o nome dela porém a mesma nunca me dizia. Todo dia eu voltava ao jardim e a encontrava olhando para a rosa, nunca consegui relacionar ela com aquela flor em nada.

Um dia ela me levou até o topo de um morro, de lá dava pra ver todo o reino prussiano e na nossa frente estava sendo mostrado o astro-rei se recolhendo em seus aposentos dando lugar para a Lua e a estrelas iluminarem o céu com seu brilho.

Garota: Você conhece a lenda daquela menina da floresta? Que ronda pelo reino? - Ela perguntou fixando seus olhos nos meus, e eu assenti. - Eu acho que essa garota apenas ronda pelo reino por que tem medo...

Sana: Medo?

Garota: Medo de encontrar o amor e se machucar, medo de fazer amigos e perdê-los por causa de uma guerra estúpida. Eu acho que ela é bastante solitária, ela tem um vazio dentro dela que nunca foi preenchido por nada. - Ela encostou sua cabeça no meu ombro e fechou seus olhos sentindo a brisa que vinha do horizonte tocar sua pele.

Sana: Afinal, como você sabe que ela se sente desse jeito?

Garota: Não sei como você até agora não adivinhou que eu era a garota que desapareceu. - Soltou uma risadinha e olhou para mim novamente. - Eu era uma pessoa normal, tinha minha família, meus amigos, porém um dia a guerra chegou até meu reino e desvastou todas as pessoas que eu mais amava na minha vida. A única coisa que me restou foi o jardim, porém eu não tinha mais ânimo pra cuidar dele. Eu fui me isolando cada vez mais, tanto que eu só saía meia-noite, o horário em que todos os cidadões estão dormindo e voltava para minha casa antes do sol nascer, e usava principalmente um véu para ninguém ver meu rosto. Tinha medo de chegar perto de alguém e depois a perder novamente. Por causa desses meus passeios noturnos eu fiquei conhecida como a rosa da meia-noite, por causa que eu sempre aparecia esse horário e com uma rosa no meu cabelo. Todo mundo me associou como uma fada, uma louca, uma guardiã da natureza, porém todos eles estavam errados. Eu sou apenas uma garota comum, nada de interessante acontece na minha vida, não vejo mais as coisas com o mesmo brilho de antes. Tudo me parece tão tedioso.

Algumas lágrimas rolavam pelo seu rosto, e eu logo as limpei. Ficamos caladas por um instante, até que ela quebrou o silêncio que estava instalado naquele local.

Tzuyu: E hora de eu ir embora. As luzes do meu show nesse mundo já se apagaram faz tempo, o problema é que eu estou apenas querendo adiar minha partida.

Sana: Como assim você vai embora?! - Perguntei indignada mas com uma tristeza dentro de mim. Eu gostava de tê-la por perto.

Tzuyu: Minha hora chegou princesa. Mas antes... - Ela voltou pro jardim e voltou com a rosa, e botou no meu cabelo. - Guarde para sempre essa rosa. Ela é a única lembrança viva que você terá de mim, ela é uma rosa muito especial para mim. Eu sei que você não quer que eu vá embora, mas eu preciso ir, mesmo que você não queira isso. Eu senti desde o começo que você é uma pessoa boa, eu vejo a purez na sua alma. Ppr favor, prometa-me que não irá esquecer esse momento que tivemos juntas. - Eu sussurei um "prometo" e fui surpreendida por um beijo dela. Um beijo que misturava tristeza e saudade. Ela virou para o campo de rosas e sai andando até que as petálas das flores a levaram embora, para longe de mim...

Anos depois...

Hoje tenho 84 anos, me casei com aquele príncipe prussiano que hoje é rei. Aconteceram várias mudanças nesses últimos anos, porém eu não estou afim de listar as inúmeras guerras que teve e as batalhas que foram perdidas.

Todo dia eu sento nesse mesmo morro e espero o astro-rei se põr. A rosa vermelha ainda continua viva, ela é a única coisa que destaca meus cabelos longos e grisalhos, seus 4 espinhos não me machucam, eles me fazem cocégas.

Sempre me lembro do último momento que tivemos juntas. E até hoje eu volto nesse local esperando a reencontrar, porém isso nunca aconteceu. Mesmo eu não a vendo eu sinto sua presença perto de mim, me guiando.

Eu não tenho muito tempo de vida e eu sei disso. A velhice chega pra todos, e pra mim isso não é algo horrendo mas sim um privilégio. Deus me deu a oportunidade de envelhecer e ver meus filhos crescerem, e eu o agradeço muito por isso.

Seja aonde você estiver Tzuyu, saiba que eu te amo e sempre te amarei.

Meu coração pertence a você...


Notas Finais


Espero que tenham gostado 😄
Beijos de luz no core de vocês ❤


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